terça-feira, novembro 20, 2007
help wanted....
não consigo perceber como acrescento links na barra lateral neste novo template. nem sequer encontro no actual html os links que já aqui tenho. presumo que o problema seja meu e que isto seja uma coisa fácil de fazer... anyone?
segunda-feira, novembro 19, 2007
1, 2, 3, ...
no fundo no fundo sempre quis ter oportunidade de usar este discurso:
não escrevo para quem lê, escrevo para o meu umbigo. se quem lê gosta, tanto melhor. se não gosta, paciência, porque a escrita é das coisas mais egoístas que existe. curiosamente, também das que mais gosto.
criei este blog em 2003 com a ajuda da t.b. e deste então o contador registou sessenta e tal mil visitas. a mudança de visual mandou o contador antigo para as urtigas. e fez muito bem, porque não há nada como um novo começo. here we go again.
disconnected...
aquilo que a princípio me pareceu um pormenor sem importância está a começar a tornar-se numa bola de neve. o efeito de anestesia provocado por dez dias de férias fez com que o facto da tap me ter perdido ontem o saco de viagem me parecesse coisa pouca na altura. no momento da constatação, a única coisa que consegui visualizar dentro do saco foi roupa suja, pelo que pensei que "mesmo que desapareça, não se perde grande coisa, e são menos umas peças que tenho de lavar, estender e arrumar". na altura não pensei que dentro do saco da puma que comprei num outlet no texas por uma verdadeira pechincha e que gostava tanto, vinham também cerca de 10 discos que agora poderia estar a ouvir, a minha mala de estimação da camel, os poucos recuerdos que comprei em londres, algumas revistas com os respectivos cds, o necessaire e todo o seu conteúdo, as luvas de cabedal que tanto jeito me dão para conduzir no inverno, e acabei de me lembrar que também lá vinha o carregador do telemóvel. e não, não estou conectada à nokia como toda a população por isso não tenho facilidade em arranjar um emprestado. que mais terá ficado dentro do saco? estou agora a ter a reacção que devia ter tido no aeroporto.
nunca tal me tinha acontecido, mas pelos relatos que já tenho ouvido parece que já se tornou numa coisa normal. gostei da descontracção com que a senhora que me atendeu lidou com a situação. "leve este papelinho e tem aqui este número para entrar em contacto connosco". com certeza. ligo na sexta para saber como correu a semana, e quais os planos para o fim de semana, ok?
left the blues...
a quase eternamente adiada mudança. hoje calhou. e o azul só porque parece que hoje me acalma o congestionamento das vias nasais. talvez esteja a atravessar o período azul, como o outro que expôs no guggenheim naquele fim de semana de loucos. não me lembro do nome. lembro-me que estou hoje bem melhor do que estava na altura e naquele dia não sabia. gosto muito do azul. tentarei nos próximos dias levar avante mais algumas mudanças, nomeadamente na secção de links, que não é actualizada vai para uns bons aninhos. só agora reparei que perdi o contador de visitas. mais um pormenor para resolver.
hangin' around.......
ao fim de nao sei quantos anos consegui finalmente pensar antecipadamente no jeito que pode dar um dia de férias gozado naquele compasso de espera importante que é o dia a seguir ao regresso de viagem e o dia antes do regresso ao trabalho. à rotina... sobretudo quando se acorda a chover, com frio, com cinzento e tudo quanto a quanto o outono tem direito. o choque não foi tão frontal como seria de esperar porque este ano tive a sorte de fazer o estágio para a mudança de estação em barcelona e em londres. os lowcosts já permitem estes pequenos luxos. de barcelona trouxe a alma cheia, recordações impecábeis e muitas e surpreendentes previsões para o futuro, lidas num inesperado místico fim de tarde. resumindo muito, a laura, colombiana, diz que as cartas me reservam dias felizes. contamos com isso.
de londres trouxe mais uma vez a convicção de que cada vez que lá vou gosto mais de lá ir, e uma tentativa mais ou menos bem sucedida de pôr a cabeça no lugar pelo menos por uns meses.... semanas, talvez. por acréscimo, consegui ainda trazer uma super constipação que não estava nada nos planos. sim, fui agasalhada, mas o frio era daqueles que parece que queima a cara, faz arder os olhos e as lágrimas caírem sem querer, e deixa as mãos e os pés em pedra e numa cor que não é natural em nenhum ser vivo. as plantas aqui nao contam. nunca gostei de roxo, aliás. é verdade que nao gosto nada de casacos, mas desta vez até cedi aos argumumentos das baixas temperaturas e andei tipo trambolho. e para quê? ao menos o casaco não era roxo.
e o regresso a casa pode saber tão bem...
at the movies....
gosto muito de cinema, mas só do lado das cadeiras. gosto pouco do papel de protagonista, sobretudo quando isso implica começar a confundir a minha vida com aquilo a que se chama habitualmente um filme "a sério". a questão é mesmo essa... existem filmes a sério? guess not. quero obrigar-me a pensar que o genérico já passou e tudo, e que agora a imagem está toda em preto e de cortinas fechadas. porque é assim que tem de estar. mesmo que no fundo não acredite nem um bocadinho nos finais dos meus argumentos. e é isso que me preocupa de vez em quando.
quarta-feira, novembro 07, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
terça-feira, outubro 16, 2007
transnormal skiperoo........
