domingo, fevereiro 26, 2006
louden up now......
não vejo explicação lógica para ter acordado a cantar mentalmente o refrão de the great pretender, uma vez que nem sequer me lembro da última vez que ouvi a canção. talvez seja efeito dos anti-gripines. talvez seja passageiro. ou talvez não seja nada. ryan adams e cold roses para hoje para ver se amanhã acordo com o sweet illusions na cabeça. sweet toubled soul.......
sábado, fevereiro 25, 2006
on a high......
la champagneria. primeira paragem e ponto de encontro obrigatório. o estágio para o concerto - tonite: death cab for cutie. tickets sold out. segunda paragem: bikini - sala pequena, mas a abarrotar, não cabemos todos, mas o ben gibbard está já ali à frente. tirou os óculos de ver ao perto, despenteou a franja e trocou a camisa aos quadrados por uma preta cheia de estilo. em palco estão feitos uma banda de rock n' roll, as guitarras brilham e a voz está intacta, limpa como em disco, tangueta perfeita. temos sala para isto? esta voz não existe. e eu estive em vias de perder isto? momentos espirituais a anteceder uma perfeita viagem de helicóptero noite dentro pelas calçadas de barcelona onde destruí todos os neurónios desnecessários, e que aparentemente não estavam cá a fazer nada que me facilitasse a vida. a voz é outra, dizem-me, a minha, eu sei... é assim que me sinto. next stop? pita shoarma. forrar novamente o estômago por causa das tosses e siga para o manchester. new order, arcade fire, david bowie na parede. adoro estes bancos altos. a impek e o edgar dizem-me que posso ir pedir uma música ao barman, que é costume da casa. vejo que a próxima é dos interpol. volto para o meu lugar. joy division até terminar a caipirinha. e depois da alucinação colectiva do carro amarelo, a chegada ao magic. uma salganhada musical que por entre mais espanholada menos espanholada deixou-nos tomar conta da pista numa sessão de puro delírio tardio meio karaoke meio dança comigo que meteu ao barulho preciosidades como o inesquecível heart of glass dos blondie, o azeiteiro fly away a la lenny kravitz, sweet child of mine cantado em coro de uma ponta à outra e com saudades do axl rose em 1990, just can't get enough em memória do concerto de há uns dias, somebody told me de los assassinos, de resto o disco pedido da noite, e muito mais figuras tristes que muito poucos tiveram o azar de presenciar ehehe e que tornaram esta numa viagem feita de caricaturas. um último brinde antes do regresso à base que o sol não tarda a nascer. à nossa. aos impeks. thank you.
blue sky blues....
enquanto as fotos não chegam... os flashs mentais de uma viagem relâmpago fruto de um impulso quase de irresponsabilidade, por bem de uma sanidade que já teve melhores dias. a impulsividade acabou no entanto por se revelar a solução ideal. perdi as preocupações desnecessárias algures entre uma estação de metro e outra da linha verde sabadell. uma espécie de filme independente, passado em 24 horas, onde tudo é vivido a contra-relógio, a passo de marcha, mas no final acaba por haver tempo para tudo. entre as duas da tarde e as sete e meia da manhã, voltámos a encontrar barcelona sempre em movimento, acompanhámos o ritmo, puxámos por ela e ela por nós. de novo las ramblas, sempre las ramblas, a frio que fere o rosto, o sol que não nos deixou ficar mal, a frescura da animação constante e que nos preenche como se fosse tudo novo outra vez. o vazio desaparece e devolve o brilho ao olhar. estamos em barcelona.
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
cheers!
a melody softly soaring through my atmosphere... há empatias que não se explicam. há conversas que não acabam. há abraços que não se desfazem.... and there is comfort in the sound. a tangueta existe, que eu estava lá e assisti.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
way of life.....
tal como a minha matemática, o meu sentido de orientaçao está bastante melhor. volto a sair, volto a sentir-me em casa. bati com a porta durante uns dias, que serao só meus. parar quando o bom senso assim o pede, repor as ideias no lugar, limpar poeiras mentais, ajustar prioridades, dar ouvidos ao rock n' roll e esquecer o resto. é disto que eu gosto. é disto que eu vivo.
self-repeating.....
