segunda-feira, abril 11, 2011

lucky who?

ou é da lua, ou do saturno, ou do mercúrio, mas de algumas coisa tem de ser. eu que até me considero uma pessoa de sorte, nos últimos tempos tenho tropeçado num sem fim de contra tempos, sem explicação. não parti nenhum espelho, não tenho visto gatos pretos (até porque a bobina se encarregaria de os afugentar antes que eu os pudesse ver, caso algum se aproximasse), nem passei debaixo de nenhuma escada.


assim de cabeça, lembro-me de nos últimos meses:


- ter chegado ao carro e ter encontrado o vidro de trás partido. um jardineiro, também ele azarado, apanhou uma pedra na lâmina do cortador de relva, que veio direitinha ao meu carro, estacionado logo ali ao lado.


- ter chegado ao carro (generosamente emprestado) e encontrado o vidro do passageiro partido, o autorrádio roubado, um leitor de mp3 e um auricular roubados, tudo à luz do dia.


- ter estacionado o carro num lugar apropriado, e só no regresso, uma hora depois, ter reparado que estava ao abrigo da emel. ou seja, carro bloqueado, com direito a fita e tudo.


- ter gasto por inteiro umas centenas de euros extra que me chegaram à conta, numa desvitalização de um dente.


- ter gasto mais uns euros no dentista por, depois de ter respirado de alívio por só ter de regressar ao dentista daí a seis meses/ um ano, ter partido um dente da frente num choque frontal com a bobina.


- ter gasto umas boas dezenas de euros numa medicação anti-alérgica para a bobina na farmácia homeopática, e ao sair do carro ter deixado cair os fraquinhos todos ao chão. pumba! no meio do azar, a sorte ditou que só um se partisse. mesmo assim...


- ter tido um problema dores de garganta que me fez andar a tomar medicação para alergias e até luvar uma injeção de penicilina, quando afinal de contas era um problema de estômago.


- ter constatado que o problema de estômago que me obriga a uma dieta, que proibe chocolate, entre muitas outras coisas, mas chocolate.


- ter ido mais a médicos de especialidade do que nos últimos 10 anos. no meio do azar, outra vez, a sorte tem ditado solução para tudo.


- ter sabido que as pulgas este ano estão mais fortes do que nunca, e assim devem continuar, sendo que a bobina é alérgica às ditas cujas, bem como a boa parte da medicação anti-pulgas.


- and so on, and so on...


é de mim ou devia arranjar um pata de coelho para andar na carteira?

segunda-feira, março 28, 2011

o infinito...

com falta de paciência para tudo e todos. culpo a mudança da hora, as poucas horas de sono, o dia cinzento e de chuva, a segunda-feira, a crise, a longa espera para a primeira semana de férias. culpo tudo. tudo tudo, menos o verdadeiro culpado, não lhe querendo atribuir conscientemente tamanha importância.

enquanto reflito sobre o meu estado de espírito a bobina olha especada para mim, aguardando o adiado passeio por motivos de pluviosidade. apoia a pata em cima da minha mão direita antes de começar a lamber com vontade a parte de cima da minha mão, recentemente hidratada contra o cieiro. não conseguindo a atenção desejada, apoia a cabeça no meu braço. de seguida as patas no meu ombro, conseguindo finalmente a minha atenção. toc toc toc toc. o rabo abana, e o focinho está agora apoiado no meu ombro, sinto-lhe a respiração no pescoço.

sem sucesso, a bobina deita-se resignada ao meu lado para dormir mais uma horita. apanhou o meu estado de espírito. é dia de olhar para o infinito e de ver tudo mais complicado do que na realidade é.

quarta-feira, março 09, 2011

the biggest loser days...

regressámos hoje ao vet, visto que as comichões da bobina decidiram regressar primeiro no início desta semana. ou muito me engano, ou já houve por ali picadelas de pulga. dado o estado avançado da juba que a bobina carrega consigo e que a protege do frio e do calor, é impossível detetar o que quer que seja debaixo daquele pêlo todo.

o banho e o corte estão marcados para sexta. a bobina vai, como se diz na nossa gíria, cortar as pontas. ou seja, o pêlo vem igual ao que está, mas sem pontas espigadas, sem nós, e mais lisinho e a cheirar a champô.

no entretanto, aproveitámos para ver se a dieta está a cumprir a missão de tirar de cima da bobina os três quilos a mais, que a mesma balança acusou da última vez. e eis que dos 10,5 kg, a bobina já só traz consigo 9,8kg. uma festa! pelos vistos resulta mesmo dar menos quantidade de cada vez, repartindo a ração do dia em mais vezes. assim, a bobina come menos de cada vez, mas fica com a sensação de que está sempre a comer. e quando for cortar pêlo perde seguramente mais meio quilinho, no mínimo.

quinta-feira, março 03, 2011

off-bobina...

com as notórias melhorias da contratura muscular que tem condicionado a minha vida, mais violentamente, nos últimos meses, muito em breve vão poder ver-me por aí numa destas:
o caso é grave, quando se chega ao ponto de ter como objetivo de vida poder voltar a andar de bicicleta. é assustador no que uma "simples" dor nas costas pode tornar-se, em sete ou oito anos, se for ignorada.

depois de cerca de 3 meses de tratamento intensivo conto poder voltar a fazer uns quantos quilómetros à beira-rio. a bobina é que vai sair a perder, visto que as curtas patinhas da pequenita não conseguem acompanhar a minha pedalada. parece que até já estou a vê-la a correr atrás da bicicleta, lá bem atrás, com a língua de fora, como se eu a tivesse abandonado e estivesse a fugir a alta velocidade, e ela incansável no seu passinho, sempre atrás de mim, mas com uns 500 metros de distância. foi o que aconteceu quando a levei comigo a andar de patins. triste de se ver. jurei para nunca mais.

a boomerang desmontável já está encomendada, só à espera que eu resolva umas questões burocráticas para poder ir buscá-la.

quarta-feira, março 02, 2011

manias mais recentes da bobina...

