não há luz tardia que compense a violência de um acordar prematuro de uma segunda-feira pós-mudança de hora. pelo menos de manhã. hoje devia ser sábado. as coisas melhoram com a perspectiva de conseguir atravessar a zona das amoreiras em 5 minutos. às sete e meia ainda só os semáforos é que empatam o trânsito. nem sequer o sol para atrapalhar como de costume. e na rádio neal casal canta st. cloud. é segunda-feira, e depois? st cloud está a dar na rádio. e o Burro tem uma fixação por esta música, mas por causa dos efeitos secundários não pode ouvi-la sem receita médica. instabilidades crónicas mandam que st cloud seja ingerida cá no estábulo com moderação e de preferência em fases sim. é o caso. o burro não viu tudo, nem tão pouco viveu tudo, como lamenta o neal. a identificação é quase nula, mas a maneira como a carta é escrita tem o poder de nos fazer dizer as mesmas coisas, pelas mesmas palavras, mesmo que não correspondam à verdade. em dias não, ou fases não, temos o dom de absorver tudo o que ainda nos faz pior. inconscientemente. daí a importância de não ouvir uma canção como st cloud quando quando a fase é não. é triste. ideal para nos deitar abaixo e não nos querermos levantar sozinhos. para evitar que fique associada e tempos que não nos interessam. que sabemos que são de transição. uma canção como st cloud deve ser guardada para quando a confiança regressa. para que se possa ouvir em repeat mode sem efeitos secondários e sem receita médica.
Orelhas de Burro:
neal casal - basement dreams
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