your heart is an empty room - ehehehehehe - e o sol está de volta :)
Burn it down till the embers smoke on the ground
And start new when your heart is an empty room
With walls of the deepest blue
Fall fades how it ages when you're away
Spring blooms and you find the love that's true
But you don't know what now to do
Cause the chase is all you know
And she stopped running months ago
And all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone
The flames and smoke climbed out of every window
And disappeared with everything that you held dear
And you shed not a single tear for the things that you didn't need
Cause you knew you were finally free
Cause all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone
And all you see is where else you could be
When you're at home there on the street
Are so many possibilities to not be alone
Burn it down till the embers smoke on the ground
And start new when your heart is an empty room
With walls of the deepest blue
Fall fades how it ages when you're away
Spring blooms and you find the love that's true
But you don't know what now to do
Cause the chase is all you know
And she stopped running months ago
And all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone
The flames and smoke climbed out of every window
And disappeared with everything that you held dear
And you shed not a single tear for the things that you didn't need
Cause you knew you were finally free
Cause all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone
And all you see is where else you could be
When you're at home there on the street
Are so many possibilities to not be alone
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
impek....
andei a brincar com o fogo semanas e semanas, diga-se. e depois da chuva... a constipação invadiu-me de uma vez e sem pedir licença. escusado será dizer que escolheu a pior altura de todas... esta semana tem impek no nome há muito tempo, e há-de ter a fama e o proveito dê por onde der.
domingo, fevereiro 19, 2006
catch the sun.....

subtítulo. por enquanto, apenas a satisfação da chegada de novas canções del señor josh rouse. mesmo em dia de chuva permanente, a primavera chega mais cedo por estes lados. odeio o cinzento e tenho saudades do verão. temos por aqui mais uma melodia descendente do barco do amor, givin' it up, que promete competição renhida com o saudoso exemplar de sunshine tangueta juxtaposed with you dos super furry animals. de resto.... por enquanto apetece mais ouvir do que escrever. quiet town que toque outra vez, enquanto os ossos parecem regressar ao sítio. esta entrada inicial, faz-me ir buscar o disco dos obi que tenho para ali a apanhar pó, the magic land of radio, se não me falha a memória. que volte depressa sol que estas músicas são para ouvir ao sol.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
a spell on me....
de volta à agitação. sinto-me bem. ou como diz o outro... i feel like myself again. lá ao fundo e ainda em imagem meio desfocada recomeço a reconhecer-me. recomeço a ver algum sentido nas minhas peças espalhadas. estou enfeitiçada pela magia negra dos elefant e sinto-me bem assim.
speaking my mind.....
gostamos e precisamos, mais do que tudo, do nosso espaço. gostamos de estar sozinhos, mas descobrimos nas pequenas coisas que estamos bem juntos. ainda assim, não o suficiente para nos esquecermos de como pode ser bom ter o espaço todo só para nós. e também não o suficiente para percebermos que não precisamos de nos magoar para mantermos a linha ténue de distância que parecemos precisar para nos mantermos seguros. talvez sejamos egoístas em partes iguais. mas talvez tenhamos, um com o outro, desaprendido de estar sozinhos. diz o senhor rapper do momento que nunca teve talento para nada, excepto para aprender. o que quero aprender? a abdicar do meu espaço. quero tudo ao contrário. o tudo ou nada. o impossível para ti. logging off... moving on.....
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
welcome to the black magic show.....
domingo, fevereiro 12, 2006
it's no good.....
rescaldo da conversa ao jantar: embrulha! e eu embrulhei, mas só na manhã seguinte. estava capaz de vos bater, estava capaz de vos pôr lá fora só com o olhar 37, estava capaz de fazer o oposto do que me estavam a dizer só para vos calar, capaz de deitar tudo a perder só para me defender. com palavras já não chego lá. estava capaz de fugir, portanto. puseram-me na linha. estava a precisar. gosto de perder o controlo, mas há limites. passei no teste, passei o nível onde até aqui tinha perdido todas as vidas que trazia acumuladas do início do jogo.
monologue.....
continuo a não conseguir fazer parar o trânsito mental. continuo sem conseguir que as ideias respeitem as passadeiras, as cedências de prioridades, os stops e os sinais vermelhos. é para parar, para pensar, mas uma coisa de cada vez não era nada mal pensado. oiço os editors, os bloc party, a madonna, o tom petty, os fischerspooner... todos me empurram para o mesmo lado. todas as músicas que oiço me levam numa grande corrente, sempre foi assim, acontece que a mensagem agora é outra e que a corrente se estende ao mundo real. infelizmente e por mais que o tente evitar é esse o meu mundo, o real. quem sabe se passasse por cá mais tempo conseguisse ter evitado que as coisas tivessem ficado assim, completamente entregues ao caos, de pernas para o ar... nada a fazer. agora só tenho que as arrumar, so they say... eu sei. não me é fácil olhar para tudo racionalmente, não me é fácil pensar com a frieza que me é exigida, não me é fácil ver o óbvio. não me é fácil pôr isto por escrito. e não gosto de fazer do burro saco de pancada. gostava de conseguir manter um blog fiel a um tema. talvez quando as ideias começarem a respeitar a sinalização... por agora vou pôr-me de manga curta e estender-me ao sol. she wants revenge. é um dos dos poucos discos que posso ouvir de momento. tear you apart para o caminho. são as contradições de que ele fala que me destroem. e não, não quero fazer ninguém sentir-se como me sinto agora.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
intocábel.......
