sábado, fevereiro 28, 2004

o Burro orgulha-se de apresentar....





uma boa sugestão para a próxima segunda-feira à noite! já que os ditos da vinda de josh rouse a portugal não se dão nem por ditos nem por não ditos, o burro arma-se em rico por três dias e vai até londres ver que tal soa ao vivo aquele vício chamado 1972. e no regresso talvez consiga passar uma semana inteira - já era bom - sem regressar a 1972. há muito tempo que cá no estábulo não se emburrava num disco desta maneira, aliás tenho impressão que isto não acontecia desde os tempos em que um disco tinha que dar pelo menos para um mês inteiro dadas as limitações da mesada e da exigência auditiva. dois dos factores responsáveis pela secção de discos riscados (e actualmente tão mal arrumados) do burro. hoje (in)felizmente são poucos os que chegam a ter tempo para riscos... não contando evidentemente com aqueles marcados à força pelo mau feitio de um leitor de cds que já implora pela reforma há alguns anos.... talvez para o ano! josh, estamos combinados para segunda-feira.

pena, muita pena, o concerto do amp fiddler de hoje à noite no jazz café ter esgotado antes de tempo....

domingo, fevereiro 22, 2004

a new indies & cowboys is born





o numero 6 ja esta ca fora! entrevistas com ryan adams, azure ray, josh rouse, polmo polpo, houdini blues, mirah e stealing orchestra. + encontros imediatos com twilight singers e the bens. + as habituais sugestoes musicais dos zig zag warriors, monica mendes, henrique amaro, jose marino e jorge mourinha. + muitos discos sob escuta.

para os possiveis burros interessados, a indies custa 2 euros e esta a venda na tema (colombo e restauradores), kingsize (rua da madalena), livraria do cinema king (perto da av. roma). no porto esta a venda na jojos (r. de cedofeita).

todo o tipo de coices para
  • Indies & Cowboys

  • sexta-feira, fevereiro 20, 2004

    zig zag warriors no rock in rio-lisboa

    para quem o cartaz do rock in rio ainda nao trouxe grandes alegrias, aproveitem a noite de sexta-feira, dia 4 de junho, na tenda electronica. depois da tour de descentralizacao, com passagens por aveiro, porto e alcobaca que o burro ouviu dizer terem sido memoraveis, os warriors ze pedro e miguel quintao vao regressar aos pratos lisboetas em memoria das idas e tao bem passadas noites do lux. com a diferenca de que desta vez havera mais umas quantas pessoas a assistir........ sao algumas! o burro aplaude a iniciativa de quem quer que seja que possibilitou tao grandioso regresso do zig e do zag ah capital! mais cedo ou mais tarde, la diz o ditado, cada um tem aquilo que merece! : )


    o cotonete conta tambem o resto da programacao da tenda electronica.



    orelhas de burro:


    quarta-feira, fevereiro 04, 2004

    um vício chamado Clarkesville

    chama-se michael clarke, tem 22 anos, e canta disfarçado de Clarkesville. já fez primeiras partes para a sheryl crow, john mayer, kings of leon, ron sexsmith e mais alguns sortudos. o álbum de estreia chama-se "the half chapter" e a canção "spinning" é o novo vício do Burro.


    Orelhas de Burro procuram:

    terça-feira, fevereiro 03, 2004

    arre burro!

    por que razão tenho eu de acertar sempre em cheio nos dias dos jogos do benfica? dê por onde der, seja em que dia for, e a que horas for, tenho sempre de arranjar maneira de me meter na segunda circular na hora H.... como se não fosse já suficientemente mau o trânsito que se forma por causa dos estacionamentos pagos no colombo, ou improvisados nas bermas que restam, ainda temos de contar com os magotes de cachecol ao pescoço que se jogam à estrada ali em frente à shell.

    lost in translation - quem não viu, NÃO LEIA

    o Burro corre o risco de estragar a surpresa a outros Burros, mas a vontade de escrever é mais forte. O aviso está feito: se não viu lost in translation, não leia as linhas que se seguem, Vá, antes, ao cinema.

    vi o lost in translation no domingo à noite. tenho problemas de insónias frequentemente, e quem também os tem sabe que há poucas sensações tão desesperantes como ter sono, não conseguir dormir e ver o tempo a passar. e de manhã o cansaço é maior do que na noite anterior. há duas noites que acordo às quatro da manhã a pensar no filme, naquele final, no segredo que ficou por revelar, e a ouvir o "just like honey". é fácil revermo-nos naquelas personagens, naquela situação. a evolução do à-vontade natural de duas pessoas que nunca se viram e que provavelmente nunca voltarão a ver-se. a disponibilidade para ouvir e dizer tudo o que apeteça. só o que apeteça. e de repente o à-vontade desaparece porque os sentimentos baralham-se, e o que era simples por ser abstracto começa a desenhar-se de forma muito mais concreta. mas concreta era também a certeza de que aquele final feliz só era possível ali, longe de casa, onde não tinham mais nada nem ninguém a quem se agarrar. a sensação é a mesma de estarmos de férias num país distante com quem gostamos durante uma semana, e em que só há tempo para ver os aspectos positivos. daí a tal ideia - «embora nunca mais voltar cá porque nunca vai ser tão divertido». e não vai.
    e apesar de toda aquela impossibilidade ser muito clara não se consegue, no entanto, deixar de sentir o frio no estômago quando os dois se despedem tão friamente no quase-final. quase com medo de se despedirem da forma errada. mas a experiência de vida dele e os anos que levava de avanço em relação a ela permitiram-lhe perceber que a história não estava terminada. impressionante também a facilidade com que a encontra no meio de toda aquela confusão das ruas orientais - a mesma com que com uma facilidade inexplicável encontramos em locais cheios de gente pessoas com quem temos relações fortes. forte... aquele abraço final. aquele segredo tranquilizador. o sorriso com que ambos se afastaram. e sensação de paz de "just like honey". depois de revistos mentalmente estes fragmentos finais é mais fácil adormecer.


    Orelhas de Burro: