quinta-feira, outubro 11, 2007

bring on the comets...

e porque amanhã já é sexta-feira (alguém deu pela semana a passar?), o estágio para o fim das dores nas costas faz-se ao som do regresso dos vhs or beta. "bring on the comets" é aquilo a que se chama em bom português um vício pegado, daqueles que balançam a pilhas, sem paragem à vista. e não cansa a cabeça com potência a mais, o que nestes dias faz toda a diferença. batidas leves, viradas para os oitentas, tal como a voz a atirar para a tangueta em certos momentos. o tema-título (gosto muito de dizer tema-título) leva-me aos jesus & mary chain. sabe-se lá porquê... mas sabe-me bem e dá-me que pensar. já crashei no "fall down lightly". ora bem... tendo em conta que é a faixa 9, é possível que só chegue ao fim do disco lá para domingo à tarde.


orelhas de burro:


vhs or beta - bring on the comets - 2007

quarta-feira, outubro 10, 2007

house of pain....

o que era bom, era que eu agora fosse ali dormir depressa enquanto as dores ainda são poucas, e que amanhã, quando o despertador tocasse já fosse sábado. e não, o pedia pelas razões mais óbvias assim só porque sim. é que calculo que lá para sábado as minhas costas já estejam bem mais aliviadinhas do tratamento que levaram hoje e que me vai deixar com problemas de circulação (e não é da sanguínea, nem automóvel) seguramente durante um bom par de dias. a quem é que se pede para fazer o tempo saltar?

praise the fall...

queria aqui dizer apenas que o outono já começou e eu não disse nada. assim como assim, ainda bem porque ainda faltam umas semanitas para ir ali gozar as férias de verão, e sinceramente não gosto lá muito do outono, porque o verão é deixado para trás. mas há coisas que facilitam, e sobretudo há vozes que facilitam e que não soam tão bem no verão.

queria só deixar aqui a minha devida homenagem a estes senhores, que já chegou o tempo deles: richard hawley, joe henry e mark knopfler. são ícones do outono tão importantes como as castanhas, as folhas caídas, as romãs e as golas altas (pelo menos quando outono ainda era uma estação independente e definida).


orelhas de burro:


richard hawley - lady's bridge - 2007
joe henry - civilians - 2007
mark knopfler - kill to get crimson - 2007

quinta-feira, outubro 04, 2007

something for the weekend...

muita música nova para o fim de semana
leitura em dia
verde... muito verde
boas horas de sono
ar puro
abraços
e mais música!

so what...?

há momentos em que tenho a nítida sensação de que há pessoas que são pessimistas, por defeito. leia-se defeito por princípio, e não no sentido oposto de qualidade. se somos medianos ou mauzinhos a fazer qualquer coisa, passamos bem despercebidos e ninguém se choca, nem se admira, nem expressa reacção perante os nossos feitozinhos. se afinal a coisa até corre bem é a admiração generalizada. infelizmente, continuo a preferir passar despercebida. admira-me como é tão fácil as pessoas deslumbrarem-se com tão pouco. há que manter a fasquia alta... a sensação de deslumbramento não se devia desperdiçar assim ao minuto e meio.

quarta-feira, outubro 03, 2007

red cross...

viver em benfica... que maravilha, muito comércio, pastelarias com bolos de perder de vista, mercearias recheadas com a mais fina fruta da época, farmácias porta sim porta sim, bancos de todas as cores, cada um com o seu crédito, com multibancos sempre disponíveis, quiosques bem fornecidos de leitura, cervejarias em cada esquina, frango assado sempre a sair. tudo e mais alguma coisa a meio caminho de lisboa e da linha. e perto do trabalho. tudo para ser feliz. mas... inevitável haver um mas para além das formigas... a águia, senhores, a águia. e nem vale a pena dizer mais nada. toda a gente saberá melhor do que eu quantos é que eles são. para mim são apenas MUITOS. uma mancha. que inunda todos os caminhos que me trazem a casa. resta um atalho, vá lá. é chato, mas vem cá dar. e polícia... há batalhões de polícia por todo o lado, parece que estamos numa zona vigiada de banhos perigosa. e por que raio tenho eu sempre pontaria para agendar ir ao colombo nos dias de jogo? pensei que a única cruz vermelha que carregasse com a minha vida fosse o sítio onde nasci...

for real...

não demoro muito até mostrar que a paciência e a constância não são propriamente as duas qualidades que melhor me definem. sim, é verdade que exigo raciocínio rápido a quem me rodeia no dia-a-dia, e que me acompanhem nas mudanças de pensamento à rapidez que a minha instabilidade o exige. se me adivinharem o pensamento, aí é ouro sobre azul. é que também não sou muito dada a repetições. e não, não sou mais rápida que ninguém. mais instável talvez. e agradam-me sobretudo convites disparatados e pouco ponderados. não gosto que me deixem as ideias a pairar, gosto de propostas concretas, mas preciso de ar, de muito espaço. do meu espaço, e pressão é uma palavra que no meu dicionário significa sufoco. e como me falta a paciência, preciso que a tenham por dois. é pedir muito? pois é. mas parece que existe.

segunda-feira, outubro 01, 2007

'till death......

a frase romântica dita por um rapaz franzino à sua mais que tudo nesta nova atrocidade da tvi...:

"quero morrer contigo"

e ela chora de emoção.

por favor... e depois admiram-se. e nós é que somos exigentes, e escolhemos sempre o caso mais complicado, e não sabemos o que queremos... ok, é tudo verdade, é mesmo isso, sem tirar nem pôr. mas... "quero morrer contigo"??? estará já a relação assim tão desgastada? hmmm

what goes around....

