ouvi os mazgani pela primeira vez esta segunda-feira. já tinha lido qualquer coisa acerca da les inrocks ter eleito a banda de setúbal como uma das mais promissoras de 2004/2005 a nível europeu, mas sinceramente na altura nem fixei o nome da banda. acho que já não é a primeira vez que escrevo isto, mas como também tenho de aturar muita malta repetitiva (que é uma coisa que me tira do sério), volto a escrever. acho que me habituei a baixar muito as expectativas em relação a novas bandas portuguesas.
não sei se é má vontade e ignorância minha, mas tenho ideia que houve aí uma altura em que se multiplicavam como cogumelos novas bandas nacionais com nomes ingleses e canções todas fotocópias umas das outras, que na generalidade não me soavam a nada. de há uns tempos para cá as coisas evoluiram, tenho noção disso. não só com o empurrão do hip hop, mas também com uma maior consciencialização por parte de quem canta (dá-me ideia) de que o português nos continua a soar melhor ao ouvido quando é portuguesa a nacionalidade do artista. e apesar de ter tendência a seguir mais atentamente o que por lá fora se faz, estou a gostar do maior interesse que tenho sentido ultimamente pelo que por cá se faz, sem nenhuma obrigatoriedade.
depois de um vício instantâneo chamado maria albertina, dei por mim a ouvir no carro diariamente os humanos. a seguir foi o happy dog. as primeiras vezes que ouvi a música nem sabia o que era. apanhei depois as devidas apresentações na antena 3. senhoras e senhores: funami. e tal foi a infecção que hoje tive de passar na fnac para comprar o disco porque não consegui apanhar a música na rádio. nao o encontrei na net e o preço também não chegava a dez euros. e depois os mazgani, por onde comecei e me perdi depois, as usual. ainda em formato maqueta, só precisei de três canções para me render ao estilo jeff buckley meets devendra banhart. "these stones used to be" é o nome da maqueta, e é também o nome da música que mais vezes ouvi esta semana. melodias, nada mais, não lhes resisto.
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