em semana de poucas palavras, por tudo e por nada, apetece-me só dizer que o jim white é um bom terapeuta e que me dou muito bem com este método chamado "transnormal skiperoo". neste caso concreto, porque me faz parar para ouvir com uma atenção desmedida. um feito, a que muito poucas pessoas tenho dado o privilégio ultimamente. a culpa é da também desmedida ansiedade que me assalta não sei bem vinda de onde, ou que prefiro não saber. para quebrar o feitiço, oiça-se, por exemplo, "a town called amen", que não há inquietação que sobreviva. noutro registo, igualmente cativante, salte-se até "crash into the sun". não vou mais longe... regresso a austin, à igreja da rua 10 ou 11, que já me falha a memória. lotação esgotada na igreja. no lugar do sacerdote, temos nina nastasia e jim white. comungamos todos sem sair do lugar e sem precisar de confissão. o maior pecado era não estar ali naquele momento. vi o jim white ao vivo por uma feliz coincidência, mas de tão surreal que me continua a parecer tudo ainda hoje, continuo a achar que é daqueles artistas que nunca terei a oportunidade de ver em palco.
orelhas de burro:

jim white - transnormal skiperoo - 2007
sábado, outubro 13, 2007
infectious.....
infectuous é a palavra certa para descrever a rádio que não existe do bruce springteen e da e-street band. sem tradução. a primeira vez que a ouvi, foi através de um link promocional enviado pela editora há coisa de dois meses atrás, já não sei situar ao certo. eram sete e pouco da manhã e o que tenho ainda muito presente foi o que me levou a clicar no link. o instinto de sobrevivência para me manter acordada na cadeira, em frente ao computador e conseguir pensar em alguma coisa que não fosse na violência que é trabalhar às seis da manhã. e foi remédio santo. ouvi a canção até ao fim e fui a correr perguntar ao m. se já tinha ouvido. "radio nowhere" tocou na rádio minutos depois. continuo a achá-la sempre que a oiço uma canção com empatia. e quanto mais a oiço, mais me apetece ouvir. conhecendo depois "magic" por inteiro, a sensação de cumplicidade estende-se pelo álbum todo. sobretudo ao sábado de manhã que se viveu à tarde. e ajuda tanto ouvir coisas como "long walk home", "livin in the future" e "i'll work for your love".
orelhas de burro:
bruce springsteen - radio nowhere - 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
rock n' roll friends...
the state of things...
gosto muito dos reverend and the makers. a primeira vez que ouvi o "heavyweight champion of the world" foi no carro. estava na marginal, sentido cascais-lisboa. levei como que um estaladão mental na altura. acordei do mundo que não existe e em que me perco bastas vezes quando conduzo na marginal. o meu maior problema na altura era perceber o que estava a tocar. o desconforto de não conseguir saber o que era no momento ainda durou um dia ou dois. se o single é acelerado, o disco em si funciona em mim como uma espécie de bateria que não descarrega. e gosto que me façam lembrar os charlatans no tema "open your window", porque me faz ir recuperar discos que não oiço há demasiado tempo. e acho piada que a batida inicial da faixa "machine" me leve de volta aos offspring de 1994 - "come out and play".
john mcclure tem 25 anos e é o líder dos reverend and the makers. na uncut deste mês dizem que gosta que ser visto como uma espécie de Manu Chao de Sheffield - e diz isto no sentido de ambos terem como principal objectivo espalhar mensagens positivas. da parte que me toca, mission accomplished.
esta malta é, portanto, de sheffield, amigos dos arctic monkeys. curiosamente não vou à bola com os arctic monkeys. mas também não sou de sheffield nem tenho de ser amiga deles. gosto do mcclure e pronto.
orelhas de burro:
reverend and the makers - the state of things - 2007
bring on the comets...
e porque amanhã já é sexta-feira (alguém deu pela semana a passar?), o estágio para o fim das dores nas costas faz-se ao som do regresso dos vhs or beta. "bring on the comets" é aquilo a que se chama em bom português um vício pegado, daqueles que balançam a pilhas, sem paragem à vista. e não cansa a cabeça com potência a mais, o que nestes dias faz toda a diferença. batidas leves, viradas para os oitentas, tal como a voz a atirar para a tangueta em certos momentos. o tema-título (gosto muito de dizer tema-título) leva-me aos jesus & mary chain. sabe-se lá porquê... mas sabe-me bem e dá-me que pensar. já crashei no "fall down lightly". ora bem... tendo em conta que é a faixa 9, é possível que só chegue ao fim do disco lá para domingo à tarde.
orelhas de burro:
vhs or beta - bring on the comets - 2007
quarta-feira, outubro 10, 2007
house of pain....
o que era bom, era que eu agora fosse ali dormir depressa enquanto as dores ainda são poucas, e que amanhã, quando o despertador tocasse já fosse sábado. e não, o pedia pelas razões mais óbvias assim só porque sim. é que calculo que lá para sábado as minhas costas já estejam bem mais aliviadinhas do tratamento que levaram hoje e que me vai deixar com problemas de circulação (e não é da sanguínea, nem automóvel) seguramente durante um bom par de dias. a quem é que se pede para fazer o tempo saltar?
praise the fall...
queria aqui dizer apenas que o outono já começou e eu não disse nada. assim como assim, ainda bem porque ainda faltam umas semanitas para ir ali gozar as férias de verão, e sinceramente não gosto lá muito do outono, porque o verão é deixado para trás. mas há coisas que facilitam, e sobretudo há vozes que facilitam e que não soam tão bem no verão.
