quinta-feira, janeiro 21, 2010

thinkin' out loud....

nas empresas, a lógica do toma-lá-dá-cá é mais na base do toma-lá-dá-cá-dá-cá-dá-cá-dá-cá-dá-cá-dá-cá-dá-cá-dá-cá-dá-cá-dá-cá... e podíamos estar aqui o dia todo nisto.

não, obrigada. pergunto-me se quem gere esta vergonha, alguma vez terá jogado ao "passa a outro e não ao mesmo"...

terça-feira, janeiro 19, 2010

mission impossible...

gosto de ver o modo como a senhora do programa de culinária, que está a dar agora na sic mulher, emprega o tempo nas duas horas que o guisado tem de estar ao lume: salta no trampolim que tem no jardim com os dois filhos, vai com eles até ao parque infantil mais próximo, e no regresso ainda aproveita para arrumar e limpar a cozinha toda, com uma perna às costas. o guisado saiu perfeito e as crianças não puseram nada à bora do prato.

nice people...

a bobina gosta de dar a sua voltinha no parque infantil, do jardim onde passeia ao final do dia aqui perto de casa. geralmente, os miúdos acham-lhe graça e vice-versa e tudo decorre de forma pacífica. hoje, as coisas correram de forma... abrupta! ou bruta, mesmo.
a afável mãe do miúdo que resistia no parque às sete da tarde, fechou a portinhola do parque na cara da bobina, não fosse a cadela tirar um pedaço de assalto à criança. reacção da bobina: ladrar à mãe-galinha. e como ainda há pessoas civilizadas, depois de eu ter pedido as devidas desculpas à senhora pelo eventual susto que a bobina poderá ter pregado ao rapazote, eis que se passa o seguinte diálogo:
- "se ela entra outra vez, dou-lhe uma patada".
- "uma patada? também não é preciso partir para a violência, minha senhora"
- "violência? é só uma patada!"
- "vamos embora, bobina, que aqui tratam mal os cãezinhos..."
para compensar, passámos na loja de animais, onde a bobina é extremamente popular, para comprar ração, e onde lhe deram um ossinho de brinde. cada um tem aquilo que merece.

daily routine...

a bobina degusta neste momento, e com todos os seus dentinhos, um belo pedaço de rótula de vaca, devidamente fervido. corre com o osso pendurado na boca da cama dela para o quintal e de volta do quintal para a cama dela. e assim, pelo menos por umas horinhas, esquece as comichões.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

desperate dogwife...

no pós-laboral:

- supermercado;

- limpeza ao quintal debaixo de chuva: três sacos de urtigas para o lixo e uns quantos vermelhões nos braços para amostra;

- arrumação das compras, com a tão adiada arrumação dos armários incluída;

- banho à bobina e respectiva secagem.

a contextualização: a bobina é uma cadela alérgica a tudo. e eu, não raras vezes, sou negligente em relação ao crescimento da flora no quintal. sobretudo, quando a chuva nonstop não dá grande hipótese da terra secar, facilitando a jardinagem. ou seja, as urtigas estavam novamente já mais altas que a bobina, que de há uma semana para cá anda a lutar contra umas comichões tão aflitivas, que a fazem espalhar pela casa pequenos pedacinhos de pêlo, por onde quer que passa.

a frustração: depois de eliminadas as urtigas, do banho, do carnaval que é a secagem do pêlo e de estar devidamente penteada... eis que a primeira que a bobina faz é... COÇAR-SE EXACTAMENTE ONDE SE COÇAVA ANTES DO BANHO!

a conclusão: vamos andar mais dez dias a cortar ao meio anti-histamínicos, para a bobina tomar antes de ir dormir. o lado positivo, é que se tudo correr bem, a madame energia andará mais calma e a dormir mais durante dez diazinhos.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

both sides.....

a bobina dorme profundamente no sofá ao som de tiga. acorda de vez em quando com os baixos. ironicamente, vai acordar quando daqui a bocado, já em silêncio, a dona anunciar que vai sair.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

sun quick.........

