quinta-feira, janeiro 17, 2008

to begin, began, begun...

escrever em 2008. talvez no mês dois. para já, ando sem capacidade de escrever com filtro e a tendência é sempre a de escrever sobre aquilo em que não quero pensar, para não escrever. o regresso de uma ansiedade que não descola nem por nada marca o início do ano e desforro-me na música. acho piada à facilidade com que nos apropriamos das músicas e elas de nós. estou a lembrar-me de um telefonema do t. há uns tempos a meio da manhã. ouviu uma música dos wilco e lembrou-se de mim. fiquei admirada. havia opções bastante mais óbvias. dei por mim a pensar ao telefone que músicas me fariam ligar-lhe pela mesma razão. hmm... esta não é fácil. talvez, ande distraída. voltando ao que estava a dizer, começo 2008 entre discos e análises instrospectivas. e por hoje, quero apenas deixar duas capas. dois discos que estão cheios de músicas capazes de me fazer esquecer que existe uma vida lá fora.

fui viciada no primeiro álbum dos shout out louds. sei-o de cor e foi um castigo para o trocar por outro no leitor de cds. lembro-me do concerto em paredes de coura como se fosse ontem e tenho uma especial empatia com a voz do - claro está - vocalista. gostei sobretudo de ouvir o "tonight i have to leave it" no anúncio da optimus porque é sinal que já mandaram à fava o assobio do "young folks" dos outros três sem sal. é bastante provável que daqui a um mês esteja outra vez a dizer mal da optimus. têm mesmo de fazer campanhas tão cerradas? o efeito inverso, o efeito inverso... mas, passando à frente do "tonight i have to leave it", só tenho a dizer que estou absolutamente viciada nas canções "you are dreaming", "impossible" e "south america". gosto particularmente da referência a portugal em "you are dreaming".



shout out louds - our ill wills - 2007



o outro disco que me tem acompanhado para trás e para a frente pertence ao novo projecto de Devonte Hynes dos Test Icicles. Este chama-se Lightspeed Champion e o álbum foi baptizado na graça do senhor - do Devonte, claro está - de "Falling off the Lavender Bridge". Começa de mansinho e quando damos por ele estamos infectados com o micróbio contagioso de uns e outros refrões. da parte que me toca já não sei o que fazer para tirar da cabeça as canções "dry lips" e "tell me what it's worth". até porque me fazem lembrar outras que tais,de que também já fui dependendente, mas que agora - convenientemente - não me lembro de que terra são.


lightspeed champion - falling off the lavender bridge - 2008

segunda-feira, dezembro 31, 2007

up to '08...

queria muito conseguir interiorizar de uma vez por todas que vou continuar - sempre - a fazer coisas de que nem sempre me orgulho, e de não me martirizar tempos a fio por causa disso. queria muito aplicar em mim o chavão que nos desculpa a todos os erros que fazemos. eu sei que somos todos humanos, mas penso que isso não nos dá o direito de sair por aí a errar a torto e a direito. não gosto de falhar, muito menos no que toca a princípios que vejo como valores intocáveis. e ainda assim, falho e continuo a falhar. claro que sim. e fico de rastos. e a ideia agora é aprender a viver com isso, que já vai sendo tempo. já para nao falar que é uma canseira do caraças.

só quero ter a capacidade de continuar a absorver da mesma forma desmedida canções como "Love is Enough", do Joe Henry. Deixar que canções como esta continuem a ganhar a importância que até então têm tido na minha vida utópica. Será com certeza a primeira de '08.

(...) this evening we're content believing
that love will be enough (...)


in here:

back in '07...

não me consigo lembrar com grande definição como estava a minha vida no início de 2007. prefiro pensar que é bom sinal, porque lembro-me que em dezembro, e mais precisamente no dia 31, estava a passar dias difícieis. lembro-me bem como foi resolvida a questão e de quem me ajudou a ultrapassar o problema que na altura, mais uma vez, dizia eu, não ia ter solução nunca. claro que teve. e é claro que ao longo do ano consegui meter-me noutras semelhantes trapalhadas que me fizeram recorrer novamente à minha lista 112 pessoal, sempre incansável, sempre eficaz. tanto quanto o tempo.

há dias, numa análise superficial que surgiu em conversa, chego à conclusão que se 2006 foi um ano mau para mim, 2007 foi um ano difícil. e agora que volto a pensar nisto, chego à conclusão que terá sido um ano bom, dado que tenho uma especial atracção pela dificuldade e uma enorme tendência a pôr as facilidades à borda do prato. qual é a graça de jogar no nível fácil?

consigo lembrar-me de um sem número de coisas que me fariam voltar a querer passar por 2007. claro que houve desilusões, claro que houve alturas em que pensei que este era o pior ano de sempre, claro que pensei vezes sem conta que não ando aqui a fazer nada. faz parte agora, mais a frio, em vista panorâmica a imagem que tenho deste ano é de que me ri muito. gargalhadas atrás umas das outras. chorar a rir. as eternas cumplicidades. dediquei muito tempo aos amigos, e acho que era disso mesmo este ano tinha de ser feito. de descompressão. convívio. conversa e partilha. o resto veio por acréscimo.