é curioso como a maioria das cidades que há coisa de um mês estava em alerta amarelo por causa do calor, é agora a mesma que está de novo em alerta amarelo por causa das chuvas...

whistling music...

tenho a sensação de que nunca se assobiou tanto nas rádios. o que não é necessariamente mau... prefiro o som do assobio ao dos pan pipes, verdade seja dita. sobretudo porque não consigo assobiar nem à lei da bala, o que me faz admirar profundamente quem constrói uma melodia a partir de um assobio. mas daí a basear uma canção inteira nisso... não podia ser só um soprozito ou outro? e guitarras, não?
e a infinidade de sites que ensinam a assobiar...

sexta-feira, setembro 28, 2007

bottled feelings...

eu continuo a querer engarrafar sentimentos. quanto a vocês não sei... mas por mim, guardava ali no frigorífico uma garrafinha com a confiança e a segurança e tudo o resto que senti esta semana, para beber assim que voltar a pensar que todos os outros são e estão melhores do que eu. só preciso de um saca-rolhas... hmm... talvez venha a dar jeito. isso ou alguém que me relembre da sorte que tenho, assim que eu começar a ameaçar esquecer-me. ou talvez também isso eu tenha...

domingo, setembro 23, 2007

pink rock.......

a propósito do lançamento do novo álbum dos foo fighters, que sai amanhã, queria só aqui dizer que não suporto a faceta baladeira do dave grohl. eu que nem sou grande adepta de música dita "agressiva" (salvo brilhantes excepções), adoro ver este homem aos berros e a desfazer-se ao ritmo da guitarra em palco. e ele agora vai, e faz intros para as músicas a atirar para os scorpions? valha-me deus... que o the pretender até uma música do caraças, mas aquela xaropada inicial podia vir no winds of change ou outra baboseira qualquer vinda lá da alemanha cor-de-rosa.

dream on, dreamers.............

fico feliz por saber, que apesar do trabalho andar a roubar-me tempo demais à parte social dos meus dias de semana, continuo presente na vida das minhas amigas... em sonhos! nos delas, não nos meus. não ia aqui relatar caso, nem dar-lhe importância por aí além, não fosse o primeiro relato ter sido sucedido por um segundo. cada um mais improvável do que o outro. se não, vejamos:

- a gamma sonhou no seu sofá que recebeu um convite para o meu casamento. segundo ela, no convite podia ler-se que estava convidada para o casamento de maria joão + manuel. [esclareça-se já aqui que nem eu estou a pensar casar tão depressa, nem conheço nenhum manuel para além do meu querido sobrinho]

- a matinhos sonhou que eu estava mais feliz do que nunca porque ia abandonar tudo e todos e rumar para cuba (e não era no alentejo) onde ia voltar a estudar. [ora bem... tendo em conta que eu arrastei um curso superior e meio durante anos a fio e que só dei descanso às pestanas há um par ou dois de anos, nao me parece que vá regressar à escola para já... sair de lisboa agora e deixar tudo e todos? hmmm nesta altura também não me parece... e cuba? ir estudar para cuba? desculpem qualquer coisinha os mais sensíveis, mas é um destino que não me diz nada...]

tendo em conta que a estabilidade nunca foi uma das imagens de marca da minha vida, não sei se me hei-de preocupar com estes presságios ou não...

quarta-feira, setembro 12, 2007

what it takes.........

as peças continuam a encaixar-se. certas coisas que há uns meses atrás não faziam o menor sentido, ganham agora mais significado do que nunca. tentando analisar as coisas de fora, parece que tudo acontece pela ordem certa, por maior que seja o caos psicológico na maior parte dos dias. será isto o tal conceito antagónico de caos organizado? há dias em que sinto que estou precisamente na etapa em que é suposto estar. são poucos, mas existem e consigo dar por eles, o que já não é mau de todo. vou dormir mal durante uns meses, a ansiedade vai tomar conta de mim e controlar todos os meus actos e, sobretudo, vou ter pouca disponibilidade mental (que é como quem diz paciência) para o que quer que seja. os períodos de adaptação inerentes a qualquer tipo de mudança são um inferno. um verdadeiro pesadelo. diria mesmo, uma catástrofe para o sistema nervoso. tudo aperitivos sem os quais não consigo sentir-me viva. tudo pormenores essenciais à evolução pessoal.

segunda-feira, setembro 10, 2007

tomorrow never dies....

um dia destes...

não lavo a loiça às oito da noite, simplesmente porque não me apetece. vou à minha vida descansada. até que... são 5h30 da manhã, o despertador acabou de tocar. e como se isso não fosse mau o suficiente, e motivo para chorar com vontade, enquanto espero que a chama do esquentador se aguente à bronca, reparo que dezenas de formigas passeiam alegremente por cima dos pratos da quiche do jantar do dia anterior, dentro do lava-loiça. sou obrigada a lavar a loiça às 5h35 da manhã sem refilar.

noutro dia...

são dez da noite e estou a caminho de casa. vejo a luz da gasolina a dar sinal insistentemente. estou no fim da reserva, passo por duas bombas de gasolina, mas não faço caso porque só consigo pensar que estou quase a chegar a casa. ainda dá. missão cumprida. no dia seguinte... o despertador volta a tocar às 5h30 da manhã. primeiro pensamento (para além de "hoje nao vou", "hoje não vou", "hoje não vou", "tenho de ir"): "estou sem gasolina". sou obrigada a sair de casa ainda antes das habituais seis da manhã para passar na bomba. sem refilar.

e assim vou continuando a deixar para amanhã o que não me apetece fazer hoje.

