terça-feira, dezembro 30, 2008
zzzzzzzzz
quando nem a bobina se quer levantar quando meu despertador toca, não restam dúvidas de que não são horas para um despertador tocar, muito menos para uma alminha se levantar. tenham santa paciência, mas há dias em que, de manhã, é impossível ver as vantagens de trabalhar num programa da manhã. às 5h da manhã é de noite, está frio, está a chover (mesmo que nao esteja), é tudo mau. lá para as 2 da tarde, as vantagens começam a vir à memória.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
nye
não querendo parecer pobre e mal agradecida, se me perguntam mais uma vez o que vou fazer na passagem de ano, tenho impressão que sei lá o quê. há o grupo dos que não gostam do natal, ora eu pertenço ao dos que nao gostam da passagem de ano. se me apanho no dia 5 sou capaz de ir comemorar como se da passagem de ano se tratasse. antes disso, ainda vamos ter de passar pela fase do que fizemos no dia 31, onde e com quem.
domingo, dezembro 28, 2008
meet bobina
a pedido do sofá, e porque a bobina gosta muito de sofás, aqui ficam algumas fotos:
bobina deprimida no quintal em set/08 - foi aliciada com biscoitos para sair do meio das plantas.
bobina deprimida no quintal em set/08 por ter de usar o funil no pós-operatório. viveu escondida naquelas plantas durante dez dias.
bobina deprimida no quintal em set/08 - foi aliciada com biscoitos para sair do meio das plantas.
a pedir para subir para o sofá. não ganhou.
aqui teve mais sorte: no sofá da avó glória na véspera de natal08
runaway dog
a bobina foi passar o natal ao campo. foi a segunda vez que esteve no refúgio da família, onde até há bem pouco tempo nem os telemóveis lá chegavam. da primeira vez, fez a habitual vistoria de cão que pisa pela primeira vez território novo, mas não se esticou muito para fora de pé. a confiança talvez ainda não fosse suficiente para se esticar nas braçadas pelos campos fora.
desta vez, foi dona e senhora dos terrenos dos (bis)avós, bem como dos dos vizinhos, com ou sem autorização, que isso para cão que é cão que gosta de correr e saltar em liberdade é apenas um pormenor que a dona se encarregará com certeza de resolver. e assim foi.
dente os inúmeros episódios que marcaram os últimos dias da bobina e, sobretudo, dos meus avós, o destaque foi para as duas quase-fugas da cadela a quem a avó glória insiste em chamar "princesa", diz ela "porque bobina não é um nome suficientemente carinhoso para chamar a uma cadela tão linda e tão querida".
o susto maior aconteceu na véspera de natal de manhã. depois do banho-sauna que nos permite armazenar calor para enfrentar o frio do interior do país, chego cá fora ao quintal, onde a bobina supostamente estaria a farejar tudo e mais alguma coisa. chamo por ela e nada. volto a chamar, em tom mais alto e assertivo, e ainda assim nada de bobina. munida de uma calma estonteante, que fui buscar à medalha que ela traz ao pescoço com nome e número e telefone, fiz-me à estrada, que é como quem diz, fui barreira acima confiante de que veria facilmente a cadela aos saltos lá para cima. terrenos desertos, nada mais à vista.
tenho para mim, que nos momentos seguintes toda a freguesia ouviu o eco dos meus apelos: bobiiiiiiiiinaaaaaaaaaaaa (nada de estranhar se tivermos em conta que para aqueles lados, apenas se ouvem os sinos da igreja vizinha, o ladrar dos cães e os badalos das cabras, vá lá, e um outro carro esporadicamente). fui de terreno em terreno, tentando pensar como a bobina, e cheguei à conclusão que a fera teria ido longe, mas não tão longe quanto possível, porque no fundo no fundo ela é mariquinhas e queria ser encontrada a tempo do jantar. parei entao num local estratégico e durante 10 minutos, que me pareceram 10 dias, gritei bobiiiiinaaaaaaaa com toda a convicção que me foi possível.
quando lhe apeteceu, e só quando se cansou, a cadela veio ter comigo como se nada fosse, coberta de terra no focinho e nas patas, feliz da vida, como se tivesse ganho o jogo das escondidas à dona, que andou às cegas campos fora até a menina de quatro patas achar que já chegava de sofrimento. o jogo terminou com uma palmada e dois berros que a levaram a correr a alta velocidade até casa, não sem antes ir dar mais um saltinhos ao terreno dos vizinhos, "mas rapidamente que pode ser que ninguém me veja", deverá ela pensar.
ve-la a saltar aqueles muros de pedras que separam os terrenos como quem salta os 100m metros barreiras com uma perna às costas valeu os sustos. aqui está ela agora, sã e salva, na cama dela, a pôr em dia o sono que trouxe em falta das férias de natal.
