Nuno Calado, António Freitas, Jorge Amaral e João Xavier fizeram o Burro esquecer a desgraça que foram a maioria das bocas de Francisco Penim e Victor Figueiredo a propósito dos concertos de Vilar de Mouros.
Calado e companhia asseguraram durante várias horas de emissão intervenções com conteúdo, abordagens adequadas aos diversos estilos de música que passaram pelos palcos mouros com as devidas contextualizações, avaliações pós-concerto sóbrias e eficazes, sem espaço para histerismos nem tiros ao lado. Entrevistas, o Burro só assistiu à de Mike Patton, muito bem conduzida pelo Freitas, que a seu tempo foi chamando o Calado para a conversa. Habituados a estas andanças, souberam fazer perguntas simples como se quer num momento de confusão pós-sound check como aquele, e parar quando o senhor Patton já estava a dar a entender que ainda havia muito para fazer antes do concerto dos Tomahawk.
Como Patton adiantara na entrevista, houve "mto barulho" no concerto. O Burro não se entusiasma muito com este tipo de sonoridade. Ao vivo até é entra no espírito, mas via televisão/rádio/disco é complicado. Reconhece no entanto, pelo que pôde observar da prestação em palco de Patton que o artista é um verdadeiro artista, pelo que dá gosto observar as suas movimentações e concentradas trocas de instrumentos (sound off, though!), que lhe dão mesmo o ar de cientista louco, como dizia ontem à noite o Freitas na antena 3. O Burro sentiu a falta dos comentários do Álvaro Costa. Afinal de contas, ele é um dos principais suspeitos do costume........
Orelhas de Burro ouvem:
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