e à segunda noite, eis que tudo decorre de forma tranquila. as raparigas deitaram-se às 21h30 (hora a que me refastelei a ler), e só se ouviu rosnar quando faltavam 5 minutos para as seis da manhã. a bobina, claro. acendi a luz às duas da manhã para ver como paravam as modas, e dormiam as duas na paz do senhor dos canídeos, cada uma em "sua" cama. "sua" é como quem diz, porque na verdade dormiam as duas nas camas da bobina, cada uma numa. primeiro drama do dia: quem salta para a minha cama primeiro para as festas de bons dias. a bobina foi mais rápida, mas amuou assim que a amália se aproximou e foi-se embora. resultado, ficou a ver navios. tomaram o pequeno-almoço, passearam, brincaram. posso antever que hoje quando a amália regressar a casa dela, vão sentir a separação.
sexta-feira, junho 18, 2010
quinta-feira, junho 17, 2010
cão sofre...
a bobina está a passar pela sua primeira crise de ciúmes. está a sofrer que dá dó, e a ter reacções que nunca lhe vi. a bobina, que sempre foi tão expedita, ao deparar-se com os "abusos" de território da amália, em vez de se impor, recua e fica a ver. e se faço festas à amália, a bobina vai-se embora pé ante pé, virando-me a cara, para se deitar sozinha noutra divisão da casa. posto isto, terei de pensar mais umas mãos cheias de vezes antes de trazer cá para casa mais uma "bobina". é que a ideia é apenas arranjar uma companhia permanente à pequenita, e jamais faze-la passar por um sofrimento destes. é que só estão sossegadas quando estão a dormir, cada uma para seu lado.
publico fotos em breve, se entratanto conseguir apanhar as duas quietas ao pé uma da outra.
amália, a amiga à força...
a amália chegou ontem à noite e fica cá em casa até amanhã. tem dois anos, é uma pulga eléctrica e é mais pequena que a bobina. aliás, a bobina ao pé da amália parece uma ovelha pronta a ir para o forno (se é que metem ovelhas no forno).
a amália chegou devidamente equipada com cama e comida. logo à chegada fez xixi na cama da bobina. como cá em casa há sempre duas camas de serviço, lavei a acidentada e troquei pela outra. a amália não se importou e foi nela que passou a primeira noite cá em casa. a bobina, com medo de perder a liderança, dormiu toda a noite aos meus pés. e dizer toda a noite talvez seja um belíssimo eufemismo para dizer "as poucas horas", que a algazarra das cadelas nos deixaram para repousar a noite passada.
a amália não sabe brincar. anda sempre atrás da bobina, e como a modos que é ignorada, morde-lhe o pescoço, o focinho, o lombo, o rabo e o que mais apanhar. a bobina não gosta, claro está, mas se as separo, temos logo choradeira. estão as duas exaustas. ninguém disse que conviver no mesmo espaço era uma tarefa fácil. a tarde de hoje foi passada com cada uma a dormir para seu lado. a amália apoderou-se das duas camas da bobina, que com este calor tem "preferido" dormir ao fresquinho no chão. é que a bobina não cabe na cama da amália, deitada.
terça-feira, junho 15, 2010
project runway dog...
está marcada a tosquia da bobina. na verdade, tosquia não será o termo certo, uma vez que o trabalho não vai ser feito com a máquina. não quero um corte muito rente para a madame, para não ficar depois com a pele toda queimada pelo sol. é que com o problema crónico de alergias e com a vida airada que lhe proporciono, os ultra-violetas e os insectos próprios da época, davam conta daquela cútis numa tarde de correrias. o pêlo da bobina vai ser cortado com tesoura, com toda a perícia de uma especialista, que prevê ali trabalho para coisa de duas horinhas bem passadas, sem intervalo!
estou um pouco apreensiva com toda a operação, não só porque não estou a ver como esperam que a bobina esteja quieta duas horas (ainda por cima presa!), mas porque o preço final vai ser determinado pelo comportamento da cadela. ou seja, se a bobina se portar bem e o corte for feito no tempo previsto pago um valor. se, como eu antevejo, a cadela espernear e guinchar e impedir o bom desenvolvimento do processo auto-mutilando-se com a tesoura alheia, atrapalhando toda a tarde de trabalho da especialista, o preço dispara!
posto isto, acho que o melhor é começar a treinar a bobina a estar duas horas quieta na presença de tesouras. ou isso, ou se começar a ver que passam mais de três ou quatro horas e ninguém me liga para a ir buscar, só regresso no fim do mês para a ir buscar e deixar o meu ordenado num envelopezinho e sair sem ninguém dar por isso. mas ao menos a bobina passará o verão mais fresquinha e de cara lavada!
