o Burro é suspeito por estar a bater no ceguinho. armou-se em esperto, e foi enfrentar tal prova de fogo de mãos a abanar, convencido de que a avaliação seria prática. resultado - "desastroso", foi esta a palavra do senhor professor, "desastroso".
no meio desta palha toda, não é o "desastroso" que é grave. o que é grave é que a alguns meses da estreia no mercado de trabalho (vamos supor que sim) haja centenas de pessoas (falo no caso que conheço) a quem pedem para falar da escrita jornalística em vez de lhes pedirem para escrever. uma notícia. uma reportagem. qualquer coisa. o importante devia ser escrever. o que é que me interessa saber que devo escrever com frases curtas e palavras simples se depois me ponho com floreados e palavras difíceis e a escrever parágrafos intermináveis com a pontuação fora do sítio ou sem ela, como este aqui?
o que é que interessa eu saber que para o stuart adam o jornalismo tem de ser imparcial, factual, etc, etc, se depois na prática só me vou safar profissionalmente enquanto escrever aquilo que o meu chefe quer, ou o que chefe supremo do monopólio de comunicação em que me enquadro quer? o que é facto é que ou o Burro baixa as orelhas e vai com o resto dos Burros ao quadro escrever as diferenças das fontes parcelares para as fontes parciais, ou então nunca chegará a cavalo.
orelhas de Burro:
o serafim saudade é que sabia. toca a emigrar, que por aqui não há salvação possível.
já não há artistas da rádio, tv, disco e da cassete pirata.......
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