a distância tem muito que se lhe diga. mesmo que seja apenas temporária, mesmo que o temporário não tenha fim definido, mesmo que o regresso e a reaproximação sirvam tão só para constatar que entretanto nada mudou, que a distância afinal só funciona quando se mantém... à distância, e se assim a quisermos conservar. há dias em que parece a única solução viável, mas há outros em que as certezas da obrigatoriedade do regresso são plenas. situem-se as palavras no contexto que se quiser... emocional, pessoal, profissional, não interessa. a mim neste momento só me interessava saber situar o regresso. no plural, talvez. regressos. preciso disso. e preciso de música. a manhã hoje rendeu. muita música nova, nomes até então para mim desconhecidos na maioria dos casos, posterior investigação, audições sucessivas, colectâneas caseiras novas, utilidades imaginadas e nada mais do que isso. uma rotina e um método que a distância desvanece, mas que de um momento para o outro voltam ao de cima. regressam, porque há certezas que ainda são fortes. algumas. outras nem por isso, resta agora convencer-me disso e seguir em frente.
Orelhas de Burro
o novo single dos tahiti 80 - "what next", que faz parte do novo álbum fosbury. uma das novidades do dia de hoje.
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