é claro que até ao dia da tosquia vão sair fotos da artista com o actual visual de hora a hora.
segunda-feira, junho 14, 2010
off-bobina...
a canção abaixo, que me acompanhou hoje numa travessia bem sucedida pelos caminhos arriscados da cozinha vegetariana, traz-me as melhores recordações. nunca pensei que, quase ao acaso, escolher este disco dos divine comedy tivesse um efeito tão positivo no meu estado de espírito, que por estes dias tem andado meio do avesso, fruto de situações que nos fogem ao controlo, a nós incautos e ingénuos desta vida, mas que se não andássemos de olhos tão fechados, podiam ser evitadas. um dia hei-de perder esta mania de achar que, à partida, toda a gente é espectacular. ainda não é o dia... o neil hannon é espectacular e isso por agora basta-me. isso e que o telefone não toque.
o assalto...
depois de umas boas correrias em terreno relvado, ao pôr do sol para evitar o massacre do calor sobre o pêlo que em breve vai ser reduzido a metade, a bobina dá espectáculo na chegada a casa. ao encontrar nas escadas a sua querida amiga dona manuela, 70 anos, a bobina não hesita em subir ao primeiro andar e saltar para as pernas da senhora. nada de novo até aqui. mais sociável do que nunca, e sem nenhuma vontade de recolher aos aposentos tão cedo (21h30) a bobina decidiu subir mais um patamar das escadas e entrou pela casa da dona manuela a correr e a abanar o rabo, como nada fosse. para grande alegria de todos, estava de visita lá em casa uma menina dos seus 5 anos, apaixonada por cães.
resultado, foi o fim da picada tirar dali a bobina para regressar ao andar que lhe pertence. correu pela sala, andou debaixo da mesa, atrás da televisão, foi à cozinha, à despensa, cheirou debaixo dos móveis do hall e lambeu a cara toda à amiguinha nova antes de vir embora. só não saltou para o sofá, para alívio da dona, que à porta, mordia o lábio de nervoso ao antever mentalmente quantas bugigangas da dona manuela iria a bobina partir no meio de tanta correria. felizmente, ninguém se magoou, e ficou renovado o convite para um regresso em breve.
sábado, junho 12, 2010
última hora...
bobina apanhada em flagrante a passear ao fresquinho, descontraidamente, às 4 e meia da manhã no quintal. naquele momento quis acreditar que ela sabia que era sábado, e que por isso podia também deitar-se mais tarde porque iria levantar-se mais tarde. às 7 da manhã percebi que não... mau humor cá em casa. deixem-nos estar.
off-bobina...
é óptima a sensação de chegar ao carro, ao fim de um daqueles dias em que o trabalho parece de elástico, e ver que durante a nossa ausência, alguém nos abalroou a parte da frente do carro, sem deixar rasto obviamente. o capot metido para dentro, o pára-choques desencaixado, um farol partido e mais alguns estragos menores variados.
não tenho palavras (como as senhoras que vêem suas casas transformadas pelo querido mudei a casa) para descrever a sensação de ver aquele espectáculo feito NO MEU CARRO e não ter como saber o que aconteceu, nem a quem pedir contas.
o mais curioso é que em quase cinco anos a estacionar o carro por aquelas bandas, contam-se pelos dedos as vezes que estacionei o carro como mandam as regras do estacionamento. no dia em que meu carro levou um soco no nariz e ficou com um olho negro, estava bem estacionado. na 2ª feira, fica no meio da estrada, dê por onde der.
quinta-feira, junho 10, 2010
swim dog...
num dia em que a chuva marcou um monte de pontos de avanço ao sol até ao início da tarde, a bobina acabou por tirar o melhor proveito dos primeiros raios de sol a furar por entre as nuvens tarde dentro. fomos até ao poiso habitual em redor da praia. areia proibida visto que a época balnear já foi inaugurada e os nadadores-salvadores não perdoam, mesmo que não haja viv'alma no areal e esteja a chuviscar. uma imbecilidade, a meu ver, mas é mesmo só o meu ver, que tenho uma cadela e que sei que não há sítio onde os cães sejam mais felizes do que na praia. ou seja, sou parcial a tempo inteiro.
esquecendo todos estes pormenores legais, a bobina hoje correu o que lhe apeteceu nos relvados em redor da praia. num momento de descanso, nas rochas, eis que a fera avista um grupo de pássaros em amena cavaqueira numa generosa poça de água à beira mar, numa zona feita apenas de rochas, e por isso não considerada praia pelos senhores de amarelo e vermelho, de boné. orelhas espetadas e ali vai ela destemida, numa missão, em alta velocidade pelas rochas fora. chamou a atenção das seis pessoas que ali estavam a ver o mar.
espantou os pássaros, correu atrás deles pelas rochas até mais não ter por onde correr. achou que não valia a pena lançar-se ao mar pelos ditos pássaros e voltou para trás. correu novamente até à mesma poça de onde os espantou e, agora vazia, tinha mais o ar de uma pequena piscina. à medida da bobina, que entrou pé ante pé, como quem prova a temperatura da água de modo a não congelar os pés de uma vez. a julgar pelo que se passou a seguir, diria que a água estava uma pequena maravilha. a bobina entrou, e nadou. deu uma voltinha na mini.piscina deixando apenas o focinho de fora. e ao longe, a assistência viu o espectáculo de sorriso nos lábios, incrédula com a alegria imensa visível no comportamento da nadadora bobina. longe do olhar reprovador dos nadadores-salvadores.
para gáudeo da assistência, escusado será dizer que depois de sair da piscina, ensopadinha e aparentemente com 5 quilos de pêlo a menos, a bobina veio sacudir-se para o meio de toda a gente, sem olhar a credo, raça, estratuto ou cor. era um público simpático. ninguém pareceu incomodar-se com os salpicos nem com os restos de areia. demos novo espectáculo de seguida no terreno, entrada livre, visto que tive de "obrigar" a bobina a fazer corridas comigo, para o pêlo secar pelo menos um bocadinho com o vento e os generosos raios de sol, que derrotaram a chuva.
falso alarme...
esqueçamos a história do dar a pata. foram três vezes sem exemplo, e já não está cá quem falou. de resto, bem educadinha, esfomeada e simpática como sempre. a bobina, claro está.
quarta-feira, junho 09, 2010
e quando todos menos esperavam...
amanheceu cedinho e chuvoso este que se revelou um dia histórico na carreira da bobina. a cadela que, em quase dois anos sob a minha alçada, sempre se recusou a dar a pata, substituindo a dita gracinha por lambidelas na minha mão, hoje perdeu a cabeça. numa altura em que já nem eu queria a pata dela para nada, eis que bobina decide por sua livre e espontânea vontade estender uma patinha sobre a minha mão com toda a delicadeza.
não confundamos, portanto, o gesto, com a habitual patada sobre a mão, característica de quando pede, com poucos modos, mais festas ou brincadeira, não medindo de todo a força que podem ter aquelas - aparentemente - frágeis patorrinhas. não. a bobina decidiu que era o hoje o dia de dar a pata.
não sei o que fiz eu durante a noite para justificar o gesto (a não ser abrir-lhe a porta do quintal às duas manhã, depois de me acordar sem dó nem piedade, para que a madame pudesse ir lá para fora ladrar para o ar, debaixo de chuva intensa, como se nos estivesses a roubar os ouros e as pratas), mas o certo é que alguma coisa passou pela cabeça da madame. posto isto, é melhor começar a magicar mais qualquer coisa para lhe pedir, que pode ser que daqui por mais dois anos, mais coisa menos coisa, a bobina decida que merece a pena. sei lá... vou tentar que ela passe a ir para a banheira de livre e espontânea vontade nos dias do banho.
terça-feira, junho 08, 2010
off-bobina...
só para dar razão a quem um dia inventou máximas como "há males que vêm por bem" e "o que não nos mata torna-nos mais fortes". e dar também um ou outro pulo de alegria por, apesar de viver o dia-a-dia com o coração na boca e tudo quanto é emoção à flor da pele, quando isto chega ao ponto do vai ou racha, tenho um poder de agir racionalmente que me continua a espantar como se da primeira vez se tratasse. é como se o meu guarda-costas pessoal saltasse cá para fora e fizesse de mim outra pessoa por breves instantes. todos os necessários. e é nestas alturas que consigo sentir na pele o chamado efeito actimel. até parece que consigo ver a bolha à minha volta... já sei que muito não dura, rebentará na próxima semana, duas, no máximo.
é mesmo uma questão de pele...
a bobina é tão simpática, que mesmo quando percebe que pretendo fazer-lhe alguma coisa que aos seus (dela) olhos é uma maldade, acaba por vir para o pé de mim, ainda que com o rabinho entre as pernas. cola-se ao chão, chora para dentro deixando escapar umas sonoridades de atroz sofrimento interior, mas ali está ela... destemida, frente-a-frente comigo e o frasco do óleo para o problema crónico da pele seca e em escamas pelo lombo fora. e dá gosto ver a velocidade com que se pira a correr pela casa dentro, e a sacudir-se, depois de devidamente borrifada e oleosa. presumo que por esta hora, todo o oleozinho que lhe esfreguei com todo o cuidado na barriga, já tenha marchado numas generosas três ou quatro lambidelas. o resto, depositado no lombo, é provável que seja absorvido até ao fim do dia pelo 100% algodão azul da cama da madame. tiramos a prova do nove nos próximos dias, a julgar pelo andamento das comichões nocturnas. a sensação que me dá é que isto nem com a famosa baba de caracol lá vai...
domingo, junho 06, 2010
o reencontro...
estamos de novo debaixo do mesmo tecto. depois de três, quatro dias marcados por uns tantos quilómetros no meio de nós, a bobina está agora a repor os níveis de tranquilidade no seu corpito de nove quilos e mais de meio. até acredito já não chegue a tanto, porque noto à primeira vista que emagreceu desde 5ª feira passada. mesmo com o precioso auxílio dos padrinhos e da avó da bobina, que fizeram um excelente trabalho na hercúlea missão que é cuidar da bobina como eu acho que ela merece (nunca menos que uma princesa!), a madame sofreu de algumas crises nervosas e perdeu o apetite já nos últimos dias. tive direito a festa de arromba à chegada, mesmo à entrada do prédio, debaixo do olhar enternecido e pasmado da vizinha do lado. depois das festas e dos mimos em dia, a bobina tem estado a dormir colada a mim desde que me apanhou no sofá. se não conhecesse as babysitters, diria que andaram a fazer com a bobina o mesmo ritmo de vida da dona nestes dias de férias pelo país. amanhã a rotina volta ao normal. a bobina agradece.
terça-feira, maio 25, 2010
segunda-feira, maio 24, 2010
uma nova inquilina...
depois das melgas, das pulgas e das formigas, tivemos uma nova inquilina cá em casa durante o fim de semana. uma aranha de estatura média, assim pró bronzeado, ou não estivessemos nós no tempo dele, apanhada em flagrante no meio dos lençóis. uma espécie de aracnofobia caseira. a dona aranha não sobreviveu para contar a história, mas deixou marcas várias pelos meus braços acima. todos salpicados. 1, 2, 3, conto 17 salpicos ao todo. 20 se tivermos em conta um um deles, no pulso, acumula picadas várias.
