terça-feira, junho 21, 2005

hi5 to hard-fi.....

stars of cctv sai em inglaterra no dia 4 de julho. é a estreia discográfica dos hard-fi, banda britânica liderada pelos olhos castanhos de richard archer, um puto ambicioso que vem da santa terrinha e agora quer vender discos nos estados unidos. diz que não anda aqui para competir com os razorlight nem com os killers, mas sim com o eminem. think big é o que lhe vai na alma e em breve nos bolsos. qualquer que seja o concorrente, os hard-fi estão bem lançados na corrida, para já com tied up too tight e, sobretudo, com hard to beat que é um tema do caraças para fazer tremer as colunas e parafernálias afins.



orelhas de burro:

Image hosted by Photobucket.com

hard-fi - stars of the cctv - 2005


ps - a propósito... aproveito para dizer que sou alérgica a essa praga inenarrável que dá pelo nome de hi5. já me chega o msn.

eurosport music.....

consta que é tudo uma questão dias até ser anunciado o novo nome da banda. nao interessa... o nome anterior também não fez grande mossa, a não ser no campo do desporto televisivo, de resto duas áreas em que me sagro profunda entendedora... desporto e televisão. adiante. uma banda sueca chamada eurosport, aliás acho que é uma dupla, mas ainda não consegui encontrar grande coisa escrita em inglês. sonoridade 80's que varia entre o piroso-vergonhoso e o vício irresistível de verão. e apesar de às vezes isto até me fazer lembrar aquele mito nórdico vá de retro do sábado à noite chamado wighfield ainda estou na assumida fase do vício irresístível, até porque hoje se assinala o arranque do verão e depois de um dia de praia como o de hoje era mesmo disto que me apetecia ouvir pela noite dentro, que com este calor não há quem pregue olho e assim pode ser que cá chegue o fresco. your brother is my only hope, tell no one about tonight e music baby é o que se arranja por enquanto. tudo uma questão de tempo.


Image hosted by Photobucket.com

sexta-feira, junho 17, 2005

sunshine tangueta.....

praia e tanguetas novas para tardes de esplanada em refúgios tipicamente lisboetas onde ainda se consegue respirar debaixo de chapéus de sol em espírito de férias agora temporárias mas sem fim à vista. só mar. ir e voltar. voltar a matt mahaffey, mentor do projecto self, que para além do vício da maquinaria musical tem um apuradíssimo sentido melódico e um profundo conhecimento natural do conceito de sunshine tangueta. vício... a canção this is love do mais recente porno, mint & grime. e amanhã o regresso obrigatório a brendan benson.


orelhas de burro:

Image hosted by Photobucket.com

self - porno, mint & grime

terça-feira, junho 14, 2005

new horizons....

"this is different, this is our new album, it's not like our old album"

segundo disseram os lemon jelly numa entrevista de promoção do novo álbum, a ideia desta frase escrita no habitual autocolante emplastrado na capa do disco foi lá posta para não enganar os fãs que esperavam encontrar neste 64'95' um lost horizons part two. psicologia invertida ou não, foi o suficiente para me fazer picar o álbum de uma ponta à outra na renovada vc das amoreiras. não o trouxe, nao tinha preço afixado, nem eu tinha notas de vinte. gostei do primeiro álbum dos lemon jelly, ky, ainda comprei o segundo pensando que fosse à confiança, mas enganei-me. achei-o chato, muito chato, não o devo ter ouvido mais de três vezes. já nem contava ouvir este, mas a arte de fazer tempo em centros comerciais tem destas coisas. e agora que o oiço por inteiro em mp3 apetece-me voltar à loja e trazê-lo. talvez o tenha ouvido no dia certo, talvez esteja com outra disponibilidade para ouvir certo tipo de discos, mas isto soa-me muito bem. guitarras e tanguetas batidas. o chill out para mim é isto.


orelhas de burro:

Image hosted by Photobucket.com

lemon jelly - 64'95' - 2005

sleepmore.....

percebi agora que muitas das minhas crises existenciais são nada mais do que o fruto do acumular de poucas horas de sono e do cansaço que daí advém e que por norma insisto em ignorar.... até ter em mãos mais uma crise de ansiedade. a isso ainda não consigo fechar os olhos. ainda bem, porque a solução para esse problema passa mesmo por fechar olhos e apagar durante doze horas. tudo como dantes, é para lá que sigo. i'm good now, como o bob schneider e o santo antónio. we're going the distance, we're going for speed...... travão de mão.

terça-feira, junho 07, 2005

k-otic....