e não é que afinal o sol ainda existe em lisboa? que tarde magnífica. sinto-me tranquila e com a sensação de missão cumprida por ter aproveitado todos os minutos de sol que consegui hoje. diz que a chuva recomeça nao tarda nada. o facto de a bobina estar neste momento enrolada a dormir na cama dela, diz bem do que correu à beira rio esta tarde.
e a ansiedade que não regressa. algo está para acontecer, ou já não me reconheço. definitivamente.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

hot and cold...

a bobina está sempre quente. aliás, não raras vezes aproveito para aquecer as mãos na barriga dela enquanto lhe faço festas. tem um casaquinho melhor e mais quentinho do que todos os que se vendem por esse mundo fora, e a cor é de um dourado magnífico.

de há um mês para cá, a bobina adoptou um novo hábito. volta não volta vou dar com ela deitada bem enroladinha em cima das cadeiras. de início pensei que fosse apenas para estar à nossa altura, mas sinceramente já acho que deve ter a ver com o frio. talvez a bobina tenha a barriga sempre aquecida, mas as patinhas geladinhas!

pelo sim, pelo não, hoje já foi reforçada a dose de cobertores e mantinhas espalhadas pela cozinha. claro está que está sempre tudo enxovalhado nos cantinhos, por causa das correrias e das brincadeiras com a bonecada...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

free flyin'...

é engraçado como me sinto perdida quando a minha ansiedade costumeira tira os seus diazinhos de férias. duvido que cheguem aos tradicionais 22 dias por ano, mas mesmo que seja apenas uma tarde livre, dou logo pela falta.

contra todas as expectativas, a dona ansiedade foi de férias no fim de semana passado. tudo prometia que fosse andar mais activa do que nunca a partir de meio da semana, 5ª ou 6ª feira o mais tardar. até agora nem sinal dela. estou supreedida, sobretudo. no lugar do grande sufoco habitual, tenho sentido um desprendimento tão grande, tão grande, tão grande, que acaba por me fazer sentir uma tranquilidade que não acaba e uma energia sempre de bateria cheia.

até ver. e o até ver é já sinal, de que não sei como se vive assim. sem nervoso miudinho. sem o estômago às voltas, sem dramas existenciais. e ao mesmo tempo... tenho tanto medo que seja já amanhã o dia em que vá acordar com a mesma bola no estômago de sempre, e com aquela falta de ar que me obriga a pôr na agenda o lembrete para respirar fundo a tempos cronometrados, não vá eu esquecer-me de inspirar de quando em vez.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

cheers!




já era tempo...
porque ando apaixonada por esta música e por esta malta vai para coisa de um mês. e porque cada vez que oiço isto, volto a estar estendida no sofá nova-iorquino, com o mesmo o sentimento de nostalgia que me inundou o olhar na altura, durante breves cinco minutos.
enjoy it.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

about a dog...

eis um breve momento de lucidez e de profunda gratidão e reconhecimento, pelo bom comportamento e cumplicidade constantes, demonstrados nas mais recentes aventuras da minha vida.

sobre a bobina:

calhou-me na rifa a cadela mais linda, mais querida, mais esperta e com mais vontade de aprender, mais enérgica, mais criançola, mais brincalhona, mais sociável, mais doce, mais compreensiva, mais cómica, mais presente, mais curiosa, mais alerta, mais bonita e mais conquistadora. calhou-me na vida a melhor cadela do mundo.

a dona.

[os mais sensíveis donos de canídeos, queiram aceitar as humildes desculpas por este acesso de total imodéstia de uma dona, que está apenas feliz por ver a cada dia a evolução gigantesca desta cadela que por momentos pareceu intratável, e que com o andar da carruagem parece começar a perceber tudo apenas com um olhar.]

terça-feira, janeiro 05, 2010

praise the sun...

se a bobina fosse uma cadelinha de fé, creio que por esta altura já teria dado graças a deus por s. pedro ter fechado as torneiras da chuva fria. depois de semanas de passeios a correr (e não no bom sentido de correrias na relva fresca ou na areia quente), a bobina pôde finalmente regressar aos ares da praia e esticar as patinhas à vontade, em correrias de alta velocidade. amen.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

multiple choice...