a bobina anda um bocado mais possessiva do que o habitual. não posso deixar roupa em lado nenhum, que arranja sempre maneira de se deitar em cima dela. hoje, por exemplo, deitou-se em cima de uma camisola uso normalmente em casa por cima da roupa para não ter frio (adoro o aquecimento das casas no nosso país), e quem é que dizia que lha tirava debaixo das patinhas??? estendeu-se em cima da camisola ao comprido, enrolou o focinho e quando decidi puxar, a solução da pequenita foi fazer força com o lombinho e as patinhas em cima da camisola. de partir o coração foi ver o ar de derrota dela quando me viu enfiar a camisola pela cabeça abaixo.

mais... não posso arrumar papéis em cima do sofá, nem espalhar por aqui livros nem revistas que é certo e sabido que mal veja que estou absorvida com a papelada à minha volta, salta para o sofá e deita-se em cima de tudo como se nafa fosse. é capaz de respirar fundo e adormecer em cima de dois dossiers, um furador e um agrafador como se estivesse a dormir em cima de um edredon de penas.

a melhor dos últimos tempos vem do poder de observação canino. contextualizando, a bobina tem ciúmes do telemóvel. mal ouve o toque, corre para o pé do telemóvel. acha que cada vez que eu atendo o telefone estou a combinar uma saída e não quer perder-me de vista, não vá eu sair sem lhe dizer nada... coisa impossível de acontecer, não só por ela ser mais do que uma sombra para mim, mas porque o meu coração de mãe galinha seria incapaz de o fazer. isto para chegar à parte final das conversas telefónicas: a bobina percebe quando me estou a despedir de quem está do outro lado. apanhou uma palavra qualquer, ou uma expressão, ou um tom de voz, o que foi não sei. o que me apercebi é que quando estou a despedir-me já ela está em cima de mim, com o focinho na minha cara e o rabinho a abanar. quando desligo então nem se fala, é um salto garantido para cima de mim.

posto isto... se eu disser que a bobina está educadinha que dá gosto, alguém acredita? :) há coisas que mesmo sem provas, é possível acreditar.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

ponto de situação... a dieta!

a bobina anda extraordinariamente calma. desde que começámos a dieta e pusemos fim às chuvas de bolinhos que caíam do 2º andar, parece que a ansiedade da pequenita ficou reduzida a nada! passa os dias muito mais tranquila, deixou de pedir comida a toda a hora, fica satisfeita com muito menos quantidade de comida e cá em casa já deixou de pedinchar quando estou eu a comer.

pode ser de estar a ficar mais adulta, pode ser de andar a passear quatro vezes ao dia ou de andar a correr mais regularmente... pode ser de qualquer coisa, o certo é que a bobina já nem acorda às cinco, nem às seis da manhã a implorar por comida. nos último dias tem acordado com o meu despertador, descansadinha que está a dormir na cama dela.

o melhor de tudo, é que a dieta está realmente a resultar. o lombo da bobina já está visivelmente mais estreitinho e a pequenita já tem conseguido voltar a saltar sozinha para o banco de trás do carro. mais uma semana ou duas e podemos voltar à dose normal recomendada da ração.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

visitas de médico...

a semana começou bem preenchida cá em casa.

1. a pequenita
a bobina começou o dia agarrada à pata, com não sei quê a deitar sangue, e tentar perceber o motivo é mentira por baixo daquele pêlo todo. depois de uma horita a lamber a pata, o sangue desapareceu e nunca mais ninguém se lembra que ali houve gato. ainda assim, à hora de almoço fomos saber da opinião do especialista. claro está, que o vet encontrou de imediato um inchaço na pata da bobina, tudo inflamado. pode ter sido qualquer coisa, não é possível identificar de onde veio aquilo, o importante agora é acabar com a inflamação para que a curiosidade da madame não volte a levá-la a provocar sangue de tanto lhe mexer e morder. levou de imediato uma injeção de anti-inflamatório. na pata, em cima do inchaçol levou pomada também com efeito anti-inflamatório. o resto da pomada trouxemos para casa, para aplicar duas vezes ao dia durante cinco dias. se piorar, temos ordens para regressar a consulta, escusado será dizer.
total = 46 euros.

2. a dona
ando há uma semana com dores de garganta, que têm vindo a piorar de dia para dia. já tive febre, tenho os ouvidos tapados e dói-me toda a zona por baixo dos ouvidos, próximos dos maxilares. esta noite, as coisas pioraram ao ponto de já acordar de noite com dores de garganta. impõe-se mostrar isto a alguém que me faça um diagnóstico: ´drª ivone gnçalves, que é como quem diz, a médica de família. consulta à tarde sem problemas. trago para casa uma garganta inflamada, e um ouvido inflamado, 20 dias de anti-histamínico uma vez ao dia e 5 dias de ibuprofeno três vezes ao dia.
total= 5 euros e tal, não chegou a seis euros.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

finalmente... band of horses!

passam hoje pela aula magna, é a notícia do dia. pelo menos, até a bobina fazer qualquer coisa digna de nota... :)

terça-feira, fevereiro 01, 2011

apesar de toda a novela...

... isto continua a arrepiar-me a cada audição, e a fazer-me inspirar e expirar profundamente de modo a absorver tudo o que uma canção deste gabarito tem para dar. emoções, acho que é disso que se trata. ao vivo, é uma espécie de hipnose. reencontro marcado.

grão a grão...

bobina, olha para a dona, pequenita: vamos acabar com as bolachinhas e as línguas de gato da dona noémia, ok? a partir de hoje acabaram as guloseimas lá do prédio. e os restos das costeletas da vizinha graça, nem se fala. acabaram os ladrares ininterruptos lá fora a achamar as tuas amigas, que não te resistem.

sem querer ofender ou pôr em causa a tua graça natural, não há outra maneira de dizer isto: estás uma lontra, bobina. pronto, uma lontrinha. uma foca. valha-te a agilidade e a energia inesgotáveis, mas essas ancas já não passam em lado nenhum e já nem para o banco de trás do carro consegues saltar. coisa que em tempo fazias com toda a genica e como se fosse a coisa mais fácil do mundo.

pequenita, hoje à tarde vais com a dona bater às portas todas do prédio, para mostrar esse lombinho a todos os vizinhos, e pedir, por motivos de saúde, que não te deem nem mais uma migalhinha. e prepara-te... vais ladrar à vontade lá fora, até perder a voz, mas acabou-se a papa doce.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

à vontadinha...