e o difícil de que falava há pouco é apenas sinónimo de mudança. e por mais que seja apologista da mudança, tenho de admitir que é sempre uma coisa que me faz virar do avesso. que me tira o sono e que me deixa com os nervos em franja. e apesar de tudo, é uma sensação sem a qual não consigo viver. o momento em que sinto que a mudança está feita e que a ela já estou adaptada vale tudo. sentir que saltei mais uma barreira e que avancei mais uma casa. e em 2007 avancei várias.

e o que mais me surpreende no fim de contas é que estamos no último dia do ano e não sei o que é feito daquela sensação de nostalgia que todos os anos se apodera de mim sem pedir licença. não faço ideia do que lhe aconteceu. o certo é que , desde que tenho consciência de mim, que não me lembro de alguma vez me ter sentido tão tranquila no último dia do ano. mesmo que, mais uma vez, pense que deixei tanto por concretizar... disso acho que não me vou livrar. nunca. nem posso.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

keep the music runnin'......

detesto esta época de contagens. parece que tem de ir tudo a correr para as prateleiras lá de casa e fazer as contas ao número de audições que deu a cada disco editado no corrente para chegar à conclusão de quais são entao os melhores discos do ano. o bom disto tudo é que me obriga a lembrar de discos que ouvi em janeiro pela ultima vez. há coisas que de cabeça, era capaz de dizer que já tinham dois ou três anos. incrível. e que tal começar a fazer-se menos e melhor música? o tempo passa mais depressa, e nao há como ouvir tudo o que para aí aparece. e já era uma grande ajuda nestas alturas do ano para aqueles, que como eu, se debatem diariamente com problemas de memória... no fim do ano, a diferença ia ser enorme. vamos lá a pensar mais um bocadinho antes de deitar cá para fora tudo o que tenha pelo menos doze músicas e uma capa com um autocolante qualquer.

two more years...

sei que a distância nao passa de uma ilusão.
e pode ser tudo uma ilusão, mas a força que nos dá - a distância - é mais real do que qualquer coisa a que nos pudessemos agarrar agora. e com o tempo, é essa mesma distância que nos permitirá recuperar a proximidade. para já, ficamos com a ilusão. concordarás comigo. talvez... quem sabe... e se... fim.

fake empire......

continuo a achar que todos devíamos ter três trunfos para jogar ao longo da vida que nos permitissem olhar para a nossa vida, de fora. jogaria o segundo por esta altura. ou talvez já nao fosse preciso... começo já a sentir ao fundo do túnel a calma que me assalta habitualmente quando começo a assentar os pés na terra e a interiorizar que o que tem de ser tem muita força. uma vez chegada a esta fase, consigo ser racional até ao fim por mais que me custe isto ou aquilo. o pior é chegar aqui... o fim do mundo aparece tantas vezes que nao faço ideia como o mundo ainda nao acabou realmente. fico instável, irritada, triste, impaciente, tudo ao mesmo tempo, e mesmo assim ainda me consigo rir de toda a trapalhada que digo e faço debaixo deste estado.
se olhasse de fora agora para a minha vida ia achar que era mais interessante do que alguma vez imaginara. e ia pensar o mesmo se da vida de outra pessoa se tratasse. mas nao. a vida é minha. os problemas sao meus, tenho eu de os resolver. e por isso, nao vejo esta fase como nada de interessante, antes pelo contrário. é apenas uma trapalhada pegada que há-de deixar boas recordações. o que consigo ver é que estou de novo a entrar na fase seguinte do processo. o alívio. o comando das operações está novo a cargo da minha diz-que-forte capacidade racional. o meu sistema nervoso foi derrotado por breves instantes. o espanto. há que aproveitá-los para tomar decisões acertadas e nao voltar a meter os pés pelas mãos nos próximos tempos.
estou confiante.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

waiting, watching, wishing...

e se for tudo verdade?
será que dou conta de tantas novidades num só ano?
não percebo porque é que não foram surgindo com conta, peso e medida ao longo do tempo. afinal 28 anos dá para muita coisa.

yesterday's news...

há alturas em que parece que o cansaço que não sentimos durante meses escolhe um dia para se abater sobre nós, todo de uma vez. de chapão. e não falo do cansaço acumulado das horas de trabalho a mais, nem das confusões do trânsito, nem das noitadas, nem da ditadura do despertador. esse passa com pouco. o que me deixa mesmo à beira da exaustão é ter de levar com estas fases em que de um momento para o outro parece que redescubro a apetência que tenho para fazer tudo ao contrário. mas em mau. já lá dizia o outro e tão sabiamente , que "viver todos os dias cansa". a sensação que me acompanha nos últimos dias é a de que não acerto uma, nem à lei da bala. faço sempre as escolhas erradas, e sem fazer muito por isso, estou cada vez mais refinada em meter-me em becos sem saída. talvez um dia aprenda a fazer inversão de marcha sem bater com a cabeça aqui e ali. e sobretudo, sem chocar com os outros.
isto era ontem.

let the games begin...

trabalhar maioritariamente com homens tem destas coisas... é tão bom chegar a casa com a certeza de que as conversas sobre os jogos do dia anterior ficaram lá fora. tão bom.

quinta-feira, novembro 29, 2007

the wilco thing...

