quinta-feira, fevereiro 03, 2005

turista acidental

correndo o risco de ser vítima de algumas pragas, invejas e maus olhados virtuais vou dizê-lo na mesma. hoje passei um dia sem qualquer obrigatoriedade de horários. já não sei há quanto tempo não me sentia tão à deriva, e pelos vistos o que me ia na cabeça era bem visível on the outside. o que tinha marcado, desmarquei, e decidi tirar o dia para mim e aproveitá-lo a la turista... mas sem mapa! não que tenha andado a ver as vistas, nem museus, nem nada de especial, depois de me ter cruzado por um feliz acaso com o rico perto das amoreiras, acabei no monumental a ver o incontornável (literalmente, está em tudo quanto é paragem de autocarro da cidade de lisboa) aviador, que ainda nem sem se gostei se não... fiquei com a impressão que tudo só começou a fazer sentido depois de terem passado duas horas e um quarto de filme. adiante... sair de casa sem rumo definido, a pé, apanhar o primeiro autocarro que nos lembre de um destino aprazível sem que para lá chegar tenha de atravessar meia lisboa... isso não existe, convenhamos... odeio autocarros. já depois de ter chegado a casa percebi que do que mais tinha saudades nestas raridades temporais sem horários é de poder sair do autocarro quando me apetece e ir a pé até onde quiser ir. porque simplesmente estou farta de estar sentada, porque enjoo no pára-arranca quando não vou eu ao volante, porque... porque tenho tempo. ou melhor, porque não tenho carro...


e fica assim tirada a prova dos nove de que se eu não conduzisse e não me deslocasse de carro para todo o lado no dia a dia não conseguiria fazer metade das coisas que faço habitualmente em 24h.

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