ainda em depeche mode. agora de manhã sobretudo. parece-me que ainda estamos no ontem. ou ontem é que já era hoje? o despertador avisou que estava prestes a tocar. não falhou, aqui estamos em slow motion a tentar o depeche mode para que o dia comece da melhor maneira. boa noite. bom dia. concerto gigante. i feel you... já me tinha esquecido, de arrepiar... os telegramas já acabaram, eu sei. stop.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
soul'd out.....
é mais ou menos por esta hora que diariamente penso em voltar para a cama com medo de ler o que o vem na rifa do dia. pelo caminho, invariavelmente, no rádio do texas dá uma música que me faz abstrair do que estou a fazer na a5 a esta hora. está sol, ainda por cima. todos os dias penso em ignorar a saída que diz carcavelos e seguir em frente, até ao guincho, sem mais nem ontem. um dia destes, à semana, experimento. desatinos por desatinos, ao menos que os mereça ouvir. a beth orton tem um álbum novo. comfort of strangers. é isso que quero... ouvir.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
(in)dependence days......
tento convencer-me de muita coisa que não é verdade, mas sei que será. não dizem que o meu é o signo do futuro? cansei-me do presente, é para o futuro que me obrigo a olhar agora. quando me enfrento, sem intermediários, nos dias em que me obrigo a estar em casa sem a companhia dos que me fazem sentir eu própria, admito-o, por escrito até. olho em frente, para que me seja mais fácil perceber o que tenho de momento à minha volta. preciso de esvaziar a cabeça, ouvir-me com atenção e lembrar-me que um dia fui independente. ou que pelo menos assim me senti.
up to time....
não adianta esperar pelo momento certo para dizer certas coisas porque não existe tal coisa. diz-se e pronto. o momento certo chega semanas, meses, anos depois, quando ambas as partes percebem o seu significado. agora é deixar o tempo actuar.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
pdc..........
passam-me mil coisas pela cabeça, chocam entre si, apetece-me errar de novo, apetece-me ir pelo lado mais fácil, não lutar contra o que.... também já não interessa. apetece-me agir espontaneamente, não ter de me dizer que não, no fundo apetece-me coisas simples. qualquer coisa dita normal. acordar sem pensar, dizer o que penso sem filtragem prévia, perguntar à vontade, dizer que sim porque sim e que não porque não. sem justificação. sem análises alheias e sem que me leiam com segundos sentidos, sem que me oiçam com intuitos descodificadores. quero simplesmente que me oiçam. não gosto que me gritem. destrói-me por dentro. por agora não se ouve nada e é em silêncio absoluto que reponho as ideias no lugar. há pequenas atenções que se revelam enormes, ainda para mais quando têm a pertinência de chegar sempre nos momentos certos.
mentiras piedosas...
não pode ser já segunda-feira... digam-me que é sábado de manhã e que me posso virar para o outro lado e continuar a dormir. eu depois justifico a falta. é carnaval...
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
smells like teen spirit......
o cheiro a éter tem em mim um poder vitalício. como a tal comparação com o saber andar de bicicleta. não se esquece. por mais anos que consiga manter-me afastada de um hospital, de um centro de saúde, de um consultório, de um médico, quando o confronto se torna por demais inadiável, volta tudo à memória. não sei bem o quê, mas volta. o embrulho no estômago, as tonturas e uma dor de cabeça desce sobre mim qual relâmpago. e tento animar-me pensando adeus até ao meu regresso, e que para a próxima será diferente, mas a verdade é que isto com o tempo não melhora... diz quem sabe que é um trauma de infância que me habita o subconsciente e que portanto se manifesta quando menos espero. a sensação, desdramatizando, é um pouco como quando numa ementa vejo sopa de cenoura aliada a carne à jardineira. odeio esta iguaria, mas não desgosto de sopa de cenoura. basta, no entanto, ver um prato aliado ao outro para que me caiam mal mesmo sem os comer. e eu nem sofro do estômago. era esta a ementa das segundas-feiras na minha escola primária. e cada vez que vejo estes pratos vem me de imediato à memória a imagem do refeitório, os gritos da ivone que nos assustou durante anos com a ameaça "se vomitam comem o vomitado", e os bolsos da minha bata verde e dos meus colegas cheios de bocados de carne embrulhados em guardanapos que nos encarregávamos de depositar discretamente à saída nos caixotes de lixo espalhados pela escola no percurso que fazíamos até ao recreio para o intervalo da hora de almoço. digo hoje com orgulho que desde então nunca mais comi jardineira. quanto ao éter... amanhã logo se vê...