é muito bom poder viver em pleno de acordo com os meus horários. é só desse pequeno egoísmo que preciso agora. dá para perceber? ainda bem. que faça sentido pelo menos durante uma semana.

i'll take my chances...

ou padeço da febre do sono há já uns bons dias, ou isto é sinal de que preciso com urgência de negociar finalmente umas férias. não está fácil. e as indefinições também não ajudam. mais uma vez, consigo ter tudo na minha vida em aberto e não me apetece definir nada. e consigo também ver ao longe, que se me derem a escolher vou mais uma vez pôr as cruzes nos quadrados que daqui a uns meses vou ver como a escolha errada. não vale a pena. não há meio de acreditar que as coisas às vezes possam ser tão fáceis, e muito menos que ainda haja pessoas tão disponíveis. sinceramente, quando penso em tudo isto, chego a pensar que é apenas uma brincadeira. e mais uma vez estou perante uma situação que em tempos julguei ser o que me fazia falta para seguir em frente. cá está ela! e o que faço agora? vou passar-lhe ao lado porque não estou preparada para lidar com nada disto. sim, andamos à procura nos sítios errados. não, nem sempre aquilo que julgamos que nos falta, é o que realmente nos falta. preciso é de espaço, acho que é isso. e daqui a uns meses talvez então me faça falta toda essa disponibilidade, que provavelmente já não vai existir. para além do espaço, o tempo. é sempre um risco... e fico com a impressão de que nos acontece sempre tudo ao contrário do que precisamos. haja sentido de humor.

domingo, setembro 02, 2007

something for the weekend...

o meu mal sempre era sono e muitas horas de trabalho consecutivas... depois de mais um fim de semana recheado e que serviu para limpar a cabeça e arrumar assuntos dispersos e pendentes, sinto-me com confiança para encarar mais uma semana inteirinha a acordar bem antes do sol nascer e ainda antes da hora de ir dormir ao fim de semana. ou seja, apesar de toda a confiança... amanhã quando soar o toque ligeiro dos massive attack vou querer apagar este post telepaticamente, mas mais que isso vou querer chorar até me lembrar que não vale a pena estar com ronhas. e é nesse momento que vou ter de fazer o heróico esforço de me lembrar que fiz do fim de semana o melhor que podia ter feito... as tarefas domésticas, as compras, as pseudo-sestas, o cinema, o jantar fora, as conversas de gaja, as conversas de gajos, o bairro e a bica, a praia, a família, e umas boas horas de sono. às vezes admiro-me como é que há alturas em que o tempo ainda rende tanto... ao domingo à noite, vou dormir com a sensação de que este fim de semana o tempo esticou de propósito para mim. para que tivesse tempo de fazer tudo aquilo que por motivos de força maior tive de cancelar/adiar/deixar passar durante a semana. lembrei-me dos divine comedy, vou ali pôr a tocar.

quinta-feira, agosto 30, 2007

why not?

queria escrever qualquer coisa, mas estou sem ideias. talvez seja porque tenho muita coisa na cabeça que já devia ter dito pessoalmente a quem de direito por muito mais do que uma vez e nao o fiz ainda por achar que não sou capaz. por agora não sou capaz de pensar em mais nada, mas também não acho conveniente pô-lo por palavras. apenas que há pessoas que têm o dom de fazer de mim o que bem entendem e a quem simplesmente não consigo dizer que não. até aqui tudo bem, não fosse o caso de depois ficar eu a martirizar-me indefinidamente por ser assim, sem conseguir mudar.

quarta-feira, agosto 29, 2007

sleep 'till noon......

volvidas que estão 4 horinhas de sono, às 5h30 da manhã, a sensação do que seria poder ficar na cama até ver, é tão real, tão real, que chego a precisar de relembrar-me ao minuto do que estou aqui a fazer para além de pensar mal da minha vida... diz que uma pessoa se habitua a tudo? ahahahahah

domingo, agosto 26, 2007

savannah smiles.....

austin e o texas continuam a exercer as suas influências... chama-se "savannah smiles", é uma canção do novo álbum dos okervill river (que insisto em chamar de overkill river se nao pensar duas vezes) e, como se nao bastasse ser a música ideal para fazer a transição da agitação do fim de semana para uma semana que se adivinha mentalmente mais comprida do que as outras, tem o sobrenatural poder de me fazer esquecer por momentos que amanhã volto a partilhar o despertador com a classe dos pedreiros (talvez o meu toque duas horinhas mais cedo, até). a calma na forma de música de embalar. e ainda ontem falávamos de como poderíamos viver em austin... ao longe.

question marks...

acho que é muito positivo chegar ao ponto em que achamos que vale a pena contar a história toda. passar do pé em que sorrimos sistematicamente que, sim, está tudo bem, para depois sairmos a pensar entre dentes que o melhor é nem começar a falar. isto de conhecer pessoas que querem saber quem somos, e que vão ainda mais longe ao arriscar debruçar-se sobre os clássicos de onde viemos e para onde vamos, é realmente um investimento pessoal trabalhoso. bom bom era que todo este processo pudesse ser saltado com a troca de uns rascunhos sobre aquilo que temos andado a fazer nos últimos anos. assim, ja ninguém tinha de responder às mesmas perguntas sistematicamente, nem explicar por que desatinamos com isto e com aquilo, nem avisar que temos mau acordar e coisas assim, como ressonar, que depressa nos deixam de ser indiferentes. e futebol, gostas?

rip.......

o adeus do eduardo prado coelho. ainda o choque no fio do horizonte...

fulfilled........

não quero ir dormir sem antes registar que os devotchka também soam muitíssimo bem por aqui. preenchem todos os requisitos e dispõem bem, que é o que se quer num final de dia que sem querer, e apesar de todo o cinzento que por aí se espalhou, se tornou num dia tão bem passado. recheado, talvez seja a palavra certa. é isso... recheado.

sexta-feira, agosto 24, 2007

act fast, don't think......

o importante aqui é ver que mesmo que os nós da teia se soltassem todos de uma dia para o outro e eu conseguisse realmente ver essa ideia concretizada, iam automaticamente enlaçar-se mais umas quantas linhas no capítulo seguinte. é assim que as coisas funcionam. e então por uma vez na vida que seja, e nem que seja só por umas horas do dia de hoje, decidi não escolher o caminho mais difícil e até agora ainda nada de suores frios nem taquicardias. é a isto que chamam descomplicar? isto sempre existiu?

hide and seek.......