queria só deixar aqui a minha devida homenagem a estes senhores, que já chegou o tempo deles: richard hawley, joe henry e mark knopfler. são ícones do outono tão importantes como as castanhas, as folhas caídas, as romãs e as golas altas (pelo menos quando outono ainda era uma estação independente e definida).
orelhas de burro:
richard hawley - lady's bridge - 2007
joe henry - civilians - 2007
mark knopfler - kill to get crimson - 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
something for the weekend...
muita música nova para o fim de semana
leitura em dia
verde... muito verde
boas horas de sono
ar puro
abraços
e mais música!
leitura em dia
verde... muito verde
boas horas de sono
ar puro
abraços
e mais música!
so what...?
há momentos em que tenho a nítida sensação de que há pessoas que são pessimistas, por defeito. leia-se defeito por princípio, e não no sentido oposto de qualidade. se somos medianos ou mauzinhos a fazer qualquer coisa, passamos bem despercebidos e ninguém se choca, nem se admira, nem expressa reacção perante os nossos feitozinhos. se afinal a coisa até corre bem é a admiração generalizada. infelizmente, continuo a preferir passar despercebida. admira-me como é tão fácil as pessoas deslumbrarem-se com tão pouco. há que manter a fasquia alta... a sensação de deslumbramento não se devia desperdiçar assim ao minuto e meio.
quarta-feira, outubro 03, 2007
red cross...
viver em benfica... que maravilha, muito comércio, pastelarias com bolos de perder de vista, mercearias recheadas com a mais fina fruta da época, farmácias porta sim porta sim, bancos de todas as cores, cada um com o seu crédito, com multibancos sempre disponíveis, quiosques bem fornecidos de leitura, cervejarias em cada esquina, frango assado sempre a sair. tudo e mais alguma coisa a meio caminho de lisboa e da linha. e perto do trabalho. tudo para ser feliz. mas... inevitável haver um mas para além das formigas... a águia, senhores, a águia. e nem vale a pena dizer mais nada. toda a gente saberá melhor do que eu quantos é que eles são. para mim são apenas MUITOS. uma mancha. que inunda todos os caminhos que me trazem a casa. resta um atalho, vá lá. é chato, mas vem cá dar. e polícia... há batalhões de polícia por todo o lado, parece que estamos numa zona vigiada de banhos perigosa. e por que raio tenho eu sempre pontaria para agendar ir ao colombo nos dias de jogo? pensei que a única cruz vermelha que carregasse com a minha vida fosse o sítio onde nasci...
for real...
não demoro muito até mostrar que a paciência e a constância não são propriamente as duas qualidades que melhor me definem. sim, é verdade que exigo raciocínio rápido a quem me rodeia no dia-a-dia, e que me acompanhem nas mudanças de pensamento à rapidez que a minha instabilidade o exige. se me adivinharem o pensamento, aí é ouro sobre azul. é que também não sou muito dada a repetições. e não, não sou mais rápida que ninguém. mais instável talvez. e agradam-me sobretudo convites disparatados e pouco ponderados. não gosto que me deixem as ideias a pairar, gosto de propostas concretas, mas preciso de ar, de muito espaço. do meu espaço, e pressão é uma palavra que no meu dicionário significa sufoco. e como me falta a paciência, preciso que a tenham por dois. é pedir muito? pois é. mas parece que existe.
segunda-feira, outubro 01, 2007
'till death......
a frase romântica dita por um rapaz franzino à sua mais que tudo nesta nova atrocidade da tvi...:
"quero morrer contigo"
e ela chora de emoção.
por favor... e depois admiram-se. e nós é que somos exigentes, e escolhemos sempre o caso mais complicado, e não sabemos o que queremos... ok, é tudo verdade, é mesmo isso, sem tirar nem pôr. mas... "quero morrer contigo"??? estará já a relação assim tão desgastada? hmmm
"quero morrer contigo"
e ela chora de emoção.
por favor... e depois admiram-se. e nós é que somos exigentes, e escolhemos sempre o caso mais complicado, e não sabemos o que queremos... ok, é tudo verdade, é mesmo isso, sem tirar nem pôr. mas... "quero morrer contigo"??? estará já a relação assim tão desgastada? hmmm
what goes around....
é curioso como a maioria das cidades que há coisa de um mês estava em alerta amarelo por causa do calor, é agora a mesma que está de novo em alerta amarelo por causa das chuvas...
whistling music...
tenho a sensação de que nunca se assobiou tanto nas rádios. o que não é necessariamente mau... prefiro o som do assobio ao dos pan pipes, verdade seja dita. sobretudo porque não consigo assobiar nem à lei da bala, o que me faz admirar profundamente quem constrói uma melodia a partir de um assobio. mas daí a basear uma canção inteira nisso... não podia ser só um soprozito ou outro? e guitarras, não?
e a infinidade de sites que ensinam a assobiar...
e a infinidade de sites que ensinam a assobiar...
sexta-feira, setembro 28, 2007
bottled feelings...
eu continuo a querer engarrafar sentimentos. quanto a vocês não sei... mas por mim, guardava ali no frigorífico uma garrafinha com a confiança e a segurança e tudo o resto que senti esta semana, para beber assim que voltar a pensar que todos os outros são e estão melhores do que eu. só preciso de um saca-rolhas... hmm... talvez venha a dar jeito. isso ou alguém que me relembre da sorte que tenho, assim que eu começar a ameaçar esquecer-me. ou talvez também isso eu tenha...