where is the..... luck?
pelas minhas contas e face à conjuntura emocional que se atravessa há uma coisa que não consigo perceber... como é que ainda não saíu o euromilhões a ninguém? eu não conto para a estatística porque nunca joguei e, aliás, só me lembro que tal coisa existe desde que lido de perto com um verdadeiro aficionado das cruzes, que volta não volta me pede que atire uns números para o ar. e faço-o sem consciência das consequência que uma acção descomprometida como essa pode ter no final da semana. os valores de que oiço falar são de tal ordem, que nem me dou ao trabalho de os tentar converter à escala real. isto é, de pensar por exemplo em quantos t2 se traduziria a avultada quantia, em quantos meses passados em viagem, em quantos metros de consumo desmedido se estenderiam tantos euros na minha vida. e perdoem-me por referir apenas exemplos consumistas e voltados para o próprio umbigo, mas também não interessa a ninguém saber os nomes daqueles a quem eu faria chorudos depósitos nas respectivas contas bancárias sem aviso prévio. também não seriam muitos.
agora que penso nisto, chego à conclusão que gosto tanto de não ligar ao euromilhões como gosto de não ligar ao futebol. são coisas que exigem uma fé tremenda e uma dedicação incondicional e por conseguinte um desgaste emocional com que não me apetecia ter de lidar todas as semanas, ou em relação ao futebol, diariamente. já me chega o resto. mesmo sem os milhões vai-se fazendo rendo o euro. agora que nao entendo como é que o prémio não sai a ninguém, isso não entendo... já nem os ditados populares, são o que eram...
agora que penso nisto, chego à conclusão que gosto tanto de não ligar ao euromilhões como gosto de não ligar ao futebol. são coisas que exigem uma fé tremenda e uma dedicação incondicional e por conseguinte um desgaste emocional com que não me apetecia ter de lidar todas as semanas, ou em relação ao futebol, diariamente. já me chega o resto. mesmo sem os milhões vai-se fazendo rendo o euro. agora que nao entendo como é que o prémio não sai a ninguém, isso não entendo... já nem os ditados populares, são o que eram...
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
slightly....
já dou por mim a trocar os nomes. a questionar se andarei a ouvir mal, se as disfunções estão todas comigo. i'm going slightly mad. e ao fim do dia, quando faço um rewind mental só me dá para rir. e penso agora a frio que o melhor será começar a pôr por escrito as minhas vivências dos últimos meses porque nem eu vou acreditar que nisto daqui a uns tempos quando alguém, entre risos, mas sabendo do impacto da altura, me lembrar deste e daquele episódio. e afinal de contas, precisarei eu desta loucura... a dobrar? over and over again, preciso de me dizer isto muitas, muitas vezes, até já não me poder ouvir para ver se acordo de vez, para ver se saio da encruzilhada. começo finalmente a perceber que nao é um beco sem saída. há, aliás, várias saídas, e uma já eu percebi onde está. and again.... i'm going slightly mad... é para isto que serve um blog?
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
lesson nº1.......
um email pode fazer toda a diferença.
uma frase pode abrir uma série de novas perspectivas.
um objectivo a curto prazo pode cortar de imediato a angústia do longo prazo.
e se eu perceber de repente que não são só os outros que se podem libertar num repente daquilo que não lhes faz bem?
preciso que mo digam mais uma vez. algém que não me conheça. talvez uma "beca marada". não preciso disto. and now..... for something completely different. let's have a nice day for ourselves.
uma frase pode abrir uma série de novas perspectivas.
um objectivo a curto prazo pode cortar de imediato a angústia do longo prazo.
e se eu perceber de repente que não são só os outros que se podem libertar num repente daquilo que não lhes faz bem?
preciso que mo digam mais uma vez. algém que não me conheça. talvez uma "beca marada". não preciso disto. and now..... for something completely different. let's have a nice day for ourselves.
Subscrever:
Comentários (Atom)