eu bem antevi que o melhor era dar-me um desconto de 6 meses no que toca a pôr em prática decisões de ano novo. eis que este ano bati o record, e ao dia 2 do mês 1 de 2010, voltei a tomar uma decisão, que supostamente no novo ano não mais tomaria, como se estivesse a fazer a coisa mais acertada do mundo. hoje ainda penso da mesma maneira. antevejo agora que preciso só de mais alguns dias, para que volte a relembrar os motivos que me fizeram pôr essa decisão no topo das prioridades para 2010. será clado como água. como se eu fizesse uma lista... mas percebe-se a ideia. talvez para o ano se puser tudo por escrito, leve mais a sério aquilo que penso.

bobina goes posh...

a bobina habituou-se ao conforto. apesar de apreciar uma boa corrida à chuva no campo, os ares da cidade tornam-na mais caseira, sobretudo quando a chuva não dá tréguas muito tempo seguido. confirmei hoje que, por iniciativa própria, a madame não pôs as patinhas no quintal durante todo o tempo que estive fora, praí umas oito horas. provavelmente, ainda se lembrava bem da chuvada que apanhou nas várias incursões que fez pelos campos, por sua conta e risco, no fim de semana, e não quis sentir o mesmo frio na sua pele sensível.

sábado, janeiro 02, 2010

being cool.......

e o ano cá por casa começa de forma tranquila, descansada, preguiçosa e caseira. restos desconhecidos da noite de fim de ano, que me têm feito dormir horas a fio, como se precisasse de as armazenar durantes estes três dias, para compensar o ritmo dos que aí se adivinham. ou mesmo do ano que aí está.

a bobina tem andado mais atarefada. acabo de reparar que o urso oferecido pela avó na noite de natal, sobrevive já sem olhos, sem nariz, sem uma orelha e sem um pé. as mãozinhas permanecem ainda intactas, mas o pé que resta não tardará em despedir-se também, dada a quantidade de baba que acumula. não há dúvida de que será a próxima vítima.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

eyes wide open....

sou capaz de ser a pior pessoa a fazer balanços, porque de há uns anos a esta parte consegui cometer a proeza de começar a perder informação mental com a maior das facilidades. mesmo sem dar por isso, diria mesmo. e chamo-lhe proeza porque desde então vivo com a cabeça e o coração muito mais desafogados e folgadinhos. têm mais espaço para se espreguiçar e respirar fundo, duas das pequenas coisas mais importantes do mundo para assegurar a chamada qualidade de vida.

não me lembro de como começou o meu 2009. sei apenas que me sentia cheia de esperança de que o ano que então arrancava iria ser uma lufada de ar fresco para a minha vida. as expectativas eram sonhos de olhos abertos, tão altas, tão altas. não faço ideia quando começaram a decair. não me queixo de males maiores, até porque vistas bem as coisas, se eu fosse suficientemente humilde para viver com a ideia de que a saúde nos basta para sermos felizes, tudo era com certeza muito mais simples na minha vida.

não tenho essa humildade. muda o ano e eu continuo insatisfeita por natureza, sem conseguir deixar de lado a ansiedade que coabita num qualquer canto da minha existência, nem de me revoltar com todas as pequenas injustiças e autoridades, de que (quase) todos somos alvo em cada virar de esquina. desiludi-me muito em 2009. e à conta disso, mudei a minha visão de muitas coisas. não interessa quais, fazem parte apenas de uma aprendizagem pessoal, como diria a minha mãe.

tive um ano confuso, atribulado, de lutas, emoções, nervoso miudinho, aventuras, viagens, surpresas, desgostos, despedidas, libertações, no fundo, sinto que foi um ano de transição. sinto que dei passos importantes na solidifacação da minha personalidade e daquilo que quero continuar, ou passar, a ser, nos anos que estão para vir. e tenho a consciência bem alerta para a importância que tiveram, e continuam a ter, algumas pessoas na minha vida, de quem eu gosto tanto, que nem vale a pena tentar aqui pôr escrito uma comparação que o demonstre. ah! estou mais sentimental, pois... a culpa é da bobina.

a bobina foi outra parte importante de 2009. o primeiro ano inteirinho que esteve cá em casa. um amor incondicional tão grande que também não vou tentar explicar, até porque já tentei e não consigo. a ela, à bobina, continuo a perguntar-lhe como veio aqui parar e por que raio foi escolher uma dona meio descompensada como eu, se poderia ter escolhido qualquer pessoa no mundo, ainda por cima que fosse normal. e digo-lhe sempre que gosto muito dela e que ainda bem que aqui está, apesar de me fazer chorar que nem uma criança de cada vez que temos de nos separar, nem que seja por dois dias. oh pequenita!