é esta a presente situação cá em casa: enquanto estou no sofá a pôr a escrita em dia, a bobina, ja de barriga cheia, e terminados que estão os passeios do dia, foi deitar-se na minha cama. geralmente escolhe um cantinho e entola-se para lá. reparei há pouco, que hoje foi instalar-se confortavelmente no meio da cama, com o focinho encostado na minha almofada. está com um ar tão confortável, que não fui capaz de a mandar para a cama dela. pior, ainda fiquei com pena de não ter conseguido tirar uma foto do momento. se desse por muita movimentação, ia achar que estava na hora de mais um passeio, e ninguém quer isso para a sua vida quando estão 5 grauzinhos lá fora, a ameaçar chuva. deixai-a a estar na cama da dona, no lugar da dona, na almofada da dona. é tudo dela, até a dona, ora bem.

devagar, devagarinho...

continuo com a sensação de que ando a ser atropelada três vezes por semana, e ainda por cima pago para isso. a próxima semana promete todo um novo mundo de dores, mais três vezes, pelo menos em dias alternados. diz que lá para março já tenho a minha vida de volta, que estou a melhorar a olhos vistos, qual milagre da fisioterapia.

o agudo das dores já ia em tal escala que cheguei a duvidar que alguma vez fosse ter de volta a minha vida sem dores, sem limitações, sem farmácias de serviço permanente. quero muito chegar ao dia em que me consiga abstrair de que tenho costas, coluna, cervical, zona lombra, nervo ciático e essas coisas. quero que existam, sem me lembrarem constantemente que ali estão, a massacrar, a massacrar... quero que funcionem, sei lá, como o apêndice, que nem sei onde está, nem o que está a fazer, mas está. mais discreto é impossível. quero poder sentar-me à balda, apanhar a caneta que cai ao chão sem pensar que a seguir tenho de me levantar, quero entrar no carro sem ter de endireitar o banco como uma recém-encartada, enfim... quero a minha descontração diária de volta, com a promessa de que não volto a adotar má postura.

para já, a paciência ajuda-me a estar em repouso (quase) absoluto. é o chamado vivó descanso forçado. valha-me os progressos visíveis.

as pulgas contra atacam...

alguém dia, por favor, às pulgas, que o despertador ainda não tocou. a primavera ainda vem longe, estão 10 graus lá fora, pelo que as mesmas deveriam estar lá no sítio onde as formigas passam o inverno sossegadinhas a encher o papo. estamos em janeiro, senhoras, deixem-se estar descansadas, que lá por estar sol não quer dizer que março já tenha chegado. deixem-se de ataques à bobina, que a pequenita não vos suporta, mesmo! esta tarde, já sei que os meus planos passam por descobrir onde andam as intrusas. o lombo da bobina está longe de ser um parque infantil.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

uma bobina, duas, bobinas, três bobinas...

desde que fui conquistada pela pequena bobina, que há uma coisa que me tem suscitado uma curiosidade impossível de satisfazer. pelo menos até hoje. sempre tive uma pena inexplicável de não ter conhecido a bobina em cachorro. não poder saber como era esta pequenita quando nasceu. mais, não poder vir a saber como seriam as bobininhas, caso esta madame fosse mãe.

esta noite, sem que nada o explique, sonhei que a bobina tinha sido mãe de duas linda bobininhas. uma, seguindo as tendências da moda, saiu assim para o cinza mesclado (felizmente, nenhuma saiu em tons de roxo, livra!) e a outra, seguindo as tendências da mãe, completamente loira. as duas pequeninas, lindas, simpáticas e tão doces, tão doces, tão doces como a mãe bobina.

não tive oportunidade de assistir ao parto. de resto, no sonho não houve parto nem falta dele. estavam apenas as três tranquilas deitadas ao sol. as bobininhas de um lado, e a mãe bobina assim para o afastado, o que me levou a constatar com alguma tristeza no sonho que a bobina era uma daquelas mães-cadelas que rejeitam os filhotes. era ver madame bobina deitada ao sol, com aquele ar altivo com que se mostra a quem quiser ver, de nariz empinado, quando está na hora dos banhos de sol no quintal. lá estava ela, vaidosa, como se não fosse nada com ela.

com uma bobininha em cada mão, e uma bobina a olhar para mim lá ao fundo, lembro-me de me ter deparado com apenas um dilema em relação a toda a novidade. claro está que assumi que em vez de quatro patinhas, a partir daquele momento passariam a cirandar cá por casa 12 patinhas. até aqui tudo bem. óbvio. o problema é que tinha duas cadelas para batizar, e só uma podia ser a bobininha. e a outra? hummm?

este sonho vai direitinho para a família gamma que terá certamente nos próximos tempos muitos sonhos felizes com o pequenito kit, que ontem se despediu de nós.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

sol de inverno...

aos dezoito dias do mês um de dois mil e onze, regista-se que a bobina foi ao banho num dia de sol. seriam umas desertas três da tarde, em carcavelos. o calor das correrias terá apertado, e numa rápida escapadela até à areia, a bobina perseguiu uma mão-cheia de pássaros - o momento foi registado pelo maquinão fotográfico de um anónimo que por ali passava - a alta velocidade e terminou a prova dentro de uma generosa poça de água do mar que se formou junto às rochas. depois de umas refrescantes braçadas, siga para a areia, que um banho de mar sem rebolar na areia nem sabe a banho de mar.