terá sido por isso que passei o fim de semana com a doença do sono, incapaz de estar em pé mais de um par de horas sem um ataque de tonturas? e eu que me fartei de dar na cabeça à bobina por ter trazido pulgas cá para casa, mesmo sem provas concretas... de qualquer maneira, acho que estou desculpada depois da sesta que a deixei fazer no sofá ainda há pouco. o luxo é mais ou menos este:

sábado, maio 22, 2010
vila moleza
este calor fulminante sugou metade da energia de uma bobina, que, até há uns dias, não me lembrava que fosse de outra forma que não a eléctrica. enquanto aguardamos que o sol se deite, escondidas da sauna que se sente lá fora na nossa fresca mansão, os movimentos da bobina têm intercalado assim: vira para um lado, vira para o outro, respira fundo, espreguiça as patinhas da frente, deita de barriga para o ar, coça a pulguinha, sacode-se, e volta ao início, horas a fio.
esta cadela é definitivamente derrotada pelo calor, sem dar luta nem oferecem resistência. e por isso, enquanto as temperaturas não ajudarem, as passeatas no parque ficam reservadas apenas para depois das sete da tarde. até lá, contentamo-nos com o fresco da relva (por cortar!) de nossos jardins, onde curiosamente a bobina já começou a passar parte de suas noites, estendida ao fresco na espreguiçadeira, que outrora petenceu à dona.
sexta-feira, maio 21, 2010
bobina online...
mais uma da bobina...
a convite da Isabel Lopes, do Cantinho do Smith, deixámos o testemunho da nossa experiência no Expresso online:
http://aeiou.expresso.pt/as-licoes-de-bobina=f584056
larga o computador, bobina!
a convite da Isabel Lopes, do Cantinho do Smith, deixámos o testemunho da nossa experiência no Expresso online:
http://aeiou.expresso.pt/as-licoes-de-bobina=f584056
larga o computador, bobina!
quinta-feira, maio 20, 2010
e agora?
ninguém pode calçar-se nem vestir um casaco à vista da bobina, que a madame pensa logo que vai à rua. o poder de observação dos cães pode tornar-se num problema se não vivermos todos os dias mediante rotinas exaustivas. e explicar-lhe?
terça-feira, maio 18, 2010
......
bobina, olha a dona... esta cena de quereres ir fazer xixi às 4 da manhã tem de acabar, 'tás a ouvir a dona? é que depois de manhã nem todos podemos ficar a dormir ao sol na espreguiçadeira! estamos entendidas? vá, vai lá dormir mais um bocadinho.
sábado, maio 15, 2010
stop 4 a day...
dia de descanso na mansão. e assim se tem noção das horas que um cão dorme por dia, se estiver descansado no seu canto. presumo que quando não estou em casa, o passar do tempo para a bobina seja mais ou menos como o dia de hoje. a dormir de canto em canto, intercalando sestas com fortes correrias com os brinquedos na boca. e de vez em quando, ladrar aos pássaros e aos vizinhos que vêm à janela. eu fiquei apenas pela parte do dormir de canto em canto. isto é, da cama para o sofá e do sofá para a cama. com uma passagem pela praia ao início da tarde. a necessidade de férias é tal, que já há uma semana que acordo todos os dias com a sensação de que fui atropelada. às vezes também é urgente parar. hoje é o dia.
segunda-feira, maio 10, 2010
in the name of the father...
esqueçamos o papa... bastam-nos os broken bells.
tudo nisto é espiritual e divinal. melhor ainda, faz-me acreditar.
viva...
obrigada a todos os que deram a conhecer ao mundo as melodias de suas goelas e as buzinas de seus carros, ali na zona de benfica, ontem à noite. deram não um, mas dois motivos válidos à bobina para ladrar até às onze e meia da noite, mais coisa menos coisa, com o focinho colado à porta da rua. eu adorei e os vizinhos certamente que também. como a minha ligação ao futebol é tão grande, nestas alturas sinto-me como se a marcha do meu bairro tivesse ganho as marchas populares.
sexta-feira, maio 07, 2010
lavadinha acima de tudo...
a bobina hoje reservou ali uma horinha durante a madrugada para tratar da higiene. para não perder tempo, durante o dia, lavou a barriga e as patinhas da frente às 4h30 da manhã. eu bem ouvi as lambidelas. e a julgar pelo fulgor, acredito que esteja ali tudo a brilhar e a cheirar a rosas. oh bobina, que sais mesmo à tua mãe!
quinta-feira, maio 06, 2010
quarta-feira, maio 05, 2010
to the end of the world...
a bobina é uma resistente. confirmei ontem da maneira mais pateta possível, que esta criatura adorável vai correr (literalmente) atrás de mim, para o resto da vida. onde quer que isso seja, ela vai atrás de mim, a correr. fui andar de patins ontem ao fim da tarde. depois de várias reflexões arrisquei levar a bobina. os receios tinham a ver com o facto de a bobina ter o péssimo hábito de se atravessar entre os meus pés, quando ando e quando corro, quanto mais quando ando de patins. surpresa das surpresas: sem problemas. a bobina aproximou-se dos meus pés uma vez, assustou-se com a velocidade das rodas e afastou-se, mantendo-se em passo de corrida ao meu lado todo o tempo. ou melhor... durante algum tempo.
