sexta-feira, dezembro 31, 2004

o gang de lo habitual

nunca me tinha dado conta tão nitidamente de que de um ponto negativo podem surgir, a seu tempo, uma infinidade de coisas positivas. a constatação não é recente para a maioria do convencionado mundo adulto em que nem sempre tenho facilidade em integrar-me. para mim é muito recente, mas está cada vez mais nítida. os baldes de água fria com que levei por alturas do verão e que me deitaram abaixo muito mais do que pensei que me fossem deitar, abriram-me os olhos. tanto quanto possível a quem, confesso, continua a insistir em acreditar na terra do nunca e no pai natal. cada vez é mais difícil. mas, e apesar da minha apetência para a dramatização, tenho tido a sorte de encontrar novas pessoas todos os anos que me fazem ter a certeza de que nem tudo está virado ao contrário no mundo, e que nem todos nos movemos por interesses e valores menos próprios. ainda há humildade por aí. e muita amizade especialmente.

senti muito isso em paredes de coura, senti muito isso em todas as zig zag sessions em cuja claque de animação participei este ano sempre que possível. o ambiente criado em torno das noites rock n' roll dirigidas pela dupla zig ze pedro e michael zag serviu-me de antídoto para outros venenos. e mesmo as sessões menos conseguidas, darão um dia azo a histórias do arco da velha de tanto rir, como a inesquecível noite coimbrã. e tal como os zboys o fazem na hora da despedida, é para mim uma honra agradecer do fundo do coração ao gang de lo habitual por me ter feito sentir como parte de um grupo intocável - ze pedro, michael, alvy, miguel, cristina doutora, luís e sofia red river. thank you.

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