domingo, setembro 23, 2007
pink rock.......
a propósito do lançamento do novo álbum dos foo fighters, que sai amanhã, queria só aqui dizer que não suporto a faceta baladeira do dave grohl. eu que nem sou grande adepta de música dita "agressiva" (salvo brilhantes excepções), adoro ver este homem aos berros e a desfazer-se ao ritmo da guitarra em palco. e ele agora vai, e faz intros para as músicas a atirar para os scorpions? valha-me deus... que o the pretender até uma música do caraças, mas aquela xaropada inicial podia vir no winds of change ou outra baboseira qualquer vinda lá da alemanha cor-de-rosa.
dream on, dreamers.............
fico feliz por saber, que apesar do trabalho andar a roubar-me tempo demais à parte social dos meus dias de semana, continuo presente na vida das minhas amigas... em sonhos! nos delas, não nos meus. não ia aqui relatar caso, nem dar-lhe importância por aí além, não fosse o primeiro relato ter sido sucedido por um segundo. cada um mais improvável do que o outro. se não, vejamos:
- a gamma sonhou no seu sofá que recebeu um convite para o meu casamento. segundo ela, no convite podia ler-se que estava convidada para o casamento de maria joão + manuel. [esclareça-se já aqui que nem eu estou a pensar casar tão depressa, nem conheço nenhum manuel para além do meu querido sobrinho]
- a matinhos sonhou que eu estava mais feliz do que nunca porque ia abandonar tudo e todos e rumar para cuba (e não era no alentejo) onde ia voltar a estudar. [ora bem... tendo em conta que eu arrastei um curso superior e meio durante anos a fio e que só dei descanso às pestanas há um par ou dois de anos, nao me parece que vá regressar à escola para já... sair de lisboa agora e deixar tudo e todos? hmmm nesta altura também não me parece... e cuba? ir estudar para cuba? desculpem qualquer coisinha os mais sensíveis, mas é um destino que não me diz nada...]
tendo em conta que a estabilidade nunca foi uma das imagens de marca da minha vida, não sei se me hei-de preocupar com estes presságios ou não...
quarta-feira, setembro 12, 2007
what it takes.........
as peças continuam a encaixar-se. certas coisas que há uns meses atrás não faziam o menor sentido, ganham agora mais significado do que nunca. tentando analisar as coisas de fora, parece que tudo acontece pela ordem certa, por maior que seja o caos psicológico na maior parte dos dias. será isto o tal conceito antagónico de caos organizado? há dias em que sinto que estou precisamente na etapa em que é suposto estar. são poucos, mas existem e consigo dar por eles, o que já não é mau de todo. vou dormir mal durante uns meses, a ansiedade vai tomar conta de mim e controlar todos os meus actos e, sobretudo, vou ter pouca disponibilidade mental (que é como quem diz paciência) para o que quer que seja. os períodos de adaptação inerentes a qualquer tipo de mudança são um inferno. um verdadeiro pesadelo. diria mesmo, uma catástrofe para o sistema nervoso. tudo aperitivos sem os quais não consigo sentir-me viva. tudo pormenores essenciais à evolução pessoal.
segunda-feira, setembro 10, 2007
tomorrow never dies....
um dia destes...
não lavo a loiça às oito da noite, simplesmente porque não me apetece. vou à minha vida descansada. até que... são 5h30 da manhã, o despertador acabou de tocar. e como se isso não fosse mau o suficiente, e motivo para chorar com vontade, enquanto espero que a chama do esquentador se aguente à bronca, reparo que dezenas de formigas passeiam alegremente por cima dos pratos da quiche do jantar do dia anterior, dentro do lava-loiça. sou obrigada a lavar a loiça às 5h35 da manhã sem refilar.
noutro dia...
são dez da noite e estou a caminho de casa. vejo a luz da gasolina a dar sinal insistentemente. estou no fim da reserva, passo por duas bombas de gasolina, mas não faço caso porque só consigo pensar que estou quase a chegar a casa. ainda dá. missão cumprida. no dia seguinte... o despertador volta a tocar às 5h30 da manhã. primeiro pensamento (para além de "hoje nao vou", "hoje não vou", "hoje não vou", "tenho de ir"): "estou sem gasolina". sou obrigada a sair de casa ainda antes das habituais seis da manhã para passar na bomba. sem refilar.
e assim vou continuando a deixar para amanhã o que não me apetece fazer hoje.
é muito bom poder viver em pleno de acordo com os meus horários. é só desse pequeno egoísmo que preciso agora. dá para perceber? ainda bem. que faça sentido pelo menos durante uma semana.
i'll take my chances...
ou padeço da febre do sono há já uns bons dias, ou isto é sinal de que preciso com urgência de negociar finalmente umas férias. não está fácil. e as indefinições também não ajudam. mais uma vez, consigo ter tudo na minha vida em aberto e não me apetece definir nada. e consigo também ver ao longe, que se me derem a escolher vou mais uma vez pôr as cruzes nos quadrados que daqui a uns meses vou ver como a escolha errada. não vale a pena. não há meio de acreditar que as coisas às vezes possam ser tão fáceis, e muito menos que ainda haja pessoas tão disponíveis. sinceramente, quando penso em tudo isto, chego a pensar que é apenas uma brincadeira. e mais uma vez estou perante uma situação que em tempos julguei ser o que me fazia falta para seguir em frente. cá está ela! e o que faço agora? vou passar-lhe ao lado porque não estou preparada para lidar com nada disto. sim, andamos à procura nos sítios errados. não, nem sempre aquilo que julgamos que nos falta, é o que realmente nos falta. preciso é de espaço, acho que é isso. e daqui a uns meses talvez então me faça falta toda essa disponibilidade, que provavelmente já não vai existir. para além do espaço, o tempo. é sempre um risco... e fico com a impressão de que nos acontece sempre tudo ao contrário do que precisamos. haja sentido de humor.
