sábado, novembro 06, 2010

a chamada vida de cão?

vale a pena deixar a bobina subir para o sofá, só para a ver dormir refastelada como se fosse tudo dela (e pensando bem...). neste momento, o espetáculo é este: de barriga para o ar, esticadinha, com uma pata para cada lado. dorme profundamente, nos intervalos vira para um lado, vira para o outro, respira fundo, e uma boa espreguiçadela aqui e ali. tudo esticadinho. e a barriga continua a subir e a descer, tranquilamente. não esquecer o pormenor de que a cabeça está confortavelmente instalada sobre a almofada.

depois desta pequena observação, até o sofá e as almofadas me estão a parecer mais confortáveis. a ilusão ótica tem destas coisas. outra que não percebo, é como é que uma cadelinha dita "tão pequenina" consegue ocupar metade de um sofá quando está deitada ao comprido. tem para má de meio metro, seguramente. e agora vou aqui dar-lhe um encontrão acidental, oh que chatice, para me poder esticar eu no meu sofá. o mais certo é ela depois esticar-se em cima de mim, mas também não se pode ter tudo...

domingo, outubro 24, 2010

a dona já vem...

a bobina e a avó.
a avó e a bobina.
ai tão bonitas!

quarta-feira, outubro 20, 2010

missão: osso!

a bobina debate-se neste momento lá fora, no quintal, com um osso, presumo que, maior do que qualquer um que ela tem naquele esbelto corpinho. não lhe dá tréguas, ainda assim. só vai parar quando a exaustão se apoderar dela. nesse momento vai largar o osso para as formigas, vai deitar-se numa das camas dela e aterrar uma horita, não sem antes esfregar o focinho em todo o lado que encontre para limpar a litrada de baba que por este momento já deve estar acumulada nos bigodes da madame.

terça-feira, outubro 19, 2010

day-by-day...

para que não percamos o hábito de lidar com a magnífica alergia da bobina às pulgas, depois de um mês de tratamento de corticoides e anti-histamínicos, e de uma semana de paz no que toca às comichões, a bobina foi novamente fulminada por uma dita cuja. apesar da pulga se ter posto a andar em três tempos, porque já ninguém a encontrou, lá ficaram os restos no sangue da pequenita. comichões e comichões nas coxas e na barriga. resultado: plano de emergência. toca a correr para o veterinário para aplicar um injeção de cortisona. resolve tudo em segundos, mas deixa a bobina meio em baixo e a beber água que nem um camelo. infelizmente, não há mais nada que resolva o problema.
de resto, a bobina continua ciumenta e a zelar pelos seus interesses e a dar-me a volta com olhinhos e beijinhos e patinhas para conseguir tudo o que quer. Nomeadamente, ir à rua quatro vezes ao dia, e comer aqui e ali. o que lhe vale é que está muito bem educada e ao primeiro sinal salta logo para o lugar dela. e está mais crescida. já não gosta muito de brincar com os seus pares na rua, rosna a torto e a direito quando a vão importunar durante os seus passeios. a pequenita é que sabe a quem dá confiança, eu cá só estou ali para segurar a trela.
[andamos em treinos para o uso do novo acordo ortográfico - pedimos desculpa por qualquer coisinha]

caem bolachas no meu jardim...

o nosso quintal deve ser o único sítio no mundo onde chovem bolachas Maria em todas as estações do ano. uma ligeira falta de apetite da bobina - respirai de alívio, que deve ter durado cerca de uma horinha ou duas - permitiu-me constatar o espectáculo ali mesmo espalhado no chão. espero que este ligeiro enjoo, nao leve agora o são pedro da bolacha Maria - também conhecido por dona Noémia - não decida agora mudar de iguaria para oreos, chiquilin, ou quem sabe, filipinos.

segunda-feira, outubro 11, 2010

bobina há só... duas!

o ikea imortalizou a bobina!

- não te mexas muito, que assim podemos ficar em cima da cama!


- já posso ir à minha vida?