não sendo eu pessoa de grandes ajuntamentos nem de grupos de amigos de umas poucas de dezenas, gosto de pensar que não é de admirar que depois de algumas semanas rodeada de magotes festivaleiros o meu programa preferido dos dias que correm seja estar em casa, protegida de qualquer eventualidade em que seja necessário:

a) manter uma conversa de circunstância
b) sorrir sem vontade
c) falar de trabalho
d) ouvir anedotas
e) manter um ar interessado quando o assunto são treinadores de futebol que nao faço ideia quem sejam nem quais as suas nacionalidades
f) ter de evitar não dizer alto todos os comentários parvos que me passam pela cabeça

Pedantices e afins à parte, dou cada vez mais valor a pessoas que sabem que o silêncio é uma parte importante da vida e que nasceram dotadas de um sentido de humor inteligente e refinado. sim, como o açucar, que também é uma parte importante do dia a dia.

beats...

são vários os discos que por aqui têm rodado nas últimas semanas. mudaram todos de casa recentemente e parece que tenho tido a necessidade de testá-los neste novo enquadramento, para ver se sentem tão em casa quanto eu. é estranho, mas muitos deles não têm aqui o impacto que tiveram noutro(s) espaço(s). abstraindo-me de que também os dias são outros, não consigo deixar de sentir alguma desilusão ao ver que não surtem o efeito sonhei para o futuro deles. em contrapartida há outros que soam como se aqui tivessem vivido desde que nasceram. numa magnífica tarde de introspecção e audições várias, descubro que por agora o disco que melhor soa aqui em casa é o "beats vol. 1 - amor" do sam the kid. especulações e interpretações à parte, e já nao falando que tenho para mim que este é um disco que sabe estar e ponto final, à medida que a música avança pela tarde fora consigo ver tudo com mais clareza e tomar uma decisão que me tira um peso de cima e põe fim a mais uma desnecesária crise de ansiedade que me vinha descompensando o sistema de há umas semanas para cá. um peso do tamanho deste disco. venha de lá o vol. 2 - ?

quarta-feira, agosto 22, 2007

anti-do-to..........

dedico-me então hoje, e por fim, à tão concorrida arte de não fazer nada. por assim dizer. tenho de rever os canais que tenho sintonizados na minha televisão [só um aparte para dizer que oiço daqui a vizinha a disparar o spray anti formigas nas portas que dão acesso do quintal à casa. fiz o mesmo há coisas de uma hora atrás. não, havia de ser à frente, pensam os mais expeditos] com urgência. vejo mais um programa sobre decoração e obras em casa e jardins alheios e acho que planto a dita tv naquele lugar vago do lado direito do canteiro da esquerda. sim, onde estão agora algumas ervas daninhas, que ou muito me engano ou começam a achar que é tudo delas.. relembro agora por que motivo passei tantos anos sem quaisquer hábitos de televisão. é cansativo. como amanhã não vou poder voltar a adiar a ida à catedral do consumo, vou ali acabar as últimas páginas do único livro que tenho cá em casa (por motivos de espaço e/ou arrumação pendente), já que amanhã sempre posso trazer um livro novo no saco de plástico.

terça-feira, agosto 21, 2007

home improvement........

o meu jeito para a bricolage e outras tarefas que tais é uma coisa tão estonteante que merece alguma atenção da minha parte. tenho tido tanta ajuda de amigos incansáveis e com uma disponibilidade que já não existe hoje em dia, que só hoje me apercebi até onde vai a minha agilidade com um martelo na mão. mas desta vez não. desta vez, decidi não recorrer ao auxílio desses meus anjos da guarda que tanto estimo e que nao não têm feito outra coisa se não proteger-me de um eventual acidente doméstico por mim provocado sobre mim própria e avancei sozinha numa tarefa que se me adivinhava fácil, económica e de preparação rápida, qual refeição indispensável de massa com atum.

não vou aqui entrar em pormenores, mas para ilustrar a minha natural queda para este tipo de actividades quero aqui revelar que 2 minutos depois de iniciar a obra, estava já eu estava de pé em cima da cama (por fazer, claro está, que nem por um segundo me passou pela cabeça que ao fim do dia havia de estar ali em pé e empoleirada) com uma espécie-de-cortina numa mão, um martelo na outra e a pensar como era suposto agarrar nos pregos que estavam arrumados em cima da cama e espetá-los, prendendo a espécie-de-cortina à parede.

depois de todas e mais algumas hesitações que passaram inclusivamente por pôr tudo no lixo e ir para o sofá, que foi a outra única peça que montei sozinha cá em casa. a espécie-de-cortina é daquelas em tirinhas que se enrolam todas umas nas outras. e como aqui toda a gente goza daquilo a que tem direito, é obvio que todas as tirinhas estavam já enroladas umas nas outras desde o início da obra, o que de si já facilitou em tudo o meu atabalhoado trabalho. mas ainda assim, tirando as dezenas de pregos amolgados e os outros tantos buracos na parede que agora estão esteticamente tapados com a parte de cima da espécie-de-cortina, está ali um bonito trabalho de decoração que não teria sido po possível de concretizar sem a minha perícia no manuseamento de uma caixa de ferramentas.

se a espécie-de-cortina amanhã ainda não tiver caído redonda no chão deixando à vista todos aqueles novos buracos para as formigas terem entrada directa para o quarto, talvez me aventure com as prateleiras.

hmmm...

tenho um dedo do pé esquerdo dormente desde manhã. foi poucos segundos antes de calçar o dito pé que comecei a sentir o incómodo, que pensei que passasse outros tantos segundos depois. redondamente enganada. já regressei a casa, cerca de dez horas depois, e o dedo ainda nao acordou desta dormência. mais do que o incómodo precocupa-me pensar que o dedo do pé pode estar a reflectir aquilo que a ida gripe provocou nos últimos dias ao meu cérebro... a letargia.

segunda-feira, agosto 20, 2007

obi

se a música do do cartão visa não dá dez a zero ao assobio dos outros sem sal vou ali já venho. e agora, que me lembre, não há outro sítio onde queira estar que não aqui.

sick and tired....