é claro que deu espetáculo aos poucos que por ali passavam àquela hora. um pescador assistiu, sentado nas rochas. decidiu dar um prémio à bobina: dois peixinhos acabados de pescar, assim como vieram ao mundo. qual grelha, qual sal, quais pimentos... assim mesmo ao natural, como não o deixa mentir o hálito da bobina nas próximas semanas.

um casal de velhotes também assistiu à performance da bobina, mas da bancada. estavam a almoçar. passaram no supermercado antes, e foram até à praia munidos de uma merenda recheada. para a bobina dispensaram três fatias de queijo flamengo.

em casa, pacientemente à espera, com um sorriso maléfico... a banheira e o secador!

sábado, janeiro 15, 2011

sábado à tarde...

depois da seca que apanhou de manhã, a ver-me limpar a casa, apanhar e estender roupa, a bobina foi recompesada à tarde. deixou-me ir almoçar fora depois do passeio rotineiro, e no regresso do meu repasto foi informada de que estava na hora dela. tempo de espairecer e fazer valer um sábado à tarde sem chuva e até com um sol envergonhado à espreita. as quatro inquietas patinhas foram passear à beira mar, para os lados de cascais. à solta, de cascais até ao estoril, com um rabinho descontraído, a abanar em círculos, a mostrar a felicidade da pequenita. muitos outros cãezinhos cruzaram o caminho da bobina. ladrou mais alto que todos, com a mania de que era tudo dela. sou eu que a ensino assim, que o mundo é dela, que é a melhor do mundo, e o pior é que o faço todos os dias, já sem dar por isso. depois de algumas conversas à parte e de uns puxões de orelhas, lá acalmou a cavalaria e seguiu a vida dela. para lá e para cá, sem se queixar de dores nos patinhas nem nas perninhas. uma atleta, esta bobina.

na chegada a casa, o cenário era previsível. jantar, xixi, cama. por esta ordem e tudo. dorme a sono solto na almofada do cantinho do sofá.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

o inverno...

se há coisa que a bobina não revela habitualmente é a vontade de ficar na rua e não ir para casa depois dos passeios. depois de ouvir o habtual "vamos para casa" planta-se à porta do prédio e aguarda que lhe tire a trela para ir a correr para casa. no inverno a coisa muda de figura. não sei se por saber que o próximo passeio está sempre em risco por causa da chuva, se por outra coisa qualquer que lhe passa pela cabela.

há vários dias que a pequenita, depois de eu lhe tirar a trela fica quietinha a ver as vistas à porta do prédio e não há nada que a faça regressar à base. quer dizer... quase nada... dou-lhe um minuto. à falta de resposta lanço o olhar 37 e é tiro e queda. casa com ela.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

a queda de um mito...

será possível que os meus 40 minutos de natação me tenham dado cabo das costas? será possível que tenham estragado todo o trabalho dos santos doutores da acupuntura que me estão a pôr como nova? será possível? depois de tudo o que passei/ sofri/ penei/ gritei para dentro nos tratamentos de 2ª feira por causa das dores?

não quero acreditar que a minha forma está tão boa, que ande a fazer esforço a mais com os bracinhos e as perninhas. não sei se fique triste ou contente por a partir de agora ter de ir para a piscina com consciência de que não vou lá para bater recordes, mas por questões de saúde. no fundo, tenho de lá ir passear-me, para lá e para cá, para lá e para cá, sem metas nem tempos a cumprir. é isso?

e afinal que desporto pode fazer quem tem problema de cervical e na zona lombar? bicicleta para esquecer, correr nem pensar, abdmominais é a morte da artista, ... estou a esgotar as opções. preciso de um treinador do peso certo que me oriente, mas sem pagar, se puder ser. vou enviar um sms.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

o roofy...

acordo cedíssimo com tudo dormido. e quando acrescento o -íssimo é porque falo de quatro e meia da manhã. aguento-me mais um bocado às voltas a gritar por súbito ataque de sono que me faça dormir. o tal de joão pestana não me ouve. levanto-me antes das galinhas com o incentivo de chego mais cedo e saio mais cedo, e com sorte durmo uma sesta.

saio de casa com a bobina às sete, noite cerrada, já de banho e pequeno almoço tomados. penso baixinho para não acordar ninguém, que depois do passeio é só convencer a pequenita a ir para a cama dela e siga porta fora. penso isto antes de encontrar o roofy deitado na minha rua, junto aos carros, acordadíssimo, como se estivesse em casa.

mal vê os cabelos loiros e a ancas sexy da bobina não dá hipótese... patapum, patapu, patapum, patapum, estrada fora em direção a nós. antevendo uma crise de histerismo da bobina quando o visse àquela velocidade, soltei-a. quando está solta defende-se. quando está presa guincha com medo. lá se entenderam, que é como quem diz, a bobina deu-lhe para trás do alto dos seus trinta centímetros de altura. o roofy é uma espécie de golden retriever, um cavalinho, portanto.

segue-nos todo o caminho do nosso passeio. vem até ao jardim connosco. enquanto isso vou tentando ligar para o números de telefone que o roofy traz na ao pescoço, presa na coleira. está bem tratado e tem dois número de telefone na chapa, mas nem sinal do dono. ninguém atende. ligo uma, duas, três vezes e ninguém atende. ligo o outro número, e lá me atende uma senhora ensonada... eram pouco mais de sete da manhã.

peço desculpa pela hora. pergunto-lhe se tem um cão chamado roofy, ela confirma e acrescenta que o cão não dormiu esta noite em casa. digo-lhe que está comigo, ela pede-me que o deixe na rua, que ele volta para casa. digo-lhe que não posso fazer nada, que o cão anda atrás de mim e da bobina. volta a insistir, que ele volta para casa. disse-lhe que assim o faria, incrédula com a resposta, mas conformada.

o roofy continuou o passeio com a bobina. correu à vontade no jardim, e voltou connosco para casa. trouxe-nos à porta de casa. entrei para deixar a bobina e ir buscar as coisas para depois ir à minha vida. prometi-me que se o cão ainda estivesse cá fora, quando voltasse a sair, ia levá-lo a casa, nem que tivesse de acordar a família toda por telefone. não foi preciso.

