a viagem-relâmpago ao porto foi cancelada. a ideia da ida foi do miguel. íamos jantar com a doutora, o luís, a sofia e reencontrar o álvaro-pasteleira, desta feita em versão gangsta rap. um imprevisto profissional de última hora entornou o caldo, ficámos em terra e adiámos o convívio a norte para a semana entre gente sentada. dependendo do ponto de vista, uma semana pode ser muito tempo. não tem sido nada fácil lidar com os regressos a lisboa, quando dei por mim já tinha combinado nova deslocação, esta a sul, para tirar melhor partido do fim de semana. next stop: sines. uma coincidência vinda do nada, ou melhor de um almoço de esparguete à carbonara com a matosa, que à última da hora acabou por proporcionar o acompanhamento de mais uma data da digressão zig zag. para esquecer. não a prestação dos z boys, mas as condições que tiveram de respeitar. quase três horas de atraso provocadas por não faço ideia o quê, e depois de finalmente serem chamados a depor, eram 4h da manhã, são convidados a abandonar o recinto por causa de uns desacatos desencadeados à entrada do castelo. tinha passado uma hora, se tanto....... e os resistentes que sobreviveram ao pincel que foi aquele último concerto - não sei o nome da banda - estavam então a começar a dar a espera por bem empregue. muito sinceramente não sei como ainda lá estava "tanta" gente. por momentos perdemos a perspectiva geral do recinto, tínhamos apenas uma visão auditiva do que se passava no palco, e a julgar pela "animação" da coisa, não raras vezes pensei que já não estaria ninguém no castelo. quase que me apetece dizer que era o que a tal banda merecia. admiro o fairplay do zig e do zag face uma situação destas. não era nada comigo, não sou eu que passo horas a pensar em sequências, a vibrar por antecipação com as prováveis reacções entusiastas do pessoal, que depois afinal nem sequer chega a ter oportunidade de as ouvir. não era nada comigo directamente e fiquei pior que estragada. acho que é mais uma daquelas situações que incomodam mais quem vê de fora e não pode fazer nada do que quem está directamente envolvido. como se dizia no fim (início?) - foi bom enquanto durou. valeu pelos outros concerto - micro audio waves, flux e gomo -, pela companhia, pelas senhas bebíveis de sobra (que afinal não sobraram), pelo ambiente familiar dentro das muralhas do castelo e pela hora final de rock n' roll. hoje (ontem?) ainda acordei com o hit the road, jack na cabeça.
Orelhas de Burro:
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.........................
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