os espirros continuam.
o nariz continua sem saber bem o que quer... se desentupir, se entupir.
a garganta continua recheada de espinhos e chamas.
os olhos ardem como a garganta.
as dores no corpo não me dão pistas de como posso descansar.
a febre comanda tudo isto do alto meu metro e sessenta sem dó nem piedade.

haverá motivos para ligar a alguma das coisas que escrevi nos posts abaixo? hmmm

what future holds...

sei mais da minha vida do que era suposto. e o que a princípio teve até uma certa graça, agora começa a tornar-se desconfortável. sei mais do que devia. e mesmo que me diga respeito a mim, há sempre outras pessoas envolvidas. e com elas, vêm outras e outras. e no fim de contas, está instalada uma confusão tal, que me faz fugir de situações de modo a evitar coisas que de uma maneira ou de outra acabam por acontecer na mesma, sem que tenha tempo de as evitar. e no fim a culpa nao foi de ninguém. a confusão de ideias é grande, eu sei, mas seria tudo tão mais simples se pudesse simplesmente escrever aqui as coisas como elas são e pronto. apenas que continuamos todos a cruzar-nos em fases desencontradas e que inevitavelmente escolhemos o cruzamento mais complicado de atravessar. porque aqui nao funciona a regra de quem chega primeiro ou de quem acelera mais. antes pelo contrário. e daqui a um ano vejamos se tudo bate certo.

no, thanks :)

se trabalhei todo este tempo para chegar a este ponto, então por que sagrado motivo não quero eu agora passar a linha que me trava de alcançar o resto? enquanto falo com a v. chego à conclusão de que não me apetece, pelo menos para já, correr o risco de jogar sem a certeza de que me vai sair outra vez a carta sem o prémio final. tendo a consciência de que o risco é a parte essencial do jogo e de que outra maneira nem valeria a pena jogar, por agora sinto a maior parte do tempo que não há nada que precise de ganhar para completar o que já tenho. estou bem assim. e por saber que não é fácil nem habitual sentir-me assim, não me apetece correr o risco de deixar que alguém chegue de rompante e ponha em causa esta minha segurança sem sequer pedir licença. porque, por enquanto, ainda vou a tempo de controlar isso.

sexta-feira, junho 01, 2007

in what (?) we trust...

a confiança é uma coisa tramada. se lhe dizemos que não, à confiança, criamos sistematicamente barreiras, que com o tempo se tornam em muros, que mais cedo ou mais tarde acabam por ruir um por um. e como lhe dissemos que não, à confiança, é em cima de nós que vão cair, os muros, una atrás dos outros, como vingança que se quer fria. se, para evitar tudo isto, optamos pelo sim descontraído corremos o risco de atrair tudo quanto é posta de pescada sobre coisas que só a nós dizem respeito. mas aí... teremos sido nós a dar a entender que estávamos à espera que nos servissem a posta, mesmo sem o verbalizar? pior, quando no prato que nos atiram à cara vem a acompanhar um julgamento ou uma moralzinha fundada em confidências feitas anteriormente na base da, lá está, confiança.
ou será que simplesmente nem todos os dias temos paciência para dialogar ou para ouvir o que quer que seja que os outros têm para dizer? bom era que hoje fôssemos todos ouvir a música que temos em atraso para ouvir, e nos deixássemos de conversas... a paciência, senhores, a paciência... alguém a viu? diz que também lhe emprestaram um jacto particular...

segunda-feira, maio 21, 2007

speed up and slow down...

a adrenalina é uma coisa tramada. quando lhe dá para aparecer faz-nos sentir capazes de viver uma semana sem parar, sem dormir, sem sentir vislumbre de cansaço. quando desaparece, fá-lo sempre sem se despedir e sem dizer quando volta, deixando aquela sensação sem igual de que nos passou um camião por cima uma e outra vez. o sono, senhores, o sono tem agora a força desse camião. o frio que não desaparece, dando conta do cansaço que não senti na semana anterior e que agora parece ter de se compensar a si próprio. a voz, que insiste em viver nos andares mais baixos acentuando os graves da praxe, que me lembram apenas e só a grande simone de oliveira. afinal aquele anúncio da vodafone sempre era baseado em factos reais. não me telefonem nos próximos dias, por favor. escrevam. e as costas... ai, as costas... que até me falha a respiração... quando respiro fundo sinto que tenho uma faca espetada nas costas. uma monumental ressaca de trabalho, e apesar de tudo uma sensação de que já tinha algumas saudades. o tudo por tudo contra o tempo. e o cansaço no final... esquecer tudo no dia seguinte e agir como se nada se tivesse passado. pensar na próxima e aguardar pela nova crise de adrenalina. alguém consegue viver sem isto?

sábado, maio 12, 2007

getting back...

estou de volta. não a este blog, que por acaso até tem andado bem acompanhado, mas a mim. estou de volta a mim. sinto que voltei a encarnar em mim, se é que isto faz algum sentido. não sei o que é feito da tranquilidade de que me estranhava há algum tempo.

estão todos de volta... os formigueiros interiores, a ansiedade a que não vejo o fim, a impaciência constante, o nervoso miudinho que não me deixa parar muito tempo em lado nenhum, a instabilidade que me faz rir e chorar com a mesma facilidade, o burburinho interior que não me deixa descansar, as tonturas no estômago que me impedem de sequer chegar perto desse mito a que chama alimentação equilibrada. todos eles voltaram de viagem e estão felizes por regressar a casa. e eu? à toa... agora que me habituara à sua ausência, tenho de novo de arranjar espaço para todos estes inquilinos. e para o resto... e ainda assim... sinto-me confortável. what goes around, comes around...


sinto-me de novo com pressa, sinto de novo que em vez do presente tenho de agarrar depressa o futuro e fazer acontecer a minha vida. novamente, deixou de me fazer sentido esperar que as coisas se processem no seu ritmo. não. se o meu ritmo é mais rápido, por que raio terei de atrasar o passo para acompanhar o que supostamente é a minha vida? se é minha devia ir ao meu ritmo. sim, a frustração de não conseguir chegar depressa à fase em que terei paciência para tudo menos para as perguntas a que não encontro resposta. para isso sei que nunca encontrarei paciência que chegue.

