fixei a atenção na música. maxwell. lembrei-me que o m começava algumas horas depois. pensei em ligar à m&m para lhe dizer que o pessoal do bar/restaurante da praxe gostava do maxwell. para lhe dizer que fazia ali falta, nem que fosse para não falar de futebol comigo. e que até me podia mandar à cara outra vez as minhas azelhices geográficas parisienses e não só. infelizmente, o meu saldo não estava em dia de grandes falas...
já não ouvia o embrya há anos. e quanto mais oiço as músicas novas do maxwell, mais gosto das velhas. o embrya é um disco do caraças. e voltar a ouvir ali o "everwanting" , o "i'm you", o "matrimony", o "eachhour..." e sobretudo o "luxury: cococure" fizeram-me voltar a perceber por que é que em tempos eu fui completamente viciada em soul music. a pouco e pouco, por razões que ao mesmo tempo se conhecem e desconhecem, fui perdendo o contacto com a especialidade (mas não com a especialista). estreitei o caminho por outras áreas musicais que por enquanto continuo a achar serem as que me dizem mais. com a plena noção de que sentidos únicos nunca são positivos, mas também com a constatação de que o tempo não chega para investir em tudo com a mesma entrega e o mesmo empenho. se por um lado não consigo estar mais de uma semana sem procurar novas tanguetas, por outro acomodo-me em relação a muitos outros estilos de música que me fazem a mesma falta para me manter em (des)equilíbrio. se não mos apresentarem eu dificilmente vou à procura deles com a mesma regularidade. nem pouco mais ou menos. daí o vício da rádio. alguma.
os desaparecimentos súbitos destreinam os ouvidos. senti isso ao de leve com o m. já nem tudo é tão imediato, estão cá as resistências das doses cavalares de guitarras e harmónicas com que me tenho entupido ao longo dos últimos tempos, e que por mais que eu oiça de soul, hip hop, dança, teen, reggae, etc, etc, a concorrência é sempre desleal. na altura de comprar, o ecletismo já não pode ser tão grande. neste momento está a voltar a ser por razões muito práticas. euros ou falta deles. sacar, saco tudo. venha o rock and roll e o resto. venha a soul outra vez em força. e depois do maxwell, pode ser que na próxima seca de bola de me dêem, esteja a tocar o d'angelo live at jazz cafe.
Orelhas de Burro:
maxwell - embrya - 1998 [que reparei hoje que nem sequer é o original, mas sim uma cópia com uma fotocópia manhosa na capa... capas destas não andam por aí aos pontapés!]
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