quarta-feira, março 31, 2010

easter dog....

bobina, acaba lá com a preguiça e vai guardando as tuas coisinhas para o fim de semana. os campos, os ouriços, as pulgas, as cabrinhas e os tapetes da avó aguardam-nos. e com sorte pode ser que te calhem umas amêndoas na ração.
oh bobina, é a dona!

sexta-feira, março 26, 2010

smelly dog.....

o aroma a bacalhau podre, senhores, essa essência que os cãezinhos tanto gostam de colocar atrás das orelhas, rebolando-se para um lado e para o outro, vezes sem conta, em cima de um qualquer peixinho que já foi mais fresco, veio da praia para casa comigo e com a bobina. o horror, o fedor, o bedum, a chamada "i ca porcaria!" no ar.

correu na relva, na areia, atrás das pessoas, dos pássaros, nas rochas, saltou para as poças, rebolou na areia em versão panado, ladrou, ladou, ladrou. em casa, mais um banho, mais uma sessão de secador e brushing, sim chique. resultado? acabou de cair de cansaço. adormeceu nuns bons 3, vá lá, 4 segundos aqui ao meu lado.

e com isto tudo, a maratona de trabalho que pautou mais uma sexta-feira e me deixou a cabeça novamente em excesso de velocidade, já lá vai...

quinta-feira, março 25, 2010

bobina update...

a bobina, nos últimos dias:

- tirou a barriga de misérias de praia
- fez corridas desenfreadas com outros cães, de donos sem medos
- teve direito a uma trela nova, de 2 metros
- iniciou uma dieta rigorosa, com o intuito de perder 2 quilos
- levou outro anti-pulgas
- começou a melhorar das alergias, outra vez
- foi duas noites dormir para a minha cama, já de madrugada
- provou gelatina de morango
- rebentou-me um balão de pastilha elástica com uma lambidela voraz
- fez-me um arranhão na cara de todo o tamanho
- dormiu duas mini-sestas, deitada de barriga para o ar em cima de mim

please leave...

há dias em que trocava de bom grado a feira popular que se instala na minha cabeça, por um aborrecido sofá já gasto de tanto olhar para as paredes. o reboliço mental é tanto, que por estes dias quando tento visualizar mentalmente o que se passa no meu cérebro, as únicas imagens possíveis são rolamentos encaixados uns nos outros em permanente movimento, ou correntes de bicicletas de mudanças a circular a alta velocidade, mas mudando de mudança de 5 em 5 segundos. anseio pelo dia em que não tenha em que pensar, nem em quem pensar. não podiam ter inventado uma saída de emergência, sei lá, ao lado de uma orelha? uma corrente de ar levava isto tudo num segundinho...

right here, right now...

na prática, até acho que o tempo passa depressa. não me lembro da última semana em que senti que o tempo não avançasse e que o fim de semana ainda estivesse a um mês de distância. mesmo agora, tive de confirmar na agenda que amanhã já era realmente sexta-feira. acho que é bom sinal, quando o tempo passa a voar. e não admira... fazendo um breve exercício de memória, apercebi-me do seguinte:

- quando estávamos em setembro, quis acertar o relógio para que dezembro chegasse depressa;

- em dezembro, quis que janeiro chegasse depressa:

- em janeiro, todos os esforços estiveram concentrados em chegar a março;

- agora que estamos em março, tudo o que mais quero é que cheguem os chamados meados de abril;

- e sei já de antemão, que quando que chegarmos ao dia por que anseio com todas as forças, já terei outra qualquer meta na manga pronta a concentrar-me nuns meses à frente.

um dos meus sonhos mais difíceis é um dia conseguir concentrar-me apenas no dia que marca o calendário. vá... uma semana à frente, pronto, para não voltar a ser acusada de aspirar ao impossível.

segunda-feira, março 22, 2010

do fim-de-semana...

para lá dos limites e dos impossíveis...






domingo, março 14, 2010

as good as it gets...

de há quase três anos a esta parte que tenho o privilégio de viver numa casota com um terraço bem jeitoso. é uma sorte. mas não querendo parecer pobre e mal agradecida (já basta o pobre), estou a chegar à conclusão de que a minha perspectiva em relação aos jardins em casa, é como a da maioria das pessoas em relação aos cães. significam 90% trabalho e despesas e uns singelos 10% de compensação. Se não veja-se (e desculpem se estão com pouco tempo, mas vou alongar-me):

- decidi forrar os muros com aquelas palhinhas tão giras e práticas para decorar e garantir alguma privacidade. resultado: ao fim de um ano estão prontas para ir para o lixo, brancas e podres da chuva e do sol.