e olhando para os últimos meses de 2009, concluo que a minha vida apesar de trapalhona, tem sido bem preechida e que esta recta final foi sem sombra de dúvida a que mais me fez crescer e evoluir sobre mim mesma. e fico contente ao aperceber-me que apesar de poder ter tomado algumas decisões precipitadas, erradas, imaturas, irreflectidas e arriscadas, que tomei, sinto que agarrei todos os bonus que havia para agarrar durante o jogo, sem perder vidas pelo caminho.

e eis que chego ao final do ano sem grandes expectativas para 2010. com a sensação de que será mais um ano igual ao anterior, quando no fundo o meu optimismo me faz secretamente acreditar que nenhum dia é igual ao outro, até porque sou facilmente derrotada por qualquer sensação que se assemelhe com a rotina e a monotonia. mas não espero mundos e fundos do novo ano. e como diz a sabedoria popular... as coisas acontecem, quando menos se espera. verdade absoluta.

stranger than fiction...

às vezes tudo faz tanto sentido, e tudo soa tão certo, e tudo é tão... sei lá, que continua tudo a parecer perfeito, mesmo que o timing seja o mais errado possível, mesmo que tudo seja tão surreal que contado ninguém acredite, mesmo que se demore mais de um mês a acreditar que tudo é mesmo real, mesmo que seja tudo um beco com saída bem sinalizado e a piscar, colocado logo no início da rua. mesmo assim, há momentos em que tudo faz sentido, e em que se acredita com todas as forças que é possível cavar um túnel por baixo do beco e construir uma saída como se nada fosse.

domingo, dezembro 27, 2009

to sleep, slept, slept...

nem com a máquina de calcular consegui fazer as contas das horas que a bobina dormiu desde ontem à noite até agora. acorda cada vez mais despenteada, estando já próximo de ser confundida com uma ovelha de um daqueles presépios humanos que reunem 600 figuras de carne e osso. mais uma sesta de meia-horinha e o pequeno simba tem aqui uma irmã à altura para se juntar à selva.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

miss bones...

a bobina está a crescer. começou há coisa de um mês a criar tártaro nos dentes de trás, coisa que se descobriu com um mau hálito que nossa senhora. para limpar todo esse tártaro, a bobina tem de roer uma vez por semana um bocado de rótula de vaca, que o senhor do talho aqui do comércio tradicional simpaticamente me cede a custo zero e ainda deixa a bobina lamber-lhe os sapatos.

feito o enquadramento, já não cai do céu eu dizer que a bobina esteve três horas e meia agarrada com unhas e dentes (literalmente) a uma rótula de vaca, e que ao fim desse tempo, escondeu o que resta do osso debaixo da almofada da cama dela e caiu redondinha a dormir ao meu lado no sofá em escassos segundos. exausta. amanhã há mais.

sad eyes...

depois de oito noites longe da dona, a bobina regressou a casa. a festa do costume, as emoções à flor da pele, a língua de fora (dela) todo o caminho para casa, as calças pretas (minhas) transformadas numa espécie de roupa de trabalho de um qualquer trolha bem trabalhador. tudo a que tenho direito no dia em que a vou buscar ao seu campo de férias. tudo e mais alguma coisa.

a bobina desta vez regressou cabisbaixa e sem energia. triste. e depois de uma semana, em que não passou um dia em que não tivesse falado dela do outro lado do oceano, e em que as saudades não me tivessem feito ter vontade de regressar, estilhaça-se-me o coração em seis mil bocadinhos (mais ou menos o número de km de distância a que estivemos) ao vê-la de olhos tristes postos em mim, aninhada no meu colo. e pela primeira vez desde que esteve doente (há meses...) não lhe reconheço o mesmo olhar vivaço, brilhante e absorvente que faz dela a bobina, e que me enternece de uma maneira que não consigo explicar sem recorrer à linguagem gestual e a sons esquisitos que se usam habitualmente com os bebés, por mais que olhe para ela outras seis mil vezes ao dia.

