domingo, dezembro 12, 2004

um pesadelo chamado mtc...

tenho azar à cadeira de metodologia do trabalho científico desde o início do curso. E digo azar porque acho que já fiz todos os cadeirões do curso que havia para fazer com notas até bastante razoáveis e não há meio de descalçar esta bota velha. tal como todo o meu percurso universitário, também a minha relação com esta maravilha do mundo feita etapinhas tem sido tudo menos regular. Parece que atrofio com tantas regras e tamanha organização…

já fiz a cadeira com 13 no 1º ano, mas tenho de a fazer novamente. uma mudança de curso, uma equivalência não atribuída, uma professora que enlouqueceu e que sempre fora carinhosamente apelidada de ana parva, em vez de paiva, uma desistência em plena frequência porque quase enlouqueci eu e que me custou um 8 final, uma outra professora que me disse que se quisesse fazer a cadeira tinha de optar pelos estudos em detrimento do emprego seguindo a lógica do senhor reitor, e um consequente cancelamento da matrícula.

não sou de desistir facilmente. este ano voltei à casa da partida. ainda lá está a mesma professora que me mandou optar. não sai de lá tão cedo, é competente e profissional como poucos professores. fala é muito depressa e sobre assuntos que me continuam a ser completamente estranhos apesar do meu passado metodológico. outro dia, fiquei de tal maneira preocupada por não ter percebido rigorosamente nada do que se havia passado na aula, que tive de perguntar ao colega que estava ao meu lado - também ele um veterano da mtc - se tinha percebido alguma coisa... eis a resposta: "esta mulher fala numa língua esquisita, é uma cena estranha, não deve ser para percebermos...".

hoje passei o dia a tentar decifrar essa língua esquisita. na quinta-feira vou ter de a falar fluentemente na hora da frequência. estou confiante. estudei todo o tempo a ouvir josh rouse.



Orelhas de Burro:


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