espero do fundo meu coração que ó roofy tenha seguido direitinho para casa e que esteja neste momento a dormir tudo o que não dormiu esta noite, depois de ter bebido uma bela taça de água fresca.

terça-feira, janeiro 11, 2011

olha, olha...

eis que quando já nada se espera, surpreendem-nos pela positiva. depois de tantas desilusões, chego a ficar incrédula mesmo ao olhar para tudo confirmado por escrito e devidamente assinado. há sempre a parcela do "podia ser melhor", porque podia, mas a fasquia já desceu tanto, que as minhas expectativas foram descendo ao mesmo ritmo. está o copo meio cheio, quem diria.

sábado, janeiro 08, 2011

quem anda à chuva...

depois da molha que eu e a bobina apanhámos esta manhã, tenho impressão que não me atrevo a levá-la a passear antes dos primeiros dias de verão. saímos descansadinhas, rua acima em direção ao jardim. depois das voltinhas da praxe, quando nos preparávamos para passar rapidamente pelo veterinário para ir buscar a ração da bobina, antes de regressar a casa, eis que começa a chover. tudo bem, nada de novo.

aguardamos aqui um bocadinho que é abrigado, e já vamos. bobina senta. bobina não vás para aí. bobina está a chover. e chove cada vez mais. bobina senta, só mais um bocadinho. meia hora depois... olha bobina, que se lixe a chuva, temos de ir. e fomos. corremos rua abaixo debaixo de chuva torrencial. soltei a bobina a meio da rua, para que ela não tivesse de correr à minha velocidade, molhando-se assim o dobro do necessário, mas sobretudo para que não me espalhasse ao comprido nalguma poça, com os puxões de trela da pequenita. foi vê-la partir em alta velocidade, rua abaixo, direitinha à nossa porta. alguém se lembrou de ir visitar os gatinhos hoje ao fim da rua? alguém insistiu para passear só mais uns minutos? tá bem abelha...

na chegada a casa, vai de lençol de banho e secador, que o caso é grave. e ainda hoje não voltou a pedir para ir à rua. foi remédio santo.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

a gulodice...

descobri hoje por que é que a bobina vai sempre a correr quando vê uma criancinha. com um olhar mais atento que o habitual, reparei que a pequenita vai direita às mãozinhas dos demais pequenitos. o assustador poder de observação da bobina já a fez perceber que na mão de um pequenito há sempre uma bolacha maria. nem que seja umas singelas migalhitas.

de cabeça...

de assinalar, a manhã toda com uma dor de cabeça tremenda. mesmo no cimo da cabeça, bem centradinha. sinto-me como se tivesse mergulhado ontem direitinha com a cabeça no fundo da piscina.

quarta-feira, janeiro 05, 2011

o regresso à piscina...



não sei ainda se fui no horário mais indicado ou no mais perigoso para não voltar a pôr lá os pês antes de julho, para me pôr em forma para o verão em duas semanas, como deve ser e como manda a tradição dos sedentários o resto do ano.

regressei à natação hoje à hora de almoço. não fazia ideia quem lá estaria a esta hora, se reformados, crianças ou a alta competição. parece que um pouco de tudo, mas sobretudo a terceira idade, adepta da hidroginástica, e muita gente, como eu, que podia estar em melhor forma.

não é bom. eu cá preciso de desafios para me agarrar às coisas. nem é pela competição dentro de água, porque o meu espírito nunca foi muito para o competitivo. acontece que quando chego ao balneário, o cenário que se apresenta à minha volta faz de mim a mais esbelta e elegante nadadora do mundo. eu mesma. ahahahahahaha. não que vá para ali olhar para o lado, mas quando a obesidade se apresenta defronte de nós em fio dental, não há como não ver. e a competição, lá está, com a terceira idade é desleal por motivos óbvios.

enfim... foram precisos alguns meses para me resolver a regressar às braçadas, para lá chegar e assim de caras me sentir mais elegante do que nunca. a ver quando regresso. já decidi que quero ir sempre a esta hora. até estar realmente em forma, prefiro "competir" com os maus fracos. é feio da minha parte, mas também não incomodo ninguém nadando para lá e para cá, nem ninguém ali sabe o que me vai na alma.

vamos ao que interessa: 40 minutos para 1500m


(obs. mais ou menos a meio achei que morria afogada dada a falta de fôlego, mas não dei parte fraca, não fossem depois meter-me na piscina da hidroginástica da terceira idade).

a chuva. outra vez.

manhã marcada por uma bobina inconsolável por não poder dar o passeio habitual das seis da manhã. a chuva não deu tréguas, tivemos de regressar a casa poucos minutos depois de termos saído. o pior de tudo é que viu um dos dela a passear alegremente à chuva como se a primavera já tivesse dado o ar de sua graça. deve ter-me achado a dona mais chatinha do mundo, bem ao estilo dos pais que não deixam fazer nada, sob pena dos filhos se constiparem. é o que temos... já é uma sorte deixá-la andar descalça, com as patinhas na pedra, de inverno e de verão.

terça-feira, janeiro 04, 2011

na cozinha...

não que goste por aí além de cozinhar. acho que gosto até menos do que o normal, se é que isso existe. o que gosto muito é de ver programas de culinária na tv e saltar de blog em blog da especialidade, sejam eles dedicados a doces ou a salgados, a pratos ou a sopas. gostava mesmo muito é que as receitas me começassem a sair tão boas quanto eu as imagino quando vejo esses chefs modernos a confecionar esses manjares dos deuses.
há coisas que me saem tão ao lado, mas tão ao lado, que chego a imaginar que quando dizem na televisão que o creme de espargos em causa é a última maravilha do mundo da culinária, só podem estar a mentir com quantos dentinhos vão trincar os espargos que ficama boiar no creme. se eu sigo as receitas, passo a passo, como é que os resultados poder ficar tão distantes no fim de contas? hummm? será do trem de cozinha?
neste caso, o creme foi de cogumelos. tanto sal, tanto sal, que quando provei cheguei a pensar que tudo aquilo se devia a estar a provar a sopa com a colher que lhe deitei o sal. nãããã... pode ser que resulte com os espargos.

