domingo, fevereiro 22, 2009

no sleep 'till brooklyn......

sempre me disseram que os cães dormem muito. a d. manuela, que vive por cima de mim, no 1ºesq, queixa-se de que a cadela dela, a lady, dorme o dia todo. anda deprimida, parece. não desejo o mesmo à bobina, mas se ela dormisse pelo menos mais um bocadinho, nem pedia muito, mas só mais um bocadinho, não vinha mal ao mundo por causa disso.

pegando no exemplo concreto do dia de hoje: a bobina levantou-se às 8h30, ao mesmo tempo que a dona, como é costume. apanhou banhos de sol em cima da mesa, e andou por aí a cirandar entre o quintal e o resto da casa até às 15h, hora em que foi passear. fomos ao jardim, ao parque e andámos pelas redondezas ao bom estilo turístico. às 16h30 estávamos de volta à casa da partida. eu aterrei na espreguiçadeira lá fora até ter atacado a jardinagem. ela estendeu-se no chão, ainda quente do sol, até a água ter começado a sair da mangueira. assistiu à rega dos canteiros, refastelada no tapete da cozinha, rodeada dos brinquedos, e abrigada de qualquer gota de água que lhe pudesse atingir o pêlo, já dourado do sol. dormir? nada.

venho então sentar-me no sofá e dar andamento ao trabalho que está em falta para amanhã de manhã. ela segue-me. e como se nada fosse, deita-se de livre e espontânea vontade na cama dela e.... DORME!!! dorme profundamente. por fim, o sossego. que não durou mais do que uns bons 15 minutos. e mal se levantou, olhou para mim, sacudiu o pêlo e saiu a correr em direcção à cozinha. depois de uns goles de água, está de novo em forma para recomeçar as correrias desenfreadas. e quando digo desenfreada não estou a exagerar, porque não há travões que a impeçam de ir contra as portas, nem contra nada.

o que vale é que de noite não tem insónias.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

go towards...

os cães têm vários tipos de ladrar. como dizia o Manuel Alegre, naquela magnífica ode ao seu épagneul-breton... cães "como nós". porque nós, por mais cuidadas sejam as palavras que usamos para dizer o queremos, e sobretudo o que não queremos dizer, a entoação que lhes damos em tudo nos denuncia. porque um rosnar nunca se confunde com o ladrar de contentamento. e a pouco e pouco se vai fazendo luz. a bobina dorme, neste momento, tranquila e confortável na cama dela. e novamente... "como nós".

terça-feira, fevereiro 17, 2009

our house...

o fim das chuva (pelo menos para já) e o aproximar da primavera, para além dos banhos de sol da bobina, significa mais uma coisa: o recomeçar da jardinagem regular. as urtigas e as daninhas foram ontem à vida delas, não sem antes se despedirem convenientemente dos meus braços e das minhas mãos. hoje foi a vez das folhas e dos ramos secos, que já eram mais do que os verdes. neste momento, lá fora, o chão está quente das horas que reflectiu o sol, respira-se melhor e a vista está mais desimpedida. a época balnear abre oficialmente no dia que voltar a abrir o chapéu de sol.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

sit!

não há meio de conseguir que a bobina dê a pata, nem que se sente quando assim o peço. bem sei que a minha persistência também não é das maiores, mas as reacções da fera são de tirar a paciência a um santo. se não, veja-se: quando lhe peço a pata, regra geral, lambe-me a mão. das outras vezes, olha para mim e vira-se de barriga para o ar a pedir festas. quando lhe digo "senta" temos três hipóteses, dependendo da disposição da aluna: ou ignora a ordem da dona, ou se deita, ou - espante-se - senta-se. Agora... ainda não percebi se o faz apenas para conforto dela, enquanto espera que a dona desista de gritar tal coisa como "senta!".

eeerrrrrrr...........