- mas afinal quem é esta? já está a perder a piada...

quinta-feira, outubro 07, 2010

sexta-feira, outubro 01, 2010

terça-feira, setembro 28, 2010

que nem um abade...

a bobina anda com um apetite devorador, que só pode ser fruto da medicação que está a terminar. acorda-me às três da manhã e só sai de cima de mim quando me levanto para lhe dar comida. de outra maneira fica acordada horas a fio a olhar para mim. no fim de semana, dormiu na cozinha, na esperança de que alguém por lá passasse de noite para petiscar e deixar cair umas "migalhinhas". baba-se sem controlo quando observa alguém a comer. nada chega. só descansa e só me dá descanso quando lhe dou (mais) comida.

hoje, cansada de a ver sempre com fome, e a implorar com os olhos, por mais qualquer coisa, dei-lhe três taças de ração, uma a seguir à outra. limpou as três. só assim ficou satisfeita, e prova disso é que no final da terceira já não veio atrás de mim. foi direitinha para a cama, fazer a digestão tranquilamente com uma sestazinha de barriga cheia.

agora vejamos até que horas dura a sensação de conforto naquela pança! para já, levantou-se apenas para beber um balde de água e fazer cocó. bem bom.

quinta-feira, setembro 23, 2010

quarta-feira, setembro 22, 2010

segunda-feira, setembro 20, 2010

à prova de bobina, sff...

o meu coração está nas patinhas e nos olhinhos da bobina. depois de um fim de semana de emoções à flor da pele, pautado por sentimentos de vida ou morte, em que me obriguei a não digerir sentimentos no momento para não cair antes de tempo,e continuar a visualizar o meu avô, risonho, no sofá lá de casa a fazer festas à bobina, eis que no no dia seguinte tudo desaba, tudo sai cá para fora.

a bobina tem este poder de me fazer tremer sem que eu consiga munir-me desse colete anti-bala, que utilizo em situações limite da vida real. a influência da bobina em mim vai para lá da vida real, onde não existem protecções emocionais, nem conselhos, nem calmantes, nem festas, nem nada que o valha. o meu coração está naqueles olhinhos. aberto e exposto e como aquelas duas pérolas brilhantes que passam o dia e adormecem a olhar para mim.

depois de uma semana a ver a bobina completamente apática do efeito da medicação que está tomar, a gota d'água rebentou hoje quando a vi a olhar para mim de manhã, a cair de sono como habitualmente, mas com o queixo todo a tremer, sem o conseguir controlar. vê-la a deitar a cabeça na cama para tentar parar os tremores, sem sucesso, e eu sem a poder ajudar, se não amparando-lhe a cabeça entre as minhas mãos, deixou-me numa aflição, que me caiu tudo ali mesmo, por entre as lágrimas.

ao que parece, foi apenas uma reacção a um curto interregno (uma noite) na medicação - uma fase de transição para começar a reduzi-la a pouco e pouco nas próximas semanas. esqueço-me que com a bobina todo o cuidado é pouco, porque é uma linda flor de estufa. já sei disso. mas não há nada que me acalme antes de a levar ao olho clínico do senhor doutor. os tremeliques já passaram e o nariz já parou de pingar como uma torneira, mas continua a dormir em todos os cantos da casa, mesmo com a medicação reduzida. é lamechice minha não conseguir vê-la assim? que seja. eu quero é voltar a vê-la aos pinotes de roda das pernas do meu avô, e a pedir gulodices às escondidas à minha avó.

e pensar que é tudo por causa de uma pulga, que por esta altura já caiu morta e foi comida por formigas há duas semanas... siga para o médico!

quinta-feira, setembro 16, 2010

here we go again...

há três dias que a bobina dorme umas boas 20 horinhas por dia, mais coisa menos coisa... tudo cortesia dos amigos atarax e meticorten. estamos de novo a braços com uma alergia à pulga. houve uma que furou o efeito do anti-pulgas e foi descoberta animadamente a jantar no lombo da pequenita, que já andava há uns dias desfeita em comichões e já com peladas visíveis e crostas aqui e ali. o chamado fim da picada.

constatado o facto de que a bobina não reage ao famoso zyrtec, foi preciso passar à solução de emergência - os corticóides do salvador meticorten. impressionante como da noite para o dia, dois comprimidinhos enrolados em fiambre, conseguem deixar esta pequena mártir das pulgas dormir finalmente uma noite descansada, sem coçar e sem morder o lombo, as patas o rabo, a barriga e o que mais houvesse.

agora já está tudo controlado, excepção feitas às horas de sono, que não terminam e até dão dó... a bobina está apagada, sossegada e apática. nem tem pedido para ir à rua. o que me deixa descansada é que mesmo assim, quando se apanha na rua, continua a pedir com todas as forças para ir ver os gatinhos vizinhos. é um alívio... porque temos medicação para 3 semaninhas. do mal o menos... a otite já está tratada!

terça-feira, setembro 07, 2010

coming soon...

suspirando pela próxima fuga...

por estes dias...



nada a fazer... o sofá está entregue aos bichos!




