sábado, outubro 22, 2005

deixo norte-sul.....

a cabeça ainda viaja a norte. engraçado que enquanto lá estive, esteve sempre a sul. quase me atrevia a pôr as mãos no fogo em como amanhã até vou pensar que não me importava de ter de me fazer à estrada a meio da tarde... e só porque já não tenho de o fazer. ou talvez não. a apatia que agora me consome, apesar do sol, e me faz fixar o olhar no infinito, sem que veja quem se atravessa mesmo ao virar da esquina, é fruto de uma tentativa, por enquanto mal sucedida, de regressar às poucas, mas reais, velhas rotinas lisboetas que há meses tive de largar para me adaptar a outras. a ausência nao foi assim tão longa, mas parece. sei que volto ao andamento anterior de um dia para o outro, o que não significa que o faça de hoje para amanhã. quero encontrar um meio termo. encontrar defesas para não cair já nas arritmias urbanas que me fizeram querer sair do meio da confusão a todo o custo e a um ponto extremo. nao esperar pelo fim do ano para fazer votos de vida nova, como falava há dias em barcelona com os impecábeis depois de uma noite de rock n' roll vermelho e branco (football free), que terminou em sessão de filosofia de borla, de manga curta às 3 da manhã com snacks burger king em bancos de jardim centrais. pretendo continuar com a campanha da descontracção mental/nterior que tanto tempo livre me tem deixado. é impressionante o tempo que se ganha quando se começa a eliminar do dia a dia as unidades de tempo gastas com assuntos que nao dependem de nós para se resolverem. e ainda estou só no começo de actividade... já noto grandes diferenças, mas imagino que lá para os trinta os meus dias rendam o dobro do que rendem actualmente. é essa a intenção, até porque por essa altura conto ter muito mais que fazer do que nos dias que correm... por agora quero parar. dar folga ao telemóvel. regressar a casa, aos sítios do costume, sem ter de esperar pelo fim de semana...

uma saudação especial aos impecábeis do nuorte, que me fizeram sentir em casa este tempo todo, you know who you are.... i'll be back. to you... it's good to be back.


orelhas de burro:



tiefschwarz - eat books - 2005

segunda-feira, outubro 17, 2005

next stop......

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not demon... satan days! not behind... ahead of it.

domingo, outubro 16, 2005

can i have it back some time?

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o disco de viagem por excelência, o disco que completa o verde que contorna as auto-estradas dos ultimos tempos, o disco que me compreende neste momento, e que por isso nao consigo largar. so excuse me if i break my own heart tonight.... after all it is mine... on the road again, but not for long. adivinha-se uma semana colorida a preto e vermelho, animação garantida, rock n' roll em grande plano, tudo para fechar em grande um ciclo tempestuoso e bem vivido que será brevemente renovado. faz parte. faz falta. o desgaste mental do momento nao me deixa ainda pensar com o devido entusiasmo nos dias que se seguem.... reflections days. see you soon.

segunda-feira, outubro 10, 2005

covered.......

....

orelhas de burro para o caminho:


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friends....

dez e meia da manhã debaixo de uma neura monumental... a chuva que nao esperou por terça-feira, a ressaca do fim de semana consumido até à última e que me recuso a aceitar racionalmente que tenha acabado, o regresso, agora, forçado e com hora marcada... a verdadeira razão? os caminhos do subconsciente fruto da conversa "cena fêmea" de ontem à noite em tom de delírio e já mais do que fora d'horas, com o disparate agravado pelo cansaço acumulado de duas noites mal dormidas. admiti-o a mim finalmente, e nem sei porque te contei aquelas cenas se a minha intenção era continuar a negar tudo, mesmo que à vista de alguns já comece a ser evidente. depois de dizer as coisas alto parece que ganham outra dimensão, agora parece que tenho uma obrigação qualquer... sei que tens toda a razão, e quero agir como dizes que tenho de pensar porque nestas coisas as amigas tendem a ter sempre razão, mas não consigo. a consciência, sempre a consciência...... pior, sonhei que segui todos os teus conselhos. o argumento do filme não interessa, nem me lembro sequer se me fez pôr alguma coisa em causa. não interessa. até porque eu, no fundo, não quero pôr nada em causa. ou melhor, não queria precisar de pôr nada em causa. o que não bate certo aqui é que quando acordei admiti à neura o que agora nao quero ainda dizer em voz alta... e depois digo que é da chuva. é melhor assim. isto sou eu a pensar alto.

sábado, outubro 08, 2005

prairie wind...