o problema que se revelou mais complicado de contornar, e que nem me tinha ocorrido, foi a dificuldade da rodas-baixas em acompanhar a velocidade dos patins durante meia-hora. se a princípio achei alguma graça ao ver a bobina lá bem ao fundo a correr atrás de mim para um lado e para o outro, à velocidades das suas patinhas já cansadas... ao fim de algum tempo comecei a imaginar que na cabeça da bobina eu iria fugir de patins e abandoná-la. fiz paragens mais frequentes. mas, à sua velocidade, a atleta de competição de quatro patas chegava sempre com um ar mais enérgico do que eu à meta, e sem dor de burro, ainda que uns bons minutos depois e sem nunca desviar o olhar do alvo em movimento. eu mesma, e a minha dor de burro.
desistimos da patinagem a pares. o jogging corre (ahahaha) melhor. sobretudo quando ela me puxa pela trela,e aí sim, sem mostras de cansaço. ela gosta é de ir à frente a desbravar o alcatrão.
terça-feira, maio 04, 2010
fauna inquieta...
definitivamente, a bobina já está mais do que ambientada ao horário de verão. desde ontem que faz questão de me acordar uns minutos antes das seis da manhã. com lambidelas, encontrõezinhos e sessões de coceiras. como se isto não fosse suficiente, aprendeu a abrir a porta da casa de banho, que deixa entrar toda a luz que já vai lá fora por essa hora. e os pássaros no quintal, senhores, os pássaros... por que acordam tão cedo e como têm tanto para dizer uns aos outros logo de manhã?
segunda-feira, maio 03, 2010
quase um cão de loiça...
o poder da persistência da bobina chega este ponto: enquanto escrevo estas linhas, ela permanece deitada ao meu lado no sofá, com a cabeça e as patinhas da frente apoiadas no meu braço direito, quieta que nem um rato, e com o olhar fixo nos meus olhos. sabe que ao mais pequeno movimento em falso vai recambiada para a cama dela. vou ceder dentro de alguns segundos. 5, 4, 3, 2, 1... pronto, já fui!
domingo, maio 02, 2010
multi-task...
o mimo aumenta de dia para dia e isso começa a tornar-se notório, mas não no mau sentido. a bobina está a ganhar o hábito de dormir sestas confortavelmente deitada em cima de mim, de barriga para o ar, quando me apanha estendida no sofá. dito assim parece uma manobra arriscada e de difícil concretização, mas para ela parece a coisa mais natural do mundo. chega a ressonar levemente, e há dias em que até sonha, de tão profundo que dorme. e eu, qual mãe-galinha, chego a ficar com os braços dormentes e o pescoço amarfanhado para não perturbar o sono da madame com movimentos, sei lá, que os colchões não fazem. é vê-la rodar de um lado para o outro, de pernas esticadinhas e papo para o ar, isso mesmo, em cima de mim. e mesmo quando cai ao chão, num rodopio mais descuidado, não se atrapalha e regressa ao ponto de partida como se eu fosse já realmente a sua terceira cama. ela tem duas verdadeiras. neste momento está a dormir na primeira. tão tranquila como ao meu colo.
sexta-feira, abril 23, 2010
bobina vs caracóis
já há coisa de duas, três semanas que há disputa territorial nos jardins cá de casa: bobina vs caracóis. eles são mais, ela é - pasme-se! - maior. ela atrasa-lhes a vida enquanto eles tentam alcançar, na sua calma, o cimo do muro. de uma lambidela só, devolve-os ao chão para analisar mais de perto de que tratam os novos inquilinos. eles, tímidos, encolhem-se e deixam de fora apenas a carapaça. por enquanto ainda não ouvi sons crocantes vir da boca dela. ainda não quebraram o gelo. acho que estão a entender-se a pouco e pouco.
esta noite vou sair e deixar o reino animal por sua conta e risco. quando regressar, conto encontrar a bobina a dormir profundamente, enquanto os caracóis se passeiam pelos rebordos da cama dela, em busca de migalhas de biscoitos. devagarinho, devagarinho.
segunda-feira, abril 19, 2010
de papo para o ar...
por mais que assista a isto todos os dias, não consigo deixar de achar tão estranho quanto engraçado, que a bobina durma de barriga para o ar, e ainda por cima com o ar mais confortável do mundo.
definitivamente, neste aspecto não sai a mim. quando durmo de barriga para o ar, tenho pesadelos. é certinho.
domingo, abril 18, 2010
bobina update
a bobina continua chorar, quando a deixo com outras pessoas, mesmo que já as conheça de ginjeira, como é o caso da minha mãe. hoje tive de a deixar - a bobina - com a "avó" por um bocado durante a tarde. e por mais que lhe diga as mesmas frases, que lhe repito diariamente, cada vez que saio da nossa casa, e que fazem efeito imediato, as palavras milagrosas não resultam em mais lado nenhum. só cá em casa. de resto, basta fechar a porta da rua, que não chega a passar um minuto até que comece a ouvir a bobina a chorar colada à porta. e continua a esperar por mim deitada com o focinho colado à porta. lá se distrai de vez em quando, e vai dar as suas voltinhas rápidas pelas casa, mas regressa sempre ao local do crime: a porta da rua. e mesmo que eu regresso ao fim de meia hora, quem assista à festa à minha chegada, dirá que eu passei uma semana fora. e não quero sequer imaginar, que um dia mais tarde, a bobina velhinha não terá forças nem disposição para me continuar a fazer recepções destas, e que permanecerá tranquilamente deitada na cama dela, à minha chegada. mesmo que seja realmente uma semana depois.