Se não posso estar no sofá, fico atrás dele. bem importada!




a dormir, cada uma para seu lado.




quem é que é baixinha?





bobina & amália exemplares!

amália contra-ataca...

desde sábado de manhãzinha que a bobina tem, de novo, a companhia da pequena amália lá em casa. tirando o facto de haver o dobro das patinhas a correr por todo o lado, o dobro dos cócós para apanhar e o dobro das trelas para gerir nos três passeios diários, tudo tem corrido dentro da normalidade.

a bobina já não se esconde nos cantinhos quando me vê fazer festas à amália. continua a negar-lhe a confiança e a dar-lhe pouca trela, mas já a vai desafiando para brincar de vez em quando. cada uma no seu espaço, mas sempre de olhos postos uma na outra. e se as separo, instala-se logo alguma ansiedade. verdade seja dita, mais da parte da amália do que da bobina.

passeios à parte, o mais difícil tem sido gerir a hora das refeições. desde que a bobina passou de piriquito a debulhadora, que é muito difícil afastá-la da comida. claro que limpa o prato dela em 10 segundos e depois vai a correr meter o focinho (literalmente) no prato da amália, que, coitada, é das que prefere ir petiscando e vendo as vistas em intervalos regulares. por estes dias não tem outra hipótese se não a de devorar tudo em escassos minutos. mais que isso, a bobina não dá hipótese, tenho mesmo de a segurar pelos colarinhos.

amanhã há veterinário para a bobina: vacinas anuais e mais uma tosquiadela moderada para entrar bonita com a colecção outono/inverno.

que maravilha!



band of horses - 7 fevereiro 2011 - aula magna

quinta-feira, setembro 02, 2010

quarta-feira, setembro 01, 2010

acordo tácito...

- oh bobina, troca hoje com a dona... eu deixo-te brincar com os gatinhos na rua, e tu deixas-me passar a manhã (e já agora a tarde) a dormir, pode ser? mas vais sozinha à rua e deixas a dona ficar a dormir descansada. sem encontrões, sem focinhos a respirar-me na cara, sem focinhos e bigodes em cima das minhas mãos, sem patinhas nas minhas costas, sem ladrar aos vizinhos, sem arrancar a vedação, sem caçar todo o qualquer som. SEM BARULHO!!!! ok? combinado :) a dona vai arranjar os gatinhos para ti.

terça-feira, agosto 31, 2010

dormir e dormir...

é muito calor para uma cadela só. despedi-me da bobina, que ficou confortavelmente deitada na cama da cozinha, lá pelas 7h30 da manhã. a porta de acesso ao quintal ficou ligeiramente aberta. apenas o suficiente para a bobina meter o focinho e conseguir abrir o resto que precisa para o lombinho passar de um lado para o outro, como acontece diariamente.

assim vou à minha vida, e regresso por volta das 16h, para - qual não é o meu espanto?!?!? - encontrar a pequenita no mesmo sítio onde a deixei, notoriamente afectada por uma preguiça fora do comum. acredito que se tenha levantado para beber água e procurar o fresco do chão de pedra. mas estar até às 16h sem sair para o quintal??? tenho impressão que em dois anos nunca tinha acontecido... e como se não bastasse, continua a dormir pelos cantos. já estou por tudo... ou lhe dá a genica depois da próxima sesta, ou ainda vamos pôr a questão a quem percebe do assunto, que isto nesta criatura não é normal. em absoluto.

cão de guarda...

com o calor que se tem sentido nos últimso dias, a bobina tem saído pouco durante o dia. conta a dona manuela, do 1º andar, que a pequenita nem de casa sai para o quintal quando lhe caem cá abaixo molas da roupa ou peças de roupa - verdadeiros petiscos para a bobina, num dia de temperatura amena. para compensar e contra-balançar energias, à noite é um ver-se-te-avias de correrias e agitação no nosso quintal, já mais pela fresca.

