nunca tive especial sensibilidade para a fotografia. vejo exposições de fotografia com alguma regularidade, mas quase sempre a correr. não gosto que me tirem fotos nem gosto de as tirar. a máquina fotográfica é um objecto que me foi quase sempre indiferente. tive uma minolta em tempos de que gostava muito, mas que desapareceu não se sabe bem onde nem porquê. durante anos a minha mãe insistiu que eu a perdi, que a deixei nalgum lado, que se a arrumasse sempre no mesmo sítio tal não tinha acontecido... eu neguei sempre. ainda hoje não sei o que é feito da máquina, mas quase ponho as mãos no fogo em como não a deixei esquecida por aí. a partir daí não voltei a mostrar qualquer tipo de interesse em arranjar outra máquina. gosto de observar bem as coisas, de escrever sobre elas, fixar imagens soltas, mas raramente sinto necessidade de registar momentos em formato foto. chegando ao ponto de apanhar um comboio ou um avião para sítios onde nunca estive e esquecer-me de arrumar a máquina na bagagem. não levo. quando me apetece fotografar compro uma descartável.
no verão passado vi a aldeia dos meus avós com outros olhos. apeteceu-me fotografar os caminhos de cabras enquanto não são alcatroados. e os pormenores da casa que me fazem sentir ali tão em casa. e por ali não havia descartáveis. vi na
pública, se não me falha a memória, uma breve sobre uma maquina nova da olympus. verdade seja dita, o que me chamou a atenção foi a variada selecção colorida em que está disponivel este novo modelo, e não as características técnicas da máquina. consta que não é má, mas que arranjo sem grande dificuldade o mesmo por preço mais baixo. mas não em azul, laranja, nem vermelho. assim...
é com uma destas que me apetece fotografar. com cores e a cores. preto, branco, cinzento dão outro toque, também gosto, mas com fumos. prefiro a cor. por dentro e por fora.
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