e como raio é suposto alguém conseguir impor respeito nestes dias em que a única forma da cadela sossegar, é deixá-la deitar-se ao meu lado no sofá? vencida(s) pelo cansaço.... eu consigo finalmente adiantar trabalho. ela, por fim, respira fundo. adormeceu.
terça-feira, janeiro 27, 2009
help....
eu juro... mais uns minutos e vou entregar a cadela de mão beijada aos gatos gordos com que ela andou à luta hoje à tarde.
já perdi a conta das vezes que esta tarde disse "não", "chão", "para a tua cama", "feia" e "castigo". e insiste em subir para o sofá sempre que me apanha ao telefone. chiçaaaaaa que é persistente!
era só um desabafo...
sit and listen to the rain
há dias em que me apetecia simplesmente deixar a bobina a correr atrás dos gatos rua fora a seu bel-prazer, e voltar para casa sozinha (eu!) como se não fosse nada comigo. é que para além de fugir por completo do meu alcance, ouve-me chamá-la, pára o que está a fazer, olha fixamente para mim lá ao longe, e continua a sua caça ao gato como se a dona não existisse e muito menos estivesse no meio da rua a gritar "bobina".
acredito com todas as minhas forças que estes dias sucessivos de mau comportamento são fruto de dias sucessivos de chuva, em que a coitada da cadela nao pode correr em lado nenhum sem cair numa poça ou ficar com as patas enterradas em lama. ai o pêlo comprido...
domingo, janeiro 25, 2009
being quiet....
depois de dois dias longe da dona, e de uma tarde inteira de correrias em casa da avó raquel, a bobina dorme tranquilamente na cama dela há quase duas horas. tranquilamente é relativo, se tivermos em conta o número e a estranheza das posições em que já ressonou, se ela ressonasse, claro. e eu, pois que estarei de castigo aqui no sofá até a fera acordar porque não sou capaz de lhe interromper o (necessário) descanso. assim que puser um pé no chão, é esta a ordem de actividades: salta de cama, sacode o pêlo, abana o rabo e salta-me para as pernas. esteja ou não em sono profundo.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
missing dog
há uns meses, os dias em que deixava a bobina no "hotel", eram dias de alívio, descanso, despreocupações, saídas. cinco meses depois (mais coisa menos coisa) de ter dado entrada nesta casa, a bobina tem definitivamente o seu lugar conquistado. deixei-a hoje no "hotel" do costume. vai lá estar apenas por duas noites, e ninguém imagina do sufoco que senti esta semana sempre que pensei no assunto. andei até à última a tentar encontrar uma alternativa, mas sem êxito. não vou poder estar com ela amanhã e depois. e está a custar-me mais do que quando tive de a deixar 3 semanas em setembro.
depois da difícil despedida (a ansiedade do abandono dificulta tudo), o regresso a casa é no mínimo estranho. não tenho ninguém a querer passar a porta por baixo dos meus pés. ninguém a querer subir para o sofá à força toda, nem em correrias desenfradas pela casa e pelo quintal, ninguem a saltar-me para as pernas cada vez que me movimento, nem a lamber-me as mãos cada vez que me baixo para apanhar qualquer coisa. apercebo-me agora que quando a bobina não está, passo novamente a ter apenas uma sombra. sabe a pouco.
e dias de alívio são agora aqueles que passo com esta cadela milagrosa debaixo de olho. estou a um passo de entrar nos 30, e chego à conclusão de que tenho muita pena de só agora ter tido a oportunidade de conviver de perto com a classe canina. nunca fui de dizer que gosto mais dos animais do que das pessoas, mas às vezes é complicado não partilhar dessa opinião.
terça-feira, janeiro 20, 2009
taste of green
a bobina gosta de bróculos cozidos e beringela crua. e por hoje chega de novas experiências, porque felizmente o jantar já confeccionado não me caíu todo ao chão.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
zzzzz
há muito tempo que uma 2ª feira não me sabia tanto a 2ª feira. há dias em que sinto com todos os meus sentimentos que era capaz de viver o resto da minha vida sem trabalhar. que era capaz de ocupar todos os meus dias com actividades lúdicas e saudáveis sem me aborrecer por um minuto que fosse. mesmo que todo este pensamento não passe tudo de uma ilusão de 2ª feira de alguém que não consegue estar sem fazer nada. é uma ideia bonita.
and the beat goes on...
é possível que seja uma fase. é provável que nem por isso. nova tentativa de ordem de soltura no parque de benfica onde a bobina já tem cartão de sócia. novo gato na área. desta vez, felizmente, o gato não correu para a estrada. não satisfeita com o susto (a dona), decidi libertá-la novamente dado que já não havia felinos, pelo menos, no meu raio de visão. decisão errada... com medo do raspanete, ou outra coisa qualquer que a valha, a bobina decide desatar a correr a alta velocidade, como é seu apanágio, por todas as encostas do jardim, perdendo-se de vista por alguns minutos entre arbustos por podar. o que mais me tira do sério nestes acessos de desobediência é que a fera sabe que está a desafiar a dona. de outra maneira, não viria por fim ter comigo a rastejar e com o rabo entre as pernas.
será tudo isto um teste à minha (escassa) paciência? o que é certo é que com os acessos de desobediência dos últimos dias, o jornal com que a castigo (como se diz às crianças: é mais o susto) já está a ficar sem páginas de tão desfeito que está... vou ter de arranjar outro blitz. a primeira página spiritualized já foi à vida.
domingo, janeiro 18, 2009
cats & dogs
ando a treinar a bobina em breves passeios sem trela, dentro de locais resguardados de carros, como parques e descampados. comecei há pouco tempo a soltá-la no parque onde a passeio diariamente. evito faze-lo porque são raros os donos que ali passeiam os cães com trela. nao percebo como se torna regra sair pela rua fora com os cães soltos. eu percebo que possam estar altamente treinados a permanecer perto do dono, que estejam velhinhos e já sem forças para correr ou desobedecer... mas há outros cães na rua, que não só estão cheios de energia para os desafiar, como podem não se entender com os outros, supostamente, inofensivos. ninguém pode prever se dois cães/cadelas se vão entender ou rosnar um ao outro. e, acreditem, há cães com mesmo muito mau feitio. não é o caso da bobina. nunca a vi rosnar a nenhum cão nem cadela.
onde é que eu ia? na ordem de soltura. depois de verificar que nao havia outros animais nem à solta nem presos no parque, soltei a bobina por uns momentos. correu e saltou tudo o que quis durante uns bons 15 minutos, dentro dos limites impostos pela dona, eu mesma. até que...
até que se afastou um passinhos e conseguiu visualizar a rua, lá em baixo do jardim. pior... avistou ou cheirou ou sei lá o quê uns quantos gatos que ali andavam. conclusão: não foi atropelada porque não calhou. ou melhor, porque o carro vinha devagar e parou a tempo. foi a correr até ao fundo da rua, e eu bem que podia chamar à vontade, que ela - tenho impressão - nem ouvia.
no fim de contas, e depois de ter posto um gato no cimo de uma árvore a uma altura mais ou menos equivalente a um 2º andar, foi esconder-se do ralhete da dona. só gostava de perceber por que raio têm os cães o instinto de caçar gatos. e espero do fundo do coração que a bobina não tenha de sentir na pele o que as garras dos gatos lhe podem fazer àqueles lindos olhos e àquele focinho irresistível, para que deixe de lhes querer pôr a vida em risco. e a dela também!
quinta-feira, janeiro 15, 2009
toys
a quantidade e o requinte das asneiras que a bobina faz enquanto está sozinha é directamente proporcional ao número de horas que está por sua (dela) conta e risco. felizmente, esta cadela tem alguma sorte nesse aspecto, porque faço das tripas coração para que sejam raros os dias em que está sozinha de manhã à noite.
por mais brinquedos e bolas que lhe deixe para que se entretenha enquanto vou ali trabalhar e já venho, não há nada que ofereça concorrência às molas da roupa que caem dos andares de cima, às pedras que estão misturadas com a terra do quintal, nem aos arames que prendem as palhinhas que forram os muros lá de fora. os brinquedos? esses geralmente, quando regresso a casa, estão exactamente no sítio onde os deixei. arrumados.
já comprei um pouco de tudo a nível de entreténs para a cadela. regra geral, e depois de um momentâneo entusiasmo inicial pela novidade, a bobina despreza tudo quanto é brinquedo mais rebuscado. sejam aqueles feitos de cordas grossas, pneus de borracha para roer, rodelas cheias de piquinhos para entreter os dentes, rodelas com sininhos para distrair... tudo empurrado para um canto. até um que diz na embalagem ser super eficiente para entreter e ao mesmo tempo ajudar à higiene dentária dos cães e que me custou 10 euros. intacto!
outro truque que nao resulta com a bobina: os ossos para roer. assim que se apanha sozinha com eles e com a porta do quintal aberta vai enterrá-los. e quando pensamos que nunca mais os encontra, aparece com eles na boca, completamente desfeitos e transformados numa espécie de trapos com terra, como se fossem o maior petisco do mundo.
do que ela gosta? que eu vá ao continente e traga cenouras sorridentes e bolinhas de rugby, ambas de borracha, daquelas que apitam quando se morde e que custam 2 euros. um êxito cá em casa! a desvantagem? duram sensivelmente meia-hora naqueles dentinhos. já para não falar que ao fim dessa meia-hora há bocadinhos de borracha espalhados pela casa toda.