rainy days
o manel explicou-nos neste pós-natal por que é que as lambidelas da bobina são molhadas: porque ela anda à chuva.
o petiz continua a não perceber o porquê de tantas lambidelas... se uma lambidela é a maneira da bobina dizer olá e que gosta dele, por que raio continua ela a lamber-lhe a cara e as mãos a tarde toda, se já o fez assim que o viu quando ele chegou a a casa da avó raquel? dúvidas existênciais...
para quem só agora sintonizou esta estação, o manel é o sobrinho cá da casa e vai a caminho dos 3 anos lá para meados de março.
o petiz continua a não perceber o porquê de tantas lambidelas... se uma lambidela é a maneira da bobina dizer olá e que gosta dele, por que raio continua ela a lamber-lhe a cara e as mãos a tarde toda, se já o fez assim que o viu quando ele chegou a a casa da avó raquel? dúvidas existênciais...
para quem só agora sintonizou esta estação, o manel é o sobrinho cá da casa e vai a caminho dos 3 anos lá para meados de março.
domingo, dezembro 21, 2008
bobby christmas
quarta-feira, dezembro 17, 2008
lost keys
desde que tenho a bobina que tenho conversas na rua com outros donos de cães, que muitas vezes nao lembram ao menino jesus. hoje, durante mais um passeio pelo nosso um jardim de benfica, cruzo-me com uma senhora que me pede auxílio. pensei a princípio que quisesse saber onde ficava uma rua qualquer. não. mais rebuscado: a senhora queria ajuda para que lhe tirasse as chaves de casa do bolso do casaco.... para não estragar as unhas!
ao que parece o tom lilás ainda nao estava bem seco e não podia, por isso, levar as mãos aos bolsos. ora bem... sem saber como recusar ajuda à senhora, lá mergulhei a mão à confiança no bolso do casaco que a senhora me indicava. encontrei uma carteira com fotos da família, um rebuçado e ainda um lenço de papel usado!!!
nada de chaves....
enquanto a senhora aproveitou para comer o rebuçado que encontrei, eu tive de mergulhar a mão no outro bolso. mais um lenço de papel... realmente anda mesmo tudo constipado. e nada de chaves. conclusão da senhora: "então têm de estar aqui na mala, ora veja lá!".
e nisto olhei para todos os lados antes de "assaltar" a mala da senhora, nao fossem os transeuntes pensar que estava a roubar uma senhora desprotegida. depois de remexer em tudo quanto se pode encontrar numa mala de senhora lá encontrei as ditas chaves!
tudo em prol de um verniz lilás.
barkings
a bobina tem dois ladrares diferentes: o de guinchadeira (geralmente utilizado quando a deixo sozinha ou quando nao a deixo cumprimentar um da sua espécie) e o de homem (que utiliza quando sente o nosso lar ameaçado pelos vizinhos e quando se cruza com certaz pessoas).
ainda nao consegui perceber bem como escolhe ela as pessoas a quem ladra com voz de homem. não sei se a selecção é feita aleatoriamente ou se ela fareja um motivo que eu não alcanço com o meu faro amador. partindo do princípio que a bobina é desconfiada com'ó raio, não sei até que ponto terá razão em ladrar a esta classe de pessoas. certo é que é extremamente embaraçoso ir com ela na rua calmamente à uma da manhã, passar por dois vizinhos à conversa três portas acima, e a fera desatar a ladrar aos senhores como se estivessem a matar alguém.
felizmente, um deles já a conhece e assumiu que a cadela ladra daquela maneira porque não gosta de fumadores, nem de nada que cheire a tabaco. quer assim seja, quer nao, lá nos safámos e seguimos passeio fora novamente em silêncio.
isto tudo, para dizer que há dias em que me apetecia poder programar a bobina para ladrar à guinchadeira e saltar sem parar para as pernas de certas pessoas durante horas a fio. começo a achar cada vez mais urgente que comecemos todos a ter noção do impacto que as nossas palavras podem ter nos outros. uns mais que outros, mas precisamos todos de perceber rapidamente que podemos estragar o dia a alguém com apenas uma frase. ainda por cima uma frase parva. o tempo não pode andar mais depressa?
domingo, dezembro 14, 2008
kids
a bobina no mundo do manel:
- dá lambidelas molhadas
- gosta muito dele
- não pode comer os brinquedos dele
- não fala
- é um cãozinho pequenino
- cheira a cãozinho pequenino
- corre atrás de quem for a correr
- gosta muito de água fresquinha
- gosta de festinhas na barriga
- tem a barriga quentinha
- é linda
o manel é o meu sobrinho mais-que-tudo, tem 2 anos e meio (mais coisa menos coisa) e está a pouco e pouco a perceber como funciona o mundo canino com a ajuda da bobina e de todas estas frases. com estas ideias bem presentes, torna-se fácil mostrar a uma criança que os animais nao são nenhuma ameaça. apenas têm uma forma diferente da nossa de se exprimir, mais impulsiva. melhor, fazem-no sem reservas e independentemente do que levam em troca. fico muito feliz que o manel faça parte da vida da bobina e de poder dar ao manel a possibilidade de conviver com esta cadela linda, como ele próprio a definiu ontem.
