a adrenalina é uma coisa tramada. quando lhe dá para aparecer faz-nos sentir capazes de viver uma semana sem parar, sem dormir, sem sentir vislumbre de cansaço. quando desaparece, fá-lo sempre sem se despedir e sem dizer quando volta, deixando aquela sensação sem igual de que nos passou um camião por cima uma e outra vez. o sono, senhores, o sono tem agora a força desse camião. o frio que não desaparece, dando conta do cansaço que não senti na semana anterior e que agora parece ter de se compensar a si próprio. a voz, que insiste em viver nos andares mais baixos acentuando os graves da praxe, que me lembram apenas e só a grande simone de oliveira. afinal aquele anúncio da vodafone sempre era baseado em factos reais. não me telefonem nos próximos dias, por favor. escrevam. e as costas... ai, as costas... que até me falha a respiração... quando respiro fundo sinto que tenho uma faca espetada nas costas. uma monumental ressaca de trabalho, e apesar de tudo uma sensação de que já tinha algumas saudades. o tudo por tudo contra o tempo. e o cansaço no final... esquecer tudo no dia seguinte e agir como se nada se tivesse passado. pensar na próxima e aguardar pela nova crise de adrenalina. alguém consegue viver sem isto?
segunda-feira, maio 21, 2007
sábado, maio 12, 2007
getting back...
estou de volta. não a este blog, que por acaso até tem andado bem acompanhado, mas a mim. estou de volta a mim. sinto que voltei a encarnar em mim, se é que isto faz algum sentido. não sei o que é feito da tranquilidade de que me estranhava há algum tempo.
estão todos de volta... os formigueiros interiores, a ansiedade a que não vejo o fim, a impaciência constante, o nervoso miudinho que não me deixa parar muito tempo em lado nenhum, a instabilidade que me faz rir e chorar com a mesma facilidade, o burburinho interior que não me deixa descansar, as tonturas no estômago que me impedem de sequer chegar perto desse mito a que chama alimentação equilibrada. todos eles voltaram de viagem e estão felizes por regressar a casa. e eu? à toa... agora que me habituara à sua ausência, tenho de novo de arranjar espaço para todos estes inquilinos. e para o resto... e ainda assim... sinto-me confortável. what goes around, comes around...
sinto-me de novo com pressa, sinto de novo que em vez do presente tenho de agarrar depressa o futuro e fazer acontecer a minha vida. novamente, deixou de me fazer sentido esperar que as coisas se processem no seu ritmo. não. se o meu ritmo é mais rápido, por que raio terei de atrasar o passo para acompanhar o que supostamente é a minha vida? se é minha devia ir ao meu ritmo. sim, a frustração de não conseguir chegar depressa à fase em que terei paciência para tudo menos para as perguntas a que não encontro resposta. para isso sei que nunca encontrarei paciência que chegue.
preciso da minha vida, ou daquilo que planeei para ela. não fazer planos? que se lixem as desilusões, fazem parte. preciso de objectivos, metas para atravessar. de outro modo, que sentido é que isto faz? deixar andar? sabe bem durante um mês, dois, três, talvez... mais que isso, sabe a perda de tempo, soube, e por isso mesmo deixei tudo à borda do prato. já chega. por agora, quero fazer a minha vida acontecer com a ajuda de todos os inquilinos regressados. e deixo andar em certas horas do dia, em certos dias da semana, em certos meses do ano. e quando digo certos, quero dizer incertos. faz parte da estabilidade mental.
estão todos de volta... os formigueiros interiores, a ansiedade a que não vejo o fim, a impaciência constante, o nervoso miudinho que não me deixa parar muito tempo em lado nenhum, a instabilidade que me faz rir e chorar com a mesma facilidade, o burburinho interior que não me deixa descansar, as tonturas no estômago que me impedem de sequer chegar perto desse mito a que chama alimentação equilibrada. todos eles voltaram de viagem e estão felizes por regressar a casa. e eu? à toa... agora que me habituara à sua ausência, tenho de novo de arranjar espaço para todos estes inquilinos. e para o resto... e ainda assim... sinto-me confortável. what goes around, comes around...
sinto-me de novo com pressa, sinto de novo que em vez do presente tenho de agarrar depressa o futuro e fazer acontecer a minha vida. novamente, deixou de me fazer sentido esperar que as coisas se processem no seu ritmo. não. se o meu ritmo é mais rápido, por que raio terei de atrasar o passo para acompanhar o que supostamente é a minha vida? se é minha devia ir ao meu ritmo. sim, a frustração de não conseguir chegar depressa à fase em que terei paciência para tudo menos para as perguntas a que não encontro resposta. para isso sei que nunca encontrarei paciência que chegue.