cheap-fashion...

não se pode vestir nada pouco usado por estes dias pós-festas, que toda a gente assume que recebemos no natal. o mesmo se aplica a quando regressamos de férias. é por estas e por outras, que simples casacos da corriqueira, mas preciosa, zara, já passaram por ter vindo de cidades tão cosmopolitas quanto nova-iorque e paris. zara-colombo.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

vamos a isto...

este ano prometi-me não fazer resoluções. também não quis fazer um balanço do que passou. assim na diagonal consigo catalogar 2010 como um ano mauzinho e onde não quero andar outra vez. não posso deixar de lado que vivi alguns dos melhores dias da minha vida no ano que passou, mas no geral o panorama não foi animador. para o que agora entrou, não faço previsões nem traço metas. para já, entro com o pé direito num ano em que sei com quem quero estar, onde quero estar e o que quero fazer. pormenores, detalhes e concretizações só com o andar da carruagem. feliz 2011.

da saúde...

ao primeiro dia útil de 2011, o meu quadro clínico diz que estou melhor das costas, zona lombar e afins, mas que do sistema nervoso continuo a mesma desgraça. pumba, tratamento reforçado logo à segunda feira que é para aprender a não ferver em pouca água. bambu, diz a doutora, tenho que sofrer aqui uma mutação e passar de carvalho a bambu. e eu tudo bem, a questão aqui é que parece que as raizes estão bem fundas... mais agulhas para a semana.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

bobby christmas...

feliz natal a todos.
aqui reside o meu espírito natalício:

segunda-feira, dezembro 20, 2010

desabafos...

o que fazer a um cão, quando chove, e bem, sem parar, das sete da manhã às oito da noite? quaisquer cinco minutos sem o sistema de rega dos céus a trabalhar sabem a pato. não é que os cãezinhos regressem a casa menos encharcados, dada a quantidade de água acumulada no chão e nos relvados, mas sempre ajuda a ganhar coragem para passear por aí como se de um lindo dia de sol se tratasse. e o trânsito, meu deus, o trânsito... o que é isto? deixem o colombo em paz, sim? ou não tragam o carro, como aconselham nos jogos do estádio da luz. começo a achar que o colombo consegue até ter mais adeptos. se me apanho no dia de reis até digo que é mentira...

domingo, dezembro 19, 2010

disse natal?

este ano não há pinga de espírito natalício nesta casa. aliás, só dou pela chegada a passos largos da data, pelas filas intermináveis de carros que nascem nos acessos ao colombo. parece que há jogo na luz todos os dias pela tardinha. de resto, nadinha. se puder ser, queria era que chegasse depressa o novo ano, que este aqui já deu água pela barba que chegue. prendas? mas ainda há quem compre prendas? esqueçam lá isso. isso era antigamente, como andar sem cinto à frente no carro, ir para a escola a pé, brincar na rua até à meia-noite, ir de férias 15 dias para o algarve, essas coisas.

bobina bem e recomenda-se...

só para o caso de quererem saber: a bobina está a coisa mais querida do mundo, mimada, mimada, mimada que nunca mais acaba! continua a dormir na cama dela, mas está a ganhar o hábito de dormir sestas na minha cama, encostada às almofadas. quando assim não acontece, a segunda opção é dormir ou encostada a mim ou em cima de mim. é por isso que habitualmente cedo na primeira opção dela e a deixo dormir enrolada nas almofadas. fronhas é coisa que não falta por aí.

nos últimos dias, houve encontros acidentais com labradores e grand danois durante os passeios à solta. foi lindo de ser ver, a bobina minorca ao lado dos "cavalinhos" sem ai nem ui. nem um guincho para amostra. confirma-se que se estiver solta, o histerismo desaparece. a trela, das duas uma, ou lhe dá a sensação de costas quentes e bora lá ladrar que em caso de stress a dona defende-me, ou então tira-lhe a confiança de que se pode defender sozinha por estar presa.

de resto, continua a encantar todos por onde passa. tem amigos para a vida nos talhos da vizinhança, na mercearia do cimo da rua, no café da esquina, na loja de ferragens, na farmácia, no sushi do fundo da rua e no quiosque. entra em todo o lado sem pedir licença, recebem-na de braços abertos. já para não falar de todas as velhotas que a chamam ao vê-la passar. até dentro do carro lhe vêm fazer festas. miss popularidade, está visto. a bobina, leia-se.

por dentro e por fora...

a vida dá tantas voltas, mas tantas, que de vez em quando dou por mim a pensar que até me calhou na rifa uma vida interessante, com tudo o que o interessante tem de fácil e difícil. até pode haver muitos quebra-cabeças para resolver no dia a dia, mas à medida que vão surgindo as soluções, é de tal maneira compensador olhar para trás e ver as voltas que se deram para chegar ao resultado, que chego a pensar que mesmo que soubesse a solução à partida, teria preferido chegar lá por tentativas.

já quando estudava matemática preferia demorar dez vezes mais a chegar ao resultado certo pelo meu pouco óbvio raciocínio, do que recorrer às famigeradas explicações. um método que sempre me pareceu fácil demais. talvez por isso nunca tenha tido boas notas nessa área. felizmente, a vida cá fora, não é tão linear como 1+1=2.

caso se resolva o quebra-cabeças que ocupa todo o meu ser, por dentro e por fora, nos dias que correm, terei mais uma história para enriquecer a minha, chamada, vida. e a mim, sobretudo. há sinais tão evidentes e forças tão poderosas, que vivo tranquilamente um dia de cada vez, de sorriso aberto, na esperança de que tudo um dia regresse ao seu lugar, sem pressas nem pressões, apenas porque é essa a ordem natural das coisas. tem que ser.

sábado, dezembro 04, 2010

prioridades...

sentada no sofá de orelhas espetadas, a bobina assiste com uma concentração de predadora a um documentário sobre animais na televisão. de vez em quando vai até ao móvel dar com o focinho no écrã e procurar as zebras, os leões, os crocodilos e os mamutes atrás da televisão. lá se vai a concentração quando chega a pizza para o almoço...