o k-os lembra-me os roots. conheci o senhor numa primeira parte dos roots no zenith em paris em 2003 (?) se não me falha a memória. apesar dos atrasos de última hora e das confusões do costume chegámos a tempo, eu e a m&m, de ver a actuação do k-os debaixo de uma nuvem de fumo intensíssima que quase apagava os mortiços sinais luminosos de "défense de fumer". na altura lembro-me que a prestação dos roots e respectivos convidados, muitos, apagou qualquer memória musical que tivesse assimilado por esses dias, e por isso aguardo com expectativa máxima a passagem por coura, mas o certo é no dia seguinte, numa fnac qualquer, quando vi o álbum na prateleira voltei a lembrar-me do concerto de abertura, e que apesar da concorrência desleal acabou por deixar no ar o espírito ideal para o prato principal. [isto deve-se pegar, já estou a rimar sem notar...] comprei o disco, exit, mas acabei por oferecê-lo a quem de direito, el gangsta marino rapper por excelência, e fiquei com uma cópia, que ouvi incansavelmente nos dias que sucederam ao regresso de paris. kheaven brereton é o nome por trás da teoria do caos que ontem tomou conta do alquimista a rebentar pelas costuras. o calor insuportável e os ritmos que saltavam do palco pediam por favor para que aquele concerto estivesse a acontecer lá fora. ouvi há bocado que vai haver novo concerto no sudoeste, acho que é mesmo mais por aí. não me apetece perder em grandes considerações de análise, ainda nem sequer ouvi o joyful rebellion, só o single que o download nao tá fácil, mas quer me parecer que o k-os tem mais uma série de músicas fortes e uma banda de peso, e a mistura de estilos que se ouve ao vivo, até mais do que em disco, só pode jogar a favor do artista, da banda e do público, claro. concertos destes a 5 euros? assim dá gosto. ou melhor, assim é possível.


Image hosted by Photobucket.com

segunda-feira, junho 06, 2005

markling....

parece-me justo reconhecer publicamente que depois de ter andado alguns anos a fazer um ar perfeitamente indiferente quando alguém me dizia que "o homem que mordeu o cão", por nuno markl, era qualquer coisa de extraordinário, na última semana dei por mim a organizar a minha rotina matinal em função do horário do "há vida em markl". não sei como isto foi acontecer, mas sei que o pouco que tenho tido que fazer nas últimas semanas aliado ao calor desesperante que se faz sentir em lisboa e que não me deixa dormir para além das oito da manhã ajudou à criação do novo hábito. este calor só me faz lembrar a sensação de sufoco que é acordar dentro de uma tenda de duas pessoas montada ao sol, num parque de campismo a sul, em pleno agosto.

voltando ao nuno markl... é verdade, nunca achei grande piada ao "homem que mordeu o cão", reconheço o fenómeno, reconheço o excelente trabalho do artista, mas aquilo nao me enchia as medidas, e já ninguém aguentava ouvir falar daquilo. ele era um livro, ele era outro livro, ele era um programa de televisão e o diabo a quatro, com a agravante de que eu nunca pude com a pose da maria de vasconcelos que sem mais nem ontem foi ali metida ao barulho sem que ninguém tivesse percebido bem porquê. adiante...

já falei aqui da minha relação com o humor, que por sinal nao tem nada de muito previsível. não sou fã do seinfeld, nem dos monty python, nem do mr bean. portanto, dirão os especialistas em humor que não tenho grande autoridade para opinar sobre o assunto. confirmo, mas acrescento que acho piada ao(s) gato fedorento e, como dizia lá atrás, ao "há vida em markl". melhor? não gosto de humor rebuscado nem para intelectual ver. gosto sobretudo da humildade do nuno markl e da simplicidade que passa no trabalho final e que faz parecer que qualquer um de nós era capaz de fazer aquilo tão bem como ele com uma perna às costas, sem qualquer tipo de preparação prévia. e isso não é para meninos.

sábado, junho 04, 2005

updating....

faz hoje uma semana. já dei por mim a pensar mais do que uma vez que se o sbsr fosse este fim de semana em vez de ter sido no que passou tudo teria sido muito mais fácil, muito diferente. há uma primeira vez para tudo e no meu caso foi preciso chegar aos 26 anos para me estrear de muletas num festival. num festival e não só até porque fiz questão de levar as minhas duas novas amigas a passear por essa lisboa fora logo desde o dia em que decidi descer de mergulho o último lance de escadas do meu prédio. levantei-me e fui à minha vida e só quando cheguei à faculdade percebi que dentro de uma hora, mais minuto menos minuto, já só o tom cruise, em missão impossível, conseguiria fazer mexer a minha perna direita o suficiente para conduzir até casa. acabei em san francisco. xavier, leia-se. três dias depois lá fomos as três, eu e as muletas falantes, para o parque tejo, also known as campo de concentração de loures.

