segunda-feira, março 28, 2011

o infinito...

com falta de paciência para tudo e todos. culpo a mudança da hora, as poucas horas de sono, o dia cinzento e de chuva, a segunda-feira, a crise, a longa espera para a primeira semana de férias. culpo tudo. tudo tudo, menos o verdadeiro culpado, não lhe querendo atribuir conscientemente tamanha importância.

enquanto reflito sobre o meu estado de espírito a bobina olha especada para mim, aguardando o adiado passeio por motivos de pluviosidade. apoia a pata em cima da minha mão direita antes de começar a lamber com vontade a parte de cima da minha mão, recentemente hidratada contra o cieiro. não conseguindo a atenção desejada, apoia a cabeça no meu braço. de seguida as patas no meu ombro, conseguindo finalmente a minha atenção. toc toc toc toc. o rabo abana, e o focinho está agora apoiado no meu ombro, sinto-lhe a respiração no pescoço.

sem sucesso, a bobina deita-se resignada ao meu lado para dormir mais uma horita. apanhou o meu estado de espírito. é dia de olhar para o infinito e de ver tudo mais complicado do que na realidade é.

quarta-feira, março 09, 2011

the biggest loser days...

regressámos hoje ao vet, visto que as comichões da bobina decidiram regressar primeiro no início desta semana. ou muito me engano, ou já houve por ali picadelas de pulga. dado o estado avançado da juba que a bobina carrega consigo e que a protege do frio e do calor, é impossível detetar o que quer que seja debaixo daquele pêlo todo.

o banho e o corte estão marcados para sexta. a bobina vai, como se diz na nossa gíria, cortar as pontas. ou seja, o pêlo vem igual ao que está, mas sem pontas espigadas, sem nós, e mais lisinho e a cheirar a champô.

no entretanto, aproveitámos para ver se a dieta está a cumprir a missão de tirar de cima da bobina os três quilos a mais, que a mesma balança acusou da última vez. e eis que dos 10,5 kg, a bobina já só traz consigo 9,8kg. uma festa! pelos vistos resulta mesmo dar menos quantidade de cada vez, repartindo a ração do dia em mais vezes. assim, a bobina come menos de cada vez, mas fica com a sensação de que está sempre a comer. e quando for cortar pêlo perde seguramente mais meio quilinho, no mínimo.

quinta-feira, março 03, 2011

off-bobina...

com as notórias melhorias da contratura muscular que tem condicionado a minha vida, mais violentamente, nos últimos meses, muito em breve vão poder ver-me por aí numa destas:
o caso é grave, quando se chega ao ponto de ter como objetivo de vida poder voltar a andar de bicicleta. é assustador no que uma "simples" dor nas costas pode tornar-se, em sete ou oito anos, se for ignorada.

depois de cerca de 3 meses de tratamento intensivo conto poder voltar a fazer uns quantos quilómetros à beira-rio. a bobina é que vai sair a perder, visto que as curtas patinhas da pequenita não conseguem acompanhar a minha pedalada. parece que até já estou a vê-la a correr atrás da bicicleta, lá bem atrás, com a língua de fora, como se eu a tivesse abandonado e estivesse a fugir a alta velocidade, e ela incansável no seu passinho, sempre atrás de mim, mas com uns 500 metros de distância. foi o que aconteceu quando a levei comigo a andar de patins. triste de se ver. jurei para nunca mais.

a boomerang desmontável já está encomendada, só à espera que eu resolva umas questões burocráticas para poder ir buscá-la.

quarta-feira, março 02, 2011

manias mais recentes da bobina...

a bobina anda um bocado mais possessiva do que o habitual. não posso deixar roupa em lado nenhum, que arranja sempre maneira de se deitar em cima dela. hoje, por exemplo, deitou-se em cima de uma camisola uso normalmente em casa por cima da roupa para não ter frio (adoro o aquecimento das casas no nosso país), e quem é que dizia que lha tirava debaixo das patinhas??? estendeu-se em cima da camisola ao comprido, enrolou o focinho e quando decidi puxar, a solução da pequenita foi fazer força com o lombinho e as patinhas em cima da camisola. de partir o coração foi ver o ar de derrota dela quando me viu enfiar a camisola pela cabeça abaixo.

mais... não posso arrumar papéis em cima do sofá, nem espalhar por aqui livros nem revistas que é certo e sabido que mal veja que estou absorvida com a papelada à minha volta, salta para o sofá e deita-se em cima de tudo como se nafa fosse. é capaz de respirar fundo e adormecer em cima de dois dossiers, um furador e um agrafador como se estivesse a dormir em cima de um edredon de penas.

a melhor dos últimos tempos vem do poder de observação canino. contextualizando, a bobina tem ciúmes do telemóvel. mal ouve o toque, corre para o pé do telemóvel. acha que cada vez que eu atendo o telefone estou a combinar uma saída e não quer perder-me de vista, não vá eu sair sem lhe dizer nada... coisa impossível de acontecer, não só por ela ser mais do que uma sombra para mim, mas porque o meu coração de mãe galinha seria incapaz de o fazer. isto para chegar à parte final das conversas telefónicas: a bobina percebe quando me estou a despedir de quem está do outro lado. apanhou uma palavra qualquer, ou uma expressão, ou um tom de voz, o que foi não sei. o que me apercebi é que quando estou a despedir-me já ela está em cima de mim, com o focinho na minha cara e o rabinho a abanar. quando desligo então nem se fala, é um salto garantido para cima de mim.

posto isto... se eu disser que a bobina está educadinha que dá gosto, alguém acredita? :) há coisas que mesmo sem provas, é possível acreditar.