e eis que depois de dois dias de muita conversa, muito incentivo e elogio, doses industriais de mimo e prendinhas vindas da américa, a bobina começa a dar sinais de estar a recuperar a energia e o brilho que lhe são inatos. os olhinhos estão de novo bem abertos, atentos e brilham que é uma maravilha. e assim sendo, os meus também.

sexta-feira, novembro 27, 2009

i'm in!

a bobina já anda devidamente sinalizada na nossa viatura. não há que enganar:



é um original único no mundo, pensado, desenhado eassinado pelo padrinho da fera loira. eu recortei.

não gamar, por favor, que eu vou lá e mando a bobina atacar.

something in the way...




sunny day.......

acabada de chegar de uma tarde de sol de inverno na praia, entre derrapagens na areia, mergulhos nas piscinas que se formam nas rochas, brincadeiras com seus pares igualmente sortudos, caça de nariz em pé às gaivotas e pesquisas minuciosas por entre os arbustos circundantes. a bobina, claro. eu só ajudei nas corridas, e que corridas. deixámos um areal lisinho feito em terreno lavrado. já em casa, depois de meia taça de água fresca, a bobina procura o seu cantinho do sofá, enrola-se qual pescadinha-de-rabo-na-boca e adormece em segundos em cima do cobertor.
é tudo muito bonito, mas agora eu que me vá aspirar a areia que anda aqui espalhada pela casa toda.

segunda-feira, novembro 23, 2009

ants marching...

por favor alguém avise as moscas, as melgas e as formigas que estamos quase em dezembro e que o frio já cá canta. é que elas já deviam estar lá no sítio onde raio costumam passar todos os anos o inverno, abrigadinhas, e ainda aqui andam a passear alegremente sob pena de se constiparem e de apanharem, sei lá, uma gripe a para o caminho.

terça-feira, novembro 17, 2009

dog's soap opera...

a bobina acabou de se estender no sofá dela para ver a novela: "hospital dos animais" na sic mulher. diz que as cenas mais emocionantes são as dos cães e as dos pássaros. fica em estado de alerta o tempo todo e quando terminam as peças vai convictamente cheirar atrás da televisão para ver se lá estão os protagonistas.

segunda-feira, novembro 16, 2009

all for you...

a bobina está a pedir festinhas. bate-me com o focinho no braço ou apoia a cabeça no teclado de modo a tapar-me a visibilidade para o écran. e eu vou ali dar-lhe toda a atenção do mundo porque esta criatura não saiu de ao pé de mim neste fim de semana em que pouco mais fiz que dormir. a bobina esteve ao meu lado todo o tempo, a dormir, acordada, a brincar, fez trinta por uma linha para se entreter. lambeu-me a cara, lambeu-me os braços, lambeu-me as mãos, uma e outra vez. quis tomar conta da dona. e para que ela perceba que quem continua a tomar conta disto tudo é a dona, vou agora agarrar-me àquela barriga quentinha e enche-la de cócegas, porque para mim é para isso que os cães cá andam. para lhes fazermos festas.

overslept.....

cada vez estou mais convencida de que o meu sistema mecânico veio programado da fábrica para que eu durma horas e horas de seguida, em alturas, vá, menos boas. parece que até se sente na pele o tempo a passar. e um estado de inconsciência prolongado (sem aditivos, atenção) ajuda muito a empurrar para trás o que não nos pode acompanhar em diante. hoje é assim, amanhã não sei. e certo é que, tal como a sandra bullock, enquanto dormia, resolvi um dilema, que acordada não teria solução.

sexta-feira, novembro 13, 2009

bad day...

há dias em que tudo se desfaz por dentro. até as palavras.

um vazio interior e uma névoa mental, que se cortam apenas com uma dúvida momentânea: se consigo passar um dia de trabalho de forma razoável, com uma maquina de lavar a centrifugar roupa preta no estômago e com o coração esmagadinho contra as paredes que o envolvem, sem espaço para se espreguiçar e respirar no ritmo habitual... por que raio me desfaço eu em lágrimas quando, já em casa, me confortam com um simples "anima-te"?

segunda-feira, novembro 09, 2009

dogs and wolves...