os regressos ao razzmatazz sao sempre carregados de alguma euforia, por toda a envolvência que os acompanha. e também muito por causa do estágio já obrigatório feito na champagneria ao fim da tarde e a caminho do local do crime. casa cheia para ver os wilco em barcelona. a euforia afinal é generalizada. não consigo deixar de lado algum pasmo sempre que vejo salas cheias fora das fronteiras portuguesas para ver artistas que nunca cá puseram os pés e de quem os fazedores de concertos fogem como o diabo da cruz por tudo e mais alguma coisa que com certeza se justifica. ou se calhar até não.
apanhei os wilco ao vivo por acaso. e não há como o acaso para armar uma boa surpresa. a harmónica deu o pontapé de saída e a partir daí o objectivo era não pestanejar sequer. mais do que qualquer confusão generalizada por meio de encontrões regados a copos de cerveja e criaturas mais altas, a euforia torna-se interior. o pensamento centra-se na ideia de que quando quer que a música páre, vai ser sempre cedo demais. e lendo agora o que escrevo, sinto a ideia do exagero a aconchegar-me o pensamento. afasto-a para trás da nuca. na altura, nao foi exagero nenhum. em disco gosto dos wilco. ao vivo, fui parte deles e daquilo tudo. são intensos, são reais. e voltar atrás no tempo à boleia de de uma e outra canção é sempre uma boa viagem.

quarta-feira, novembro 21, 2007

lost and found...

eis que a tap encontra a minha bagagem em três tempos, tal como a perdeu. tem a sua graça fazer o caminho de saída dos passageiros que regressam de viagem em direcção aos seus familiares sorridentes e expectantes, em sentido contrário. tem também o seu quê de empolgante entrar numa sala de acesso restrito onde repousam centenas de malas perdidas (e achadas) e identificar numa prateleira a única que nos interessa, como se de um criminoso se tratasse. é esta.

terça-feira, novembro 20, 2007

help wanted....

não consigo perceber como acrescento links na barra lateral neste novo template. nem sequer encontro no actual html os links que já aqui tenho. presumo que o problema seja meu e que isto seja uma coisa fácil de fazer... anyone?

segunda-feira, novembro 19, 2007

1, 2, 3, ...

no fundo no fundo sempre quis ter oportunidade de usar este discurso:

não escrevo para quem lê, escrevo para o meu umbigo. se quem lê gosta, tanto melhor. se não gosta, paciência, porque a escrita é das coisas mais egoístas que existe. curiosamente, também das que mais gosto.
criei este blog em 2003 com a ajuda da t.b. e deste então o contador registou sessenta e tal mil visitas. a mudança de visual mandou o contador antigo para as urtigas. e fez muito bem, porque não há nada como um novo começo. here we go again.

disconnected...

aquilo que a princípio me pareceu um pormenor sem importância está a começar a tornar-se numa bola de neve. o efeito de anestesia provocado por dez dias de férias fez com que o facto da tap me ter perdido ontem o saco de viagem me parecesse coisa pouca na altura. no momento da constatação, a única coisa que consegui visualizar dentro do saco foi roupa suja, pelo que pensei que "mesmo que desapareça, não se perde grande coisa, e são menos umas peças que tenho de lavar, estender e arrumar". na altura não pensei que dentro do saco da puma que comprei num outlet no texas por uma verdadeira pechincha e que gostava tanto, vinham também cerca de 10 discos que agora poderia estar a ouvir, a minha mala de estimação da camel, os poucos recuerdos que comprei em londres, algumas revistas com os respectivos cds, o necessaire e todo o seu conteúdo, as luvas de cabedal que tanto jeito me dão para conduzir no inverno, e acabei de me lembrar que também lá vinha o carregador do telemóvel. e não, não estou conectada à nokia como toda a população por isso não tenho facilidade em arranjar um emprestado. que mais terá ficado dentro do saco? estou agora a ter a reacção que devia ter tido no aeroporto.
nunca tal me tinha acontecido, mas pelos relatos que já tenho ouvido parece que já se tornou numa coisa normal. gostei da descontracção com que a senhora que me atendeu lidou com a situação. "leve este papelinho e tem aqui este número para entrar em contacto connosco". com certeza. ligo na sexta para saber como correu a semana, e quais os planos para o fim de semana, ok?

left the blues...

a quase eternamente adiada mudança. hoje calhou. e o azul só porque parece que hoje me acalma o congestionamento das vias nasais. talvez esteja a atravessar o período azul, como o outro que expôs no guggenheim naquele fim de semana de loucos. não me lembro do nome. lembro-me que estou hoje bem melhor do que estava na altura e naquele dia não sabia. gosto muito do azul. tentarei nos próximos dias levar avante mais algumas mudanças, nomeadamente na secção de links, que não é actualizada vai para uns bons aninhos. só agora reparei que perdi o contador de visitas. mais um pormenor para resolver.

hangin' around.......