sexta-feira, dezembro 03, 2010

a tranquilidade em 4 minutos...



para ajudar a despachar os próximos dias da melhor maneira...

segunda-feira, novembro 29, 2010

lucky song...



se não for pedir muito, era uma semana com boas notícias aqui para estes lados, sff.

sexta-feira, novembro 26, 2010

vá lá senhora...

a música que mais se entranha por estes dias. a bobina também dança, mas só ao fim de semana, que nos outros dias tem de se levantar cedo para acordar a dona...

manhãs noctívagas...

parece que o cheiro a bolo lá em casa despertou a bobina mais cedo do que o habitual. desperta que nem um alho logo às cinco da matina... hoje sem meias medidas e depois de várias, mas curtas, tentativas de dormir mais um bocadinho, lambeu-me as mãos, a cara, enfiou-me o focinho no pescoço e, já em estado de desespero, atirou-se para cima de mim de chapão e ali ficou, imagino que super confortável dado o estado de quietude em que permaneceu. o único barulho que se ouvia era o toc toc toc do rabo a abanar. posto isto, senhores, quem é que consegue ignorar tanta alegria num dia (de noite!) de frio como este?!? e agora lá estará ela a dormir, quentinha, de papo cheio, de boa vida. e a dona? ah pois...

quinta-feira, novembro 25, 2010

bobina faz um bolo...

num acesso misto de dona de casa e solidariedade para com as minhas vizinhas, que fazem chover bolacha maria no meu quintal, para que a bobina nunca deixe de ser uma foca, decidi fazer um boblo de chocolate para lhes oferecer em nome da pequenita. toca de comprar todos os ingredientes no pingo doce mais próximo, que cá em casa açúcar e farinha, por exemplo, são coisas que não existem. já do chocolate não se poderá dizer o mesmo.

tudo a postos, receita em cima da mesa, e aqui vamos nós. sujei as mãos com os ovos e a manteiga, a cara com chocolate (nao sei como foi lá parar!), tudo bem misturadinho, tudo perfeito, e aqui vai o bolo para o forno na forma de bolo inglês bem untadinha para no fim não fique agarrado metade do bolo.

depois do lava-loiça inundado com metade da vista alegre de plástico cá de casa, suja de chocolate, vou finalmente pôr o bolo no forno. e é aqui que a porca torce o rabo. tudo poderia ter corrido mal neste processo, menos isto! convém esclarecer que o meu forno é um mini-forno. é o ferrari dos mini-fornos, mas não deixa de ser... mini. constato então na hora h que a forma do bolo não cabe no forno! depois de a virar dez vezes de um lado para o outro - as hipóteses também não são muitas - tive de me convencer de que a forma nunca iria caber no forno. ou seja, o bolo ficou a cozer com a porta do forno meio aberta. resultado, quando o desenformei não é de estranhar que se tenha desmachado tudo em cima do prato. com um aspecto magnífico e um cheirinho que não tentarei descrever por palavras. mas desmanchado... e agora as vizinhas? e o que faço eu agora com um bolo de chocolate-mousse desmanchado ali desamparado na cozinha? hummm?

quarta-feira, novembro 24, 2010

toys r us...

começo a achar que a bobina tem uma vida secreta a decorrer nas horas em que estou fora de casa. faço todos os possíveis para a deixar sozinha o menos possível, porque acho sempre que ela está aqui sozinha, aborrecida, à minha espera, para que possa viver os melhores momentos do seu dia. hoje, não foi excepção. desisti de ir ao cinema para vir para casa a tempo e horas de a levar a correr ainda de dia, visto que a chuva deu tréguas, e as patinhas da bobina já andavam a pedir para se esticar livremente há uns dias.

ao chegar ao quintal, vejo que em vez de bolacha maria, esta tarde choveram brinquedos lá fora. duas bolinhas estilo anti-stress - das que a bobina não resiste e não descansa enquanto não lhes vê o recheio -, um bebé de borracha perfeito para o focinho dela, e um telemóvel de peluche com patinhas e bracinhos e um sorriso encantador, que durará apenas o tempo da bobina lhe comer um olho ou outro.

a frustração estampa-se na minha cara quando ao dizer à bobina a frase mágica "vamos à rua", ela em vez de se dirigir para mim a abanar o rabo em direção à porta, correu para a cama dela com o tal telemóvel na boca, pronta para ali ficar entretida e satisfeita. que afronta! ainda assim, veio à rua que foi uma maravilha. correu que nem uma atleta de alta velocidade, e portou-se que nem uma campeã, ao cruzar-se com um labrador grande que só visto, sem a guinchadeira habitual. cumprimentaram-se e seguiram caminho. e assim confirmo a minha suspeita de que a bobina só faz cair este mundo e o outro, quando se cruza com cães "grandes", quando está presa. deve sentir-se impedida de se defender. vamos tratar disso bobina. temos todo o tempo do mundo.

terça-feira, novembro 23, 2010

a ternura das 4 patinhas...

a bobina tem verdadeiros momentos de ternura. uma ternura tão grande, que lhe vale conseguir tudo o que quer. talvez ela tenha consciência disso, mas eu como acho que não, cedo quase sempre convencida de que tenho aqui a cadela mais linda do mundo.

esta manhã, a bobina acordou cheia de energia às seis em ponto. tinha fome, claro está. veio deitar-se ao meu lado, como de costume, de mansinho mas aos encontrões - esta ninguém me tira da cabeça que ela faz de propósito - até se aninhar à sua maneira. geralmente fica meio em cima de mim e meio em cima da cama, pelo que nao acredito que possa realmente estar confortável, e só se deixe ali estar para ver se eu me mexo. assim acontece.

assim que me mexi, começaram as lambidelas desenfreadas. mandei-a dormir mais um bocadinho, e com alguma dificuldade ela assim fingiu fazer. deitou-se novamente, pois deitou, mas não na cama dela. ali ficou, ao meu lado. depois de ter apanhado a minha mão direita de fora do edredon, deitou o focinho e uma patinha em cima da minha mão e ali ficou, quietinha, quietinha, até não aguentar mais e desatar a lamber-me a mão até eu lhe dar sinal verde para se atirar de vez para cima de mim. e assim conteceu. assim se contam os primeiros momentos do meu dia de hoje.

