sábado, julho 17, 2010

song for the day...

a música que traduz o meu estado de espírito nas últimas semanas. leve, desanuviado, melancólico e tranquilo. a bobina dorme despreocupadamente ao som dos falsetes, eu sonho com o que está para vir. robert francis é novidade cá em casa. recebeu uma guitarra oferecida por ry cooder aos sete anos. aos quinze teve aulas com o john frusciante.


segunda-feira, julho 12, 2010

direito ao descanso...

a bobina acordou meio triste, meio abatida. espero que seja apenas cansaço do fim de semana. é incrível como peço a todos os santinhos para que esta criatura reduza aí uns 30 por cento ao nível de energia habitual, de modo a que as coisas possam funcionar benzinho cá em casa, sem cds a voar, sem terra espalhada pelo chão, sem saltos em cima da cama, e coisas assim. quando tal acontece, até se me aperta o coração de ver a pequenita assim parada e a dormir tanto de seguida. está a dormir uma sesta tão tranquila que até dá gosto. e eu, de castigo no sofá, porque já sei que se puser um pé no chão, a bobina desperta num segundo, e não queria interromper o sossego da madame.

quinta-feira, julho 08, 2010

off-bobina... outra barba fulminante

se os faith no more me desculparem, eu até lhe desculpo (ao devendra) a barba, mas hoje acordei com mais vontade de ouvir este rapaz ao vivo do que qualquer outro. não me perguntem porquê, porque nem eu sei explicar. acho que não lhe oiço deste a última vez que o vi ao vivo em santa maria da feira, ou desde que saiu esse clássico instântaneo com o mesmo nome:


ainda assim, a que mais me faz parar o mundo à volta é esta (uma versão editada, mas um vídeo igualmente sonhador):

quarta-feira, julho 07, 2010

tudo uma questão de opções...

se a fechasse na cozinha à noite para dormir caía o carmo e a trindade lá em casa, mas como lhe deixo uma cama na sala com vista directa sobre o meu quarto, a madame opta por ir dormir para a cozinha. assim, se por acaso lhe der o calor, tem acesso directo ao quintal, onde, por acaso, passou ontem a noite, a descascar as molas que caem das janelas dos vizinhos. os restos de plástico coloridos e mordidos em cima da espreguiçadeira não deixam dúvidas.

terça-feira, julho 06, 2010

bobina morena...

a bobina anda com a mania de se meter debaixo dos carros, estacionados, vá lá, do mal o menos. ontem, enquanto eu arejava o carro ao fim da tarde antes dela entrar, para não assar em três segundos, deixei-a no passeio a dar as voltinhas habituais dela. quando dei por ela estava debaixo de um toyota qualquer, altinho por sinal, que permitiu à cadela passear debaixo do carro de uma ponta à outra. resultado: de loira, a bobina passou a morena em poucos segundos. a verdadeira porcaria. óleo preto, preto, preto, por todo o lado. até a ponta branca do rabo ficou preta. uma maravilha. depois de meio pacote de toalhitas, a cadela passou de de ter um pêlo preto brilhante, para parecer apenas suja. quer-me parecer que hoje vai para a banheira, mas não sem antes aproveitar um banho de mar, claro está.

domingo, julho 04, 2010

off-bobina... la la la la uuuh

jardinagem de fim de tarde ao som desta pequena maravilha. talvez a única barba capaz de me convencer deste mundo e do outro. misturado com os aromas a relva e a terra molhada, o cheirinho a death cab for cutie. adoro quando há gente do outro lado do oceano, do mundo, da rua, a criar bandas a pensar especialmente em nós, sem as termos pedido. la la la la uuuh...

a galinha da vizinha...

há um gato no quintal ao lado por estes dias. veio de férias, durante um mês, e a convivência mediada por um muro e uma vedação não tem sido pacífica, mais para a bobina do que para o gato, que lhe lança aquele olhar indiferente e superior, característico da classe felina. a bobina ladra, guinha, faz salto em altura, escalada e o que mais lhe permitir aproximar-se do cheiro do gato, que observa tudo atentamente do lado de lá, com um certo desdém até. eis a reportagem fotográfica possível, felizmente sem som (os agudos da bobina são desaconselháveis):




cheira-me que a bobina está a ganhar hábitos de gato. deve ser da convivência... faz é um bocado mais de barulho.

dormir ao fresco...



em dias de calor abrasador (sem pressa de chegar), a bobina procura, literalmente, o canto mais fresco da casa. não é que tenha alguma coisa de que se queixar, porque a nossa casa é capaz de ser, toda ela, o canto mais fresco de lisboa e arredores (sobretudo arredores), mas mesmo assim há recantos mais confortáveis: encostada à porta de casa, que assim ainda apanha algum fresco vindo das escadas por baixo da porta (mal isolada, daí a cobra de peluche que a bobina tanto gosta) e não perde a entrada no prédio de nenhum vizinho, lá por estar a dormir. dormir no chão fresquinho tudo bem, mas sempre com uma boa almofada.