ao fim de nao sei quantos anos consegui finalmente pensar antecipadamente no jeito que pode dar um dia de férias gozado naquele compasso de espera importante que é o dia a seguir ao regresso de viagem e o dia antes do regresso ao trabalho. à rotina... sobretudo quando se acorda a chover, com frio, com cinzento e tudo quanto a quanto o outono tem direito. o choque não foi tão frontal como seria de esperar porque este ano tive a sorte de fazer o estágio para a mudança de estação em barcelona e em londres. os lowcosts já permitem estes pequenos luxos. de barcelona trouxe a alma cheia, recordações impecábeis e muitas e surpreendentes previsões para o futuro, lidas num inesperado místico fim de tarde. resumindo muito, a laura, colombiana, diz que as cartas me reservam dias felizes. contamos com isso.
de londres trouxe mais uma vez a convicção de que cada vez que lá vou gosto mais de lá ir, e uma tentativa mais ou menos bem sucedida de pôr a cabeça no lugar pelo menos por uns meses.... semanas, talvez. por acréscimo, consegui ainda trazer uma super constipação que não estava nada nos planos. sim, fui agasalhada, mas o frio era daqueles que parece que queima a cara, faz arder os olhos e as lágrimas caírem sem querer, e deixa as mãos e os pés em pedra e numa cor que não é natural em nenhum ser vivo. as plantas aqui nao contam. nunca gostei de roxo, aliás. é verdade que nao gosto nada de casacos, mas desta vez até cedi aos argumumentos das baixas temperaturas e andei tipo trambolho. e para quê? ao menos o casaco não era roxo.
e o regresso a casa pode saber tão bem...

at the movies....

gosto muito de cinema, mas só do lado das cadeiras. gosto pouco do papel de protagonista, sobretudo quando isso implica começar a confundir a minha vida com aquilo a que se chama habitualmente um filme "a sério". a questão é mesmo essa... existem filmes a sério? guess not. quero obrigar-me a pensar que o genérico já passou e tudo, e que agora a imagem está toda em preto e de cortinas fechadas. porque é assim que tem de estar. mesmo que no fundo não acredite nem um bocadinho nos finais dos meus argumentos. e é isso que me preocupa de vez em quando.

quarta-feira, novembro 07, 2007

maybe today...



the times they are a-changin'...
... e que boa maneira de inaugurar umas férias.

quarta-feira, outubro 24, 2007

ok...

está tudo bem, obrigada.
talvez para a semana tenha mais para contar.

terça-feira, outubro 16, 2007

transnormal skiperoo........

em semana de poucas palavras, por tudo e por nada, apetece-me só dizer que o jim white é um bom terapeuta e que me dou muito bem com este método chamado "transnormal skiperoo". neste caso concreto, porque me faz parar para ouvir com uma atenção desmedida. um feito, a que muito poucas pessoas tenho dado o privilégio ultimamente. a culpa é da também desmedida ansiedade que me assalta não sei bem vinda de onde, ou que prefiro não saber. para quebrar o feitiço, oiça-se, por exemplo, "a town called amen", que não há inquietação que sobreviva. noutro registo, igualmente cativante, salte-se até "crash into the sun". não vou mais longe... regresso a austin, à igreja da rua 10 ou 11, que já me falha a memória. lotação esgotada na igreja. no lugar do sacerdote, temos nina nastasia e jim white. comungamos todos sem sair do lugar e sem precisar de confissão. o maior pecado era não estar ali naquele momento. vi o jim white ao vivo por uma feliz coincidência, mas de tão surreal que me continua a parecer tudo ainda hoje, continuo a achar que é daqueles artistas que nunca terei a oportunidade de ver em palco.


orelhas de burro:




jim white - transnormal skiperoo - 2007

sábado, outubro 13, 2007

infectious.....

infectuous é a palavra certa para descrever a rádio que não existe do bruce springteen e da e-street band. sem tradução. a primeira vez que a ouvi, foi através de um link promocional enviado pela editora há coisa de dois meses atrás, já não sei situar ao certo. eram sete e pouco da manhã e o que tenho ainda muito presente foi o que me levou a clicar no link. o instinto de sobrevivência para me manter acordada na cadeira, em frente ao computador e conseguir pensar em alguma coisa que não fosse na violência que é trabalhar às seis da manhã. e foi remédio santo. ouvi a canção até ao fim e fui a correr perguntar ao m. se já tinha ouvido. "radio nowhere" tocou na rádio minutos depois. continuo a achá-la sempre que a oiço uma canção com empatia. e quanto mais a oiço, mais me apetece ouvir. conhecendo depois "magic" por inteiro, a sensação de cumplicidade estende-se pelo álbum todo. sobretudo ao sábado de manhã que se viveu à tarde. e ajuda tanto ouvir coisas como "long walk home", "livin in the future" e "i'll work for your love".


orelhas de burro:
bruce springsteen - radio nowhere - 2007

quinta-feira, outubro 11, 2007

rock n' roll friends...

não, não gosto dos arctic monkeys. estampo aqui esta foto apenas para ilustrar uma curiosidade. o rapaz fumador que brilha na capa, é o chris - irmão do jon macclure dos reverend and the makers, que como se diz logo abaixo, são todos grandes amigos lá em sheffield.


the state of things...

gosto muito dos reverend and the makers. a primeira vez que ouvi o "heavyweight champion of the world" foi no carro. estava na marginal, sentido cascais-lisboa. levei como que um estaladão mental na altura. acordei do mundo que não existe e em que me perco bastas vezes quando conduzo na marginal. o meu maior problema na altura era perceber o que estava a tocar. o desconforto de não conseguir saber o que era no momento ainda durou um dia ou dois. se o single é acelerado, o disco em si funciona em mim como uma espécie de bateria que não descarrega. e gosto que me façam lembrar os charlatans no tema "open your window", porque me faz ir recuperar discos que não oiço há demasiado tempo. e acho piada que a batida inicial da faixa "machine" me leve de volta aos offspring de 1994 - "come out and play".

