quinta-feira, abril 21, 2011

na ausência do coelho da páscoa...

a bobina vai passar o fim de semana prolongado ao campo. esperam-se três dias de soltura, de corridas à chuva, de focinho e patinhas enfiados nas ervas molhadas, de convívio com as cabrinhas e ovelhas vizinhas. haverá petiscos, ossinhos e demais iguarias que a bisavó dará à bobina às escondidas da dona, reprovadora. a melhor parte, é que a bobina está tão bem ensinada, que quando recebe um petisco extra fica tão contente que vem mostrá-lo à dona, reprovadora. é páscoa. que sejam dias santos pelo menos para a bobina.


por estes lados, a dona tenta convencer o estômago a não entrar em círculos antecipadamente, devido à separação que se avizinha na próxima semana. estarás em boas mãos, aos cuidados da avó.

quarta-feira, abril 20, 2011

tv tyra...

a tyra banks acordou a bobina. depois de uns segundos de orelhas espetadas a tentar identificar a origem dos gritos, a bobina virou-se ao contrário e continuou a dormir. pelo sim, pelo não, mudei de canal.

quinta-feira, abril 14, 2011

histórias dos arneiros...

já por várias vezes tive aqui oportunidade de expressar o quão sociável a bobina é, sobretudo com as pessoas. com os seus pares, tem um trauma para a vida, fruto de uma dentada que levou de um cão gigante e mau, e tem um problema grave de dominância face aos cães maiores que ela, ou seja, 90%.


mas como ia dizendo, a bobina é extremanente sociável com as pessoas. num comum passeio, vai ter com toda a gente que lhe possa parecer um álvo fácil para festas ou petiscos. é claro, que depois quem leva com as conversas de ocasião é a dona. desde que a bobina está comigo, que tenho ouvido histórias de vida de toda a terceira idade aqui da rua/ bairro. não é que não valorize os argumentos que se me apresentam diariamente ao virar da esquina, mas queixo-me, isso sim, quando os protagonistas das histórias não sabem quando parar.


hoje, no passeio da tarde no jardim do costume, a bobina foi ter com uma senhora que enchia garrafões de cinco litros de água no bebedouro municipal do jardim. intrigada, la foi a pequenita cheiras os garrafões fresquinhos e alinhados em fila junto ao campo de futebol. ao ver a bobina, interrompe o processo do engarrafamento. faz uma festa à bobina, duas, três e pronto... foi o suficiente para lhe trazer à mente as memórias da falecida cadelinha.


Trouxe comigo a história de um animal que viveu 17 anos com os donos. Já lhes conhecia de cor os hábitos, palavras, gestos, rotinas e horários. Era o dono que o passeava. O marido da senhora dos garrafões, portanto. Um dia, o marido teve um avc e não pôde passear mais a cadelinha. Ela, esperta, passou a ir ter com a dona. Sabia que tinha de esperar que a senhora acabasse de lavar a loiça, por isso deitava-se na cozinha à espera. Quando a dona fechava a água, a cadelina já sabia que estava tudo a postos para ir à rua.


Os últimos anos viveu-os em sofrimento. Um tumor na barriga. A princípio ainda tinha vontade de sair de casa, mas já com dificuldade em descer as escadas, esticava as patinhas a pedir colo à dona, a senhora dos garrafões que foi também a narradora desta história esta tarde. Depois de idas diárias ao veterinário as dores já não davam tréguas. A cadelina aprendeu que a dona podia tirar-lhe as dores com comprimidos. Ia ter com ela vezes sem conta a implorar pelos comprimidos, fossem seis da tarde ou três da manhã.


A cadelinha acabou por morrer. A senhora que hoje faz festas à bobina optou por não recorrer a operações para não fazer sofrer mais o seu animal de tanta estimação. Levou uma injeção, para lhe poupar mais sofrimento. À cadelinha. Não à dona. Porque essa, conta que algum tempo depois da cadelinha morrer, encontrou num casaco um dos biscoitos com que andava sempre para lhe dar. Voltou a chorar, com o biscoito na mão.


Enquanto oiço esta história, tenho a bobina ao meu lado, presa pela trela, a ladrar a plenos pulmões e a puxar pela trela com todas as forças para ir impor respeito a todos os cães que por ali passam. A senhora continua a falar todo o tempo, sem dar conta de nada.