quinta-feira, julho 01, 2010

pormenores matinais...

no passeio desta manhã, a bobina tirou a barriga de misérias. depois do pequeno-almoço em casa, ainda marchou um osso de costeleta e metade de um donuts. é incrível que em tmepo de crise, ainda se veja aumentar a qualidade da comida que se atira para o chão. não admira que depois não queira ir para casa...

os passeios matinais são sempre mais rápidos do que o habitual, pelo que a bobina quando percebe que é altura de regressar aos aposentos e despedir-se da dona, não quer por nada cumprir a ordem suprema. e como se nada fosse, vai atrás de qualquer pessoa que passe lá na rua, sobretudo se levar um saco de plástico. hoje, por exemplo, correu metade da rua atrás de uma velhota, que seguia, calmamente, carregada com dois sacos de plástico já abastecidos com as compras do dia, antes das oito da manhã. escusado será dizer que foi amuada para casa e que me virou a cara na hora da despedida. e não é que conserva na mesma todo o encanto também?

terça-feira, junho 29, 2010

como cão e gato...

como é que eu explico à bobina, que esta semana também tenho de tomar conta do gato da nossa vizinha? pior, como é que faço a bobina entender que só eu é que posso entrar na casa que ela mais quer assaltar na vida?
foi bonita hoje a chiadeira da cadela quando percebeu que depois de me despedir dela e de lhe dizer, como habitualmente, que ia trabalhar, ela deu por mim a entrar na "casa do gato" e, para cúmulo do azar, viu-me entrar alegremente no quintal da vizinha, onde se passeia despreocupadamente o gato, que a cadela tanto quer conhecer mais de perto!

segunda-feira, junho 28, 2010

viva o descanso...

o dia da bobina ontem foi de tal maneira preenchido, que fiquei com a impressão, que a pobre cadela hoje até deu graças ao deus dos cãezinhos quando me viu sair porta fora logo pela fresca. já não me lembro quando foi a última vez que não precisei de a mandar para cama dela com dois berros, antes de sair de casa de manhã para o trabalho. quando dei por ela, já estava confortavelmente deitada no lugar dela. parece que consigo vê-la daqui... de papo para o ar, ali no fresquinho, a dormir profundamente na cama dela instalada debaixo da mesa da cozinha.

não é que goste de dormir debaixo da mesa da cozinha, mas hoje é definitivamente um dia em que dava tudo para trocar de lugar com a bobina. levantou-se, comeu, passeou e voltou para a cama. difícil, hã?

sexta-feira, junho 25, 2010

ooops!

pus a bobina de castigo, porque insiste em ir para a estrada, quando já sabe perfeitamente que não pode para lá ir. a consciência é tal, que quando regressa ao passeio, olha para mim e foge pela calçada abaixo a desafiar-me. hoje perdi a paciência e pu-la de castigo na chegada a casa. a pequenita está tão bem ensinada que foi direita para a cama dela sem piar. e cumpre tão bem a pena dela, que até eu me esqueci que ela estava de castigo na cozinha, à espera da ordem de soltura. um castigo que imaginei ter 10 minutos, estendeu-se por uma boa meia-hora, por distracção aqui da dona, que se esqueceu do mundo graças às pérolas televisivas da tarde. já fizemos as pazes, felizmente esta cadela só amua quando eu lhe digo que vou sair. aí sim, vira-me a cara e não há nada a fazer. mas ao menos fica sossegadinha...

off-bobina...

dizem agora em directo na sic radical (emissão especial festivais, desta vez do sumol summer fest) que o julian casablancas é vocalista dos white stripes. esta pérola foi-nos dada durante uma entrevista das duas miúdas do cc a luís montez, organizador do festival (assim como do sbsr, onde actua daqui a umas semanas julian casablancas, sem os strokes). o melhor disto tudo, é que ninguém emendou a gaffe da rapariga. sim, porque na minha boa fé, até acredito que tenha sido uma gaffe. mas será que não estava ninguém a ouvir?

quinta-feira, junho 24, 2010

antes e depois...

a bobina foi ao cabeleireiro. muitos dirão que mal se nota (que grande injustiça!). outros compreenderão, que os malefícios do sol e os problemas crónicos de pele da pequenina a tal o obrigam. e desenganem-se todos os que acham que os cães sofrem com o calor por terem muito pêlo e não serem tosquiados. é uma espécie de mito urbano canino. vejamos a evolução e ignoremos os tótós temporários, que saltaram da cabeça da bobina logo depois do registo fotográfico!

antes:







depois:










segunda-feira, junho 21, 2010

os dias de amália...


"gamei a comida à bobina"






"gamei a cama à bobina"






"a bobina empurrou-me, mas ela também comeu do meu prato!"





"gamei a cama e o sofá à bobina"






"na relva também não se está na da mal"





"amália no sofá e sarah fergusson na oprah"

sexta-feira, junho 18, 2010

o cão das lágrimas...

não costumo servir-me deste espaço para comentar a "actualidade", antes até para me esconder dela, em recantos que fazem parte da minha vida para além dessa mesma "actualidade". os recantos que me costroem a nível humano e pessoal, são geralmente esses que trago para aqui e que mem trazem aqui. daí ter decidido, hoje, ir buscar a "actualidade" de hoje, que há uns quantos antos me deu um abanão valente, à boleia do "Ensaio Sobre a Cegueira", que entrou num desses recantos da minha vida.

relembro hoje a entrevista que li no público, onde entre muitas outras coisas, José Saramago diz que «Gostaria de ser recordado como o escritor que criou a personagem do cão das lágrimas, no "Ensaio sobre a Cegueira". É um dos momentos mais belos que fiz até hoje enquanto escritor. Se no futuro puder ser recordado como "aquele tipo que fez aquela coisa do cão que bebeu as lágrimas da mulher", ficarei contente. Se alguém procurar naquilo que eu tenho escrito uma certa mensagem, atrevo-me pela primeira vez a dizer que essa mensagem está aí. A compaixão dessa mulher que tenta salvar o grupo em que está o seu marido é equivalente à compaixão daquele cão que se aproxima de um ser humano em desespero e que, não podendo fazer mais nada, lhe bebe as lágrimas.» José Saramago, in "Público", 15 JUN 2008

não podendo também fazer mais nada para expressar o que sinto ao receber a notícia, digo apenas que, da parte que me toca, o escritor pode ficar descansado, porque não tenho dúvidas de que é assim que o lembrarei. porque mais do que um prémio nobel, sempre me impressionou mais o fundo da pessoa que criou a imagem, tão humana, do cão das lágrimas, numa tragédia como o Ensaio sobre a Cegueira.

obrigada, obrigada...

a amália foi embora há pouco. fomos levá-la ao carro, depois de muitas festas e lambidelas de despedida. conforme previsto, na chegada a casa hoje à hora de almoço, as miúdas pareciam já completamente habituadas uma à outra. sem mordidelas e sem ninguém a rosnar para cima de ninguém. e o mais engraçado, é que quando regressámos a casa, já sem a amália, a bobina foi inspeccionar a casa toda, em busca de algo que presumi ser a amália. agora não sei é se fez a busca por dar pela falta dela, ou para se certificar que a rival de palmo e meio tinha mesmo ido à sua vidinha, "de onde nunca devia ter saído", bobina dixit, pois está claro.


avaliando bem as coisas, acho que o ideal para a bobina, era ter cá uma irmãzinha a fazer-lhe companhia, mas só nas horas em que a dona não está em casa. na altura das festas e da brincadeira, a irmãzinha pode pôr-se na alheta. será que já há cães de companhia, neste sentido?

bom, não interessa. o importante agora é lavar as camas da bobina, porque a madame não se deita lá enquanto enquanto conservarem a fragrância amália, e eu não quero dar-lhe mais pretextos para dormir no sofá, onde está neste momento, de resto.

noite tranquila... como o chá

e à segunda noite, eis que tudo decorre de forma tranquila. as raparigas deitaram-se às 21h30 (hora a que me refastelei a ler), e só se ouviu rosnar quando faltavam 5 minutos para as seis da manhã. a bobina, claro. acendi a luz às duas da manhã para ver como paravam as modas, e dormiam as duas na paz do senhor dos canídeos, cada uma em "sua" cama. "sua" é como quem diz, porque na verdade dormiam as duas nas camas da bobina, cada uma numa. primeiro drama do dia: quem salta para a minha cama primeiro para as festas de bons dias. a bobina foi mais rápida, mas amuou assim que a amália se aproximou e foi-se embora. resultado, ficou a ver navios. tomaram o pequeno-almoço, passearam, brincaram. posso antever que hoje quando a amália regressar a casa dela, vão sentir a separação.

quinta-feira, junho 17, 2010

cão sofre...

a bobina está a passar pela sua primeira crise de ciúmes. está a sofrer que dá dó, e a ter reacções que nunca lhe vi. a bobina, que sempre foi tão expedita, ao deparar-se com os "abusos" de território da amália, em vez de se impor, recua e fica a ver. e se faço festas à amália, a bobina vai-se embora pé ante pé, virando-me a cara, para se deitar sozinha noutra divisão da casa. posto isto, terei de pensar mais umas mãos cheias de vezes antes de trazer cá para casa mais uma "bobina". é que a ideia é apenas arranjar uma companhia permanente à pequenita, e jamais faze-la passar por um sofrimento destes. é que só estão sossegadas quando estão a dormir, cada uma para seu lado.

publico fotos em breve, se entratanto conseguir apanhar as duas quietas ao pé uma da outra.

amália, a amiga à força...

a amália chegou ontem à noite e fica cá em casa até amanhã. tem dois anos, é uma pulga eléctrica e é mais pequena que a bobina. aliás, a bobina ao pé da amália parece uma ovelha pronta a ir para o forno (se é que metem ovelhas no forno).

a amália chegou devidamente equipada com cama e comida. logo à chegada fez xixi na cama da bobina. como cá em casa há sempre duas camas de serviço, lavei a acidentada e troquei pela outra. a amália não se importou e foi nela que passou a primeira noite cá em casa. a bobina, com medo de perder a liderança, dormiu toda a noite aos meus pés. e dizer toda a noite talvez seja um belíssimo eufemismo para dizer "as poucas horas", que a algazarra das cadelas nos deixaram para repousar a noite passada.

a amália não sabe brincar. anda sempre atrás da bobina, e como a modos que é ignorada, morde-lhe o pescoço, o focinho, o lombo, o rabo e o que mais apanhar. a bobina não gosta, claro está, mas se as separo, temos logo choradeira. estão as duas exaustas. ninguém disse que conviver no mesmo espaço era uma tarefa fácil. a tarde de hoje foi passada com cada uma a dormir para seu lado. a amália apoderou-se das duas camas da bobina, que com este calor tem "preferido" dormir ao fresquinho no chão. é que a bobina não cabe na cama da amália, deitada.

terça-feira, junho 15, 2010

project runway dog...

está marcada a tosquia da bobina. na verdade, tosquia não será o termo certo, uma vez que o trabalho não vai ser feito com a máquina. não quero um corte muito rente para a madame, para não ficar depois com a pele toda queimada pelo sol. é que com o problema crónico de alergias e com a vida airada que lhe proporciono, os ultra-violetas e os insectos próprios da época, davam conta daquela cútis numa tarde de correrias. o pêlo da bobina vai ser cortado com tesoura, com toda a perícia de uma especialista, que prevê ali trabalho para coisa de duas horinhas bem passadas, sem intervalo!

estou um pouco apreensiva com toda a operação, não só porque não estou a ver como esperam que a bobina esteja quieta duas horas (ainda por cima presa!), mas porque o preço final vai ser determinado pelo comportamento da cadela. ou seja, se a bobina se portar bem e o corte for feito no tempo previsto pago um valor. se, como eu antevejo, a cadela espernear e guinchar e impedir o bom desenvolvimento do processo auto-mutilando-se com a tesoura alheia, atrapalhando toda a tarde de trabalho da especialista, o preço dispara!

posto isto, acho que o melhor é começar a treinar a bobina a estar duas horas quieta na presença de tesouras. ou isso, ou se começar a ver que passam mais de três ou quatro horas e ninguém me liga para a ir buscar, só regresso no fim do mês para a ir buscar e deixar o meu ordenado num envelopezinho e sair sem ninguém dar por isso. mas ao menos a bobina passará o verão mais fresquinha e de cara lavada!

é claro que até ao dia da tosquia vão sair fotos da artista com o actual visual de hora a hora.

segunda-feira, junho 14, 2010

off-bobina...

a canção abaixo, que me acompanhou hoje numa travessia bem sucedida pelos caminhos arriscados da cozinha vegetariana, traz-me as melhores recordações. nunca pensei que, quase ao acaso, escolher este disco dos divine comedy tivesse um efeito tão positivo no meu estado de espírito, que por estes dias tem andado meio do avesso, fruto de situações que nos fogem ao controlo, a nós incautos e ingénuos desta vida, mas que se não andássemos de olhos tão fechados, podiam ser evitadas. um dia hei-de perder esta mania de achar que, à partida, toda a gente é espectacular. ainda não é o dia... o neil hannon é espectacular e isso por agora basta-me. isso e que o telefone não toque.

recordação do dia...

o assalto...

depois de umas boas correrias em terreno relvado, ao pôr do sol para evitar o massacre do calor sobre o pêlo que em breve vai ser reduzido a metade, a bobina dá espectáculo na chegada a casa. ao encontrar nas escadas a sua querida amiga dona manuela, 70 anos, a bobina não hesita em subir ao primeiro andar e saltar para as pernas da senhora. nada de novo até aqui. mais sociável do que nunca, e sem nenhuma vontade de recolher aos aposentos tão cedo (21h30) a bobina decidiu subir mais um patamar das escadas e entrou pela casa da dona manuela a correr e a abanar o rabo, como nada fosse. para grande alegria de todos, estava de visita lá em casa uma menina dos seus 5 anos, apaixonada por cães.

resultado, foi o fim da picada tirar dali a bobina para regressar ao andar que lhe pertence. correu pela sala, andou debaixo da mesa, atrás da televisão, foi à cozinha, à despensa, cheirou debaixo dos móveis do hall e lambeu a cara toda à amiguinha nova antes de vir embora. só não saltou para o sofá, para alívio da dona, que à porta, mordia o lábio de nervoso ao antever mentalmente quantas bugigangas da dona manuela iria a bobina partir no meio de tanta correria. felizmente, ninguém se magoou, e ficou renovado o convite para um regresso em breve.

sábado, junho 12, 2010

última hora...

bobina apanhada em flagrante a passear ao fresquinho, descontraidamente, às 4 e meia da manhã no quintal. naquele momento quis acreditar que ela sabia que era sábado, e que por isso podia também deitar-se mais tarde porque iria levantar-se mais tarde. às 7 da manhã percebi que não... mau humor cá em casa. deixem-nos estar.

off-bobina...

é óptima a sensação de chegar ao carro, ao fim de um daqueles dias em que o trabalho parece de elástico, e ver que durante a nossa ausência, alguém nos abalroou a parte da frente do carro, sem deixar rasto obviamente. o capot metido para dentro, o pára-choques desencaixado, um farol partido e mais alguns estragos menores variados.

não tenho palavras (como as senhoras que vêem suas casas transformadas pelo querido mudei a casa) para descrever a sensação de ver aquele espectáculo feito NO MEU CARRO e não ter como saber o que aconteceu, nem a quem pedir contas.

o mais curioso é que em quase cinco anos a estacionar o carro por aquelas bandas, contam-se pelos dedos as vezes que estacionei o carro como mandam as regras do estacionamento. no dia em que meu carro levou um soco no nariz e ficou com um olho negro, estava bem estacionado. na 2ª feira, fica no meio da estrada, dê por onde der.

quinta-feira, junho 10, 2010

swim dog...

num dia em que a chuva marcou um monte de pontos de avanço ao sol até ao início da tarde, a bobina acabou por tirar o melhor proveito dos primeiros raios de sol a furar por entre as nuvens tarde dentro. fomos até ao poiso habitual em redor da praia. areia proibida visto que a época balnear já foi inaugurada e os nadadores-salvadores não perdoam, mesmo que não haja viv'alma no areal e esteja a chuviscar. uma imbecilidade, a meu ver, mas é mesmo só o meu ver, que tenho uma cadela e que sei que não há sítio onde os cães sejam mais felizes do que na praia. ou seja, sou parcial a tempo inteiro.

esquecendo todos estes pormenores legais, a bobina hoje correu o que lhe apeteceu nos relvados em redor da praia. num momento de descanso, nas rochas, eis que a fera avista um grupo de pássaros em amena cavaqueira numa generosa poça de água à beira mar, numa zona feita apenas de rochas, e por isso não considerada praia pelos senhores de amarelo e vermelho, de boné. orelhas espetadas e ali vai ela destemida, numa missão, em alta velocidade pelas rochas fora. chamou a atenção das seis pessoas que ali estavam a ver o mar.

espantou os pássaros, correu atrás deles pelas rochas até mais não ter por onde correr. achou que não valia a pena lançar-se ao mar pelos ditos pássaros e voltou para trás. correu novamente até à mesma poça de onde os espantou e, agora vazia, tinha mais o ar de uma pequena piscina. à medida da bobina, que entrou pé ante pé, como quem prova a temperatura da água de modo a não congelar os pés de uma vez. a julgar pelo que se passou a seguir, diria que a água estava uma pequena maravilha. a bobina entrou, e nadou. deu uma voltinha na mini.piscina deixando apenas o focinho de fora. e ao longe, a assistência viu o espectáculo de sorriso nos lábios, incrédula com a alegria imensa visível no comportamento da nadadora bobina. longe do olhar reprovador dos nadadores-salvadores.

para gáudeo da assistência, escusado será dizer que depois de sair da piscina, ensopadinha e aparentemente com 5 quilos de pêlo a menos, a bobina veio sacudir-se para o meio de toda a gente, sem olhar a credo, raça, estratuto ou cor. era um público simpático. ninguém pareceu incomodar-se com os salpicos nem com os restos de areia. demos novo espectáculo de seguida no terreno, entrada livre, visto que tive de "obrigar" a bobina a fazer corridas comigo, para o pêlo secar pelo menos um bocadinho com o vento e os generosos raios de sol, que derrotaram a chuva.

falso alarme...

esqueçamos a história do dar a pata. foram três vezes sem exemplo, e já não está cá quem falou. de resto, bem educadinha, esfomeada e simpática como sempre. a bobina, claro está.

quarta-feira, junho 09, 2010

e quando todos menos esperavam...