preciso da minha vida, ou daquilo que planeei para ela. não fazer planos? que se lixem as desilusões, fazem parte. preciso de objectivos, metas para atravessar. de outro modo, que sentido é que isto faz? deixar andar? sabe bem durante um mês, dois, três, talvez... mais que isso, sabe a perda de tempo, soube, e por isso mesmo deixei tudo à borda do prato. já chega. por agora, quero fazer a minha vida acontecer com a ajuda de todos os inquilinos regressados. e deixo andar em certas horas do dia, em certos dias da semana, em certos meses do ano. e quando digo certos, quero dizer incertos. faz parte da estabilidade mental.
quarta-feira, maio 09, 2007
time goes by...
passo diária e obrigatoriamente por sítios onde me fazia bem deixar de passar. dedico diariamente parte da minha actividade mental a assuntos em que me fazia bem deixar de pensar. e o mesmo se passa com a minha actividade emocional, que devia deixar de gastar com algumas pessoas. penso nisto todos os dias, que nunca mais chega o dia em que vou perceber que já não faço nenhuma destas coisas. e o tempo... passava depressa?
not......
amigos que abusam da boa vontade de outros. tiram-me do sério. sobretudo porque tenho medo de não saber delinear a fronteira que separa a amizade do abuso de confiança. e mais ainda porque não consigo simplesmente dizer que não e sair em grande sem qualquer tipo de remorso ou peso na consciência. e enquanto assim for, não me poderei queixar. já faltou mais.
quinta-feira, maio 03, 2007
just do it...
acho engraçado como é preciso chegar ao extremo para perceber que já há muito lá tínhamos chegado. e percebemos depois que já toda a gente o tinha visto menos nós. pior, fomos avisados pelo caminho um sem número de vezes, sem que tivéssemos dado conta sequer duma. passei muito tempo empenhada em construir não sei bem o quê, mas que na altura achava que era o que me fazia falta para ser o que queria ser. e assim andei, tão empenhada em tratar da minha vida, que durante aquele tempo acabei por me esquecer de a viver como sabia que queria. claro que para o perceber foram precisos uns quantos choques eléctricos. analiso hoje tudo a uma fria distância de alguns anos. o que mais me assusta ao olhar para trás é a simples hipótese de voltar a deixar de ter tempo para mim por motivos que não o justificam. mais, deixar de voltar a sentir-me bem com a antes assustadora actividade do "não fazer nada". a cabeça pedia-o há muito tempo. e ao mesmo tempo evitava-o a todo o custo. desculpas, atrás de desculpas. e agora parece que nisso os hemisférios chegaram a um acordo, pelo menos durante uma hora por dia. fazer coisas tão úteis e lucrativas como sentir o vento na cara, andar a pé sem destino, ler num banco ao sol, ouvir música na relva, cinema ao fim de tarde, conversas de café, escrever qualquer coisa. fazer qualquer coisa. e de tudo isto é feito o meu e tão importante "não fazer nada".
dream, dream, dream...
parece que hoje até respiro melhor... desfez-se o nó que me embrulhava o estômago, que me impedia de respirar fundo até ao fim e livrei-me do apático olhar de infinito. sonho muito e são raros os dias em que não me lembro de pelo menos um sonho, que presumo que seja normalmente o último. o protagonista hoje foi o meu sobrinho, pondo a um canto quaisquer tipos de intrusos das minhas preciosas horas de descanso. assim sim.
quarta-feira, maio 02, 2007
don't dream it's over...
o que me deitou realmente abaixo não foi o sonho propriamente dito. estou em crer que o subconsciente acumula muita coisa, por mais que resolvidos estejam os assuntos que volta não volta disparam não se sabendo bem vindos de onde nem porquê. e também não foi o facto de no sonho eu estar feliz e contente com as voltas que a minha vida tinha dado, por mais que tenha levado que tempos a convencer-me de que o melhor para mim era precisamente o contrário daquilo que pelos vistos parte de mim ainda acha que é o que me faz feliz.
o que realmente me deixou de rastos foi a reacção que tive alguns minutos depois de acordar... foi ter ficado desiludida ao lembrar-me que afinal tinha sido apenas um sonho. e de me ter penitenciado por não ter posto o despertador para mais cedo. é que se tivesse acordado à hora do costume, que é como quem diz meia-horinha antes, tudo se podia ter evitado calmamente. ora bem... não pode ser. por tudo e mais alguma coisa que agora não interessa aqui enumerar, não pode ser.
