o boaventura sousa santos mais o seu discurso sobre as ciências que me desculpem, mas eu hoje estou com sede de música, muito mais do que de leituras. são fases. fui dar novamente aos arcade fire, que me trazem à memória que na semana passada por esta altura estava a braços com um acordar mui difícil no porto, mais concretamente na simpática red river city da sofia, em convalesceça de mais uma data da interminável mas sempre saudável digressão zig zag. convenhamos que a música com batida bem marcada não será o ritmo ideal para os acordares difíceis, mas acordei (se é que cheguei mesmo a adormecer...) com o "rebellion (lies)" na cabeça, que me tinha feito companhia em repeat mode durante toda a manhã do dia anterior enquanto li-repito-li um sem número de páginas da obra "jornalismo e verdade".
a música é um vício instantâneo, não sei se é da batida, das lies em coro, da melodia tangueta, ou se é tudo junto, mas que se infiltra por todo o lado, lá isso infiltra. e de tanto que ouvi a música naquele sábado, às tantas começou a soar diferente, como acontece com tudo aquilo que ouvimos mais do que a conta. como a cena das músicas ouvidas em cassete, que a partir de certa altura parece que tocavam mais depressa ou mais devagar. em formato cd, ou mp3, ou mq3, a cena resulta mais no sentido de associação de músicas e não tanto na transformação de ritmos.
agora quando oiço este "rebellion (lies)" associo-o involuntariamente a uma sequência conjunta com o "pounding" dos doves e o "waterfall" dos stone roses. vício ao cubo.
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