back down south...



em homenagem aos encantos do sul, que os vai havendo, pois vai. com esta na cabeça, bem que podem continuar a suceder-se as alegrias do trabalho pelo resto do dia, que é ver se me importo. é tudo tão ridículo ao pé desta paz de espírito. até a tempestade que se faz sentir lá fora.

sexta-feira, novembro 19, 2010

raindogs...

já me tinha esquecido da aventura em que se pode tornar um passeio com a bobina num de chuva iminente. saímos descontraidamente de casa depois de confirmar que a chuva finalmente decidiu dar tréguas ao fim de algumas horas sem parar. como o simples facto da chuva ter parado é tão maravilhoso, nem sequer nos ocorre que pode ser sol (também não pedimos tanto) de pouca dura. depois de atravessadas algumas poças de água e alguns relvados, a barriga baixinha e as patas da bobina estão encharcadas. não esquecendo o focinho, que também vai sempre colado ao chão. a destemida bobina não se deixa intimidar pela água, mas vai-se sacudindo pelo caminho de tempos a tempos para libertar parte dos restos da chuva que se lhe acumulam no pêlo. tudo controlado. ou quase tudo...

eis que quando já ninguém se lembrava que a água também podia vir de cima, cai uma carga d'água que não tem explicação. a reação da bobina é correr. ninguém sabe bem para onde, mas é correr. ela sabe, pelo menos, que tem de sair dali. procuramos umas arcadas e ali permanecemos à espera que a chuva passe. não passou. resultado, corrida para casa debaixo de chuva. acho que nos molhámos mais a chapinhar nas poças do que propriamente com a chuva, por que de noite ninguém vê onde põe os pés, mas é inevitável correr quando vemos o céu a cair-nos em cima.

depois da chegada a casa, vem a melhor parte. a bobina fica extremamente nervosa (mais do que o habitual) quando chega a um local seco, estanto ela com a sensação de que acabou de sair da máquina de lavar. guincha, abana-se, sacode-se, sobe até ao último andar do prédio e volta a descer a alta velocidade. faz uma coisa muito boa que é sacudir-se encostada à porta dos vizinhos, o que faz com alguns venham à porta ver quem é, dada a força com que a cauda da pequenita abana contra as portas de madeira. a coisa melhora quando entra pela casa dos vizinhos adentro, com as patinhas... enfim... naquele estado.

o melhor fica sempre para o fim: o aroma a cão molhado pela casa fora!

quinta-feira, novembro 18, 2010

toda a verdade...

vamos assumir que a bobina:

- é ansiosa/ nervosa por natureza, e não por algum trauma fruto do abandono;
- foi abandonada, não há volta a dar, mas tão depressa encontrou quem a acolhesse, que nem se apercebeu do que aconteceu;
- não conserva réstia de liagação aos eventuais "donos" anteriores;
- vê em mim "a dona";
- tem por mim uma devoção sem fim;
- não se sente segura nem tranquila quando entregue aos cuidados de qualquer pessoa na ausência da dona;
- sente-se segura e tranquila quando entregue aos cuidados da avó raquel, em casa dela (da bobina);

vamos assumir tudo isto, para que eu possa compreender pelo menos um bocadinho por que carga d'água, veio esta encomenda parar à minha vida. há dias em que me dá para pensar nisto. eu cá arranjo as minhas conclusões...

lucky me...

verdade seja dita, a bobina só me chateia, propositadamente, por duas coisas: comer e ir à rua. de resto, tenho uma sorte dos diabos com a pequenita que me saiu na rifa. depois de transformados os seus desejos em ordens, é vê-la escolher o melhor poiso cá da casa, enrolar-se bem enroladinha, e lá vai de mais uma sestazinha de papo cheio. é ou não é uma maravilha?

as good as it gets...



os arcade fire atuariam hoje no pavilhão atlântico, se não fosse aquela trapalhada toda chamada nato. por aqui, marcarão presença em discos ao longo do dia para compensar a desilusão. para isso ainda ninguém nos pede identificação.

quarta-feira, novembro 17, 2010

a popularidade estende-se aos talhos...

ainda a propósito do olhar pedinchas do post anterior... até os talhantes aqui do bairro se rendem aos encantos da bobina. oferecem-lhe ossinhos do melhor que há, que é como quem diz, rótulas de vaca, essenciais para que as dentolas da bobina se mantenham fortes, branquinhas e sem tártaro. amanhã, já tem uma à espera dela no talho da av. uruguai. assim ao menos vai estar entretida uma hora ou duas a roer o osso e não pede ração!

a bobina com um ratinho no estômago...

a bobina está novamente a ficar cada vez mais parecida com uma foca. tem os bigodes, a anca larga, o lombinho robusto, e abana-se como tal quando está contente. pode dizer-se que está a armazenar para o frio do inverno, que, só por acaso, é coisa que eu acho que ela não sabe o que é. já estamos a tentar racionar a comida, mas não é fácil quando a foca em questão tem um apetite de leão, e não há ração que ela deixe a arrefecer no prato. marcha de salmão, de frango, de borrego, e o que mais houver, o importante é estar no prato à hora marcada.
e não é fácil, sobretudo, porque o olhar da bobina no momento da pedinchice é altamente estudado para não dar hipótese, nem ao dono mais insensível... o espetáculo na cozinha da avó glória é este:


escusado será dizer, que a bobina já tem a barriga cheia. tudo isto é gulodice e consciência de que a este olhar ninguém escapa sem enviar qualquer coisinha para o chão.

sexta-feira, novembro 12, 2010

dress code: black!



a semana a chegar ao fim da melhor maneira. o corpinho já vai reclamando por descanso, depois da azáfama boémia dos últimos dias. interpol de regresso a lisboa depois de um coliseu esgotado há uns anos. enjoy!