john mcclure tem 25 anos e é o líder dos reverend and the makers. na uncut deste mês dizem que gosta que ser visto como uma espécie de Manu Chao de Sheffield - e diz isto no sentido de ambos terem como principal objectivo espalhar mensagens positivas. da parte que me toca, mission accomplished.

esta malta é, portanto, de sheffield, amigos dos arctic monkeys. curiosamente não vou à bola com os arctic monkeys. mas também não sou de sheffield nem tenho de ser amiga deles. gosto do mcclure e pronto.


orelhas de burro:

reverend and the makers - the state of things - 2007

bring on the comets...

e porque amanhã já é sexta-feira (alguém deu pela semana a passar?), o estágio para o fim das dores nas costas faz-se ao som do regresso dos vhs or beta. "bring on the comets" é aquilo a que se chama em bom português um vício pegado, daqueles que balançam a pilhas, sem paragem à vista. e não cansa a cabeça com potência a mais, o que nestes dias faz toda a diferença. batidas leves, viradas para os oitentas, tal como a voz a atirar para a tangueta em certos momentos. o tema-título (gosto muito de dizer tema-título) leva-me aos jesus & mary chain. sabe-se lá porquê... mas sabe-me bem e dá-me que pensar. já crashei no "fall down lightly". ora bem... tendo em conta que é a faixa 9, é possível que só chegue ao fim do disco lá para domingo à tarde.


orelhas de burro:


vhs or beta - bring on the comets - 2007

quarta-feira, outubro 10, 2007

house of pain....

o que era bom, era que eu agora fosse ali dormir depressa enquanto as dores ainda são poucas, e que amanhã, quando o despertador tocasse já fosse sábado. e não, o pedia pelas razões mais óbvias assim só porque sim. é que calculo que lá para sábado as minhas costas já estejam bem mais aliviadinhas do tratamento que levaram hoje e que me vai deixar com problemas de circulação (e não é da sanguínea, nem automóvel) seguramente durante um bom par de dias. a quem é que se pede para fazer o tempo saltar?

praise the fall...

queria aqui dizer apenas que o outono já começou e eu não disse nada. assim como assim, ainda bem porque ainda faltam umas semanitas para ir ali gozar as férias de verão, e sinceramente não gosto lá muito do outono, porque o verão é deixado para trás. mas há coisas que facilitam, e sobretudo há vozes que facilitam e que não soam tão bem no verão.

queria só deixar aqui a minha devida homenagem a estes senhores, que já chegou o tempo deles: richard hawley, joe henry e mark knopfler. são ícones do outono tão importantes como as castanhas, as folhas caídas, as romãs e as golas altas (pelo menos quando outono ainda era uma estação independente e definida).


orelhas de burro:


richard hawley - lady's bridge - 2007
joe henry - civilians - 2007
mark knopfler - kill to get crimson - 2007

quinta-feira, outubro 04, 2007

something for the weekend...

muita música nova para o fim de semana
leitura em dia
verde... muito verde
boas horas de sono
ar puro
abraços
e mais música!

so what...?

há momentos em que tenho a nítida sensação de que há pessoas que são pessimistas, por defeito. leia-se defeito por princípio, e não no sentido oposto de qualidade. se somos medianos ou mauzinhos a fazer qualquer coisa, passamos bem despercebidos e ninguém se choca, nem se admira, nem expressa reacção perante os nossos feitozinhos. se afinal a coisa até corre bem é a admiração generalizada. infelizmente, continuo a preferir passar despercebida. admira-me como é tão fácil as pessoas deslumbrarem-se com tão pouco. há que manter a fasquia alta... a sensação de deslumbramento não se devia desperdiçar assim ao minuto e meio.

quarta-feira, outubro 03, 2007

red cross...

viver em benfica... que maravilha, muito comércio, pastelarias com bolos de perder de vista, mercearias recheadas com a mais fina fruta da época, farmácias porta sim porta sim, bancos de todas as cores, cada um com o seu crédito, com multibancos sempre disponíveis, quiosques bem fornecidos de leitura, cervejarias em cada esquina, frango assado sempre a sair. tudo e mais alguma coisa a meio caminho de lisboa e da linha. e perto do trabalho. tudo para ser feliz. mas... inevitável haver um mas para além das formigas... a águia, senhores, a águia. e nem vale a pena dizer mais nada. toda a gente saberá melhor do que eu quantos é que eles são. para mim são apenas MUITOS. uma mancha. que inunda todos os caminhos que me trazem a casa. resta um atalho, vá lá. é chato, mas vem cá dar. e polícia... há batalhões de polícia por todo o lado, parece que estamos numa zona vigiada de banhos perigosa. e por que raio tenho eu sempre pontaria para agendar ir ao colombo nos dias de jogo? pensei que a única cruz vermelha que carregasse com a minha vida fosse o sítio onde nasci...

for real...

não demoro muito até mostrar que a paciência e a constância não são propriamente as duas qualidades que melhor me definem. sim, é verdade que exigo raciocínio rápido a quem me rodeia no dia-a-dia, e que me acompanhem nas mudanças de pensamento à rapidez que a minha instabilidade o exige. se me adivinharem o pensamento, aí é ouro sobre azul. é que também não sou muito dada a repetições. e não, não sou mais rápida que ninguém. mais instável talvez. e agradam-me sobretudo convites disparatados e pouco ponderados. não gosto que me deixem as ideias a pairar, gosto de propostas concretas, mas preciso de ar, de muito espaço. do meu espaço, e pressão é uma palavra que no meu dicionário significa sufoco. e como me falta a paciência, preciso que a tenham por dois. é pedir muito? pois é. mas parece que existe.