- comprei um chapéu de sol cor-de laranja para pôr no centro da mesa que tenho lá fora. resultado: perdeu a cor por causa do sol, caiu uma mão cheia de vezes por causa do vento, arrastando a mesa atrás e fazendo um cagaçal dos diabos de madrugada. como se não bastasse, partiram-se umas quantas varetas - lixo.

- cansada das plantas-arranha-céus que herdei da senhoria, decici tornar os canteiros bem bonitos com tapetes de relva, no verão passado. resultado: ao fim de uns meses de chuvas ininterruptas, tenho ervas daninhas por todo o lado misturadas com a relva, que neste momento mais parece um bosque.

- fartinha da relva pelos joelhos, lá me resolvi a comprar um cortador de relva eléctrico. é maneirinho, da bosch, está em promoção, diz a senhora que é uma espécie de negócio da china. tudo bem, eu acredito, e ainda assim a meu ver custou um balúrdio, e ainda tenho de gastar um extra numa extensão para poder dar um passo que seja com o cortador no quintal.

- tudo a postos para dar cabo do bosque, o cortador é realmente uma máquina (em sentidos literal e figurado), e os meus canteiros parecem acabados de sair do barbeiro, de cabelo espetado. tudo perfeito. até perceber o estado em que está o interior do cortador.... relva, relva, relva esmigalhada por toda o lado.

- percebo imediatamente que também devia ter comprado aqueles sacos gigantes de jardim, que na altura pensei que o que levaria alguém a gastar dinheiro naquilo. onde pôr 35 lt de relva esmigalhada sem a entornar toda? em lado nenhum... metade caiu no chão e a outra metade ainda está agarrada ao cortador, e porquê?

- porque ao ler as instruções de limpeza, logo na primeira linha advertem para que não se use água nem qualquer outro líquido para limpar a máquina. como disse? acha realmente que um pano, como sugere, vai arrancar um mundo inteiro de relva de dentro da máquina com eficácia? um pano? de certeza que também é um pano específico que terei de comprar quando for buscar os sacos gigantes.

- e fora eu rica e mal agradecida, trazia também aquele aspirador/cuspidor da black&decker que os limpadores de ruas usam para afastar as folhas caídas e demais lixo das ruas, mais um pequeno balúrdio, para limpar a relva que ficou para ali espalhada no meio dos canteiros. resultado: esta semana dedicarei uma tarde à pá e à vassoura.

- ao pé disto tudo, arrancar urtigas e ervas daninhas é tão simples que talvez para apróxima ponha a bobina a faze-lo com as patinhas.

- e depois de tudo isto, continuo no entanto a ter a certeza que se agora aqui pusesse uma foto do dito quintal, de cabelo cortado e cara lavada, toda a gente is querer um um e a palavra "trabalho" desvanecer-se-ia num ápice da mente de cada um. sobretudo se eu aparecesse na foto, bem recostada na espreguiçadeira, bebendo um schweppes laranja fresquinho.

waking up...

por várias ordens de razões (sempre quis escrever esta expressão) ando isolada do mundo tanto quanto me é possível, e a cabeça agradece. e o possível acaba por resumir-se aos fins de semana. este que agora está a terminar acabou por me chamar à realidade sob a forma de encontros casuais e felizes coincidências. encontrei quatro-amigos-quatro com quem não estava há um bom par de meses, todos em sítios diferentes por onde passei no fim de semana. quais as hipóteses? estará o universo a dizer-me o óbvio? estou quase lá, mas ainda continuo a precisar de um desenho...

