são onze da manhã em lisboa e chove torrencialmente ali no terraço. as luzes brancas de escritório que nos deixam com ar doente e esverdeado, e que já não se acendiam de dia há uns bons meses dada a claridade própria da época, voltaram ao seu estado normal. acesas. nada indica que estamos em agosto. apenas o ausência de metade dos colegas de trabalho. numa sala onde trabalham, conversam, riem, discutem, cantam e, outra vez, trabalham, 9 pessoas estamos apenas 5. a diferença é enorme. o tempo passa mais devagar, mas sabe bem trabalhar em silêncio, para variar, ou pelo menos com menos colunas a tocar ao mesmo tempo. os chefes também estão de férias. outra vez o sossego. há mais tempo para pensar, e aí sinceramente já não veja nada de positivo.... e por isso prefiro queixar-me do tempo. está a chover e este cinzento faz-me dores de cabeça, parece que nunca chego a acordar totalmente. nenhum de nós quer acreditar que está a chover. alguém consegue ver o lado positivo da coisa. podia ser pior, é verdade...... podíamos estar de férias. para além do que se estivessem 30 graus lá fora e os sapos nos bloqueassem os carros debaixo de um sol radioso, é certo e sabido que estaríamos neste momento a dizer que "devia ser proibido trabalhar com este tempo...." ou que "eu estava bem era na praia!".
e entretanto parou de chover.......
Orelhas de Burro:
george michael no computador da frente
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