ainda estou para perceber por que raio temos nós a mania de nos isolar quando mais precisamos dos outros... eu pelo menos tenho. no auge da neura parece que é mais fácil não ter de encarar ninguém. não ter de fazer um esforço para a ultrapassar. não ter de dizer uma palavra. não ter de sorrir sem vontade. não ter de... de ser nós próprios. é que por muito que os amigos digam que não faz mal estarmos de mau humor ou sem vontade de ver ninguém, são raros os que sabem respeitar o silêncio esporádico de que todos precisamos e que sabem realmente estar, não no sentido social, mas simplesmente no sentido de estar ali. tenho andado com a neura, pois tenho, é o tempo e não só. o miguel diz que é «cena fêmea», e se for? faz parte. a filipa já nem precisa que lhe diga que nada. assim como ela não precisa de me dizer nada. estamos ali e pronto. as amizades de infância são um escape de ouro. já me dou por muito satisfeita por andar a conseguir contornar a ideologia isolacionista. é mais fácil e faz-me bem à cabeça, mas só me faz sentir mais à parte, e por mais que isso me incomode cada vez menos, se o puder evitar agradeço. cedi ao isolacionismo à tarde, mas à noite consegui reagir. hot chocolate @ gémeos rules!
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