esta minha (des)ilusão é como... é como se eu desse não um mas dois passos atrás na minha vida. é como se eu esvaziasse uma piscina e me atirasse de cabeça lá para dentro de livre e espontânea vontade. é como se eu sabotasse os travões do meu carro e me lançasse sem dó nem piedade pelo túnel do marquês afora. é como se eu fosse às compras para escolher o balde para onde iria chorar o resto da vida. é como se... não pode ser. e eu ainda fico desiludida por não ter feito nada disto? estou de rastos comigo mesma por uma coisa que não consigo controlar. e fico ainda mais irritada por isso mesmo. dá para ser eu a decidir minha vida e poder ser eu a escolher com que peças a construo? obrigada.
o que realmente me deixou de rastos foi a reacção que tive alguns minutos depois de acordar... foi ter ficado desiludida ao lembrar-me que afinal tinha sido apenas um sonho. e de me ter penitenciado por não ter posto o despertador para mais cedo. é que se tivesse acordado à hora do costume, que é como quem diz meia-horinha antes, tudo se podia ter evitado calmamente. ora bem... não pode ser. por tudo e mais alguma coisa que agora não interessa aqui enumerar, não pode ser.
esta minha (des)ilusão é como... é como se eu desse não um mas dois passos atrás na minha vida. é como se eu esvaziasse uma piscina e me atirasse de cabeça lá para dentro de livre e espontânea vontade. é como se eu sabotasse os travões do meu carro e me lançasse sem dó nem piedade pelo túnel do marquês afora. é como se eu fosse às compras para escolher o balde para onde iria chorar o resto da vida. é como se... não pode ser. e eu ainda fico desiludida por não ter feito nada disto? estou de rastos comigo mesma por uma coisa que não consigo controlar. e fico ainda mais irritada por isso mesmo. dá para ser eu a decidir minha vida e poder ser eu a escolher com que peças a construo? obrigada.
mirrors of ourselves iii...
parece que continuo a emitir uma qualquer vibração que impele os demais a dirigirem-se a mim e sem mais nem ontem recitar o que pensam a meu respeito. o C. decide que às seis da manhã é a hora ideal para tecer considerações sobre mim e a minha vida, e tudo é declamado debaixo de um cruzamento de batidas que ecoam com o volume no máximo e já com um considerável sabor a limão. diz então que sou uma pessoa amedrontada pela/ com a (já não me lembro ao certo...) vida e com um medo de arriscar que me impede de brilhar tanto quanto podia, se assim o entendesse. quer ajudar-me a brilhar, parece (com o volume da música falham-me algumas frases, mas parece que é isso que está a dizer). diz também que não sei o que quero da vida. e nesta parte já grita. está a irritar-se não sei com quê, mas gritar comigo definitivamente não é a solução. e por fim, diz ainda que já por várias vezes em conversas anteriores notou que tenho muito medo de não ter dinheiro. e posto isto sou confrontada com uma panóplia de cartões de crédito que não pedi para ver.
pois muito bem, vamos por partes. numa coisa eu tenho de dar razão ao C. porque se há coisa que eu não sei, do alto dos meus 28 anos, é o que quero fazer da minha vida. sim senhor, tem toda a razão, hoje quero uma coisa, amanhã já não, e isto não é sinal de maturidade. talvez quando chegar à idade dele já tenha uma ideia mais definida. dêem-me tempo. com a parte do dinheiro nem vou perder muito tempo, porque nunca existiram sequer "várias conversas anteriores" que permitam tirar conclusões a este respeito. a partir daí... quem me conhece que (não) me compre. e, meu amigo... medo da vida? esquece. talvez da morte... e da daqueles de quem gosto, não propriamente da minha, pelo menos por enquanto. e não, não me acho imortal, mas sinto que ainda me falta fazer muita coisa, e sou uma crente no futuro. é por isso que não tenho medo de arriscar. e neste ponto também não me vou alongar. não é que ande por aí a saltar de aviões sem pára-quedas diariamente, nem a mergulhar em alto mar junto dos tubarões, mas durmo à noite de consciência tranquila por sentir que não tenho deixado as decisões que têm feito a minha vida por mãos alheias.