de resto, as dentolas do cão gigante são agora apenas duas cicatrizes na côxa da bobina. e as comichões infernais provocadas pelas alergias e pela pele seca, estão a desaparecer graças ao poder milagroso do óleo de amêndoas doces.
up...
fim de semana em ponto equilíbrio. arrumações mentais e em casa, para perceber que a quebra de rotinas fora d'horas pode ser saudável e essencial a essa experiência subvalorizada, que é o respirar fundo. sobretudo para compreender que essas mesmas rotinas ainda não são, de todo, uma dependência, nem uma condicionante do bem-estar diário. ainda assim, não lhes roubo pitada de importância, pela plena consciência que tenho do valor que representam os momentos realmente divertidos na minha vida, para combater as outras rotinas, as de todos os dias, aquelas que não posso mesmo fugir, e que me obrigam a procurar abrigo junto de pessoas que vivem o dia-a-dia a desconstruir a realidade em peças soltas e com outras cores, que não as originais, reconstruindo-a depois de acordo com o que lhes vai na alma. uma lufada de ar fresco. tento fazer o mesmo todos os dias, para não me cansar.
segunda-feira, abril 12, 2010
all good...
conforme previsto, a bobina está que é uma maravilha. a ferida está a diminuir de tamanho a olhos vistos, e parece que agora anda a pôr o sono em dia das noites mal dormidas na semana em que teve de se resignar ao funil pela cabeça abaixo.
próximo objectivo: acabar com o novo ataque de comichões, que ou provocou ou foi provocado pelo facto da pele estar toda a escamar no lombo da bobina. tirando isso, apetite, energia e vontade de ir à rua, brincar e meter-se com toda a gente não lhe faltam.
weekend's law...
constatação: quanto melhor e mais bem aproveitadinho é o fim de semana, maior é a sensação de que fui atropelada dois dias seguidos, à segunda-feira.
sábado, abril 10, 2010
bobina e golias...
ferida quase sarada... na primeira noite em que arrisquei sair, sem deixar a bobina artilhada com o colar gigante para que conseguisse dormir em condições na minha ausência, eis que regresso a casa já de madrugada e a ferida está intacta. a crosta existe e permanece a tapar todo o estrago do cão gigante. fez ontem uma semana que se deu o confronto entre o david e o golias dos cães. tudo indica que na 2ª feira, a bobina já nem se lembrará de que tem ali uma ferida para lamber. aguarda-se pelo regresso à praia.
quinta-feira, abril 08, 2010
morning news...
2ª noite: tudo tranquilo, dentro do possível. em vez de dormir com o chapéu de plástico na minha cara, a bobina passou a noite em cima dos meus pés, alternando de vez em quando com as pernas. eu que me encolhesse se quisesse, claro está.
a única trapalhada foi a madame ter descoberto a pólvora. na impossibilidade de lamber a pomada, que leva em cima do betadine, decidiu esfregá-la no edredão, deitando-se convenientemente em cima da côxa que está magoada. uma maravilha.
quarta-feira, abril 07, 2010
nobody said it was easy....
e no rescaldo da primeira noite da bobina devidamente equipada com o colar à volta da cabeça, bastam três palavrinhas: ninguém pregou olho. depois do filme que foi conseguir pôr esta coisa no pescoço da bobina, o pior ainda estava para vir. contas feitas, a bobina só acalmou às três da manhã.
e desta vez, em vez de querer ir lá para fora esconder-se no quintal, fez questão de dormir encostada a mim toda a noite. cá para mim, perdeu a vergonha toda, e decidiu agir pela psicologia emocional junto da dona-galinha. conclusão: perdi a conta das vezes que me quis dar lambidelas na cara madrugada fora. com o pormenor de que os beijinhos vinham acompanhados de cabeçadas de plástico, em cheio na minha cara. basicamente, para que ela me pudesse dar os beijinhos, tinha eu de pôr a minha cara dentro do "funil" de plástico. tudo tão surreal, que com esta sensação de directa, parece que tudo não passou de um sonho. certo é que assim a ferida hoje de manhã estava intacta.
contratempos: com o capacete na cabeça, a bobina não consegue comer do prato dela, ou seja, veio, literalmente, comer à minha mão. tirando isso, vai contra tudo e contra todos, e como anda sempre debaixo dos meus pés, não é tarefa fácil andar sem cair cá em casa por estes dias.
e diz-me a dona manuela do 1º esquerdo que a bobina chorou toda a manhã, até cerca da uma da tarde. ao estranhar a situação, dado que em alturas normais nem se dá pela bobina, a simpática senhora veio à janela, deparando-se com o espectáculo de uma bobina de capacete... diz que ficou desolada e decidiu então passar a manhã a conversar com ela, o que acabou por acalmá-la ao fim de algumas horas.
aguardemos pelas cenas dos próximos capítulos.
terça-feira, abril 06, 2010
sweet dog...
num acesso de coragem, eis que a bobina se levanta de repente da cama dela e vem convicta para cima do sofá sentar-se ao meu lado. num segundo, põe as patas em cima meu braço, dá-me duas lambidelas na cara e vai-se embora a correr outra vez para a cama dela.