segunda-feira, outubro 01, 2007

'till death......

a frase romântica dita por um rapaz franzino à sua mais que tudo nesta nova atrocidade da tvi...:

"quero morrer contigo"

e ela chora de emoção.

por favor... e depois admiram-se. e nós é que somos exigentes, e escolhemos sempre o caso mais complicado, e não sabemos o que queremos... ok, é tudo verdade, é mesmo isso, sem tirar nem pôr. mas... "quero morrer contigo"??? estará já a relação assim tão desgastada? hmmm

what goes around....

é curioso como a maioria das cidades que há coisa de um mês estava em alerta amarelo por causa do calor, é agora a mesma que está de novo em alerta amarelo por causa das chuvas...

whistling music...

tenho a sensação de que nunca se assobiou tanto nas rádios. o que não é necessariamente mau... prefiro o som do assobio ao dos pan pipes, verdade seja dita. sobretudo porque não consigo assobiar nem à lei da bala, o que me faz admirar profundamente quem constrói uma melodia a partir de um assobio. mas daí a basear uma canção inteira nisso... não podia ser só um soprozito ou outro? e guitarras, não?
e a infinidade de sites que ensinam a assobiar...

sexta-feira, setembro 28, 2007

bottled feelings...

eu continuo a querer engarrafar sentimentos. quanto a vocês não sei... mas por mim, guardava ali no frigorífico uma garrafinha com a confiança e a segurança e tudo o resto que senti esta semana, para beber assim que voltar a pensar que todos os outros são e estão melhores do que eu. só preciso de um saca-rolhas... hmm... talvez venha a dar jeito. isso ou alguém que me relembre da sorte que tenho, assim que eu começar a ameaçar esquecer-me. ou talvez também isso eu tenha...

domingo, setembro 23, 2007

pink rock.......

a propósito do lançamento do novo álbum dos foo fighters, que sai amanhã, queria só aqui dizer que não suporto a faceta baladeira do dave grohl. eu que nem sou grande adepta de música dita "agressiva" (salvo brilhantes excepções), adoro ver este homem aos berros e a desfazer-se ao ritmo da guitarra em palco. e ele agora vai, e faz intros para as músicas a atirar para os scorpions? valha-me deus... que o the pretender até uma música do caraças, mas aquela xaropada inicial podia vir no winds of change ou outra baboseira qualquer vinda lá da alemanha cor-de-rosa.

dream on, dreamers.............

fico feliz por saber, que apesar do trabalho andar a roubar-me tempo demais à parte social dos meus dias de semana, continuo presente na vida das minhas amigas... em sonhos! nos delas, não nos meus. não ia aqui relatar caso, nem dar-lhe importância por aí além, não fosse o primeiro relato ter sido sucedido por um segundo. cada um mais improvável do que o outro. se não, vejamos:

- a gamma sonhou no seu sofá que recebeu um convite para o meu casamento. segundo ela, no convite podia ler-se que estava convidada para o casamento de maria joão + manuel. [esclareça-se já aqui que nem eu estou a pensar casar tão depressa, nem conheço nenhum manuel para além do meu querido sobrinho]

- a matinhos sonhou que eu estava mais feliz do que nunca porque ia abandonar tudo e todos e rumar para cuba (e não era no alentejo) onde ia voltar a estudar. [ora bem... tendo em conta que eu arrastei um curso superior e meio durante anos a fio e que só dei descanso às pestanas há um par ou dois de anos, nao me parece que vá regressar à escola para já... sair de lisboa agora e deixar tudo e todos? hmmm nesta altura também não me parece... e cuba? ir estudar para cuba? desculpem qualquer coisinha os mais sensíveis, mas é um destino que não me diz nada...]

tendo em conta que a estabilidade nunca foi uma das imagens de marca da minha vida, não sei se me hei-de preocupar com estes presságios ou não...

quarta-feira, setembro 12, 2007

what it takes.........

as peças continuam a encaixar-se. certas coisas que há uns meses atrás não faziam o menor sentido, ganham agora mais significado do que nunca. tentando analisar as coisas de fora, parece que tudo acontece pela ordem certa, por maior que seja o caos psicológico na maior parte dos dias. será isto o tal conceito antagónico de caos organizado? há dias em que sinto que estou precisamente na etapa em que é suposto estar. são poucos, mas existem e consigo dar por eles, o que já não é mau de todo. vou dormir mal durante uns meses, a ansiedade vai tomar conta de mim e controlar todos os meus actos e, sobretudo, vou ter pouca disponibilidade mental (que é como quem diz paciência) para o que quer que seja. os períodos de adaptação inerentes a qualquer tipo de mudança são um inferno. um verdadeiro pesadelo. diria mesmo, uma catástrofe para o sistema nervoso. tudo aperitivos sem os quais não consigo sentir-me viva. tudo pormenores essenciais à evolução pessoal.

segunda-feira, setembro 10, 2007

tomorrow never dies....

um dia destes...