de há umas semanas a esta parte, que a bobina acha que a mesinha de pedra que temos no quintal é uma torre de vigia. depois do passeio da noite, é ali que se abanca. primeiro deitada, para refrescar a barriga, descansar as patinhas e recuperar o fôlego para mais uma sessão de vigia, não vá um gato passar no terreno baldio da frente, ou um melro cair do ninho no quintal ao lado. quem sabe até se a vizinha do lado vem cá fora fumar o seu cigarro. tudo pode acontecer, que a bobina está ali para desatar a ladrar desalmadamente, e atirar-se com unhas e dentes (literalmente) contra o muro para arrancar a vedação que nos separa do baldio.

tem sido isto todas as noites sem excepção. e hoje às 5h da manhã, lá estava ela de novo na sua torre de controlo a dar conta da vedação pela calada, para ver se não levava mais um ralhete desta chata, que não a deixa fazer nada, e que sabe-se lá porquê tentava dormir descansada àquela hora. o que vale é que a pequenita quando está a fazer segurança é tão delicada como um labrador a brincar, e não demorou muito entre o espaço de acordar a dona e levar o dito ralhete para voltar para a cama dela. o que a safa, para além daquele focinho irresistível, é que sabe bem quem é que manda ali.

momento bucólico-pastoril...

a bobina é tão delicada e cheira tanto a rosas que até uma borboleta lhe foi poisar no focinho ontem ao fim da tarde. esta cadela é realmente uma flor... de estufa, mas uma flor.

sexta-feira, agosto 27, 2010

quando o calor aperta...

a bobina, tal como a dona, ainda não teve as chamadas férias de verão. temos estado por cá, a trabalhar como se nada fosse, e a tirar o melhor partido de estar em lisboa por esta altura do ano. de qualquer maneira, enquanto a dona aproveita a praia à tarde, a bobina aproveita-a à noite. ontem, lá foi, pôr as patinhas na areia fresca e fazer uns sprints e umas derrapagens, para inglês ver, ali para os lados de carcavelos. e quem disse que pela noite refresca? a bobina deciciu por sua conta e risco lançar-se para dentro de umas belas poças alojadas entre as rochas, à beira mar. escolheu umas duas ou três e para lá saltou e nadou, à cão como se quer, até só restar um focinho lindo cá fora. etapa seguinte? correr disparada para areia, pois está claro, para se rebolar a ver se a água sai. numa espécie de croquete atómico, deu mais umas voltas à velocidade da luz pelo areal e caiu redonda no meio da praia, focinho enterrado na areia, a descansar uns bons 10 segundos. depois dos espectáculo foi fazer amigos lá para cima, sacudindo-se à vontade do freguês, estrada fora, até secar. e depois do banho, hoje de manhã, está pronta para outra, de pêlo esvoçante e cara lavada outra vez.

quarta-feira, agosto 18, 2010

with a little help...

para ajudar a aguentar o dia... um bálsamo para o infinito.

sexta-feira, agosto 13, 2010

parabéns, oh pequenita!

há dois anitos, era assim...
ainda eu não tinha a mais pequena ideia do tamanho da mudança que uma criaturinha deste tamanho poderia trazer para vida de uma pessoa. continuo a pensar todos os dias, que trazer a bobina para casa foi a melhor decisão que já tomei na minha vida.

quinta-feira, agosto 12, 2010

de cá de dentro...

é mais ou menos um turbilhão igual a este que cá vai dentro, por estes dias. tudo meio desfocado, no mar, em terra e no ar, tudo sem pés nem cabeça, às cores, a ofuscar, como deve ser. diz que é para mergulhar de cabeça.


quarta-feira, agosto 11, 2010

rotinas embaraçosas

deve ser isto que todos os pais sentem quando as crianças fazem aquelas birras, que só visto. a bobina passeia todos os dias (justa excepção feita aos fins-de-semana) às 06h30 da manhã. levo-a ao parque ao pé de casa, fazemos um passeio de 20 minutos, mais coisa menos coisa, consoante a disposição de uma e outra. apesar de ser uma hora magnífica para evitar esta onda de calor na rua, nunca se vê viv'alma. aliás, minto, vemos sempre o mesmo senhor de bigode que vem cá abaixo à rua fumar um cigarro por volta das dez para as sete, provavelmente porque já foi proibido de fumar em casa pela mulher há anos, sob pena de pôr o casamento em risco.

