estou sem carro há uma semana e meia. o porta-chaves aka texas já não anda a caminhar para novo há muito tempo e desta vez o internamento teve de ser mais prolongado. depois da sensação de falta de liberdade que marca sempre os primeiros dias de quem se vê sem transporte próprio de um dia para o outro, tive de me habituar à ideia de que andar a pé só me faz é bem, e de que em algés passa tudo quanto é transporte público. nestes últimos dias tive de voltar a descobrir as alegrias dos autocarros, do metro e do eléctrico. não vou dizer que é muito mais prático chegar a lisboa de transportes públicos do que de carro porque não é. prefiro mil vezes encarar a saga do estacionamento (até porque não é à toa que o meu texas foi apelidado de porta-chaves nem é por acaso que dizem que tenho karma parking) do que todas as especificidades inerentes ao dia a dia dos transportes públicos. não vou dar exemplos porque toda a gente sabe que uma viagem de autocarro, por mais rotineira que seja, dá sempre azo a histórias do arco da velha. é tão mais cómodo ter o carro à porta.... ainda assim, há bocado dei por mim a pensar que nestes últimos dias, mais do que para me deslocar, o texas tem-me feito mais falta para pôr as ideias ordem... quem conduz sabe com certeza que o tempo que se passa no trânsito é precioso para pôr as reflexões pessoais em ordem ao fim do dia. desde que estou sem carro que a confusão mental aumentou a olhos vistos... preciso de conduzir. e na marginal de preferência.
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