preciso da minha vida, ou daquilo que planeei para ela. não fazer planos? que se lixem as desilusões, fazem parte. preciso de objectivos, metas para atravessar. de outro modo, que sentido é que isto faz? deixar andar? sabe bem durante um mês, dois, três, talvez... mais que isso, sabe a perda de tempo, soube, e por isso mesmo deixei tudo à borda do prato. já chega. por agora, quero fazer a minha vida acontecer com a ajuda de todos os inquilinos regressados. e deixo andar em certas horas do dia, em certos dias da semana, em certos meses do ano. e quando digo certos, quero dizer incertos. faz parte da estabilidade mental.

quarta-feira, maio 09, 2007

time goes by...

passo diária e obrigatoriamente por sítios onde me fazia bem deixar de passar. dedico diariamente parte da minha actividade mental a assuntos em que me fazia bem deixar de pensar. e o mesmo se passa com a minha actividade emocional, que devia deixar de gastar com algumas pessoas. penso nisto todos os dias, que nunca mais chega o dia em que vou perceber que já não faço nenhuma destas coisas. e o tempo... passava depressa?

not......

amigos que abusam da boa vontade de outros. tiram-me do sério. sobretudo porque tenho medo de não saber delinear a fronteira que separa a amizade do abuso de confiança. e mais ainda porque não consigo simplesmente dizer que não e sair em grande sem qualquer tipo de remorso ou peso na consciência. e enquanto assim for, não me poderei queixar. já faltou mais.

quinta-feira, maio 03, 2007

just do it...

acho engraçado como é preciso chegar ao extremo para perceber que já há muito lá tínhamos chegado. e percebemos depois que já toda a gente o tinha visto menos nós. pior, fomos avisados pelo caminho um sem número de vezes, sem que tivéssemos dado conta sequer duma. passei muito tempo empenhada em construir não sei bem o quê, mas que na altura achava que era o que me fazia falta para ser o que queria ser. e assim andei, tão empenhada em tratar da minha vida, que durante aquele tempo acabei por me esquecer de a viver como sabia que queria. claro que para o perceber foram precisos uns quantos choques eléctricos. analiso hoje tudo a uma fria distância de alguns anos. o que mais me assusta ao olhar para trás é a simples hipótese de voltar a deixar de ter tempo para mim por motivos que não o justificam. mais, deixar de voltar a sentir-me bem com a antes assustadora actividade do "não fazer nada". a cabeça pedia-o há muito tempo. e ao mesmo tempo evitava-o a todo o custo. desculpas, atrás de desculpas. e agora parece que nisso os hemisférios chegaram a um acordo, pelo menos durante uma hora por dia. fazer coisas tão úteis e lucrativas como sentir o vento na cara, andar a pé sem destino, ler num banco ao sol, ouvir música na relva, cinema ao fim de tarde, conversas de café, escrever qualquer coisa. fazer qualquer coisa. e de tudo isto é feito o meu e tão importante "não fazer nada".

dream, dream, dream...

parece que hoje até respiro melhor... desfez-se o nó que me embrulhava o estômago, que me impedia de respirar fundo até ao fim e livrei-me do apático olhar de infinito. sonho muito e são raros os dias em que não me lembro de pelo menos um sonho, que presumo que seja normalmente o último. o protagonista hoje foi o meu sobrinho, pondo a um canto quaisquer tipos de intrusos das minhas preciosas horas de descanso. assim sim.

quarta-feira, maio 02, 2007

don't dream it's over...

o que me deitou realmente abaixo não foi o sonho propriamente dito. estou em crer que o subconsciente acumula muita coisa, por mais que resolvidos estejam os assuntos que volta não volta disparam não se sabendo bem vindos de onde nem porquê. e também não foi o facto de no sonho eu estar feliz e contente com as voltas que a minha vida tinha dado, por mais que tenha levado que tempos a convencer-me de que o melhor para mim era precisamente o contrário daquilo que pelos vistos parte de mim ainda acha que é o que me faz feliz.

o que realmente me deixou de rastos foi a reacção que tive alguns minutos depois de acordar... foi ter ficado desiludida ao lembrar-me que afinal tinha sido apenas um sonho. e de me ter penitenciado por não ter posto o despertador para mais cedo. é que se tivesse acordado à hora do costume, que é como quem diz meia-horinha antes, tudo se podia ter evitado calmamente. ora bem... não pode ser. por tudo e mais alguma coisa que agora não interessa aqui enumerar, não pode ser.

esta minha (des)ilusão é como... é como se eu desse não um mas dois passos atrás na minha vida. é como se eu esvaziasse uma piscina e me atirasse de cabeça lá para dentro de livre e espontânea vontade. é como se eu sabotasse os travões do meu carro e me lançasse sem dó nem piedade pelo túnel do marquês afora. é como se eu fosse às compras para escolher o balde para onde iria chorar o resto da vida. é como se... não pode ser. e eu ainda fico desiludida por não ter feito nada disto? estou de rastos comigo mesma por uma coisa que não consigo controlar. e fico ainda mais irritada por isso mesmo. dá para ser eu a decidir minha vida e poder ser eu a escolher com que peças a construo? obrigada.

mirrors of ourselves iii...

parece que continuo a emitir uma qualquer vibração que impele os demais a dirigirem-se a mim e sem mais nem ontem recitar o que pensam a meu respeito. o C. decide que às seis da manhã é a hora ideal para tecer considerações sobre mim e a minha vida, e tudo é declamado debaixo de um cruzamento de batidas que ecoam com o volume no máximo e já com um considerável sabor a limão. diz então que sou uma pessoa amedrontada pela/ com a (já não me lembro ao certo...) vida e com um medo de arriscar que me impede de brilhar tanto quanto podia, se assim o entendesse. quer ajudar-me a brilhar, parece (com o volume da música falham-me algumas frases, mas parece que é isso que está a dizer). diz também que não sei o que quero da vida. e nesta parte já grita. está a irritar-se não sei com quê, mas gritar comigo definitivamente não é a solução. e por fim, diz ainda que já por várias vezes em conversas anteriores notou que tenho muito medo de não ter dinheiro. e posto isto sou confrontada com uma panóplia de cartões de crédito que não pedi para ver.