para além do diplomata de bigode, e era aqui que queria chegar, passámos a encontrar todos os dias no parque, um dálmata assim para o grandinho, passeando descontraidamente. resultado: não há dia em que a bobina não faça um xinfrim logo pela alvorada, a desafiar o dálmata. o que vale, o dono é calmo e acha graça ao timbre esganiçado da pequenita em versão histérica. é claro, que com isto tudo, a bobina já conseguiu que o cão se fartasse da barulheira, e também já lhe ladra de volta, num tom de cão a sério, claro está.

agora é ver todos os dias os donos prudentes, preocupados em evitar que se cruzem os olhares dos pequenitosm logo pela fresca. é dose, ter de controlar uma cadela histérica aos guinchos sem motivo nenhum para isso, quando ainda só três pessoas acordadas na vizinhança.

segunda-feira, agosto 09, 2010

a bobina manda cumprimentos

apesar da ausência prolongada, a vidinha da bobina cá continua sobre rodas, com calor e tudo. em traços gerais, nas últimas semanas, a pequenita sobreviveu a 5 dias longe da dona, debaixo dos cuidados atentos da avó. pela primeira vez, em quase dois anos, a bobina não ficou deprimida com a ausência da dona. emagreceu ali um bocadinho no lombo, mas até estava a precisar, e de resto contam os relatos que andou feliz da vida, de rabinho a abanar e tudo.

retomaremos a emissão com a maior brevidade possível, que tem havido uns sobressaltos pelo caminho no comportamento da pequenita.

segunda-feira, julho 19, 2010

empire of the sun...

para não chover no molhado, vou passar aquela parte em que se denuncia as condições ultrajantes em que decorreu o sbsr. também apenas porque ainda não tenho palavras para expressar o que me passa pela cabeça, quando penso que alguém organizou uma coisa daquelas com tamanha antecedência, sabendo com igual antecedência, que ia meter milhares de pessoas num recinto sem acessos, e com um piso feito de terra e areia. já para não falar, que por muito festival a que já tenha ido, nunca tinha estado em em nenhum "tão às escuras". adiante...

como não gosto de guardar más recordações para a minha vida, seja do que for, deste sbsr quero apenas conservar imagens como esta, e tudo o que as acompanhou:

E com a licença dos puristas da pátria e da saudade, para mim os breves instantes em que Ana Moura interrompeu o espectáculo de Prince, quase mataram o concerto. Nada contra a senhora, nada mesmo, mas não se está uma hora a fazer uma ode ao funk e ao disco sound, para depois de repente se meter ali a martelo um faduncho. E depois, como que a pedir a audiência de volta, tomem lá com o "Kiss" e esqueçam o que ouviram nos últimos minutos. Gosto muito de misturas, mas santa paciência... Onde estava a Sharon Jones?

De resto, Luke Steele foi o senhor do festival. Viram aquilo? Não me alongo mais para não ferir susceptibilidades, mas saí de peito cheio porque arrisquei a minha vida para ir para aquele campo de concentração à beira mal plantado para ver os Empire of the Sun. Afinal, tudo indicava que o lugar estava guardado para o Prince. Há anos que assim era. Adoro uma boa mudança... porque saí com a sensação de que apesar do Prince ser quem é e de continuar com aquele brilho e aquela aura de que nos é superior, no bom sentido, passou ali uma boa meia hora a quarenta e cinco minutos a encher chouriços. go portugal? "nothing compares to you"? "go portugal" outra vez? ana moura? anyone?

sábado, julho 17, 2010

walking on a dream...

para o fim de semana de sol que aqui temos em lisboa, numa humilde mensagem de boas vindas à dupla (?) empire of the sun. haverá brindes na madrugada de domingo para segunda, after all. de qualquer maneira, a utópica viagem à austrália, não se põe já à borda do prato.
a bobina continua a dormir, na paz da suavidade das músicas que ouve durante a sesta matinal. agora já de barriga para o ar.

song for the day...

a música que traduz o meu estado de espírito nas últimas semanas. leve, desanuviado, melancólico e tranquilo. a bobina dorme despreocupadamente ao som dos falsetes, eu sonho com o que está para vir. robert francis é novidade cá em casa. recebeu uma guitarra oferecida por ry cooder aos sete anos. aos quinze teve aulas com o john frusciante.


segunda-feira, julho 12, 2010

direito ao descanso...