pois muito bem, vamos por partes. numa coisa eu tenho de dar razão ao C. porque se há coisa que eu não sei, do alto dos meus 28 anos, é o que quero fazer da minha vida. sim senhor, tem toda a razão, hoje quero uma coisa, amanhã já não, e isto não é sinal de maturidade. talvez quando chegar à idade dele já tenha uma ideia mais definida. dêem-me tempo. com a parte do dinheiro nem vou perder muito tempo, porque nunca existiram sequer "várias conversas anteriores" que permitam tirar conclusões a este respeito. a partir daí... quem me conhece que (não) me compre. e, meu amigo... medo da vida? esquece. talvez da morte... e da daqueles de quem gosto, não propriamente da minha, pelo menos por enquanto. e não, não me acho imortal, mas sinto que ainda me falta fazer muita coisa, e sou uma crente no futuro. é por isso que não tenho medo de arriscar. e neste ponto também não me vou alongar. não é que ande por aí a saltar de aviões sem pára-quedas diariamente, nem a mergulhar em alto mar junto dos tubarões, mas durmo à noite de consciência tranquila por sentir que não tenho deixado as decisões que têm feito a minha vida por mãos alheias.
quarta-feira, abril 25, 2007
mirrors of ourselves ii...
... e como ando pelos vistos a receber opiniões sobre o que sou, ou melhor dizendo, sobre o que represento para os outros, sem as pedir, fico então também a saber que a S. acha que tenho uma sorte do caraças porque tenho "um monte de amigos, que querem estar comigo a toda a hora". ora bem, esta acepção ainda me deixa mais perplexa do que a anterior... é verdade que os meus dias de anti-sociabilididade são hoje em dia bem mais esporádicos do que em tempos, mas mesmo assim...
ouvir alguém dizer uma frase como estas em relação a mim soa-me difinitivamente a engano. num jogo de correspondências, nunca ligaria esta frase com o meu nome. em primeiro lugar, porque prezo bastante o tempo que passo sozinha. e logo aí se deduz que me sobrará menos tempo para estar assim com tantos amigos. em segundo lugar, porque não gosto nem nunca gostei de grandes grupos. nestes contextos sociais parece que há uma necessidade impossível de contrariar de estar constantemente a rir de coisas parvas que nos faz chegar ao fim do dia com umas dores de cabeça horríveis. e nao me tomem por enjoadinha que eu até me considero uma pessoa com bastante sentido de humor e, como também já me disseram, "de riso fácil". mas daí a rir horas a fio como que para ver quem é a rainha da boa disposição... prefiro ser a enjoadinha do grupo.
e em terceiro lugar, quem me conhece sabe bem que não sou propriamente uma pessoa extrovertida por excelência, não tendo por isso feitio para ter muitos amigos, quanto mais que queiram estar sempre comigo... tenho alguma, para não dizer muita, necessidade de me sentir independente, não suportando portanto que me cobrem mais tempo e/ou atenção do que os que posso dar, tendo já inclusivamente "perdido" mais do que um/a amigo/a por causa de desentendidos daí resultantes. uma pessoa já tem tão pouco tempo para estar com os amigos que tem... sinceramente, eu não sei se são muitos ou poucos... sinto, e isso sem qualquer margem para dúvidas, que me sinto acompanhada e que tenho amigos sempre presentes. a S. tem razão. eu tenho é uma sorte do caraças.
ouvir alguém dizer uma frase como estas em relação a mim soa-me difinitivamente a engano. num jogo de correspondências, nunca ligaria esta frase com o meu nome. em primeiro lugar, porque prezo bastante o tempo que passo sozinha. e logo aí se deduz que me sobrará menos tempo para estar assim com tantos amigos. em segundo lugar, porque não gosto nem nunca gostei de grandes grupos. nestes contextos sociais parece que há uma necessidade impossível de contrariar de estar constantemente a rir de coisas parvas que nos faz chegar ao fim do dia com umas dores de cabeça horríveis. e nao me tomem por enjoadinha que eu até me considero uma pessoa com bastante sentido de humor e, como também já me disseram, "de riso fácil". mas daí a rir horas a fio como que para ver quem é a rainha da boa disposição... prefiro ser a enjoadinha do grupo.
e em terceiro lugar, quem me conhece sabe bem que não sou propriamente uma pessoa extrovertida por excelência, não tendo por isso feitio para ter muitos amigos, quanto mais que queiram estar sempre comigo... tenho alguma, para não dizer muita, necessidade de me sentir independente, não suportando portanto que me cobrem mais tempo e/ou atenção do que os que posso dar, tendo já inclusivamente "perdido" mais do que um/a amigo/a por causa de desentendidos daí resultantes. uma pessoa já tem tão pouco tempo para estar com os amigos que tem... sinceramente, eu não sei se são muitos ou poucos... sinto, e isso sem qualquer margem para dúvidas, que me sinto acompanhada e que tenho amigos sempre presentes. a S. tem razão. eu tenho é uma sorte do caraças.