... e com música assim quem precisa de sair de casa? a nostalgia toma a dianteira, mas a calma é assustadora. há muito que nao me lembro de me sentir assim. e ao mesmo tempo que me reporta a charlottesville, o neil young devolve-me o verde que actualmente me faz pôr muito em causa...

if you follow every dream, you might get lost...
no regresso, a sensação de missão cumprida compensa em tudo.


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neil young - prairie wind

readaptações......

abafado é a palavra que define a readaptação. um mês depois, sinto que não se respira em lisboa. nunca pensei que fosse ser tão evidente, nunca pensei deixar de me sentir em casa em lisboa. as cores mudaram, as dimensões, as noções de espaço e de tempo, o cheiro e a temperatura. não é que prefira dormir com os pés frios, a poder andar de chinelos de manhã â noite. nada disso. gosto do calor do sul. gosto de saber que a marginal está ali ao lado para me curar as neuras que deixei de sentir. cheguei à conclusão que o verde me preenche da mesma maneira que o azul, mas com a água tenho uma história que não tenho com as árvores. talvez venha a ter... é verdade que à chegada já acuso uma ligeira irritação à confusão de santa apolónia, não suporto o cheiro do transito, é verdade que reajo com menos paciência a grandes concentrações de gente, saiam-me da frente, e, o que mais me assustou, é verdade que neste momento me sinto claustrofóbica no meu próprio quarto. é provável que amanhã já me sinta como peixe na água em hora de ponta nas amoreiras, e me esqueça que no fim do mundo o ar puro um dia me fez esquecer o significado do modernismo stress. não me apanhas. e estupidamente dou por mim com receio de sair de casa....

sexta-feira, outubro 07, 2005

trains.....

next stop: porto. destino final: lisboa.
para o caminho, o novo do ryan adams, que há música que soa melhor em viagem, sob pena de trazer à ideia que da próxima o comboio pode sempre ter um destino mais longínquo, mais poeirento, mais laranja, mais sonhado... agora, não para fugir de nada, não para fugir de ninguém, apenas para conhecer e tocar o que mostram os livros, e poder dizer de uma vez por todas se era tudo perfeito apenas enquanto foi impossível, ou se me sinto mesmo em casa por aquelas paragens. no fim do ano era bom, talvez no fim do próximo seja possível. por enquanto, fica a música, que vai proporcionando sistemáticas viagens mentais, sobretudo entre comboios.


orelhas de burro:



ryan adams & the cardinals - jacksonville city nights

doctor, doctor....

estou preocupada. tenho um problema com médicos que não há meio de conseguir enfrentar. como metade da população, não gosto de hospitais, consultórios, cheiro a éter, batas brancas, toucas azuis, e afins. não gosto de ouvir falar de sangue e tenho tendência para desmaiar quando oiço descrições pormenorizadas de operações, feridas, acidentes. posto isto, é evidente que evito todo o tipo de consultas o mais possível. tenho pensado mais no assunto ultimamente porque estou de consulta marcada, e no fundo, acho que tudo se explica numa ideia. não gosto que me analisem. posso ver um médico como alguém que salva vidas, mas também o vejo como alguém que invade a privacidade alheia. não gosto que me tracem o perfil desde que nasci com base numa frase que digo. com base em números, em valores, no que quer que seja. não tenho medo nenhum de agulhas, mas tenho pânico do dia em que me dizem o resultado das análises. já disse que não gosto que me analisem? era só um desabafo.

terça-feira, outubro 04, 2005

a meio gás.....

as minhas pernas ouviram finalmente o despertador. estão a acordar, lentamente, mas estão. cinco dias a todo o gás, com milagres de sobrevivência à mistura, rock n' roll sem parar e reuniões diárias dos "impecábeis". flashes a torto e a direito, as luzes da ribalta, só pode... falharam as obras de arte... depois da nova arte do catering, pode ser que também comece a pintar, nunca se sabe... pinto uma semana de calmaria, se me dão licença. pinto garrafas de água, frescas obviamente, e pinto a lápis para poder apagar. preciso de apagar uma semana inteira.