amanheceu cedinho e chuvoso este que se revelou um dia histórico na carreira da bobina. a cadela que, em quase dois anos sob a minha alçada, sempre se recusou a dar a pata, substituindo a dita gracinha por lambidelas na minha mão, hoje perdeu a cabeça. numa altura em que já nem eu queria a pata dela para nada, eis que bobina decide por sua livre e espontânea vontade estender uma patinha sobre a minha mão com toda a delicadeza.

não confundamos, portanto, o gesto, com a habitual patada sobre a mão, característica de quando pede, com poucos modos, mais festas ou brincadeira, não medindo de todo a força que podem ter aquelas - aparentemente - frágeis patorrinhas. não. a bobina decidiu que era o hoje o dia de dar a pata.

não sei o que fiz eu durante a noite para justificar o gesto (a não ser abrir-lhe a porta do quintal às duas manhã, depois de me acordar sem dó nem piedade, para que a madame pudesse ir lá para fora ladrar para o ar, debaixo de chuva intensa, como se nos estivesses a roubar os ouros e as pratas), mas o certo é que alguma coisa passou pela cabeça da madame. posto isto, é melhor começar a magicar mais qualquer coisa para lhe pedir, que pode ser que daqui por mais dois anos, mais coisa menos coisa, a bobina decida que merece a pena. sei lá... vou tentar que ela passe a ir para a banheira de livre e espontânea vontade nos dias do banho.

terça-feira, junho 08, 2010

off-bobina...

só para dar razão a quem um dia inventou máximas como "há males que vêm por bem" e "o que não nos mata torna-nos mais fortes". e dar também um ou outro pulo de alegria por, apesar de viver o dia-a-dia com o coração na boca e tudo quanto é emoção à flor da pele, quando isto chega ao ponto do vai ou racha, tenho um poder de agir racionalmente que me continua a espantar como se da primeira vez se tratasse. é como se o meu guarda-costas pessoal saltasse cá para fora e fizesse de mim outra pessoa por breves instantes. todos os necessários. e é nestas alturas que consigo sentir na pele o chamado efeito actimel. até parece que consigo ver a bolha à minha volta... já sei que muito não dura, rebentará na próxima semana, duas, no máximo.

é mesmo uma questão de pele...

a bobina é tão simpática, que mesmo quando percebe que pretendo fazer-lhe alguma coisa que aos seus (dela) olhos é uma maldade, acaba por vir para o pé de mim, ainda que com o rabinho entre as pernas. cola-se ao chão, chora para dentro deixando escapar umas sonoridades de atroz sofrimento interior, mas ali está ela... destemida, frente-a-frente comigo e o frasco do óleo para o problema crónico da pele seca e em escamas pelo lombo fora. e dá gosto ver a velocidade com que se pira a correr pela casa dentro, e a sacudir-se, depois de devidamente borrifada e oleosa. presumo que por esta hora, todo o oleozinho que lhe esfreguei com todo o cuidado na barriga, já tenha marchado numas generosas três ou quatro lambidelas. o resto, depositado no lombo, é provável que seja absorvido até ao fim do dia pelo 100% algodão azul da cama da madame. tiramos a prova do nove nos próximos dias, a julgar pelo andamento das comichões nocturnas. a sensação que me dá é que isto nem com a famosa baba de caracol lá vai...

domingo, junho 06, 2010

o reencontro...

estamos de novo debaixo do mesmo tecto. depois de três, quatro dias marcados por uns tantos quilómetros no meio de nós, a bobina está agora a repor os níveis de tranquilidade no seu corpito de nove quilos e mais de meio. até acredito já não chegue a tanto, porque noto à primeira vista que emagreceu desde 5ª feira passada. mesmo com o precioso auxílio dos padrinhos e da avó da bobina, que fizeram um excelente trabalho na hercúlea missão que é cuidar da bobina como eu acho que ela merece (nunca menos que uma princesa!), a madame sofreu de algumas crises nervosas e perdeu o apetite já nos últimos dias. tive direito a festa de arromba à chegada, mesmo à entrada do prédio, debaixo do olhar enternecido e pasmado da vizinha do lado. depois das festas e dos mimos em dia, a bobina tem estado a dormir colada a mim desde que me apanhou no sofá. se não conhecesse as babysitters, diria que andaram a fazer com a bobina o mesmo ritmo de vida da dona nestes dias de férias pelo país. amanhã a rotina volta ao normal. a bobina agradece.

terça-feira, maio 25, 2010

voltamos dentro de momentos...

nos próximos dias, o descanso do pessoal é feito por aqui:







segunda-feira, maio 24, 2010

uma nova inquilina...

