sinto-me em dívida para com este senhor. descobri-o já há algum tempo, por acaso, se não me falha a memória na altura das cómodas sugestões do audiogalaxy. chamou-me a atenção porque pensei na hora que o nome estivesse mal escrito. freedy johnston. freedy soa a gralha. mas soa muito bem. sobretudo uma canção chamada "bad reputation". apercebi-me hoje que há já alguns meses que não passa uma semana que não a oiça pelo menos uma vez. gosto da melodia, gosto da voz do senhor, meio tangueta meio whisky, gosto do realismo da poesia e da maneira como um tema que me deprime e que volta não volta me faz criar tempestades em copos de água, se transforma numa coisa tão simples que até me faz criar dependência. a música, claro. oiço muito esta passagem:
Suddenly I'm down in Harold's Square
Looking in the crowd, your face is everywhere
Been turning around
Do you want me now?
mais uma ideia que já todos pensámos/escrevemos à nossa maneira vezes sem conta, mas que sistematizada assim e cantada assado parece que ganha finalmente o sentido certo. não conheço bem as leis de murphy, mas creio que deveria haver na listagem qualquer coisa mais humana que falasse sobre encontros e desencontros e e não apenas sobre filas de carros e pão com manteiga. há com certeza uma lei muito bem fundamentada que resuma as fracas probabilidades que temos de esbarrar "por acaso" com quem gostaríamos de esbarrar naquele dia e àquela hora. e outra que resuma as altíssimas probabilidades que temos de sentir a omnipresença de alguém de quem só queremos distância. é certinho que toda a gente na rua terá qualquer traço semelhante, seja aqui ou no japão, todas as vozes soarão igualmente familiares, e tudo o que vemos escrito nos faz lembrar um nome. as matrículas dos carros então são péssimas para isso. e se ouvir esta música me faz pensar nisto tudo, não percebo porque continuo a precisar de a ouvir regularmente..... enfim... já passa das 23h.....
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