eu sei que só se goza/brinca com pessoas de quem gostamos e em quem temos confiança. sei disso porque também tenho por hábito fazê-lo com pessoas com quem tenho à vontade para tal. mas há uma regra neste jogo de comunicação que aprendi jogar sem dar por isso num ambiente profissional de maioria masculina, que nem sempre vejo ser respeitada - o sinal stop. gosto muito de ambientes descontraídos, de entrar nas picardias humorísticas saudáveis, de rir de mim quando é preciso (e as vezes não são poucas...), mas há alturas em que as piadas perdem a graça.
provavelmente até sou eu que motivo isso, não sei, mas a verdade é que há alturas em que me sinto mesmo o tal bobo da corte de que falava no outro dia. parece que tudo o que digo e faço dá vontade de rir à "assistência", e se há coisa que nunca gostei foi de palhaços, nem no circo nem na vida real, se é que ainda há diferenças... volto a dizer que tenho a perfeita noção de que a tal "assistência" é formada única e exclusivamente por pessoas que gostam de mim, caso contrário nem sequer lá estariam. ou melhor, eu nem sequer lá estaria. mas rir também cansa.
e depois há que ver que há alturas em que a racionalidade desaparece. eu respeito a regra do sinal stop quando sou a parte engraçadinha, e espero que a respeitem também quando sou eu o motivo das "graçolas". fico fora de mim quando passam o sinal sem parar, mesmo que seja sem intenção, depois de eu ter dado o alerta de "end of joke". é que nessa altura os nervos já estão à flor da pele, o mau feito já foi accionado, e já eu deixei há muito de conseguir ver as coisas tão friamente como vejo agora que me obriguei a escrever sobre o assunto para ter noção do quão idiota consigo ser quando me enervo.
fico fora de mim quando se riem da minha cara quando estou chateada. mas não me orgulho das minhas reacções a quente, nada, sobretudo porque quem leva com elas é sempre quem menos merece.
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