ninguém me dá 25 anos. acho que nem eu dava... supostamente crescemos todos os dias, mas eu acho que só raramente dou por isso. tenho pressa, pois tenho, acusam-me disso frequentemente e eu não me defendo. é o meu ritmo, cada um tem o seu, e o meu é acelerado. nos dias em que consigo acalmar sinceramente nem me sinto muito eu. penso inevitavelmente que é assim que as outras pessoas se sentem todos os dias. mas nesse caso eu não estou nos meus dias. mas por outro lado, sinto-me bem. sabe-me bem não ter a cabeça às voltas todos os dias. e estou a começar a conseguir controlar isso. fico contente por chegar finalmente à conclusão que não me estavam a enganar de todas as vezes que me disseram que com o tempo ia aprender a relativizar a importância das coisas e que ia deixar de ver o fim do mundo em cada esquina e de fazer tempestades mentais em copos de água. resumindo, que ia aprender a não me preocupar demasiado com as coisas.
tem sido essa a minha maior luta pessoal dos últimos tempos. aprender a separar as águas, a dizer que não, a dar a cada pessoa e a cada coisa a importância devida de modo a salvaguardar-me e a constatar que quando menos me preocupo com as coisas melhor elas correm. já não sei qual foi o episódio que me fez querer seguir nesta direcção - o que significa que com o tempo lhe terei dado a importância devida, ou seja, nenhuma -, mas numa espécie de avaliação pessoal, e sem falsas modéstias, acho que este ano evoluí a olhos vistos nesse sentido. regredi noutros, claro, porque por uns pagam sempre outros, mas tendo em conta o objectivo a que me propus parece que vou chegar ao final do ano com a sensação de que completei realmente os 25 anos em 2004, como estava previsto no calendário. e confirma-se... são mesmo os baldes de água fria que nos fazem evoluir. se é no bom ou mau sentido, isso depois depende do quão fria estava a água e do lado humano de cada um.
sinto, no entanto, que ao mesmo tempo que consegui começar a ser mais "desligada" das coisas que não me interessavam e me faziam mal, levei também à frente e por arrasto algumas que me interessavam sem dar por isso. acho que hoje me importo menos com o que sentem as pessoas mas fico sempre com uma réstia de remorsos. não num sentido de frieza emocional ou egoísmo atroz, mas noutro de não me deixar pisar sempre que tenho de optar por prejudicar ou ser prejudicada. acho que cheguei à fase dos 50-50. acho que mais de que egoísmo, é tudo uma questão de auto-estima e segurança, duas coisas que sempre tive tendência a deixar cair com muita facilidade por achar que os outros se sentem sempre bem, melhor do que eu, e muito seguros de si. uma arte que eu não domino, de todo. e que fui aprendendo a ver que ninguém domina.
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