não lavo a loiça às oito da noite, simplesmente porque não me apetece. vou à minha vida descansada. até que... são 5h30 da manhã, o despertador acabou de tocar. e como se isso não fosse mau o suficiente, e motivo para chorar com vontade, enquanto espero que a chama do esquentador se aguente à bronca, reparo que dezenas de formigas passeiam alegremente por cima dos pratos da quiche do jantar do dia anterior, dentro do lava-loiça. sou obrigada a lavar a loiça às 5h35 da manhã sem refilar.

noutro dia...

são dez da noite e estou a caminho de casa. vejo a luz da gasolina a dar sinal insistentemente. estou no fim da reserva, passo por duas bombas de gasolina, mas não faço caso porque só consigo pensar que estou quase a chegar a casa. ainda dá. missão cumprida. no dia seguinte... o despertador volta a tocar às 5h30 da manhã. primeiro pensamento (para além de "hoje nao vou", "hoje não vou", "hoje não vou", "tenho de ir"): "estou sem gasolina". sou obrigada a sair de casa ainda antes das habituais seis da manhã para passar na bomba. sem refilar.

e assim vou continuando a deixar para amanhã o que não me apetece fazer hoje.

é muito bom poder viver em pleno de acordo com os meus horários. é só desse pequeno egoísmo que preciso agora. dá para perceber? ainda bem. que faça sentido pelo menos durante uma semana.

i'll take my chances...

ou padeço da febre do sono há já uns bons dias, ou isto é sinal de que preciso com urgência de negociar finalmente umas férias. não está fácil. e as indefinições também não ajudam. mais uma vez, consigo ter tudo na minha vida em aberto e não me apetece definir nada. e consigo também ver ao longe, que se me derem a escolher vou mais uma vez pôr as cruzes nos quadrados que daqui a uns meses vou ver como a escolha errada. não vale a pena. não há meio de acreditar que as coisas às vezes possam ser tão fáceis, e muito menos que ainda haja pessoas tão disponíveis. sinceramente, quando penso em tudo isto, chego a pensar que é apenas uma brincadeira. e mais uma vez estou perante uma situação que em tempos julguei ser o que me fazia falta para seguir em frente. cá está ela! e o que faço agora? vou passar-lhe ao lado porque não estou preparada para lidar com nada disto. sim, andamos à procura nos sítios errados. não, nem sempre aquilo que julgamos que nos falta, é o que realmente nos falta. preciso é de espaço, acho que é isso. e daqui a uns meses talvez então me faça falta toda essa disponibilidade, que provavelmente já não vai existir. para além do espaço, o tempo. é sempre um risco... e fico com a impressão de que nos acontece sempre tudo ao contrário do que precisamos. haja sentido de humor.

domingo, setembro 02, 2007

something for the weekend...

o meu mal sempre era sono e muitas horas de trabalho consecutivas... depois de mais um fim de semana recheado e que serviu para limpar a cabeça e arrumar assuntos dispersos e pendentes, sinto-me com confiança para encarar mais uma semana inteirinha a acordar bem antes do sol nascer e ainda antes da hora de ir dormir ao fim de semana. ou seja, apesar de toda a confiança... amanhã quando soar o toque ligeiro dos massive attack vou querer apagar este post telepaticamente, mas mais que isso vou querer chorar até me lembrar que não vale a pena estar com ronhas. e é nesse momento que vou ter de fazer o heróico esforço de me lembrar que fiz do fim de semana o melhor que podia ter feito... as tarefas domésticas, as compras, as pseudo-sestas, o cinema, o jantar fora, as conversas de gaja, as conversas de gajos, o bairro e a bica, a praia, a família, e umas boas horas de sono. às vezes admiro-me como é que há alturas em que o tempo ainda rende tanto... ao domingo à noite, vou dormir com a sensação de que este fim de semana o tempo esticou de propósito para mim. para que tivesse tempo de fazer tudo aquilo que por motivos de força maior tive de cancelar/adiar/deixar passar durante a semana. lembrei-me dos divine comedy, vou ali pôr a tocar.

quinta-feira, agosto 30, 2007

why not?

queria escrever qualquer coisa, mas estou sem ideias. talvez seja porque tenho muita coisa na cabeça que já devia ter dito pessoalmente a quem de direito por muito mais do que uma vez e nao o fiz ainda por achar que não sou capaz. por agora não sou capaz de pensar em mais nada, mas também não acho conveniente pô-lo por palavras. apenas que há pessoas que têm o dom de fazer de mim o que bem entendem e a quem simplesmente não consigo dizer que não. até aqui tudo bem, não fosse o caso de depois ficar eu a martirizar-me indefinidamente por ser assim, sem conseguir mudar.

quarta-feira, agosto 29, 2007

sleep 'till noon......

volvidas que estão 4 horinhas de sono, às 5h30 da manhã, a sensação do que seria poder ficar na cama até ver, é tão real, tão real, que chego a precisar de relembrar-me ao minuto do que estou aqui a fazer para além de pensar mal da minha vida... diz que uma pessoa se habitua a tudo? ahahahahah

domingo, agosto 26, 2007

savannah smiles.....

austin e o texas continuam a exercer as suas influências... chama-se "savannah smiles", é uma canção do novo álbum dos okervill river (que insisto em chamar de overkill river se nao pensar duas vezes) e, como se nao bastasse ser a música ideal para fazer a transição da agitação do fim de semana para uma semana que se adivinha mentalmente mais comprida do que as outras, tem o sobrenatural poder de me fazer esquecer por momentos que amanhã volto a partilhar o despertador com a classe dos pedreiros (talvez o meu toque duas horinhas mais cedo, até). a calma na forma de música de embalar. e ainda ontem falávamos de como poderíamos viver em austin... ao longe.