a bobina não gostou muito da emissão especial que a 3 está, até às 02h, a dedicar ao antónio sérgio. saltou convictamente do seu cantinho do sofá para o chão e foi dormir para a cozinha. talvez esteja revoltada por, apesar tudo o que tem estado a ser dito ser muito bonito e elogioso, ainda ninguém disse que o lobo era mais um perdido apaixonado por essa espécie intrigante a que chamamos cãezinhos...

zzzzzz.....

talvez tenha sido da descida da temperatura, talvez das emoções de sexta que lhe valeram uma noite de correrias e em claro. não sei porquê. o certo é que desde sábado à tarde que a bobina tem dormido com um cão a sério. e continua. depois de mais umas oito horinhas de sono descansadas durante a noite, está de novo enrolada no cantinho do sofá a respirar profundamente. não fosse a farta penugem loira que a envolve, facilmente passaria por um caracol, de tão enrolada que está. não se avistam daqui nem patas nem focinho, apenas um lombo que incha e desincha pausadamente de poucos em poucos segundos. aposto que os cães não se queixam das segundas-feiras....

quinta-feira, novembro 05, 2009

dog's 10 commandments...

ou sou eu que ando com as emoções demasiado à flor da pele, ou já estou tão infiltrada nessa coisa fascino-magnífica que é a mente canina, que já não tenho como regressar ao que um dia foi a minha vida sem esta malta de quatro patas por perto. das duas uma. ou as duas.

Diz que a bobina, se falasse, dir-me-ia isto, no dia em que tivessemos uma conversa séria:

1. A minha vida deve durar 10/15 anos. Qualquer separação será muito dolorosa para mim.
2. Dá-me tempo para que eu possa perceber o que queres de mim.
3. Tem confiança em mim. É fundamental para o meu bem estar.
4. Não fiques zangada comigo por muito tempo. Não me prendas em nenhum lugar como punição. Tu tens o teu trabalho, os teus amigos, as tuas diversões. Eu só te tenho a ti.
5. Fala comigo de vez em quando. Mesmo que eu não entenda as tuas palavras, compreendo muito bem o teu tom de voz e sinto o que estás a dizer-me. Isso ficará gravado em mim para sempre.
6. Antes de me bateres lembra-te que tenho dentes que podem ferir-te seriamente, mas que nunca vou usá-los em ti.
7. Antes de me censurares por andar vadia, preguiçosa ou teimosa, pergunta antes se há alguma coisa a incomodar-me. Talvez não esteja a alimentar-me bem. Posso estar constipada. O meu coração pode estar a ficar velho e cansado.
8. Cuida de mim quando eu for velha. Tu também vais ser.
9. Não te afastes de mim nos meus momentos difíceis ou dolorosos. Nunca digas "prefiro não ver" ou "faz quando eu não estiver presente".
10. Tudo é mais fácil para mim se estiveres ao meu lado.

o que me falta em palavras, sobra-me em lágrimas.
e enquanto revejo mentalmente se tenho cumprido todos os mandamentos caninos, a bobina corre desalmadamente para trás e para frente com uma meia na boca. a meia dela.

sexta-feira, outubro 30, 2009

wet & smelly dog...

é como dizia o outro... "felizmente não cheira"!
o aroma a cão molhado é uma categoria.




quinta-feira, outubro 29, 2009

and the beach goes on...

acho que a bobina era capaz de se habituar a isto... praia ao final da tarde de 2ª a 6ª, que ao fim de semana há muita gente. praia ao final da tarde com pouca gente e preenchida com correrias sem travões areal fora, caça aos pássaros que descansam à beira mar, salto em comprimento de rocha em rocha e, claro, a cereja no topo do bolo, mergulhos nas piscininhas que se enchem entre rochas, onde as ondas mesmo ondas não conseguem chegar de modo a assustar a mariquinhas com os seus 10 cm de altura.

verdade seja dita, a bobina dá espectáculo na praia. é vê-la de tal maneira feliz, que o estado nauseabundo em que regressa para casa e todo o trabalho que dá voltar a pô-la no brinquinho que a caracteriza, acaba por ser compensado. fotos nauseabundas em breve por aqui...
e pelo andar da carruagem meteorológica as aventuras balneares continuarão praí até janeiro.

