quarta-feira, novembro 29, 2006

still reading my mind...

sinto que saltei com distinção mais um obstáculo da maratona que tenho levado a cabo nos últimos meses e que cheguei a pensar não ter fim. o tempo é uma coisa fantástica, não é? e sem comos, quandos nem porquês, eis que voltei a conseguir concentrar-me num livro mais do que dois minutos seguidos, eis que voltei a conseguir dedicar-me a um livro horas a fio sem dar pelo tempo passar, eis que voltei a conseguir perceber como é possível absorver um livro nuns poucos de dias. o problema nunca foi dos livros, claro está. sabe-me bem recuperar hábitos antigos, que por momentos julguei perdidos no ar. sinto-me profundamente satisfeita comigo. por tão pouco? o valor das vitórias pessoais não se demonstra matematicamente. e o livro, apesar de real, é apenas uma metáfora no meio de toda a confusão que tem sido esta corrida. sinto-me bem, como há muito não me lembro de sentir, e por uma vez na vida escrevo com toda a convicção que não queria estar em mais lado nenhum do que aquele onde estou. aqui. pelo menos hoje, porque amanhã, confirma-se, é sempre longe demais.

sábado, novembro 25, 2006

stand up...

este ano não me sentei.
talvez procure um festival para gente despenteada.

quinta-feira, novembro 16, 2006

what if.....

e se de repente eu percebesse que não há longevidade de coisíssima nenhuma (e o que eu gosto desta expressão: coisíssima nenhuma) que me obrigue a manter uma decisão que tomei há largos meses, mas que por todos os motivos e mais alguns deixou de fazer qualquer sentido? e se por acaso eu me apercebesse disso atempadamente (quer-me parecer que nunca tinha escrito esta palavra) e decidisse mandar tudo ao ar e seguir um caminho completamente diferente sem medo de ferir susceptibilidades alheias? hmmm... vou para ali pensar, não esperem por mim.

terça-feira, novembro 14, 2006

true faith...

tendo eu o historial que tenho com as canções do josh rouse, e contabilizando quase dez anos de intimidade musical indestrutível, quais as probabilidades de nos cruzarmos em barcelona no mesmo dia do ano sem qualquer combinação prévia?

fui obrigada a trocá-lo pelos killers, é verdade, não foi fácil... ter de fazer uma escolha deste calibre ter-me-ia partido o coração na hora se eu não lhe tivesse posto recentemente um colete à prova de bala com contrato a termo (in)certo.

barcelona.....

não consigo descrever a ninguém o concerto dos killers com o mesmo entusiasmo com que o aproveitei na altura. nem estou preocupada com isso. vi o concerto entre impeks, em circunstâncias que me farão lembrar daquele dia como um fim de semana para mais tarde recordar. mais importante do que qualquer espectáculo aparatoso, foi ter ouvido "certas e determinadas" músicas no contexto em que vi. longe de imagens já desfocadas e mal pintadas. tenho a perfeita noção de que criei ali novas memórias para sons que até então procurei deixar de lado por motivos que começam a deixar de fazer sentido e a perder importância. não me conseguindo desligar do lado pessoal e emocional que me envolve com a música dos killers, não faço nenhuma avaliação profissional ao concerto. longe disso, prefiro pensar que fiz mais uma conquista pessoal ao ouvir na mesma noite, ao vivo e entre impeks, músicas obrigatórias no meu historial de canções obrigatórias para ouvir ao vivo, como all these things i've done, somebody told me, mr. brightside, e quase todo o hot fuss, e as mais recentes read my mind, bones, when you were young, for reasons unknown, bling, uncle johnny e todo o sam's town. com a banda a escassos metros, com o brandon flowers logo ali, com um razzmatazz em êxtase e a suar as estopinhas para acompanhar o andamento e competir com a potência vocal de crooner do brandon flowers. e trago comigo o som do público cantado a uma só voz em all these things i've done... "i've got soul but i'm not a soldier, i've got soul but i'm not a soldier, i've got soul but i'm not a soldier, ...". aquele arrepio e o brilho nos olhos.

settle down....

o pretexto da viagem acaba por nunca ser o que mais marca. a cabeça volta limpa, mais do que já foi. por ter acontecido tanta coisa em tão pouco tempo, bloqueio a informação e não a processo tão bem como a vivi. tenhos imagens soltas, episódios espaçados e excessos alternados. leio agora um email que me faz assentar os pés na terra e perceber a razão por que me custa sempre tanto regressar, mesmo tendo neste momento tantos e tão bons motivos para aterrar de novo em lisboa. para além do meu problema crónico com despedidas, mesmo que vividas na tv ou no cinema (não por mim, claro está!), demoro algum tempo a preencher o vazio que se cria automaticamente em mim com a simples ideia da distância.

sexta-feira, novembro 10, 2006

selfish post...