depois das melgas, das pulgas e das formigas, tivemos uma nova inquilina cá em casa durante o fim de semana. uma aranha de estatura média, assim pró bronzeado, ou não estivessemos nós no tempo dele, apanhada em flagrante no meio dos lençóis. uma espécie de aracnofobia caseira. a dona aranha não sobreviveu para contar a história, mas deixou marcas várias pelos meus braços acima. todos salpicados. 1, 2, 3, conto 17 salpicos ao todo. 20 se tivermos em conta um um deles, no pulso, acumula picadas várias.

terá sido por isso que passei o fim de semana com a doença do sono, incapaz de estar em pé mais de um par de horas sem um ataque de tonturas? e eu que me fartei de dar na cabeça à bobina por ter trazido pulgas cá para casa, mesmo sem provas concretas... de qualquer maneira, acho que estou desculpada depois da sesta que a deixei fazer no sofá ainda há pouco. o luxo é mais ou menos este:




sábado, maio 22, 2010

vila moleza

este calor fulminante sugou metade da energia de uma bobina, que, até há uns dias, não me lembrava que fosse de outra forma que não a eléctrica. enquanto aguardamos que o sol se deite, escondidas da sauna que se sente lá fora na nossa fresca mansão, os movimentos da bobina têm intercalado assim: vira para um lado, vira para o outro, respira fundo, espreguiça as patinhas da frente, deita de barriga para o ar, coça a pulguinha, sacode-se, e volta ao início, horas a fio.
esta cadela é definitivamente derrotada pelo calor, sem dar luta nem oferecem resistência. e por isso, enquanto as temperaturas não ajudarem, as passeatas no parque ficam reservadas apenas para depois das sete da tarde. até lá, contentamo-nos com o fresco da relva (por cortar!) de nossos jardins, onde curiosamente a bobina já começou a passar parte de suas noites, estendida ao fresco na espreguiçadeira, que outrora petenceu à dona.

sexta-feira, maio 21, 2010

bobina online...

mais uma da bobina...
a convite da Isabel Lopes, do Cantinho do Smith, deixámos o testemunho da nossa experiência no Expresso online:

http://aeiou.expresso.pt/as-licoes-de-bobina=f584056

larga o computador, bobina!

quinta-feira, maio 20, 2010

e agora?

ninguém pode calçar-se nem vestir um casaco à vista da bobina, que a madame pensa logo que vai à rua. o poder de observação dos cães pode tornar-se num problema se não vivermos todos os dias mediante rotinas exaustivas. e explicar-lhe?

terça-feira, maio 18, 2010

......

bobina, olha a dona... esta cena de quereres ir fazer xixi às 4 da manhã tem de acabar, 'tás a ouvir a dona? é que depois de manhã nem todos podemos ficar a dormir ao sol na espreguiçadeira! estamos entendidas? vá, vai lá dormir mais um bocadinho.

sábado, maio 15, 2010

stop 4 a day...

dia de descanso na mansão. e assim se tem noção das horas que um cão dorme por dia, se estiver descansado no seu canto. presumo que quando não estou em casa, o passar do tempo para a bobina seja mais ou menos como o dia de hoje. a dormir de canto em canto, intercalando sestas com fortes correrias com os brinquedos na boca. e de vez em quando, ladrar aos pássaros e aos vizinhos que vêm à janela. eu fiquei apenas pela parte do dormir de canto em canto. isto é, da cama para o sofá e do sofá para a cama. com uma passagem pela praia ao início da tarde. a necessidade de férias é tal, que já há uma semana que acordo todos os dias com a sensação de que fui atropelada. às vezes também é urgente parar. hoje é o dia.

segunda-feira, maio 10, 2010

in the name of the father...



esqueçamos o papa... bastam-nos os broken bells.
tudo nisto é espiritual e divinal. melhor ainda, faz-me acreditar.

viva...

obrigada a todos os que deram a conhecer ao mundo as melodias de suas goelas e as buzinas de seus carros, ali na zona de benfica, ontem à noite. deram não um, mas dois motivos válidos à bobina para ladrar até às onze e meia da noite, mais coisa menos coisa, com o focinho colado à porta da rua. eu adorei e os vizinhos certamente que também. como a minha ligação ao futebol é tão grande, nestas alturas sinto-me como se a marcha do meu bairro tivesse ganho as marchas populares.

sexta-feira, maio 07, 2010

lavadinha acima de tudo...

a bobina hoje reservou ali uma horinha durante a madrugada para tratar da higiene. para não perder tempo, durante o dia, lavou a barriga e as patinhas da frente às 4h30 da manhã. eu bem ouvi as lambidelas. e a julgar pelo fulgor, acredito que esteja ali tudo a brilhar e a cheirar a rosas. oh bobina, que sais mesmo à tua mãe!

quinta-feira, maio 06, 2010

informação útil...

está a crescer uma madeixa ruiva, na cintura, à bobina.

quarta-feira, maio 05, 2010

to the end of the world...