question marks...

acho que é muito positivo chegar ao ponto em que achamos que vale a pena contar a história toda. passar do pé em que sorrimos sistematicamente que, sim, está tudo bem, para depois sairmos a pensar entre dentes que o melhor é nem começar a falar. isto de conhecer pessoas que querem saber quem somos, e que vão ainda mais longe ao arriscar debruçar-se sobre os clássicos de onde viemos e para onde vamos, é realmente um investimento pessoal trabalhoso. bom bom era que todo este processo pudesse ser saltado com a troca de uns rascunhos sobre aquilo que temos andado a fazer nos últimos anos. assim, ja ninguém tinha de responder às mesmas perguntas sistematicamente, nem explicar por que desatinamos com isto e com aquilo, nem avisar que temos mau acordar e coisas assim, como ressonar, que depressa nos deixam de ser indiferentes. e futebol, gostas?

rip.......

o adeus do eduardo prado coelho. ainda o choque no fio do horizonte...

fulfilled........

não quero ir dormir sem antes registar que os devotchka também soam muitíssimo bem por aqui. preenchem todos os requisitos e dispõem bem, que é o que se quer num final de dia que sem querer, e apesar de todo o cinzento que por aí se espalhou, se tornou num dia tão bem passado. recheado, talvez seja a palavra certa. é isso... recheado.

sexta-feira, agosto 24, 2007

act fast, don't think......

o importante aqui é ver que mesmo que os nós da teia se soltassem todos de uma dia para o outro e eu conseguisse realmente ver essa ideia concretizada, iam automaticamente enlaçar-se mais umas quantas linhas no capítulo seguinte. é assim que as coisas funcionam. e então por uma vez na vida que seja, e nem que seja só por umas horas do dia de hoje, decidi não escolher o caminho mais difícil e até agora ainda nada de suores frios nem taquicardias. é a isto que chamam descomplicar? isto sempre existiu?

hide and seek.......

não sendo eu pessoa de grandes ajuntamentos nem de grupos de amigos de umas poucas de dezenas, gosto de pensar que não é de admirar que depois de algumas semanas rodeada de magotes festivaleiros o meu programa preferido dos dias que correm seja estar em casa, protegida de qualquer eventualidade em que seja necessário:

a) manter uma conversa de circunstância
b) sorrir sem vontade
c) falar de trabalho
d) ouvir anedotas
e) manter um ar interessado quando o assunto são treinadores de futebol que nao faço ideia quem sejam nem quais as suas nacionalidades
f) ter de evitar não dizer alto todos os comentários parvos que me passam pela cabeça

Pedantices e afins à parte, dou cada vez mais valor a pessoas que sabem que o silêncio é uma parte importante da vida e que nasceram dotadas de um sentido de humor inteligente e refinado. sim, como o açucar, que também é uma parte importante do dia a dia.

beats...

são vários os discos que por aqui têm rodado nas últimas semanas. mudaram todos de casa recentemente e parece que tenho tido a necessidade de testá-los neste novo enquadramento, para ver se sentem tão em casa quanto eu. é estranho, mas muitos deles não têm aqui o impacto que tiveram noutro(s) espaço(s). abstraindo-me de que também os dias são outros, não consigo deixar de sentir alguma desilusão ao ver que não surtem o efeito sonhei para o futuro deles. em contrapartida há outros que soam como se aqui tivessem vivido desde que nasceram. numa magnífica tarde de introspecção e audições várias, descubro que por agora o disco que melhor soa aqui em casa é o "beats vol. 1 - amor" do sam the kid. especulações e interpretações à parte, e já nao falando que tenho para mim que este é um disco que sabe estar e ponto final, à medida que a música avança pela tarde fora consigo ver tudo com mais clareza e tomar uma decisão que me tira um peso de cima e põe fim a mais uma desnecesária crise de ansiedade que me vinha descompensando o sistema de há umas semanas para cá. um peso do tamanho deste disco. venha de lá o vol. 2 - ?

quarta-feira, agosto 22, 2007

anti-do-to..........

dedico-me então hoje, e por fim, à tão concorrida arte de não fazer nada. por assim dizer. tenho de rever os canais que tenho sintonizados na minha televisão [só um aparte para dizer que oiço daqui a vizinha a disparar o spray anti formigas nas portas que dão acesso do quintal à casa. fiz o mesmo há coisas de uma hora atrás. não, havia de ser à frente, pensam os mais expeditos] com urgência. vejo mais um programa sobre decoração e obras em casa e jardins alheios e acho que planto a dita tv naquele lugar vago do lado direito do canteiro da esquerda. sim, onde estão agora algumas ervas daninhas, que ou muito me engano ou começam a achar que é tudo delas.. relembro agora por que motivo passei tantos anos sem quaisquer hábitos de televisão. é cansativo. como amanhã não vou poder voltar a adiar a ida à catedral do consumo, vou ali acabar as últimas páginas do único livro que tenho cá em casa (por motivos de espaço e/ou arrumação pendente), já que amanhã sempre posso trazer um livro novo no saco de plástico.