a bobina acordou meio triste, meio abatida. espero que seja apenas cansaço do fim de semana. é incrível como peço a todos os santinhos para que esta criatura reduza aí uns 30 por cento ao nível de energia habitual, de modo a que as coisas possam funcionar benzinho cá em casa, sem cds a voar, sem terra espalhada pelo chão, sem saltos em cima da cama, e coisas assim. quando tal acontece, até se me aperta o coração de ver a pequenita assim parada e a dormir tanto de seguida. está a dormir uma sesta tão tranquila que até dá gosto. e eu, de castigo no sofá, porque já sei que se puser um pé no chão, a bobina desperta num segundo, e não queria interromper o sossego da madame.

quinta-feira, julho 08, 2010

off-bobina... outra barba fulminante

se os faith no more me desculparem, eu até lhe desculpo (ao devendra) a barba, mas hoje acordei com mais vontade de ouvir este rapaz ao vivo do que qualquer outro. não me perguntem porquê, porque nem eu sei explicar. acho que não lhe oiço deste a última vez que o vi ao vivo em santa maria da feira, ou desde que saiu esse clássico instântaneo com o mesmo nome:


ainda assim, a que mais me faz parar o mundo à volta é esta (uma versão editada, mas um vídeo igualmente sonhador):

quarta-feira, julho 07, 2010

tudo uma questão de opções...

se a fechasse na cozinha à noite para dormir caía o carmo e a trindade lá em casa, mas como lhe deixo uma cama na sala com vista directa sobre o meu quarto, a madame opta por ir dormir para a cozinha. assim, se por acaso lhe der o calor, tem acesso directo ao quintal, onde, por acaso, passou ontem a noite, a descascar as molas que caem das janelas dos vizinhos. os restos de plástico coloridos e mordidos em cima da espreguiçadeira não deixam dúvidas.

terça-feira, julho 06, 2010

bobina morena...

a bobina anda com a mania de se meter debaixo dos carros, estacionados, vá lá, do mal o menos. ontem, enquanto eu arejava o carro ao fim da tarde antes dela entrar, para não assar em três segundos, deixei-a no passeio a dar as voltinhas habituais dela. quando dei por ela estava debaixo de um toyota qualquer, altinho por sinal, que permitiu à cadela passear debaixo do carro de uma ponta à outra. resultado: de loira, a bobina passou a morena em poucos segundos. a verdadeira porcaria. óleo preto, preto, preto, por todo o lado. até a ponta branca do rabo ficou preta. uma maravilha. depois de meio pacote de toalhitas, a cadela passou de de ter um pêlo preto brilhante, para parecer apenas suja. quer-me parecer que hoje vai para a banheira, mas não sem antes aproveitar um banho de mar, claro está.

domingo, julho 04, 2010

off-bobina... la la la la uuuh

jardinagem de fim de tarde ao som desta pequena maravilha. talvez a única barba capaz de me convencer deste mundo e do outro. misturado com os aromas a relva e a terra molhada, o cheirinho a death cab for cutie. adoro quando há gente do outro lado do oceano, do mundo, da rua, a criar bandas a pensar especialmente em nós, sem as termos pedido. la la la la uuuh...

a galinha da vizinha...

há um gato no quintal ao lado por estes dias. veio de férias, durante um mês, e a convivência mediada por um muro e uma vedação não tem sido pacífica, mais para a bobina do que para o gato, que lhe lança aquele olhar indiferente e superior, característico da classe felina. a bobina ladra, guinha, faz salto em altura, escalada e o que mais lhe permitir aproximar-se do cheiro do gato, que observa tudo atentamente do lado de lá, com um certo desdém até. eis a reportagem fotográfica possível, felizmente sem som (os agudos da bobina são desaconselháveis):




cheira-me que a bobina está a ganhar hábitos de gato. deve ser da convivência... faz é um bocado mais de barulho.

dormir ao fresco...



em dias de calor abrasador (sem pressa de chegar), a bobina procura, literalmente, o canto mais fresco da casa. não é que tenha alguma coisa de que se queixar, porque a nossa casa é capaz de ser, toda ela, o canto mais fresco de lisboa e arredores (sobretudo arredores), mas mesmo assim há recantos mais confortáveis: encostada à porta de casa, que assim ainda apanha algum fresco vindo das escadas por baixo da porta (mal isolada, daí a cobra de peluche que a bobina tanto gosta) e não perde a entrada no prédio de nenhum vizinho, lá por estar a dormir. dormir no chão fresquinho tudo bem, mas sempre com uma boa almofada.