- dá lambidelas molhadas
- gosta muito dele
- não pode comer os brinquedos dele
- não fala
- é um cãozinho pequenino
- cheira a cãozinho pequenino
- corre atrás de quem for a correr
- gosta muito de água fresquinha
- gosta de festinhas na barriga
- tem a barriga quentinha
- é linda
o manel é o meu sobrinho mais-que-tudo, tem 2 anos e meio (mais coisa menos coisa) e está a pouco e pouco a perceber como funciona o mundo canino com a ajuda da bobina e de todas estas frases. com estas ideias bem presentes, torna-se fácil mostrar a uma criança que os animais nao são nenhuma ameaça. apenas têm uma forma diferente da nossa de se exprimir, mais impulsiva. melhor, fazem-no sem reservas e independentemente do que levam em troca. fico muito feliz que o manel faça parte da vida da bobina e de poder dar ao manel a possibilidade de conviver com esta cadela linda, como ele próprio a definiu ontem.
sábado, dezembro 13, 2008
grounded
"castigo" também já começa a fazer sentido no vocabulário da bobina. motivo para o de hoje: fuga sem nome.
contextualização: quando vou pôr o lixo lá fora deixo a bobina vir comigo sem trela. regra geral não sai de ao pé de mim e volta para a casa a correr atrás de mim. hoje: fugiu rua acima a alta velocidade sem qualquer tipo de resposta ao nome. cega e surda rua acima a 100 à hora. depois de ter saltado para a pernas de um vizinho do início da rua, voltou a correr disparada para baixo e atirou-se contra a porta do prédio. pelo menos já sabe onde mora.
contextualização: quando vou pôr o lixo lá fora deixo a bobina vir comigo sem trela. regra geral não sai de ao pé de mim e volta para a casa a correr atrás de mim. hoje: fugiu rua acima a alta velocidade sem qualquer tipo de resposta ao nome. cega e surda rua acima a 100 à hora. depois de ter saltado para a pernas de um vizinho do início da rua, voltou a correr disparada para baixo e atirou-se contra a porta do prédio. pelo menos já sabe onde mora.
bobina days
à falta de vontade para falar de mim e arredores durante tanto tempo, desisiti de esperar que o assunto chegue, e falar de quem neste momento me ocupa a maior parte do tempo: a bobina.
a rotina diária teve vários acrescentos, que se notam sobretudo de manhã.
ficam algumas notas evolutivas desde a última vez que escrevi sobre a cadela que me alterou todos os cantos à vida:
a rotina diária teve vários acrescentos, que se notam sobretudo de manhã.
ficam algumas notas evolutivas desde a última vez que escrevi sobre a cadela que me alterou todos os cantos à vida:
- já sabe quem manda cá em casa - o jornal. não deixa, no entanto, de tentar todos os dias levar a melhor desde o momento em que (me) acorda até que se deita.
- dorme na cama dela toda a noite. assim que amanhece vai acordar-me, pé ante pé até à minha cabeça, que empurra com o focinho frio e cheio de determinação até eu reagir. à falta de resultados, deita-se encostada a mim até que lhe dê os bons dias como ela gosta: festas na barriga.
- passo seguinte: convencer a bobina de que sao horas de levantar e de ver se há xixis na cozinha. não é comum mas acontece. sempre que não há, faz-se uma festa (não só uma festa na cabeça, mas tb uma festa de elogios proferidos em tom da mais pura felicidade), abre-se a porta do quintal e incentiva-se em tom de ordem as palavras: "bonina xixi lá fora". nisto, a bobina sai a correr, faça chuva ou faça sol, cumpre a ordem e regressa para o seu biscoito!
- quer isto dizer que em mais ou menos 4 meses consegui a proeza de ensinar a uma cadela o que é xixi e cócó. também já sabe o obrigatório "vamos à rua", aliás, basta "vamos". a palavra "comer" também já provoca saltos em série para as minhas pernas. "para a tua cama" também já é um sucesso cá em casa. e "dona" também já a faz correr para mim. "aqui" já sabe o que é, mas nem sempre respeita - sobretudo se houver outros cães por perto ou pessoas a correr.
- ando agora a trabalhar no "senta" e "dá a pata". está a correr mal: qualquer destas ordens provocam na bobina uma vontade incontrolável de se deitar de barriga para o ar e pedir festas.
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