domingo, julho 20, 2003

Azar de Mouros......

O Burro é suspeito, mas nãoo consegue deixar de dar uns coices no que ouviu há bocado no directo da Sic Radical. Francisco Penim e Victor Figueiredo fazem o rescaldo da segunda noite de concertos num d¡álogo descontraí­do e simpático, com opiniões bem marcadas e gostos pessoais à mistura. Ficamos então primeiro a saber que os Blasted Machanism foram os grandes cavalos de corrida do serão - o Burro não duvida nada, pelo que pôde acompanhar na transmissão -; que os Los Planetas não valem nada e não deviam ter saí­do de Granada, e que o Lenine deu um grande concerto apesar de até então não ser muito conhecido entre nós. Recorde-se apenas que esta não era a primeira vez que o brasileiro passava por cá, e que o álbum "Na Pressão" foi até bastante mais falado do que "Falange Canibal", uma vez que trazia pela mão a canção "Paciência", que muito rodou numa novela que o Burro não via e por isso não sabe o nome... se fosse da "Por Amor" sabia de certeza, mas como não era não chegamos lá mesmo...... Além disso, pessoal atento como o Henrique Amaro e o João Miguel Tavares já muito destaque têm dado ao veterano da canção brasileira.

O Burro baixa as orelhas e faz uma vénia ao trabalho que a Sic Radical tem vindo a desenvolver, mas como fã sentiu-se insultado - e lá vamos nós outra vez - com os cinco minutos de reportagem dedicados ao rescaldo da prestação de Rufus Wainwright..... Saltando à  partida a ladaí­nha dos gostos não se discutem, e tendo em conta que quem escreve não esteve no local, o Burro não gostou de ouvir que o rapaz teve "uma prestação desadequada", como referiu em uníssono a dupla Sic Radical. Se alguma coisa foi desadequada foi a escolha do espaçoo e não a actuação, e isso não terá com certeza sido culpa do artista. E ainda assim, não é por se apresentar num palco de festival apenas (!) com um piano e uma guitarra que um artista pode ser catalogado de peixe fora d'água. A Bjork tb deixou bem claro há uns dias que mesmo nos momentos unplugged um artista completo munido de uma voz potente e penetrante soa tão bem num descampado como numa sala intimista. E nem se dá por falta das cadeiras... Encontrões é que não!
Não querendo fazer deles Burros, que para isso estamos cá nós, fica o apelo para que para a próxima se tenha mais cuidado quando se fazem avaliações dos motivos que levam o público a estar (ou não) presente nas actuações. A ideia que ficou no fim do rescaldo foi que o coitadinho do David Fonseca foi prejudicado por ter actuado depois do Rufus. (Não admira, não é rapazes? afinal o Rufus Wainright [sic] é só um singwriter [sic] a imitar o Leonard Cohen...)Aliás, a expressão do senhor Penim foi mesmo que David Fonseca "teve o azar de actuar a seguir a Rufus Wainwright, mas fez o que pôde"............... HI-HÓ!!!!!!! Se teve azar foi porque a fasquia terá sido deixada muito alta pelo antecessor. O Burro gosta da música do David, mas nem 8 nem 80.
O Burro põe as patas no fogo em como até o próprio David não gostaria de ouvir uma conclusão como esta. É que já por várias vezes ficou bem provado (até À  pedrada) que por muito pouco que o público goste da banda que actua antes daquela outra banda que lá foi ver, aguenta-se ali de pedra e cal (por vezes até literalmente) e não dispersa para não mais voltar. HI-Hó!!!!!!!!!

Orelhas de Burro ouvem:

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