domingo, setembro 02, 2007
something for the weekend...
o meu mal sempre era sono e muitas horas de trabalho consecutivas... depois de mais um fim de semana recheado e que serviu para limpar a cabeça e arrumar assuntos dispersos e pendentes, sinto-me com confiança para encarar mais uma semana inteirinha a acordar bem antes do sol nascer e ainda antes da hora de ir dormir ao fim de semana. ou seja, apesar de toda a confiança... amanhã quando soar o toque ligeiro dos massive attack vou querer apagar este post telepaticamente, mas mais que isso vou querer chorar até me lembrar que não vale a pena estar com ronhas. e é nesse momento que vou ter de fazer o heróico esforço de me lembrar que fiz do fim de semana o melhor que podia ter feito... as tarefas domésticas, as compras, as pseudo-sestas, o cinema, o jantar fora, as conversas de gaja, as conversas de gajos, o bairro e a bica, a praia, a família, e umas boas horas de sono. às vezes admiro-me como é que há alturas em que o tempo ainda rende tanto... ao domingo à noite, vou dormir com a sensação de que este fim de semana o tempo esticou de propósito para mim. para que tivesse tempo de fazer tudo aquilo que por motivos de força maior tive de cancelar/adiar/deixar passar durante a semana. lembrei-me dos divine comedy, vou ali pôr a tocar.
quinta-feira, agosto 30, 2007
why not?
queria escrever qualquer coisa, mas estou sem ideias. talvez seja porque tenho muita coisa na cabeça que já devia ter dito pessoalmente a quem de direito por muito mais do que uma vez e nao o fiz ainda por achar que não sou capaz. por agora não sou capaz de pensar em mais nada, mas também não acho conveniente pô-lo por palavras. apenas que há pessoas que têm o dom de fazer de mim o que bem entendem e a quem simplesmente não consigo dizer que não. até aqui tudo bem, não fosse o caso de depois ficar eu a martirizar-me indefinidamente por ser assim, sem conseguir mudar.
quarta-feira, agosto 29, 2007
sleep 'till noon......
volvidas que estão 4 horinhas de sono, às 5h30 da manhã, a sensação do que seria poder ficar na cama até ver, é tão real, tão real, que chego a precisar de relembrar-me ao minuto do que estou aqui a fazer para além de pensar mal da minha vida... diz que uma pessoa se habitua a tudo? ahahahahah
domingo, agosto 26, 2007
savannah smiles.....
austin e o texas continuam a exercer as suas influências... chama-se "savannah smiles", é uma canção do novo álbum dos okervill river (que insisto em chamar de overkill river se nao pensar duas vezes) e, como se nao bastasse ser a música ideal para fazer a transição da agitação do fim de semana para uma semana que se adivinha mentalmente mais comprida do que as outras, tem o sobrenatural poder de me fazer esquecer por momentos que amanhã volto a partilhar o despertador com a classe dos pedreiros (talvez o meu toque duas horinhas mais cedo, até). a calma na forma de música de embalar. e ainda ontem falávamos de como poderíamos viver em austin... ao longe.
question marks...
acho que é muito positivo chegar ao ponto em que achamos que vale a pena contar a história toda. passar do pé em que sorrimos sistematicamente que, sim, está tudo bem, para depois sairmos a pensar entre dentes que o melhor é nem começar a falar. isto de conhecer pessoas que querem saber quem somos, e que vão ainda mais longe ao arriscar debruçar-se sobre os clássicos de onde viemos e para onde vamos, é realmente um investimento pessoal trabalhoso. bom bom era que todo este processo pudesse ser saltado com a troca de uns rascunhos sobre aquilo que temos andado a fazer nos últimos anos. assim, ja ninguém tinha de responder às mesmas perguntas sistematicamente, nem explicar por que desatinamos com isto e com aquilo, nem avisar que temos mau acordar e coisas assim, como ressonar, que depressa nos deixam de ser indiferentes. e futebol, gostas?
fulfilled........
não quero ir dormir sem antes registar que os devotchka também soam muitíssimo bem por aqui. preenchem todos os requisitos e dispõem bem, que é o que se quer num final de dia que sem querer, e apesar de todo o cinzento que por aí se espalhou, se tornou num dia tão bem passado. recheado, talvez seja a palavra certa. é isso... recheado.
sexta-feira, agosto 24, 2007
act fast, don't think......
o importante aqui é ver que mesmo que os nós da teia se soltassem todos de uma dia para o outro e eu conseguisse realmente ver essa ideia concretizada, iam automaticamente enlaçar-se mais umas quantas linhas no capítulo seguinte. é assim que as coisas funcionam. e então por uma vez na vida que seja, e nem que seja só por umas horas do dia de hoje, decidi não escolher o caminho mais difícil e até agora ainda nada de suores frios nem taquicardias. é a isto que chamam descomplicar? isto sempre existiu?
hide and seek.......