quinta-feira, julho 01, 2010

pormenores matinais...

no passeio desta manhã, a bobina tirou a barriga de misérias. depois do pequeno-almoço em casa, ainda marchou um osso de costeleta e metade de um donuts. é incrível que em tmepo de crise, ainda se veja aumentar a qualidade da comida que se atira para o chão. não admira que depois não queira ir para casa...

os passeios matinais são sempre mais rápidos do que o habitual, pelo que a bobina quando percebe que é altura de regressar aos aposentos e despedir-se da dona, não quer por nada cumprir a ordem suprema. e como se nada fosse, vai atrás de qualquer pessoa que passe lá na rua, sobretudo se levar um saco de plástico. hoje, por exemplo, correu metade da rua atrás de uma velhota, que seguia, calmamente, carregada com dois sacos de plástico já abastecidos com as compras do dia, antes das oito da manhã. escusado será dizer que foi amuada para casa e que me virou a cara na hora da despedida. e não é que conserva na mesma todo o encanto também?

terça-feira, junho 29, 2010

como cão e gato...

como é que eu explico à bobina, que esta semana também tenho de tomar conta do gato da nossa vizinha? pior, como é que faço a bobina entender que só eu é que posso entrar na casa que ela mais quer assaltar na vida?
foi bonita hoje a chiadeira da cadela quando percebeu que depois de me despedir dela e de lhe dizer, como habitualmente, que ia trabalhar, ela deu por mim a entrar na "casa do gato" e, para cúmulo do azar, viu-me entrar alegremente no quintal da vizinha, onde se passeia despreocupadamente o gato, que a cadela tanto quer conhecer mais de perto!

segunda-feira, junho 28, 2010

viva o descanso...

o dia da bobina ontem foi de tal maneira preenchido, que fiquei com a impressão, que a pobre cadela hoje até deu graças ao deus dos cãezinhos quando me viu sair porta fora logo pela fresca. já não me lembro quando foi a última vez que não precisei de a mandar para cama dela com dois berros, antes de sair de casa de manhã para o trabalho. quando dei por ela, já estava confortavelmente deitada no lugar dela. parece que consigo vê-la daqui... de papo para o ar, ali no fresquinho, a dormir profundamente na cama dela instalada debaixo da mesa da cozinha.

não é que goste de dormir debaixo da mesa da cozinha, mas hoje é definitivamente um dia em que dava tudo para trocar de lugar com a bobina. levantou-se, comeu, passeou e voltou para a cama. difícil, hã?

sexta-feira, junho 25, 2010

ooops!

pus a bobina de castigo, porque insiste em ir para a estrada, quando já sabe perfeitamente que não pode para lá ir. a consciência é tal, que quando regressa ao passeio, olha para mim e foge pela calçada abaixo a desafiar-me. hoje perdi a paciência e pu-la de castigo na chegada a casa. a pequenita está tão bem ensinada que foi direita para a cama dela sem piar. e cumpre tão bem a pena dela, que até eu me esqueci que ela estava de castigo na cozinha, à espera da ordem de soltura. um castigo que imaginei ter 10 minutos, estendeu-se por uma boa meia-hora, por distracção aqui da dona, que se esqueceu do mundo graças às pérolas televisivas da tarde. já fizemos as pazes, felizmente esta cadela só amua quando eu lhe digo que vou sair. aí sim, vira-me a cara e não há nada a fazer. mas ao menos fica sossegadinha...

off-bobina...

dizem agora em directo na sic radical (emissão especial festivais, desta vez do sumol summer fest) que o julian casablancas é vocalista dos white stripes. esta pérola foi-nos dada durante uma entrevista das duas miúdas do cc a luís montez, organizador do festival (assim como do sbsr, onde actua daqui a umas semanas julian casablancas, sem os strokes). o melhor disto tudo, é que ninguém emendou a gaffe da rapariga. sim, porque na minha boa fé, até acredito que tenha sido uma gaffe. mas será que não estava ninguém a ouvir?

quinta-feira, junho 24, 2010

antes e depois...

a bobina foi ao cabeleireiro. muitos dirão que mal se nota (que grande injustiça!). outros compreenderão, que os malefícios do sol e os problemas crónicos de pele da pequenina a tal o obrigam. e desenganem-se todos os que acham que os cães sofrem com o calor por terem muito pêlo e não serem tosquiados. é uma espécie de mito urbano canino. vejamos a evolução e ignoremos os tótós temporários, que saltaram da cabeça da bobina logo depois do registo fotográfico!

antes:







depois:










segunda-feira, junho 21, 2010

os dias de amália...


