domingo, janeiro 30, 2005

escrever para a parede...

não somos iguais, claro que não somos. não quis dizer isso, nem nunca o quis dar a entender. no momento em que isso acontecer, nem o digo, pura e simplesmente desapareço. não era a primeira vez nem seria a última. tenho pensado casa vez mais frequentemente que todos devíamos ter a possibilidade de olhar para a nossa vida pelos olhos dos outros, de fora. poupávamos de certeza muito tempo a tomar certas decisões e a pôr em prática uma série de conversas que já tivémos com a almofada vezes sem conta, mas que assim que o dia clareia voltamos a pôr uma pedra sobre o assunto. até à insónia seguinte. o mal está sempre em pensar demasiado sobre as coisas, em analisar tudo e todos à nossa imagem e semelhança, em querer adivinhar o que pensam os outros, como reagem, como respondem, o que sentem... não adianta. é involuntário. temos de ter um ponto de referência, e acabamos sempre por ser nós o termo de comparação. mas também não adianta. porque os outros não foram criados à nossa imagem e semelhança. e por muito que gostássemos, não nos podemos ver como referência para nada, para ninguém. cada um tem as suas. e por mais que continuemos a cair no erro de acreditar que do outro lado as reacções, os pensamentos, as atitudes, os sentimenos vêm de encontro aos nossos, isso raramente acontece. até eu já percebi isso. às vezes esqueço-me, mas isso é problema meu... não somos iguais, pois não. mas temos pressa, muita. e quanto maior a velocidade, maior o embate...

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