pois muito bem, vamos por partes. numa coisa eu tenho de dar razão ao C. porque se há coisa que eu não sei, do alto dos meus 28 anos, é o que quero fazer da minha vida. sim senhor, tem toda a razão, hoje quero uma coisa, amanhã já não, e isto não é sinal de maturidade. talvez quando chegar à idade dele já tenha uma ideia mais definida. dêem-me tempo. com a parte do dinheiro nem vou perder muito tempo, porque nunca existiram sequer "várias conversas anteriores" que permitam tirar conclusões a este respeito. a partir daí... quem me conhece que (não) me compre. e, meu amigo... medo da vida? esquece. talvez da morte... e da daqueles de quem gosto, não propriamente da minha, pelo menos por enquanto. e não, não me acho imortal, mas sinto que ainda me falta fazer muita coisa, e sou uma crente no futuro. é por isso que não tenho medo de arriscar. e neste ponto também não me vou alongar. não é que ande por aí a saltar de aviões sem pára-quedas diariamente, nem a mergulhar em alto mar junto dos tubarões, mas durmo à noite de consciência tranquila por sentir que não tenho deixado as decisões que têm feito a minha vida por mãos alheias.

quarta-feira, abril 25, 2007

mirrors of ourselves ii...

... e como ando pelos vistos a receber opiniões sobre o que sou, ou melhor dizendo, sobre o que represento para os outros, sem as pedir, fico então também a saber que a S. acha que tenho uma sorte do caraças porque tenho "um monte de amigos, que querem estar comigo a toda a hora". ora bem, esta acepção ainda me deixa mais perplexa do que a anterior... é verdade que os meus dias de anti-sociabilididade são hoje em dia bem mais esporádicos do que em tempos, mas mesmo assim...

ouvir alguém dizer uma frase como estas em relação a mim soa-me difinitivamente a engano. num jogo de correspondências, nunca ligaria esta frase com o meu nome. em primeiro lugar, porque prezo bastante o tempo que passo sozinha. e logo aí se deduz que me sobrará menos tempo para estar assim com tantos amigos. em segundo lugar, porque não gosto nem nunca gostei de grandes grupos. nestes contextos sociais parece que há uma necessidade impossível de contrariar de estar constantemente a rir de coisas parvas que nos faz chegar ao fim do dia com umas dores de cabeça horríveis. e nao me tomem por enjoadinha que eu até me considero uma pessoa com bastante sentido de humor e, como também já me disseram, "de riso fácil". mas daí a rir horas a fio como que para ver quem é a rainha da boa disposição... prefiro ser a enjoadinha do grupo.

e em terceiro lugar, quem me conhece sabe bem que não sou propriamente uma pessoa extrovertida por excelência, não tendo por isso feitio para ter muitos amigos, quanto mais que queiram estar sempre comigo... tenho alguma, para não dizer muita, necessidade de me sentir independente, não suportando portanto que me cobrem mais tempo e/ou atenção do que os que posso dar, tendo já inclusivamente "perdido" mais do que um/a amigo/a por causa de desentendidos daí resultantes. uma pessoa já tem tão pouco tempo para estar com os amigos que tem... sinceramente, eu não sei se são muitos ou poucos... sinto, e isso sem qualquer margem para dúvidas, que me sinto acompanhada e que tenho amigos sempre presentes. a S. tem razão. eu tenho é uma sorte do caraças.

mirrors of ourselves...

nem sempre, para não dizer nunca porque nunca se diz nunca, a imagem que temos de nós corresponde àquela que recebem os felizardos que nos rodeiam. nunca esperamos é que os reflexos residam em pólos tão distantes... ainda ontem, alguém que conheço há relativamente pouco tempo, mas com quem simpatizei de imediato (não tendo por isso usado de início a máscara de distância/timidez que uso quando impera a falta de confiança) me interpela sem mais nem ontem com uma pergunta de cariz difícil mas que demonstra já uma análise de qualquer coisa, mas definitivamente feita de modo muito superficial: "mary-john... onde vais tu buscar toda essa tranquilidade?" limito-me a sorrir e a responder "é tudo aparente".

e mais tarde, fico a pensar para mim e continuo o raciocínio... "tu é que me apanhaste numa fase em que muitas vezes nem eu me reconheço, de tanta tranquilidade que sinto. e talvez o transmita... o ano passado por esta altura, esquece... nem interessa. mas o normal é que por dentro viva a trezentos à hora. e já olhaste para as minhas mãos? por acaso, viste unhas? bem me parecia... e continuas a achar isso sinal de tranquilidade? a impaciência, a ansiedade, o nervoso miudinho... tudo coisas a que tenho conseguido passar a perna sem dar por isso. e o melhor de tudo é que estou a gostar. mas daí a dizer que sou uma pessoa tranquila... trabalho para isso diariamente."

sábado, abril 21, 2007

dial san pedro.....

uma coisa é certa... se esse tal de s. pedro tivesse as dores que eu tenho nas costas, não se metia nas avarias em que se mete com o sol e a chuva... ou bem que escolhia o sol, ou bem que escolhia a chuva... o sol de preferência. ou isso ou passa a contribuir para as consultas de osteopatia todos os meses. agora assim é que ninguém se aguenta, 'tá-me a ouvir bem aí em cima? então com licença e passar bem.

segunda-feira, abril 16, 2007

these things...