é nojento, mas preciso de partilhar isto de alguma maneira. como não é um tema de conversa agradável, nem me parece que venha à baila em momento algum, aqui fica o registo por escrito:
descobri que no passeio à solta desta tarde a bobina comeu cocó, quando o vomitou todo no banco de trás do meu carro a caminho de casa. em cima de um cobertor, felizmente. mas aquele cheiro... meu deus, aquele cheiro!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

zzzzzzzz

a bobina ontem teve de ficar a tomar conta aqui da mansão umas eternas 12 horitas. contam-se pelos dedos de uma mão, e ainda sobram, as vezes que isso aconteceu desde que se juntou à família. resultado... não está habituada. presumo que tenha chorado cada vez que entrou um vizinho no prédio, que tenha ladrado a todos quantos a foram espreitar no quintal, da janela; e ainda que tenha tentado fazer trinta por uma linha ao longo do dia (aparentemente nao conseguiu porque nao houve estragos à vista nem queixas da vizinhança).
o pior de tudo... a dona esteve pouco tempo com ela, desde que chegou ao conforto do lar e até que lhe disse que eram horas de dormir. resultado... a bobina terá pensado que em querendo reclamar o tempo de qualidade cadela/dona de que foi privada, decidiu acordar-me com um focinho gelado e as tais lambidelas molhadas de que se queixa o meu sobrinho, umas singelas 3 vezes durante a noite, a começar logo à meia-noite. nada de muito grave, se eu nao tivesse de me levantar às 05h da manhã...

sunny side...

lado positivo de tantos dias de chuva consecutivos: quando damos por ela, de repente, o sol ainda vai alto às 17h30 e às 18h ainda é dia. de repente e sem notarmos o gradual do costume. antes da chuva ter começado ainda não nos podíamos dar a estes luxos.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

play and destroy

há 4 bolas de ténis às cores e três de borracha espalhadas pela casa e pelo quintal. a bobina passa dias a fio em que só liga a umas de borracha com um guizos lá dentro. hoje reservou o serão para destruir com todos os dentes uma bola de ténis laranja, que se deciciu a trazer do quintal para dentro de casa, completamente ensopada (a bola) com a chuva das últimas semanas. não sei ao certo o que vai para ali, posso só adiantar que daqui já vejo parte do interior da bola. e agora se me dão licença, vou ver com o que se parece uma bola de ténis por dentro...

cats & dogs

a bobina não sabe, nem (aparentemente) desconfia, que há um gato vadio abrigado da chuva no quintal do lado. na ausência dos donos da casa, o gato preto dorme sestas intermináveis em cima de uma mesa, que não só está abrigada da chuva por um toldo, como tem o tampo coberto de almofadas de espreguiçadeiras e afins. visto assim, chego a pensar por momentos que o gato passa o dia mais confortável do que a própria bobina. depois passa...

i win...

a bobina tem truques para tudo. quando quer ir à rua deita-se encostada à porta de casa. quando o desespero bate à porta salta para a chave pendurada na fechadura. quando quer ir para o quintal, bate com as patas dianteiras na porta. quando quer brinca traz-me uma bola ou uma toalha ou um pano qualquer para que eu faça com ela aquilo a que chamamos por aqui "a luta de panos" - ela puxa de um lado com os dentes, a dona puxa do outro com as mãos. ela rosna, e eu rosno de volta. geralmente deixo-a ganhar.
para além destes, há muitos mais. mas aquele que bate o record da chico-espertice, ela usa-o quando a mando para a cama dela contra vontade de sua excelência. deita-se na cama, pois deita, mas a pouco e pouco vai saindo, rasteirinha, até que dentro da cama já só estão as patas de trás. como quem diz, "eu estou na minha cama... olha ali as patas!"

dog watching...

mando a bobina para a cama dela depois de meia-hora literalmente em cima de mim no sofá. ela vai, a modos que contrariada, mas vai. dá cinco ou seis voltas sobre ela própria até que se deita enrolada num canto da cama. fico satisfeita com a minha decisão, porque assim ela descansa. dorme. ao fim de uns bons dez minutos plenamente convencida de que a bobina está a dormir profundamente, apercebo-me que todo esse tempo ela teve aqueles olhinhos brilhantes completamente abertos, sem pestanejar, apontados na minha direcção. estavam escondidos debaixo da franja. escondidos, mas atentos, alerta, e à espera do primeiro movimento da dona para abandonar o seu posto. assim aconteceu.