e depois disto, vou ter mesmo de lhe pôr o maldito colar?
a dentada...
adivinham-se dias difíceis no reino dos cãezinhos. nos dias que correm sinto-me um polícia na minha própria (é força de expressão porque na realidade faço parte do mercado de arrendamento) casa. tenho sempre um olho no que estou a fazer e outro na bobina. depois da operação páscoa, decorre cá em casa a operação "não lambas a ferida".
a bobina foi mordida por um cão gigante à má fila. as marcas dos dentes estão-lhe cravadas na côxa direita. estamos a betadine há cinco dias, e quando tudo indicava que no fim da semana a operação "não lambas a ferida" estaria encerrada, eis que a esperta da bobina decide petiscar durante a noite. só que em vez de atacar os biscoitos, decidiu atirar-se à crosta com unhas e dentes. conclusão: de manhã, era possível ver outra vez o sangue de que é feita esta espécie rara loira de cão. ou cadela. e volta tudo ao início. com uma agravante das boas...
para evitar que tal se repita, a bobina volta hoje a usar o tão temido colar (vulgo funil) à volta do pescoço durante a noite e todo o tempo que eu não estiver em casa. caso contrário, corre o risco de infectar a ferida com tanta lambidela.
recordações do colar: a última vez que a bobina o usou, foi no período de convalescença pós-esterilização. andou deprimida, cheia de vergonha, triste e, pior, inconsolável. chegou a dormir noites inteiras no quintal, escondida no meio das plantas, em dias de inverno, com vergonha de vir para dentro de casa. ia lá resgatá-la de manhã a muito custo, ela a tremer de nervoso e de frio, eu com o coração partido. mas nesses dias não houve nada que a convencesse a ficar dentro de casa.
os próximos dias prometem. para já, só o facto de lhe andar a pôr betadine, já faz com que tenha medo de se sentar ao meu lado, não vá eu ter uma garrafa de betadine escondida em cada bolso. e o nervoso é tal, que a cadela por estes dias é capaz de andar às voltas pela casa horas seguidas, presumo eu que, só para evitar que a apanhe distraída e... pumba! lhe apanhe outra vez a côxa desprevenida.
para aqueles que têm a teoria toda de que os cães nunca atacam as cadelas... é melhor reverem as bases.
segunda-feira, abril 05, 2010
wounded weekend...
bobina, não lambas as feridas, oh pequenita! como diz o manel, "se está a arder, é porque está a curar". deixa lá o betadine, que vais ver que no fim da semana já passou tudo e não tarda o pêlo já cresceu todo outra vez!
quarta-feira, março 31, 2010
easter dog....
bobina, acaba lá com a preguiça e vai guardando as tuas coisinhas para o fim de semana. os campos, os ouriços, as pulgas, as cabrinhas e os tapetes da avó aguardam-nos. e com sorte pode ser que te calhem umas amêndoas na ração.
oh bobina, é a dona!
sexta-feira, março 26, 2010
smelly dog.....
o aroma a bacalhau podre, senhores, essa essência que os cãezinhos tanto gostam de colocar atrás das orelhas, rebolando-se para um lado e para o outro, vezes sem conta, em cima de um qualquer peixinho que já foi mais fresco, veio da praia para casa comigo e com a bobina. o horror, o fedor, o bedum, a chamada "i ca porcaria!" no ar.
correu na relva, na areia, atrás das pessoas, dos pássaros, nas rochas, saltou para as poças, rebolou na areia em versão panado, ladrou, ladou, ladrou. em casa, mais um banho, mais uma sessão de secador e brushing, sim chique. resultado? acabou de cair de cansaço. adormeceu nuns bons 3, vá lá, 4 segundos aqui ao meu lado.
e com isto tudo, a maratona de trabalho que pautou mais uma sexta-feira e me deixou a cabeça novamente em excesso de velocidade, já lá vai...
quinta-feira, março 25, 2010
bobina update...
a bobina, nos últimos dias:
- tirou a barriga de misérias de praia
- fez corridas desenfreadas com outros cães, de donos sem medos
- teve direito a uma trela nova, de 2 metros
- iniciou uma dieta rigorosa, com o intuito de perder 2 quilos
- levou outro anti-pulgas
- começou a melhorar das alergias, outra vez
- foi duas noites dormir para a minha cama, já de madrugada
- provou gelatina de morango
- rebentou-me um balão de pastilha elástica com uma lambidela voraz
- fez-me um arranhão na cara de todo o tamanho
- dormiu duas mini-sestas, deitada de barriga para o ar em cima de mim
- tirou a barriga de misérias de praia
- fez corridas desenfreadas com outros cães, de donos sem medos
- teve direito a uma trela nova, de 2 metros
- iniciou uma dieta rigorosa, com o intuito de perder 2 quilos
- levou outro anti-pulgas
- começou a melhorar das alergias, outra vez
- foi duas noites dormir para a minha cama, já de madrugada
- provou gelatina de morango
- rebentou-me um balão de pastilha elástica com uma lambidela voraz
- fez-me um arranhão na cara de todo o tamanho
- dormiu duas mini-sestas, deitada de barriga para o ar em cima de mim
please leave...
