segunda-feira, agosto 18, 2008

doggy dog world....

de um momento para o outro, deixei de poder:
- sair sem dar satisfações a ninguém e sem hora para voltar,
- organizar a minha vida de forma desorganizada,
- decidir à sexta à tarde que vou passar o fim de semana fora,
- estar fora horas a fio sem que isso me cause qualquer tipo de preocupação,
- andar por casa sem ter duas sombras atrás de mim em permanência,
- tomar banho sem guarda-costas,
- fazer o que quer que seja sem público a assistir.
basicamente... deixei de poder sentir-me independente do dia para a noite e ainda não sei como reagir a isto tudo. é ao mesmo tempo a coisa mais assustadora e o maior desafio. tinha portanto reunidas todas as condições para que avançasse para bingo. os 180 graus já estão em marcha.
a bobina está a dormir profundamente de barriga para o ar, mesmo aqui à minha frente, na cama dela. já percebeu que os sofás estão interditos. podia estar a brincar lá fora no quintal, mas parece que foi incumbida desta terrível missão de não me perder de vista, por um segundo que seja. é qualquer coisa de claustrofóbico para quem não gosta de sentir na pele controlo declarado de espécie alguma.
estamos as duas a ambientar-nos a situações perfeitamente desconhecidas. eu, que nunca tive de tratar de mais ninguém que não eu, tenho agora uma vida animal a meu cargo. ela, que caíu de pára-quedas numa casa estranha, com novos hábitos, tem agora de achar normal mudar tudo de um dia para o outro. eu, que tenho pavor de de feridas e curativos e afins, dou por mim a ter de tratar de uma otite, contra todas as forças de uma cadela que dia para dia está mais eléctrica. ela, que notoriamente está habituada a ter gente à volta todo o dia, tem agora de se entreter sozinha várias horas no quintal.
e eu, que não faço ideia como vai ser daqui para a frente, tenho aos meus pés uma cadela de 9 meses, feita de meiguice, que tem pavor de ser abandonada outra vez, e que só quer que lhe façam destas na barriga e retribuir com beijinhos.

4 comentários:

Silver disse...

Essa é que é uma situação stressante! Reconheço-me nas tuas palavras, porque embora tivesse desejado ter um pet, durante anos, passei por uma fase de adaptação nem sempre agradável ao deparar-me com a responsabilidade de cuidar do meu cachorro, "até que a morte nos separe". Mas é extraordinariamente gratificante receber o seu amor incondicional e divertidissimo partilhar as suas peripécias. tens bastante apoio em http://arcadenoe.sapo.pt/home.php
bjiiinhes e good luck :)

Anónimo disse...

Kip Her safe. Allways.

mary-john disse...

thanks, silver.
vai ser uma grande ajuda porque para ja as duvidas crescem todos os dias... :)

Cibele Chaves disse...

Olha que não é muito diferente de ter um filho ;) Falo eu que tenho uma filha de 10 meses e 2 cães malucos :)