On the corner of main street
Just tryin' to keep it in line
You say you wanna move on and
You say I'm falling behind

Can you read my mind?
Can you read my mind?

I never really gave up on
Breakin' out of this two-star town
I got the green light
I got a little fight
I'm gonna turn this thing around

Can you read my mind?
Can you read my mind?

The good old days, the honest man;
The restless heart, the Promised Land
A subtle kiss that no one sees;
A broken wrist and a big trapeze

Oh well I don't mind, you don't mind
Coz I don't shine if you don't shine
Before you go, can you read my mind?

It's funny how you just break down
Waitin' on some sign
I pull up to the front of your driveway
With magic soakin' my spine

Can you read my mind?
Can you read my mind?

The teenage queen, the loaded gun;
The drop dead dream, the Chosen One
A southern drawl, a world unseen;
A city wall and a trampoline

Oh well I don't mind, you don't mind
Coz I don't shine if you don't shine
Before you go
Tell me what you find when you read my mind

Slippin' in my faith until I fall
He never returned that call
Woman, open the door, don't let it stay
I wanna breathe that fire again

She said
Oh well I don't mind, you don't mind
Coz I don't shine if you don't shine

Put your back on me
Put your back on me
Put your back on me

The stars are blazing like rebel diamonds cut out of the sun
When you read my mind


the killers - read my mind - sam's town - 2006

quarta-feira, novembro 08, 2006

stop.......

era tão bom que a esta hora o resto do corpo acompanhasse a velocidade do pensamento... as imagens sucedem-se-me na cabeça como quem pressiona o fast forward, com a particularidade de que por enquanto ainda estou a rebobinar a cassete. mentalmente alugo o mesmo filme vezes sem conta, mas cada vez o vejo menos. resta apenas o hábito. hoje, rebobino e páro a fita apenas nas partes que mais gostei. às vezes tenho dificuldades em perceber se o deva arrumar no drama ou na comédia, mas quero guardar comigo estas imagens das cenas que mais gostei para que o arrume sem dramas na prateleira das comédias românticas. afinal de contas, qual é a comédia que não parte de um drama?

terça-feira, novembro 07, 2006

the best of what's around...

leio que vai ser editado um best of da dmb e a imagem que me assalta de imediato é esta. e de repento-me sinto-me a pensar no passado. o passado... uma coisa que até há bem pouco tempo não existia no meu vocabulário, quanto mais na minha cabeça. e agora está aí em força, para me lembrar que nada vai para mais novo, mais fácil ou melhor. e ainda assim... por que razão me continuará a parecer o futuro tão mais aliciante do que a ideia de voltar atrás? provavelmente, não haverá outra canção como the best of what's around, mas... o que lá vai, lá vai. o seu papel agora não é voltar a surpreender. é apenas relembrar o que ficou para trás, e trazer à memória que as coisas podem realmente ser mais fáceis e mais simples. it's all in your head. começa a estar na minha.

dave matthews band - under the table and dreaming - 1994

segunda-feira, novembro 06, 2006

full of itself.....

shade and honey dos sparklehorse é uma canção e... tanto!

sábado, novembro 04, 2006

patins....

a minha almofada ajuda-me a confirmar o óbvio. para percebermos se estamos ou não prontos para enfrentar o que nos atormenta, não temos outro remédio senão atirar-nos de cabeça para o buraco sem fundo. mesmo que o salto seja feito de olhos fechados. quando aterrarmos logo se vê como estão os bracinhos, as perninhas e os batimentos cardíacos. não me posso queixar porque tenho tido sorte com os ventos. apesar dos remendos que se vão acumulando, o meu pára-quedas parece continuar em perfeitas condições. não vejo motivos para não continuar a arriscar saltar em pseudo queda-livre. e se cair, levanto-me e dobro o pára-quedas. já alguém me tinha dito isto? há alturas em que só dou ouvidos à minha almofada.


orelhas de burro:



cansei de ser sexy - css - 2006

quinta-feira, novembro 02, 2006

sunny road.....

[o mundo é muito pequeno
a vida dá muitas voltas
não há coincidências
há mar e mar há ir e voltar
nada acontece por acaso]



tudo frases tão bonitas, tão ditas, tão repetidas, tão chatas e, sobretudo, que me irritam solenemente. e no fim de contas... tão certas. talvez por isso, continuem a passar de chatos em chatos. porque mais tarde ou mais cedo fazem sentido até àquele que se sente o mais à margem. porque quando as coisas têm de acontecer, acontecem mesmo. por mais voltas que isto dê... enfim. desisto de negar certas evidências. e há alturas em que tudo se encaminha, mesmo que aparentemente ninguém mexa uma palha para que assim seja. tudo acontece. até...? não, isso ainda é cedo. lá chegaremos, lá escreveremos, lá saberemos e confiaremos. e se nos outros dias fosse tudo assim tão fácil...