as ideias voltam a atropelar-se. preciso com urgência de lhes indicar o caminho que devem seguir ou pelos menos pedir-lhes que parem por um minuto. tentar convencê-las, enquanto tento descobrir para onde cada uma deve ir. e preciso de o fazer com urgência. é que voltei àquela fase em que não tenho mão sobre a quantidade de ideias absurdas que que me passam pela cabeça. a que mais me atormenta agora é o conceito de alma-gémea. preciso de chegar rapidamente a uma conclusão acerca do significado desta pesada expressão e não quero consultar nenhuma obra de algum ilustre entendido na matéria. quero entendê-la dentro do sentido que lhe pretendo dar e encontrar nisso alguma utilidade para dar a essa tal de alma-gémea de que tanto me falam. o primeiro entrave reside numa dúvida aparentemente simples. gémeo refere-se supostamente a algo igual a qualquer coisa. e isso nas almas é bom? é que tenho para mim que não há quem não tenha chegado já à conclusão que, depois das ilusões próprias do conhecimento superficial, que ditam que o "ser igual" é uma vantagem, não restam grandes dúvidas de que é na diferença que reside o êxito de qualquer entendimento. e já nem vou pela lei dos opostos... porque também nunca foi solução para nada durante muito tempo. mas analisando mais a fundo, chego a outro impasse... é que tenho também para mim que duas cabeças que pensam da mesma maneira, vão chocar constantemente... parece contra senso... mas no dia a dia fará todo o sentido. ambos analisarão os assuntos da mesma maneira. ambos teimarão com a mesma força acerca de determinado assunto. nenhum dará o braço a torcer. nenhum dará razão ao outro, porque ambos pensam que têm razão. porque ambos analisam as coisas da mesma maneira. e no final de contas... no início da história eram iguais. iguaizinhos. e isso era óptimo. um sinal, até. e então... na escala das almas, é isso uma alma-gémea...? e há algum interesse em conviver com uma pessoa igual a nós? estou baralhada... e não me sei exprimir de modo a chegar a alguma conclusão. também não interessa...

quinta-feira, abril 12, 2007

talking head....

é impossível eu ansiar por qualquer coisa que se assemelhe com estabilidade a longo prazo (e o mesmo é dizer duas semanas, mais coisa menos coisa) quando não consigo deixar de ser uma esponja de energias e de estados de espírito. já me cansa um bocado deixar que o meu estado de espírito seja controlado (sim, controlado. influenciado não chega para o que quero exprimir) por terceiros, sem conseguir fazer nada para o evitar. pior, sabendo de antemão que isso me acontece, continuo a viver nesta corda bamba. e acho eu que aprendi alguma coisa? talvez... mas muito pouco. o lado positivo de tudo isto? é que tão depressa me enervo e me vou abaixo, como no dia seguinte já nem me lembro do que me provocou o olhar 37. sobretudo se souberem falar comigo. é essa a chave.

domingo, abril 08, 2007

have we met...?

continuo a conhecer pessoas que sinto que conheço há anos. e há quem me diga de volta que conheço mesmo, que nos conhecemos mesmo. deixo isso ao critério de cada um, porque nem eu sei bem se isso tem o seu quê de verdade ou se não passa de uma frase feita. o que acontece na realidade é que as empatias variam de pessoa para pessoa e de que maneira isso é condicionado nem sempre interessa. mas... o certo é que há relações que ao primeiro impasse se dissolvem e de imediato passam ao pretérito perfeito sem mais nem ontem e como se nada fosse ou tivesse sido. e depois há aquelas que nascem e se desenvolvem aos tropeções, e que por mais que as evitemos, insistem em resolver-se por si próprias e seguir em frente sem que nada façamos por isso e por força de um sem número de coincidências inexplicáveis, cujo controlo nos foge em absoluto. e nestes casos, não há falhas de comunicação nem mal-entendidos que se sagrem vencedores no final de mais um capítulo.

all i wanted...

apercebo-me de repente que a minha vida se tornou naquilo que em tempos desejei que ela fosse. falo, claro está, de pormenores e situações concretas, e não do todo que representa a minha vida. esse todo viverá para sempre da tal insatisfação humana de que sempre se falou. tem algo de revelador aperceber-me à mesa de um café de aeroporto, num banco do metro, num elevador, ou ao balcão de uma discoteca, que estou neste momento a lidar com e a viver situações e histórias que sempre quis que assim se passassem na minha vida. e reparo que não é de agora. que tal já vem a acontecer há algum tempo, sem que tivesse dado por isso. pelo começo. e não é sempre assim? as coisas só acontecem quando deixamos de pensar nelas. faz parte do processo de concretização. durante um mês desejamos alguma coisa com todas as nossas forças. no mês seguinte deixamos de pensar nisso. e ao terceiro mês as coisas acontecem. e o nosso espanto é tão grande que é como se nunca tivessemos dedicado noites e noites em branco a pensar no assunto.
volto atrás e perco no ar a altura em que quis viver o que vivo agora. não a encontro. e não me interessa... porque neste momento já começo a querer viver de outra maneira. continuo a aproveitar aquilo que em tempos quis, e que confirmei que era relamente o que queria, e assim o continuarei a fazer, mas já começo a ver ao longe novas etapas.
ainda assim... e não querendo complicar algo que sempre quis descomplicado... quererá isto dizer que estou a seguir o caminho certo que tenho vindo a desenhar para mim desde que me conheço? sinto-me bem no ponto em que estou e não me apetece sair daqui. e ao mesmo tempo, mal posso esperar pelas próximas viragens... sei bem que nunca desenhei linhas rectas, e não vai ser agora que vou começar a faze-lo.

waiting minds....

a minha cabeça tem vindo a transformar-se numa espécie de aglomerado de salas de espera. cada uma a seu canto e remetida a um tema diferente, toda elas aguardam a sua vez. não lhes dei nomes nem números, por isso não imagino o que sentirão, por viver num compasso de espera que tanto pode como não acabar. o caos absoluto. um ordem que não existe porque a todo o momento pode ser pisada por uma nova prioridade. e é. algumas das salas não resistem à pressão e acabam por trancar as portas e engolir os que por lá aguardam um sinal que não chega... por enquanto. um dia mais tarde, reencarnarão na pele de outras, enquanto novas, enquanto prioritárias, enquanto urgentes.