quarta-feira, outubro 28, 2009

off-bobina

é digna de registo, a sensação de tranquilidade com que acordei hoje, eram quase 4 da manhã, o despertador tocaria às 5 e qualquer coisa. estupidamente feliz. de tal maneira estúpida, que já nem precisei de voltar a fechar os olhos, não fosse tudo voltar à turbulência dos últimos tempos.
é mais ou menos esta, a sensação...

domingo, outubro 25, 2009

double bath...

a parte dos banhos é, talvez, a mais complicada no rol de incumbências que me chegou com a vinda da bobina cá para casa. todas as situações de stress foram sendo ultrapassadas à medida que foram surgindo. o ladrar-guinchar que incomodou os vizinhos, a total ausência de educação deixada por quem a abandonou, a compra da casota, os dias de chuva, as andanças de carro que provocavam choradeiras e produção de baba em excesso tipo torneira, a inêxistência de portas ditas normais cá em casa, as alergias, a ambientação ao novo poiso, a hora da despedida matinal e o fim das guinchadeiras noite dentro quando a dona anunciava uma saída à noite.
foi tudo ultrapassado e hoje são apenas aspectos que fizeram parte da educação da bobina cá em casa e que se tornaram rotinas. já os banhos... ai os banhos, os banhos. são a verdadeira dor de cabeça para a bobina, que gosta tanto de água como um gato escaldado, e para a dona que tem de fazer um trabalho de mentalização de cerca de uma semana, antes de meter mãos à obra para meter a bobina na banheira. é que o banho não só mete água, como implica o inimigo secador.
quando chega a altura de passar por esta novela toda, o ideal é rentabilizar bem a situação. e desta vez, para que não houvesse hipótese da preguiça da dona vencer a poeirada toda que se alojou na bobina dos pés à cabeça durante o fim de semana para os lados alentejo, não há nada como fazer as devidas despedidas da praia. estendeu-se ao comprido nas poças de água, fez corridas com os seus pares que por ali andavam também, rebolou-se na areia em estilo croquete e roubou um peixe aos pescadores para repor energias.
infelizmente o cheiro a peixe mantém-se mais forte que o cheiro do banho...

sábado, outubro 24, 2009

ida e volta...

a bobina está de regresso a casa. por mais anos que ela esteja comigo e que se repitam as cerimónias de reencontro à entrada do alpha dog, continuo a ficar emocionada com a tão genuína alegria da bobina ao ver a dona chegar. há guichos, latidos mais agudos que qualquer bom ângulo, salto em altura, sprints sem meta definida e interrompidos com derrapagens para regressar para mais um salto em altura contra a dona. isto é capaz de durar uns bons 10 ou 15 minutos. e falta o principal... as lambidelas. não escapa nada que tenha pele à vista!
e vê-la depois saltar contra a porta de trás do carro é dos melhores reconhecimentos que se pode ter na educação de uma cadela que em tempos não podia nem ouvir falar em andar de carro, e que não fazia nadinha do que eu lhe dizia.
foram dois dias apenas, mas a julgar por tudo o que vem atrelado a qualquer regresso a casa nesta cadela, parece que se passaram dois meses em 48 horas. desde que chegámos ontem, que a bobina tem dormido horas a fio. assim que me apanhou no sofá, acomodou-se com a cabeça no meu braço e vai de uma sestazinha de duas horas, mais coisa menos coisa. sou capaz de ainda ter o braço dormente. dormiu à tarde, dormiu de noite, está a dormir de manhã. bebeu água como se não lhe tivesse tocado durante dois dias e voltou a comer, coisa que não fez enquanto estive fora, e que nunca tinha acontecido.
o pesadelo adivinha-se para hoje ou amanhã... vai ter de ir banheira provar a água quentinha, que é certinha andou a correr à chuva por estes dias.

quarta-feira, outubro 21, 2009

live and let live...