"gamei a comida à bobina"






"gamei a cama à bobina"






"a bobina empurrou-me, mas ela também comeu do meu prato!"





"gamei a cama e o sofá à bobina"






"na relva também não se está na da mal"





"amália no sofá e sarah fergusson na oprah"

sexta-feira, junho 18, 2010

o cão das lágrimas...

não costumo servir-me deste espaço para comentar a "actualidade", antes até para me esconder dela, em recantos que fazem parte da minha vida para além dessa mesma "actualidade". os recantos que me costroem a nível humano e pessoal, são geralmente esses que trago para aqui e que mem trazem aqui. daí ter decidido, hoje, ir buscar a "actualidade" de hoje, que há uns quantos antos me deu um abanão valente, à boleia do "Ensaio Sobre a Cegueira", que entrou num desses recantos da minha vida.

relembro hoje a entrevista que li no público, onde entre muitas outras coisas, José Saramago diz que «Gostaria de ser recordado como o escritor que criou a personagem do cão das lágrimas, no "Ensaio sobre a Cegueira". É um dos momentos mais belos que fiz até hoje enquanto escritor. Se no futuro puder ser recordado como "aquele tipo que fez aquela coisa do cão que bebeu as lágrimas da mulher", ficarei contente. Se alguém procurar naquilo que eu tenho escrito uma certa mensagem, atrevo-me pela primeira vez a dizer que essa mensagem está aí. A compaixão dessa mulher que tenta salvar o grupo em que está o seu marido é equivalente à compaixão daquele cão que se aproxima de um ser humano em desespero e que, não podendo fazer mais nada, lhe bebe as lágrimas.» José Saramago, in "Público", 15 JUN 2008

não podendo também fazer mais nada para expressar o que sinto ao receber a notícia, digo apenas que, da parte que me toca, o escritor pode ficar descansado, porque não tenho dúvidas de que é assim que o lembrarei. porque mais do que um prémio nobel, sempre me impressionou mais o fundo da pessoa que criou a imagem, tão humana, do cão das lágrimas, numa tragédia como o Ensaio sobre a Cegueira.

obrigada, obrigada...

a amália foi embora há pouco. fomos levá-la ao carro, depois de muitas festas e lambidelas de despedida. conforme previsto, na chegada a casa hoje à hora de almoço, as miúdas pareciam já completamente habituadas uma à outra. sem mordidelas e sem ninguém a rosnar para cima de ninguém. e o mais engraçado, é que quando regressámos a casa, já sem a amália, a bobina foi inspeccionar a casa toda, em busca de algo que presumi ser a amália. agora não sei é se fez a busca por dar pela falta dela, ou para se certificar que a rival de palmo e meio tinha mesmo ido à sua vidinha, "de onde nunca devia ter saído", bobina dixit, pois está claro.


avaliando bem as coisas, acho que o ideal para a bobina, era ter cá uma irmãzinha a fazer-lhe companhia, mas só nas horas em que a dona não está em casa. na altura das festas e da brincadeira, a irmãzinha pode pôr-se na alheta. será que já há cães de companhia, neste sentido?

bom, não interessa. o importante agora é lavar as camas da bobina, porque a madame não se deita lá enquanto enquanto conservarem a fragrância amália, e eu não quero dar-lhe mais pretextos para dormir no sofá, onde está neste momento, de resto.

noite tranquila... como o chá

e à segunda noite, eis que tudo decorre de forma tranquila. as raparigas deitaram-se às 21h30 (hora a que me refastelei a ler), e só se ouviu rosnar quando faltavam 5 minutos para as seis da manhã. a bobina, claro. acendi a luz às duas da manhã para ver como paravam as modas, e dormiam as duas na paz do senhor dos canídeos, cada uma em "sua" cama. "sua" é como quem diz, porque na verdade dormiam as duas nas camas da bobina, cada uma numa. primeiro drama do dia: quem salta para a minha cama primeiro para as festas de bons dias. a bobina foi mais rápida, mas amuou assim que a amália se aproximou e foi-se embora. resultado, ficou a ver navios. tomaram o pequeno-almoço, passearam, brincaram. posso antever que hoje quando a amália regressar a casa dela, vão sentir a separação.