não sendo eu pessoa de grandes ajuntamentos nem de grupos de amigos de umas poucas de dezenas, gosto de pensar que não é de admirar que depois de algumas semanas rodeada de magotes festivaleiros o meu programa preferido dos dias que correm seja estar em casa, protegida de qualquer eventualidade em que seja necessário:
a) manter uma conversa de circunstância
b) sorrir sem vontade
c) falar de trabalho
d) ouvir anedotas
e) manter um ar interessado quando o assunto são treinadores de futebol que nao faço ideia quem sejam nem quais as suas nacionalidades
f) ter de evitar não dizer alto todos os comentários parvos que me passam pela cabeça
Pedantices e afins à parte, dou cada vez mais valor a pessoas que sabem que o silêncio é uma parte importante da vida e que nasceram dotadas de um sentido de humor inteligente e refinado. sim, como o açucar, que também é uma parte importante do dia a dia.
beats...
são vários os discos que por aqui têm rodado nas últimas semanas. mudaram todos de casa recentemente e parece que tenho tido a necessidade de testá-los neste novo enquadramento, para ver se sentem tão em casa quanto eu. é estranho, mas muitos deles não têm aqui o impacto que tiveram noutro(s) espaço(s). abstraindo-me de que também os dias são outros, não consigo deixar de sentir alguma desilusão ao ver que não surtem o efeito sonhei para o futuro deles. em contrapartida há outros que soam como se aqui tivessem vivido desde que nasceram. numa magnífica tarde de introspecção e audições várias, descubro que por agora o disco que melhor soa aqui em casa é o "beats vol. 1 - amor" do sam the kid. especulações e interpretações à parte, e já nao falando que tenho para mim que este é um disco que sabe estar e ponto final, à medida que a música avança pela tarde fora consigo ver tudo com mais clareza e tomar uma decisão que me tira um peso de cima e põe fim a mais uma desnecesária crise de ansiedade que me vinha descompensando o sistema de há umas semanas para cá. um peso do tamanho deste disco. venha de lá o vol. 2 - ?
quarta-feira, agosto 22, 2007
anti-do-to..........
dedico-me então hoje, e por fim, à tão concorrida arte de não fazer nada. por assim dizer. tenho de rever os canais que tenho sintonizados na minha televisão [só um aparte para dizer que oiço daqui a vizinha a disparar o spray anti formigas nas portas que dão acesso do quintal à casa. fiz o mesmo há coisas de uma hora atrás. não, havia de ser à frente, pensam os mais expeditos] com urgência. vejo mais um programa sobre decoração e obras em casa e jardins alheios e acho que planto a dita tv naquele lugar vago do lado direito do canteiro da esquerda. sim, onde estão agora algumas ervas daninhas, que ou muito me engano ou começam a achar que é tudo delas.. relembro agora por que motivo passei tantos anos sem quaisquer hábitos de televisão. é cansativo. como amanhã não vou poder voltar a adiar a ida à catedral do consumo, vou ali acabar as últimas páginas do único livro que tenho cá em casa (por motivos de espaço e/ou arrumação pendente), já que amanhã sempre posso trazer um livro novo no saco de plástico.
terça-feira, agosto 21, 2007
home improvement........
o meu jeito para a bricolage e outras tarefas que tais é uma coisa tão estonteante que merece alguma atenção da minha parte. tenho tido tanta ajuda de amigos incansáveis e com uma disponibilidade que já não existe hoje em dia, que só hoje me apercebi até onde vai a minha agilidade com um martelo na mão. mas desta vez não. desta vez, decidi não recorrer ao auxílio desses meus anjos da guarda que tanto estimo e que nao não têm feito outra coisa se não proteger-me de um eventual acidente doméstico por mim provocado sobre mim própria e avancei sozinha numa tarefa que se me adivinhava fácil, económica e de preparação rápida, qual refeição indispensável de massa com atum.
não vou aqui entrar em pormenores, mas para ilustrar a minha natural queda para este tipo de actividades quero aqui revelar que 2 minutos depois de iniciar a obra, estava já eu estava de pé em cima da cama (por fazer, claro está, que nem por um segundo me passou pela cabeça que ao fim do dia havia de estar ali em pé e empoleirada) com uma espécie-de-cortina numa mão, um martelo na outra e a pensar como era suposto agarrar nos pregos que estavam arrumados em cima da cama e espetá-los, prendendo a espécie-de-cortina à parede.
depois de todas e mais algumas hesitações que passaram inclusivamente por pôr tudo no lixo e ir para o sofá, que foi a outra única peça que montei sozinha cá em casa. a espécie-de-cortina é daquelas em tirinhas que se enrolam todas umas nas outras. e como aqui toda a gente goza daquilo a que tem direito, é obvio que todas as tirinhas estavam já enroladas umas nas outras desde o início da obra, o que de si já facilitou em tudo o meu atabalhoado trabalho. mas ainda assim, tirando as dezenas de pregos amolgados e os outros tantos buracos na parede que agora estão esteticamente tapados com a parte de cima da espécie-de-cortina, está ali um bonito trabalho de decoração que não teria sido po possível de concretizar sem a minha perícia no manuseamento de uma caixa de ferramentas.
se a espécie-de-cortina amanhã ainda não tiver caído redonda no chão deixando à vista todos aqueles novos buracos para as formigas terem entrada directa para o quarto, talvez me aventure com as prateleiras.
hmmm...