a bobina é uma resistente. confirmei ontem da maneira mais pateta possível, que esta criatura adorável vai correr (literalmente) atrás de mim, para o resto da vida. onde quer que isso seja, ela vai atrás de mim, a correr. fui andar de patins ontem ao fim da tarde. depois de várias reflexões arrisquei levar a bobina. os receios tinham a ver com o facto de a bobina ter o péssimo hábito de se atravessar entre os meus pés, quando ando e quando corro, quanto mais quando ando de patins. surpresa das surpresas: sem problemas. a bobina aproximou-se dos meus pés uma vez, assustou-se com a velocidade das rodas e afastou-se, mantendo-se em passo de corrida ao meu lado todo o tempo. ou melhor... durante algum tempo.

o problema que se revelou mais complicado de contornar, e que nem me tinha ocorrido, foi a dificuldade da rodas-baixas em acompanhar a velocidade dos patins durante meia-hora. se a princípio achei alguma graça ao ver a bobina lá bem ao fundo a correr atrás de mim para um lado e para o outro, à velocidades das suas patinhas já cansadas... ao fim de algum tempo comecei a imaginar que na cabeça da bobina eu iria fugir de patins e abandoná-la. fiz paragens mais frequentes. mas, à sua velocidade, a atleta de competição de quatro patas chegava sempre com um ar mais enérgico do que eu à meta, e sem dor de burro, ainda que uns bons minutos depois e sem nunca desviar o olhar do alvo em movimento. eu mesma, e a minha dor de burro.

desistimos da patinagem a pares. o jogging corre (ahahaha) melhor. sobretudo quando ela me puxa pela trela,e aí sim, sem mostras de cansaço. ela gosta é de ir à frente a desbravar o alcatrão.

terça-feira, maio 04, 2010

fauna inquieta...

definitivamente, a bobina já está mais do que ambientada ao horário de verão. desde ontem que faz questão de me acordar uns minutos antes das seis da manhã. com lambidelas, encontrõezinhos e sessões de coceiras. como se isto não fosse suficiente, aprendeu a abrir a porta da casa de banho, que deixa entrar toda a luz que já vai lá fora por essa hora. e os pássaros no quintal, senhores, os pássaros... por que acordam tão cedo e como têm tanto para dizer uns aos outros logo de manhã?

segunda-feira, maio 03, 2010

quase um cão de loiça...

o poder da persistência da bobina chega este ponto: enquanto escrevo estas linhas, ela permanece deitada ao meu lado no sofá, com a cabeça e as patinhas da frente apoiadas no meu braço direito, quieta que nem um rato, e com o olhar fixo nos meus olhos. sabe que ao mais pequeno movimento em falso vai recambiada para a cama dela. vou ceder dentro de alguns segundos. 5, 4, 3, 2, 1... pronto, já fui!

domingo, maio 02, 2010

multi-task...

o mimo aumenta de dia para dia e isso começa a tornar-se notório, mas não no mau sentido. a bobina está a ganhar o hábito de dormir sestas confortavelmente deitada em cima de mim, de barriga para o ar, quando me apanha estendida no sofá. dito assim parece uma manobra arriscada e de difícil concretização, mas para ela parece a coisa mais natural do mundo. chega a ressonar levemente, e há dias em que até sonha, de tão profundo que dorme. e eu, qual mãe-galinha, chego a ficar com os braços dormentes e o pescoço amarfanhado para não perturbar o sono da madame com movimentos, sei lá, que os colchões não fazem. é vê-la rodar de um lado para o outro, de pernas esticadinhas e papo para o ar, isso mesmo, em cima de mim. e mesmo quando cai ao chão, num rodopio mais descuidado, não se atrapalha e regressa ao ponto de partida como se eu fosse já realmente a sua terceira cama. ela tem duas verdadeiras. neste momento está a dormir na primeira. tão tranquila como ao meu colo.

sexta-feira, abril 23, 2010

bobina vs caracóis

já há coisa de duas, três semanas que há disputa territorial nos jardins cá de casa: bobina vs caracóis. eles são mais, ela é - pasme-se! - maior. ela atrasa-lhes a vida enquanto eles tentam alcançar, na sua calma, o cimo do muro. de uma lambidela só, devolve-os ao chão para analisar mais de perto de que tratam os novos inquilinos. eles, tímidos, encolhem-se e deixam de fora apenas a carapaça. por enquanto ainda não ouvi sons crocantes vir da boca dela. ainda não quebraram o gelo. acho que estão a entender-se a pouco e pouco.

esta noite vou sair e deixar o reino animal por sua conta e risco. quando regressar, conto encontrar a bobina a dormir profundamente, enquanto os caracóis se passeiam pelos rebordos da cama dela, em busca de migalhas de biscoitos. devagarinho, devagarinho.