quarta-feira, março 10, 2010

the best things in life are free...

no intervalo da chuva: tarde na praia com direito a banhos de mar e tudo. para a bobina, claro. depois dos habituais racings na relva, do convívio com os seus pares, das perseguições aos pássaros pelas rochas fora. pelo caminho, os mergulhos nas poças, as derrapagens na areia, e a cereja no topo do bolo: o rebolar em cima dos peixes podres que jazem na areia.

resultado: a maior aventura de todas no regresso a casa - o banho quente e a sessão de brushing. para a bobina, claro. tenho neste momento, como tal, uma bola de pêlo loira, esvoaçante e exausta, a dormir aos meus pés. ter um cão dá trabalho? pois dá... mas quem reduz a experiência de ter um cão à palavra "trabalho", das duas uma: ou nunca teve um cão, ou não devia ter.

terça-feira, março 09, 2010

está lá...?

- bobina, sai do sol bobina, que as comichões pioram com o calor! sai de cima da mesa, e vai para a sombra, que a martens está a ver-te do 3ºb, bobina!


- porta-te bem, que a dona já vai.

segunda-feira, março 08, 2010

pros and cons....

balanço do primeiro dia da semana:

- dia bom para mim, que tirei três preocupações de cima. estas três traziam mais três atreladas, o que já soma seis preocupações a menos. se os dias seguintes andarem a este passo, pode ser que para o mês que vem a mãe de todas as preocupações siga também o seu caminho.
- dia mau para a bobina, que mais uma vez foi apanhada na curva pela chuva, e ainda por cima não tem jantar, que a dona esqueceu-se de comprar a ração em tempo útil... haja biscoitos!

domingo, março 07, 2010

vamos lá ver se nos entendemos...

bobina:
- já começo a achar que és tu que chamas as pulgas para o teu lombinho. vais até lá fora, quando a dona não está ver, e chamas as pulguinhas para brincar, quando estás aborrecida durante o dia. é ou não é?

não há advantix, nem advocates, nem advantages, que resistam cá em casa. rai's partam as pulgas, que para além de te sugarem o sangue e de te matarem lentamente com comichões, sugam-me tudo o que tenho no banco!

vamos ver se este advocate dura pelo menos três semanas, ok bobina? bem me parecia.

big friends...

a bobina está k.o., a dormir a uma canto, literalmente, estafada das correrias desta tarde. está a começar a aprender que no universo dos cães "grande" ou "maior" não significa "mau". depois de ter rosnado e tentado morder o pescoço de uma cadela, que por sinal não lhe fez mal nenhum à partida, só por esta ser maior (esclareça-se que a bobina não sofre do mal que ataca a maioria das cadelas, que é odiar-só-porque-sim outras cadelas)... eis que uns bons 15 minutos mais tarde, no regresso do passeio, voltaram a encontrar-se.

resultado: as duas em correrias desenfreadas, em razias a todos os que se atravessaram no caminho. deram espectáculo para a esplanada plantada ali ao lado. correram, rebolaram relva abaixo, saltaram obstáculos, desafiaram-se... a outra foi a primeira a abandonar a brincadeira. acredito que a bobina tenha agradecido, dada a rapidez com que se estendeu na relva a arfar assim que viu a adversária abandonar o ringue.

e assim se diminui a dose de altas velocidades pela casa fora, brinquedos roídos e babados por todos os cantos da casa e sessões de ladrar a ladrões imaginários e a toda e qualquer pessoa que entre no prédio. a bobina está a dormir há duas horas no cantinho do sofá.

quarta-feira, março 03, 2010

off-bobina

ufa... que susto! por momentos, ontem cheguei a ficar aterrorizada com a ideia da chuva e do vento terem parado por - sei lá, ajudem-me... - uma tarde inteira (?). mas não. parece que tudo está a voltar ao normal, deve ter sido alguém que, sem querer, se enganou no botão.
só uma adenda para quem não tem de sair da cama antes das nove ou dez da manhã: já começa a amanhecer antes das sete. vem aí a primavera!