sexta-feira, dezembro 31, 2004

music flash '04

sem disciplina nem organização mental suficiente para listas, e principalmente sem memória para datas, revejo a música em 2004 de uma forma aleatória, desorganizada e inevitavelmente incompleta.

os quatro concertos do josh rouse que vi este ano, as vezes sem conta que reouvi todos os álbuns, a magia de paredes de coura, a profundidade dos olhos azuis e a frustração de uma conversa perdida num bar do porto, entretanto agendada para uma próxima oportunidade. [zé, não te esqueças que comi o puré na covilhã - we have a deal! :)]

as duas viagens a londres num ano de sentida crise, os discos que ainda lá pude comprar, um dos quais me deu a alegria de ver a leavers dance dançar para onde é o seu lugar, na rádio. e ainda os concertos dos elefant e dos the stills. changes are no good. rádio? mq3 e bons rapazes, o regresso do m, a amizade verdadeira da mónica, o coyote e o regresso do pedro costa, o ter podido sentir o que é ser dona de uma rádio por uns meses e não no sentido que o cotonete lhe deu. foi no cotonete, mas não foi, esqueçam, fixem apenas os números 916, 91.6, é caso para dizer que a brincar às rádios é a gente se entende. e o cotonete já era. música? é mais dançar aos clássicos. e viva o marketing.

mr. brightside em santa maria da feira e todo o hot fuss dos killers em casa, no carro, onde calhou, os franz ferdinand mas não a sudoeste, os interpol de londres para os bons rapazes, slow hands, para o triplex, os stills outra vez, agora em disco, changes are no good como lema de um ano lixado, still in love song como esperança de um ano que afinal foi o meu, os elefant e a arrogância sedutora de diego garcia, papapapa, bokkie, sunlight makes me paranoid e o álbum todo.

first of the gang to die no triplex, do jardim para a pista, o álbum todo que trouxe o morrissey de volta, um vício, a summer parade dos brookville, um verdadeiro sample from heaven que marcou também a viagem de regresso da covilhã no porta-chaves do michael, a transmission c do moses leroy, assim com a love letter e todas as outras tanguetas perfeitas que fazem o become the soft lightes soar ao disco da minha vida.

a despedida de um carlos paredespor mim tardiamente descoberto, os 20 anos do blitz, o concerto dos 25 anos dos xutos que coincidiram também com os meus 25, e todos os concertos debaixo de chuva em paredes de coura, outra vez paredes de coura, porque foram quatro dias vividos com as emoções à flor da pele, longe de tudo o que pudesse ser considerado preocupação, com excepção das viagens de regresso diário até arcos de valdevez pela madrugada fora numa estrada onde não se via um boi, ainda que eles por lá aparecessem de quando em vez. aguardo com expectativa o paredes de coura 2005! e os meses de março.... [tenho saudades da indies....] e de junho.... [i want/need do break free!]


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