dou a mão à palmatória. apanhei uma estafa como há muito não me lembro. tenho impressão que desde que fiz o inter rail que não me lembro de me ter sentido tão esgotada. um estado de exaustão que me fez ter uma crise de pânico por volta das 11h do dia seguinte por causa de um trabalho deixado para a véspera, e que por isso me fez ter uma discussão acesa, burra e desnecessária com uma colega que por sinal tinha toda a razão. reconheci-o horas mais tarde depois de ter dormido a sesta e compensado as duas horas que tinha dormido na noite anterior, e fiz o trabalho que me lixei.

gosto de me divertir nos concertos, sobretudo em festivais, onde posso estar à vontade, de pé, e fazer a festa se me apetecer sem que tenha os vizinhos do lado incomodados pelo facto de eu gostar de saltar quando a música assim o exige. e mais ainda gosto de ver concertos junto de pessoas que também pensem assim. sara, doutora, teresa, esta é especialmente para vocês.

não gostei do black eyed peas. comparado com o concerto que deram no rock in rio, este foi fraco. fiquei desiludida, estragaram o let's get it started que para mim é uma música com um power do caraças e que tem tudo para ir ainda mais longe ao vivo. não foi. foi com os new order que me esqueci que estava de muletas. não consigo dizer grande coisa sobre o concerto, foi uma cena meio mística, de comunhão, muito emocional não só pela presença em espírito do ian curtis e dos joy division, mas também por a dada altura me ter apercebido que estava a ouvir canções que, depois de anos e anos a ouvi-las em casa, nunca pensei que um dia as viesse a ouvir ao vivo. nessa altura bloqueei. acho que foi com o temptation... é das músicas que mais oiço dos new order, e de repente estava a ouvi-la ali. ao vivo. e reparei que já nem as muletas nem a perna direita me faziam falta. saltei ao pé coxinho, pois saltei, como se não houvesse amanhã, e no dia seguinte quando voltei a ouvir a música ainda me arrepiei. ainda hoje. e desde sábado passado que ainda não houve um dia em que não tivesse ouvido new order.
e o moby foi para a desgraça. contra ódios de estimação e outros que tais sou fã do moby e sempre me diverti à grande em todos os concertos que vi do senhor. este nao foi excepção. não foi o melhor, mas foi aquele em que mais me diverti. saltar o bodyrock numa perna não é para meninos, mas aguentei-me à bronca. o momento cowboy johnny cash foi brilhante e o descanso obrigatório, já no chão, ao som de walk on the wild side fica também para mais tarde recordar. e uma saudação especial à M&M.

new quiz on the blog...

aceitando repto do new kid on the blog, e com o intuito de despachar logo a pior parte (a da listagem), partilho convosco que as respostas foram dadas do fim para o princípio do interrogatório, de resto o método que utilizo habitualmente na leitura de jornais e revistas, e com o qual me sinto perfeitamente à vontade.

1 - Tamanho total dos arquivos do meu computador?
10 GB de música num disco de 40 GB.

2 - Último disco que comprei?
gimme danger, o cd que vem com a uncut do stevie wonder. se este não contar, se não me falha a memória o último que comprei sem revista acho que foi a deluxe edition do guero do(s) beck para curar uma neura monumental. para grandes males, grandes remédios.

3 - Canção que estou a escutar agora?
go-betweens - boundary rider (não só agora como em repeat mode nas últimas semanas. podia perfeitamente figurar na lista abaixo - a segunda - mas como é muito recente na secção pessoal orelhas de burro acabou por ficar de fora. tem efeito calmante, mas ataca o estômago.)

4 - Cinco canções que ouço frequentemente ou que têm algum significado para mim?
tendo em conta a dificuldade que tenho em arranjar organização mental suficiente para arrumar canções em listas, o que quase me impediu de responder a este quiz, não respeitarei na totalidade o que me é pedido na pergunta. em vez de um pack de cinco ofereço dois. é conforme o estado de espírito.

josh rouse – suburban sweetheart
brookville – summer parade
prefab sprout - appetite
the smiths - ask
new order – temptation

magnet – where happiness lives
her space holiday – japanese gum
longwave – wake me when it's over
joe henry – the lighthouse
u2, daniel lanois & brian eno – the ground beneath her feet



5 - Lanço o repto a outros bloggers:
sofá verde - roda livre - rua dos malmequeres - já que estás aqui - present tense

sexta-feira, junho 03, 2005

for better or worst....

a nova música dos foo fighters é um bocado, para não dizer muito, azeiteira. mais depressa imaginava o cristo-feio dos hediondos nickelback a cantar aquilo. preciso de ouvir o resto do álbum o quanto antes para tirar da cabeça a imagem do dave grohl a desfazer-se enquanto grita the best of you do fundo dos maus fígados. e se largar isto depressa talvez consiga evitar o fácil trocadilho...