tenho um dedo do pé esquerdo dormente desde manhã. foi poucos segundos antes de calçar o dito pé que comecei a sentir o incómodo, que pensei que passasse outros tantos segundos depois. redondamente enganada. já regressei a casa, cerca de dez horas depois, e o dedo ainda nao acordou desta dormência. mais do que o incómodo precocupa-me pensar que o dedo do pé pode estar a reflectir aquilo que a ida gripe provocou nos últimos dias ao meu cérebro... a letargia.
segunda-feira, agosto 20, 2007
obi
se a música do do cartão visa não dá dez a zero ao assobio dos outros sem sal vou ali já venho. e agora, que me lembre, não há outro sítio onde queira estar que não aqui.
sick and tired....
os espirros continuam.
o nariz continua sem saber bem o que quer... se desentupir, se entupir.
a garganta continua recheada de espinhos e chamas.
os olhos ardem como a garganta.
as dores no corpo não me dão pistas de como posso descansar.
a febre comanda tudo isto do alto meu metro e sessenta sem dó nem piedade.
haverá motivos para ligar a alguma das coisas que escrevi nos posts abaixo? hmmm
o nariz continua sem saber bem o que quer... se desentupir, se entupir.
a garganta continua recheada de espinhos e chamas.
os olhos ardem como a garganta.
as dores no corpo não me dão pistas de como posso descansar.
a febre comanda tudo isto do alto meu metro e sessenta sem dó nem piedade.
haverá motivos para ligar a alguma das coisas que escrevi nos posts abaixo? hmmm
what future holds...
sei mais da minha vida do que era suposto. e o que a princípio teve até uma certa graça, agora começa a tornar-se desconfortável. sei mais do que devia. e mesmo que me diga respeito a mim, há sempre outras pessoas envolvidas. e com elas, vêm outras e outras. e no fim de contas, está instalada uma confusão tal, que me faz fugir de situações de modo a evitar coisas que de uma maneira ou de outra acabam por acontecer na mesma, sem que tenha tempo de as evitar. e no fim a culpa nao foi de ninguém. a confusão de ideias é grande, eu sei, mas seria tudo tão mais simples se pudesse simplesmente escrever aqui as coisas como elas são e pronto. apenas que continuamos todos a cruzar-nos em fases desencontradas e que inevitavelmente escolhemos o cruzamento mais complicado de atravessar. porque aqui nao funciona a regra de quem chega primeiro ou de quem acelera mais. antes pelo contrário. e daqui a um ano vejamos se tudo bate certo.
no, thanks :)
se trabalhei todo este tempo para chegar a este ponto, então por que sagrado motivo não quero eu agora passar a linha que me trava de alcançar o resto? enquanto falo com a v. chego à conclusão de que não me apetece, pelo menos para já, correr o risco de jogar sem a certeza de que me vai sair outra vez a carta sem o prémio final. tendo a consciência de que o risco é a parte essencial do jogo e de que outra maneira nem valeria a pena jogar, por agora sinto a maior parte do tempo que não há nada que precise de ganhar para completar o que já tenho. estou bem assim. e por saber que não é fácil nem habitual sentir-me assim, não me apetece correr o risco de deixar que alguém chegue de rompante e ponha em causa esta minha segurança sem sequer pedir licença. porque, por enquanto, ainda vou a tempo de controlar isso.
sexta-feira, junho 01, 2007
in what (?) we trust...
a confiança é uma coisa tramada. se lhe dizemos que não, à confiança, criamos sistematicamente barreiras, que com o tempo se tornam em muros, que mais cedo ou mais tarde acabam por ruir um por um. e como lhe dissemos que não, à confiança, é em cima de nós que vão cair, os muros, una atrás dos outros, como vingança que se quer fria. se, para evitar tudo isto, optamos pelo sim descontraído corremos o risco de atrair tudo quanto é posta de pescada sobre coisas que só a nós dizem respeito. mas aí... teremos sido nós a dar a entender que estávamos à espera que nos servissem a posta, mesmo sem o verbalizar? pior, quando no prato que nos atiram à cara vem a acompanhar um julgamento ou uma moralzinha fundada em confidências feitas anteriormente na base da, lá está, confiança.
ou será que simplesmente nem todos os dias temos paciência para dialogar ou para ouvir o que quer que seja que os outros têm para dizer? bom era que hoje fôssemos todos ouvir a música que temos em atraso para ouvir, e nos deixássemos de conversas... a paciência, senhores, a paciência... alguém a viu? diz que também lhe emprestaram um jacto particular...
ou será que simplesmente nem todos os dias temos paciência para dialogar ou para ouvir o que quer que seja que os outros têm para dizer? bom era que hoje fôssemos todos ouvir a música que temos em atraso para ouvir, e nos deixássemos de conversas... a paciência, senhores, a paciência... alguém a viu? diz que também lhe emprestaram um jacto particular...
segunda-feira, maio 21, 2007
speed up and slow down...
a adrenalina é uma coisa tramada. quando lhe dá para aparecer faz-nos sentir capazes de viver uma semana sem parar, sem dormir, sem sentir vislumbre de cansaço. quando desaparece, fá-lo sempre sem se despedir e sem dizer quando volta, deixando aquela sensação sem igual de que nos passou um camião por cima uma e outra vez. o sono, senhores, o sono tem agora a força desse camião. o frio que não desaparece, dando conta do cansaço que não senti na semana anterior e que agora parece ter de se compensar a si próprio. a voz, que insiste em viver nos andares mais baixos acentuando os graves da praxe, que me lembram apenas e só a grande simone de oliveira. afinal aquele anúncio da vodafone sempre era baseado em factos reais. não me telefonem nos próximos dias, por favor. escrevam. e as costas... ai, as costas... que até me falha a respiração... quando respiro fundo sinto que tenho uma faca espetada nas costas. uma monumental ressaca de trabalho, e apesar de tudo uma sensação de que já tinha algumas saudades. o tudo por tudo contra o tempo. e o cansaço no final... esquecer tudo no dia seguinte e agir como se nada se tivesse passado. pensar na próxima e aguardar pela nova crise de adrenalina. alguém consegue viver sem isto?