.....
continuo sem perceber por que razão o fim do mundo tão depressa aparece como desaparece da minha cabeça. acho que sempre será assim. por agora, as tempestades acalmaram. tranquilidade instalada. algumas noites bem dormidas têm poderes curativos que a razão desconhece.
rain drops keep falling on her head.....
As combinações "cão com chuva" e "iscas com elas" estão practicamente ao mesmo nível na minha lista de parcerias a evitar.
quando se alerta uma pessoa desprevenida para as contrariedades da vida-com-cão fala-se sempre do mesmo: as despesas do veterinário (vulgo vacinas), os passeios várias vezes ao dia, as férias, os banhos, os pêlos pela casa fora, o sofá e os sapatos roídos.
e pergunto eu: por que raio ninguém me falou dos malefícios do inverno na rotina diária de um cão? hummm? acredito que mesmo que o tivessem feito, estando nós no verão quando a bobina deu à costa, nunca me tivesse passado pela cabeça que esta conseguisse ser uma época assim tão chata.
os horários dos passeios corrompidos pela chuva, dias inteiros em casa deitada à porta à espera (a bobina, nao eu) que a porta se abra, passeios fugazes no quintal debaixo de chuva, patas molhadas a sapatinhar a casa toda, pêlo molhado que não só espalha o incrível aroma a cão molhado, como exige o uso constante de toalhas e mais toalhas, e em casos mais graves, do mal-amado secador! o positivo no meio disto tudo é que a fera por esta altura já não partilha do pavor que classe canina em geral nutre pelos secadores. Tem-lhe apenas respeito, sobretudo se estiver ao meu colo enquanto lhe trato, literalmente, do pêlo.
e como se bastasse tudo isto, a cadela tem pêlo comprido. ou seja, a escova, a par das toalhas, é por estes dias a nossa melhor amiga.
terça-feira, janeiro 06, 2009
broken nail
se a bonina é que faz das pedras do quintal o prato do dia, não percebo por que raio sou eu que continuo a partir um dente aqui um dente ali. como se não bastasse a fortuna que se gasta num sorriso inteiro e branquinho de orelha a orelha (valham-me pelo menos os elogios dos vários médicos ao "branquinho" da minha dentição), trago comigo a notícia de que se roer mais uma unha fico novamente sem parte de um dos dentes da frente. o mesmo dente que sexta à noite ficou incompleto. O mesmo dente que há vinte e tal anos tem sido ferramenta essencial nesta tarefa "pouco estética" aos olhos de muitos (e eu com isso...). o mesmo dente que desde ontem está de novo impecável e que agora se tornou numa espécie de dente-protegido-preferido. é este e o molar que há coisa de uma mês me custou um ordenado, mais coisa menos coisa. por este andar, acho que em breve vou ter mesmo de começar a acompanhar a bobina numas pedrinhas ao fim da tarde no quintal.
não foi resolução de ano novo porque nunca o seria. mas desde ontem que, por motivos de força maior, fui forçada a deixar de roer as unhas. e agora?
domingo, janeiro 04, 2009
2009
a sensação é de alívio. lembro-me da alegria com que entrei em 2008 e de todas as expectativas que depositava nesse, entao, novo ano. agora o alívio. respiro fundo por ter terminado um ano que, resumindo e concluindo, não dou como positivo. claro está que muita coisa muito boa aconteceu pelo meio, mas no fundo no fundo o meu balanço diz-me que 2008 se resumiu a um ano em que, por meias palavras, dei tudo por tudo e perdi. e de forma justa, reconheço sem problemas.
como não tenho mau perder, depois de algumas semanas de intenso trabalho mental, assimilei a derrota com toda a ombridade. no meio de todo o fumo que me saiu das orelhas e do próprio cérebro, cheguei à conclusão que apesar dos "maus resultados" obtidos, consegui "jogar" de uma forma que me espantou a mim mesma, e que me faz agora, a frio, ver que estou mais em forma do que alguma vez estive.
volto a pisar novo ano com a mesma alegria do ano passado e com as expectativas a dobrar. diz que 2009 é dos aquários... e mesmo que não seja... 2008 acabou. ufffffff.......... it's a kind of magic.
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