Não me disse o nome da cadelinha.

quarta-feira, abril 13, 2011

a carregar baterias...

livre das comichões alérgicas e a reagir à nova medicação, a bobina anda capaz de dormir mais horas do que alguma vez pensei que lhe fosse possível, sobretudo durante o dia. a justificação médica diz que a pequenita está a repor as energias gastas no combate à comichão, nos últimos tempos, assim como as horas de sono que dispensou para se coçar, noite e dia, dia e noite.


contabilizando as horas que anda a dormir desde segunda feira, temo pelo sossego da minha vida ao imaginar os níveis de energia que a bobina vai atingir quando o sono estiver finalmente reposto.

terça-feira, abril 12, 2011

um raio de sorte...

não querendo deitar foguetes antes da festa... a bobina começou ontem a tomar as cápsulas de ácidos gordos, fazem parte do mega tratamento que estamos a fazer para combater as mil e uma alergias de que a pequenita sofre. são cápsulas gigantes aos olhos da bobina, que misturo na ração. sempre pensei que, tal como faz com os comprimidos que de vez em quando sou obrigada a dar-lhe misturados na comida, as cápsulas iam ficar no fundo da tigela, intactos. mas não.


acontece que por sorte as cápsulas são exatamente da cor da ração que a bobina está a comer agora. (agora, agora, não, que a devorou por inteiro às sete da manhã) com a vantagem de que são maiores do que os bocados da ração. ou seja, a cápsula dos ácidos gordos é a primeira que a bobina come. mesmo antes da ração. é bem feita, para não ser gulosa.


ahahahahahahahaha! 58 to go...

segunda-feira, abril 11, 2011

bobina vs espirros e comichões...

nos próximos meses, tentamos cá em casa um tratamento alternativo para as famigeradas alergias da bobina. abril ainda mal tinha começado e já a pequenita tinha levado a primeira injeção de cortisona do ano, fruto de mais uma alergia à picada da pulga. e visto que, ou a bobina é imune aos anti-pulgas que nao lhe fazem alergia, ou as pulgas é que são imunes ao produto, temos de partir para a medicina alternativa, para que a pobre cadela não viva a década a que ainda tem direito a sofrer de comichões e a fazer feridas na pelo com as próprias patinhas.


depois de saber os custos implicados, acho que para já posso dizer adeus a berlim, pelo menos por mais um ano. para além da ração específica para peles sensíveis que já consome, para atenuar as alergias a bobina precisa de:

- champô específico para a pele seca/ sensível/ alérgica

- spray calmante/ hidratante para a pele

- suplementos alimentares para alergias de pele e respiratórias

- coatex ácidos gordos para juntar à ração (seja lá o que isso for)

- banhos regulares com os tais produtos para hidratar a pele (parece que os cães com problemas alérgicos devem tomar banhos uma vez por mês, e não 2 vezes ao ano, como ou "sem problemas")

- uma sessão de acupuntura por semana, nos primeiros três meses, e depois logo se vê.


e esta, hein?

lucky who?

ou é da lua, ou do saturno, ou do mercúrio, mas de algumas coisa tem de ser. eu que até me considero uma pessoa de sorte, nos últimos tempos tenho tropeçado num sem fim de contra tempos, sem explicação. não parti nenhum espelho, não tenho visto gatos pretos (até porque a bobina se encarregaria de os afugentar antes que eu os pudesse ver, caso algum se aproximasse), nem passei debaixo de nenhuma escada.


assim de cabeça, lembro-me de nos últimos meses:


- ter chegado ao carro e ter encontrado o vidro de trás partido. um jardineiro, também ele azarado, apanhou uma pedra na lâmina do cortador de relva, que veio direitinha ao meu carro, estacionado logo ali ao lado.


- ter chegado ao carro (generosamente emprestado) e encontrado o vidro do passageiro partido, o autorrádio roubado, um leitor de mp3 e um auricular roubados, tudo à luz do dia.


- ter estacionado o carro num lugar apropriado, e só no regresso, uma hora depois, ter reparado que estava ao abrigo da emel. ou seja, carro bloqueado, com direito a fita e tudo.


- ter gasto por inteiro umas centenas de euros extra que me chegaram à conta, numa desvitalização de um dente.


- ter gasto mais uns euros no dentista por, depois de ter respirado de alívio por só ter de regressar ao dentista daí a seis meses/ um ano, ter partido um dente da frente num choque frontal com a bobina.


- ter gasto umas boas dezenas de euros numa medicação anti-alérgica para a bobina na farmácia homeopática, e ao sair do carro ter deixado cair os fraquinhos todos ao chão. pumba! no meio do azar, a sorte ditou que só um se partisse. mesmo assim...


- ter tido um problema dores de garganta que me fez andar a tomar medicação para alergias e até luvar uma injeção de penicilina, quando afinal de contas era um problema de estômago.


- ter constatado que o problema de estômago que me obriga a uma dieta, que proibe chocolate, entre muitas outras coisas, mas chocolate.


- ter ido mais a médicos de especialidade do que nos últimos 10 anos. no meio do azar, outra vez, a sorte tem ditado solução para tudo.


- ter sabido que as pulgas este ano estão mais fortes do que nunca, e assim devem continuar, sendo que a bobina é alérgica às ditas cujas, bem como a boa parte da medicação anti-pulgas.


- and so on, and so on...


é de mim ou devia arranjar um pata de coelho para andar na carteira?