há dias em que trocava de bom grado a feira popular que se instala na minha cabeça, por um aborrecido sofá já gasto de tanto olhar para as paredes. o reboliço mental é tanto, que por estes dias quando tento visualizar mentalmente o que se passa no meu cérebro, as únicas imagens possíveis são rolamentos encaixados uns nos outros em permanente movimento, ou correntes de bicicletas de mudanças a circular a alta velocidade, mas mudando de mudança de 5 em 5 segundos. anseio pelo dia em que não tenha em que pensar, nem em quem pensar. não podiam ter inventado uma saída de emergência, sei lá, ao lado de uma orelha? uma corrente de ar levava isto tudo num segundinho...
right here, right now...
na prática, até acho que o tempo passa depressa. não me lembro da última semana em que senti que o tempo não avançasse e que o fim de semana ainda estivesse a um mês de distância. mesmo agora, tive de confirmar na agenda que amanhã já era realmente sexta-feira. acho que é bom sinal, quando o tempo passa a voar. e não admira... fazendo um breve exercício de memória, apercebi-me do seguinte:
- quando estávamos em setembro, quis acertar o relógio para que dezembro chegasse depressa;
- em dezembro, quis que janeiro chegasse depressa:
- em janeiro, todos os esforços estiveram concentrados em chegar a março;
- agora que estamos em março, tudo o que mais quero é que cheguem os chamados meados de abril;
- e sei já de antemão, que quando que chegarmos ao dia por que anseio com todas as forças, já terei outra qualquer meta na manga pronta a concentrar-me nuns meses à frente.
um dos meus sonhos mais difíceis é um dia conseguir concentrar-me apenas no dia que marca o calendário. vá... uma semana à frente, pronto, para não voltar a ser acusada de aspirar ao impossível.
segunda-feira, março 22, 2010
domingo, março 14, 2010
as good as it gets...
de há quase três anos a esta parte que tenho o privilégio de viver numa casota com um terraço bem jeitoso. é uma sorte. mas não querendo parecer pobre e mal agradecida (já basta o pobre), estou a chegar à conclusão de que a minha perspectiva em relação aos jardins em casa, é como a da maioria das pessoas em relação aos cães. significam 90% trabalho e despesas e uns singelos 10% de compensação. Se não veja-se (e desculpem se estão com pouco tempo, mas vou alongar-me):
- decidi forrar os muros com aquelas palhinhas tão giras e práticas para decorar e garantir alguma privacidade. resultado: ao fim de um ano estão prontas para ir para o lixo, brancas e podres da chuva e do sol.
- comprei um chapéu de sol cor-de laranja para pôr no centro da mesa que tenho lá fora. resultado: perdeu a cor por causa do sol, caiu uma mão cheia de vezes por causa do vento, arrastando a mesa atrás e fazendo um cagaçal dos diabos de madrugada. como se não bastasse, partiram-se umas quantas varetas - lixo.
- cansada das plantas-arranha-céus que herdei da senhoria, decici tornar os canteiros bem bonitos com tapetes de relva, no verão passado. resultado: ao fim de uns meses de chuvas ininterruptas, tenho ervas daninhas por todo o lado misturadas com a relva, que neste momento mais parece um bosque.
- fartinha da relva pelos joelhos, lá me resolvi a comprar um cortador de relva eléctrico. é maneirinho, da bosch, está em promoção, diz a senhora que é uma espécie de negócio da china. tudo bem, eu acredito, e ainda assim a meu ver custou um balúrdio, e ainda tenho de gastar um extra numa extensão para poder dar um passo que seja com o cortador no quintal.
- tudo a postos para dar cabo do bosque, o cortador é realmente uma máquina (em sentidos literal e figurado), e os meus canteiros parecem acabados de sair do barbeiro, de cabelo espetado. tudo perfeito. até perceber o estado em que está o interior do cortador.... relva, relva, relva esmigalhada por toda o lado.
- percebo imediatamente que também devia ter comprado aqueles sacos gigantes de jardim, que na altura pensei que o que levaria alguém a gastar dinheiro naquilo. onde pôr 35 lt de relva esmigalhada sem a entornar toda? em lado nenhum... metade caiu no chão e a outra metade ainda está agarrada ao cortador, e porquê?
- porque ao ler as instruções de limpeza, logo na primeira linha advertem para que não se use água nem qualquer outro líquido para limpar a máquina. como disse? acha realmente que um pano, como sugere, vai arrancar um mundo inteiro de relva de dentro da máquina com eficácia? um pano? de certeza que também é um pano específico que terei de comprar quando for buscar os sacos gigantes.
- e fora eu rica e mal agradecida, trazia também aquele aspirador/cuspidor da black&decker que os limpadores de ruas usam para afastar as folhas caídas e demais lixo das ruas, mais um pequeno balúrdio, para limpar a relva que ficou para ali espalhada no meio dos canteiros. resultado: esta semana dedicarei uma tarde à pá e à vassoura.
- ao pé disto tudo, arrancar urtigas e ervas daninhas é tão simples que talvez para apróxima ponha a bobina a faze-lo com as patinhas.
- e depois de tudo isto, continuo no entanto a ter a certeza que se agora aqui pusesse uma foto do dito quintal, de cabelo cortado e cara lavada, toda a gente is querer um um e a palavra "trabalho" desvanecer-se-ia num ápice da mente de cada um. sobretudo se eu aparecesse na foto, bem recostada na espreguiçadeira, bebendo um schweppes laranja fresquinho.
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