sábado, abril 10, 2004

nada se cria, nada se perde, tudo se transforma

never too soon, never too late, depois de darts of pleasure e do incansável take me out, o Burro ouviu finalmente o álbum dos franz ferdinand por inteiro. a morte do arquiduque acendeu a primeiro guerra mundial, o nascimento do álbum dos meninos de glasgow acende grandes tardes de aeróbica caseiras, ou nem por isso. como é que se consegue prever à partida que dali não sai mais nada digno de nota e que daqui a seis meses o franz ferdinand voltou a ser o arquiduque que sempre foi e cuja morte teve consequências drásticas? não me apetece comprar essa teoria. e o que me interessa a mim que os gang of four e outros tantos da mesma escola já tenham feito aquilo tudo no tempo em que os animais falavam (e que eu ainda não falava)? isto cheira a novo.

o Burro gosta desta onda ff, interpol, radio 4 - o gotham tb demorou semanas a descolar do leitor riscado -, white stripes seven nation army, the rapture i need your love, etc, etc, etc. aquele rock cru só entra cá no estábulo se for muito bem temperado, regado, disfarçado. esta vaga funk rock sabe muito melhor. e o disco dos franz ferdinand é mais um vício. e donde é que vem aquele power do "dark of the matinee"? o que é que será aquilo ao vivo? find me and follow me through corridors, refectories and files, you must follow, leave this academic factory, you will find me in the matinee, the dark of the matinee is mine.
e o andamento "this fire"? para ouvir em sequência com "reptilia" dos strokes e "changes are no good" dos stills, outro vício de cabeceira cá no estábulo. e depois o álbum todo dos ff outra vez. o Burro provavelmente vai fazer skip em cheating on you e michael. falta-lhes qq coisa. qq coisa que o resto do álbum tem para dar e vender. take me out.


Orelhas de Burro:



ainda por cima foi barato..... não chega a 15 euros you know where

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