é numa espécie de mudança de pele que me sinto. e como quem tenta reecontrar o seu lugar onde quer que se seja, ando às apalpadelas por aqui e por ali, às escuras, e sem me lembrar sequer que um dia alguém se lembrou de inventar a luz. a intuição vai alumiando trapalhadas sobre de trapalhadas, que num desabafo camuflado, um amigo tão bem resumiu como "é sinal que estás a viver". então que assim seja.

i'm not there...

estou há umas horinhas sem a bobina cá em casa e a ausência daquela bolinha-de-pêlo-com-vontades é notória. de repente, sinto-me a viver num palacete com salões e salões cheios de eco, de tão vazios. raio da cadela, que me apanhou...
bobina, a dona vai trabalhar. porta-te bem, a dona já vem.

sexta-feira, outubro 16, 2009

off-bobina...

há momentos em que tudo parece ir ao lugar. a borbulhagem interior é tal, que basta um pouco de ar para rebentar uma bolhinha, e basta uma bolhinha rebentar para que tudo se espalhe ao comprido outra vez. e depois, há ainda as fases em que me convenço que é assim o estado natural das coisas na minha vida... espalhado ao comprido. tudo espalhadinho. depois de um final de tarde apaziguador de emoções, dava tudo para conseguir cortar no mapa umas centenas de kms, como quem corta numa fotografia a parte que não interessa. e a mim, do fundo de todas as bolhinhas que se multiplicam e me roubam o ar, que não me interessa a distância. ploc. there goes another one.

quinta-feira, outubro 15, 2009

it's oh so quiet...

a bobina arranjou um novo cantinho para a sesta do fim de tarde. enquanto aproveito o ar fresco do nosso parque de merendas privativo, para pôr em dia trabalho de casa, via portátil, a madame dorme profundamente em cima da fresquinha mesa de mármore, na esperança de que lhe toca uma festa ou outra de vez em quando. sossegada por uns minutos, qual cão de loiça. ups! falei cedo demais... já foi um telemóvel ao chão, já atravessou o teclado em pontas e já se avista uma marca de focinho molhado no écran...

off-bobina... owl city!

enquanto os postal service não reaparecem, a bobina está a ser viciada nesta canção.

owl city - "fire flies".

e só acredito que não é o ben gibbard porque a foto do adam young não corresponde à do mestre tangueta. já andava há uns bons tempos à espera de uma música que provocasse a mesma reacção. pena que o inverno esteja aí à porta...

sexta-feira, setembro 18, 2009

i still remember...








não sei se por masoquismo, se por não conseguir interiorizar que alguém ponha em prática tal crueldade.... não raras vezes dou por mim a olhar para a bobina e a imaginar como a terão abandonado. se a soltaram e a deixaram correr à vontade, e voltaram para casa antes que ela desse por falta dos donos... se lhe abriram a porta do carro e arrancaram... se a largaram em andamento na estrada... se a deixaram simplesmente à porta da rtp antes de partir para férias... não faço ideia. só sei que a fera se safou e que me levou a melhor.


a bobina foi ontem à vacinação anual. levou duas doses e nem piou. assustou-se mais com o pastor alemão que estava fechado na sala ao lado a ladrar, do que com a seringa. está com os habituais 7 kgs e pouco e a pele está melhor do que nunca - o que prova que a ração "sensitive skin" apesar de mais cara, surte realmente efeito. as alergias estão controladas, mas os dentinhos de trás já começam a acumular tártaro. ficou pendente uma destartarização e o banho do fim de estação está marcado para amanhã. tudo sobre rodas.

sábado, setembro 12, 2009

off-bobina...

both sides...



james yuill - "this sweet love"

vs

anoraak - "never ending romance disaster"

quinta-feira, setembro 03, 2009

off-bobina...

são saudades de coura, quando no camião da frente se lê Docelândia, em vez de "Dhollandia"...

quarta-feira, agosto 26, 2009

running around.....

enquanto as horas de calor continuam a accionar a traineira respiratória que há dentro da bobina, e enquanto a época balnear não é encerrada oficialmente, há que tirar partido das noites de verão à beira-mar. a bobina descobriu o potencial nocturno do extenso areal de carcavelos. desimpedido, fresco, deserto, com os caixotes do lixo só para si, com a maré a descer, apenas à luz da lua, e longe da força dos raios de sol que lhe consomem as forças das patinhas num ápice.
ninguém diria que depois de tamanha correria, a bobina saltaria do carro num speed louco pela rua acima, que viria a desembocar no quintal do prédio ao lado [gamma, martens, se encontrarem um gatinho a coxear nas traseiras do vosso palacete, desculpem qualquer coisinha...! :)].