sábado, maio 12, 2007
getting back...
estou de volta. não a este blog, que por acaso até tem andado bem acompanhado, mas a mim. estou de volta a mim. sinto que voltei a encarnar em mim, se é que isto faz algum sentido. não sei o que é feito da tranquilidade de que me estranhava há algum tempo.
estão todos de volta... os formigueiros interiores, a ansiedade a que não vejo o fim, a impaciência constante, o nervoso miudinho que não me deixa parar muito tempo em lado nenhum, a instabilidade que me faz rir e chorar com a mesma facilidade, o burburinho interior que não me deixa descansar, as tonturas no estômago que me impedem de sequer chegar perto desse mito a que chama alimentação equilibrada. todos eles voltaram de viagem e estão felizes por regressar a casa. e eu? à toa... agora que me habituara à sua ausência, tenho de novo de arranjar espaço para todos estes inquilinos. e para o resto... e ainda assim... sinto-me confortável. what goes around, comes around...
sinto-me de novo com pressa, sinto de novo que em vez do presente tenho de agarrar depressa o futuro e fazer acontecer a minha vida. novamente, deixou de me fazer sentido esperar que as coisas se processem no seu ritmo. não. se o meu ritmo é mais rápido, por que raio terei de atrasar o passo para acompanhar o que supostamente é a minha vida? se é minha devia ir ao meu ritmo. sim, a frustração de não conseguir chegar depressa à fase em que terei paciência para tudo menos para as perguntas a que não encontro resposta. para isso sei que nunca encontrarei paciência que chegue.
preciso da minha vida, ou daquilo que planeei para ela. não fazer planos? que se lixem as desilusões, fazem parte. preciso de objectivos, metas para atravessar. de outro modo, que sentido é que isto faz? deixar andar? sabe bem durante um mês, dois, três, talvez... mais que isso, sabe a perda de tempo, soube, e por isso mesmo deixei tudo à borda do prato. já chega. por agora, quero fazer a minha vida acontecer com a ajuda de todos os inquilinos regressados. e deixo andar em certas horas do dia, em certos dias da semana, em certos meses do ano. e quando digo certos, quero dizer incertos. faz parte da estabilidade mental.
estão todos de volta... os formigueiros interiores, a ansiedade a que não vejo o fim, a impaciência constante, o nervoso miudinho que não me deixa parar muito tempo em lado nenhum, a instabilidade que me faz rir e chorar com a mesma facilidade, o burburinho interior que não me deixa descansar, as tonturas no estômago que me impedem de sequer chegar perto desse mito a que chama alimentação equilibrada. todos eles voltaram de viagem e estão felizes por regressar a casa. e eu? à toa... agora que me habituara à sua ausência, tenho de novo de arranjar espaço para todos estes inquilinos. e para o resto... e ainda assim... sinto-me confortável. what goes around, comes around...
sinto-me de novo com pressa, sinto de novo que em vez do presente tenho de agarrar depressa o futuro e fazer acontecer a minha vida. novamente, deixou de me fazer sentido esperar que as coisas se processem no seu ritmo. não. se o meu ritmo é mais rápido, por que raio terei de atrasar o passo para acompanhar o que supostamente é a minha vida? se é minha devia ir ao meu ritmo. sim, a frustração de não conseguir chegar depressa à fase em que terei paciência para tudo menos para as perguntas a que não encontro resposta. para isso sei que nunca encontrarei paciência que chegue.
preciso da minha vida, ou daquilo que planeei para ela. não fazer planos? que se lixem as desilusões, fazem parte. preciso de objectivos, metas para atravessar. de outro modo, que sentido é que isto faz? deixar andar? sabe bem durante um mês, dois, três, talvez... mais que isso, sabe a perda de tempo, soube, e por isso mesmo deixei tudo à borda do prato. já chega. por agora, quero fazer a minha vida acontecer com a ajuda de todos os inquilinos regressados. e deixo andar em certas horas do dia, em certos dias da semana, em certos meses do ano. e quando digo certos, quero dizer incertos. faz parte da estabilidade mental.
quarta-feira, maio 09, 2007
time goes by...
passo diária e obrigatoriamente por sítios onde me fazia bem deixar de passar. dedico diariamente parte da minha actividade mental a assuntos em que me fazia bem deixar de pensar. e o mesmo se passa com a minha actividade emocional, que devia deixar de gastar com algumas pessoas. penso nisto todos os dias, que nunca mais chega o dia em que vou perceber que já não faço nenhuma destas coisas. e o tempo... passava depressa?
not......
amigos que abusam da boa vontade de outros. tiram-me do sério. sobretudo porque tenho medo de não saber delinear a fronteira que separa a amizade do abuso de confiança. e mais ainda porque não consigo simplesmente dizer que não e sair em grande sem qualquer tipo de remorso ou peso na consciência. e enquanto assim for, não me poderei queixar. já faltou mais.
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