mirrors of ourselves...
nem sempre, para não dizer nunca porque nunca se diz nunca, a imagem que temos de nós corresponde àquela que recebem os felizardos que nos rodeiam. nunca esperamos é que os reflexos residam em pólos tão distantes... ainda ontem, alguém que conheço há relativamente pouco tempo, mas com quem simpatizei de imediato (não tendo por isso usado de início a máscara de distância/timidez que uso quando impera a falta de confiança) me interpela sem mais nem ontem com uma pergunta de cariz difícil mas que demonstra já uma análise de qualquer coisa, mas definitivamente feita de modo muito superficial: "mary-john... onde vais tu buscar toda essa tranquilidade?" limito-me a sorrir e a responder "é tudo aparente".
e mais tarde, fico a pensar para mim e continuo o raciocínio... "tu é que me apanhaste numa fase em que muitas vezes nem eu me reconheço, de tanta tranquilidade que sinto. e talvez o transmita... o ano passado por esta altura, esquece... nem interessa. mas o normal é que por dentro viva a trezentos à hora. e já olhaste para as minhas mãos? por acaso, viste unhas? bem me parecia... e continuas a achar isso sinal de tranquilidade? a impaciência, a ansiedade, o nervoso miudinho... tudo coisas a que tenho conseguido passar a perna sem dar por isso. e o melhor de tudo é que estou a gostar. mas daí a dizer que sou uma pessoa tranquila... trabalho para isso diariamente."
e mais tarde, fico a pensar para mim e continuo o raciocínio... "tu é que me apanhaste numa fase em que muitas vezes nem eu me reconheço, de tanta tranquilidade que sinto. e talvez o transmita... o ano passado por esta altura, esquece... nem interessa. mas o normal é que por dentro viva a trezentos à hora. e já olhaste para as minhas mãos? por acaso, viste unhas? bem me parecia... e continuas a achar isso sinal de tranquilidade? a impaciência, a ansiedade, o nervoso miudinho... tudo coisas a que tenho conseguido passar a perna sem dar por isso. e o melhor de tudo é que estou a gostar. mas daí a dizer que sou uma pessoa tranquila... trabalho para isso diariamente."
sábado, abril 21, 2007
dial san pedro.....
uma coisa é certa... se esse tal de s. pedro tivesse as dores que eu tenho nas costas, não se metia nas avarias em que se mete com o sol e a chuva... ou bem que escolhia o sol, ou bem que escolhia a chuva... o sol de preferência. ou isso ou passa a contribuir para as consultas de osteopatia todos os meses. agora assim é que ninguém se aguenta, 'tá-me a ouvir bem aí em cima? então com licença e passar bem.
segunda-feira, abril 16, 2007
these things...
as ideias voltam a atropelar-se. preciso com urgência de lhes indicar o caminho que devem seguir ou pelos menos pedir-lhes que parem por um minuto. tentar convencê-las, enquanto tento descobrir para onde cada uma deve ir. e preciso de o fazer com urgência. é que voltei àquela fase em que não tenho mão sobre a quantidade de ideias absurdas que que me passam pela cabeça. a que mais me atormenta agora é o conceito de alma-gémea. preciso de chegar rapidamente a uma conclusão acerca do significado desta pesada expressão e não quero consultar nenhuma obra de algum ilustre entendido na matéria. quero entendê-la dentro do sentido que lhe pretendo dar e encontrar nisso alguma utilidade para dar a essa tal de alma-gémea de que tanto me falam. o primeiro entrave reside numa dúvida aparentemente simples. gémeo refere-se supostamente a algo igual a qualquer coisa. e isso nas almas é bom? é que tenho para mim que não há quem não tenha chegado já à conclusão que, depois das ilusões próprias do conhecimento superficial, que ditam que o "ser igual" é uma vantagem, não restam grandes dúvidas de que é na diferença que reside o êxito de qualquer entendimento. e já nem vou pela lei dos opostos... porque também nunca foi solução para nada durante muito tempo. mas analisando mais a fundo, chego a outro impasse... é que tenho também para mim que duas cabeças que pensam da mesma maneira, vão chocar constantemente... parece contra senso... mas no dia a dia fará todo o sentido. ambos analisarão os assuntos da mesma maneira. ambos teimarão com a mesma força acerca de determinado assunto. nenhum dará o braço a torcer. nenhum dará razão ao outro, porque ambos pensam que têm razão. porque ambos analisam as coisas da mesma maneira. e no final de contas... no início da história eram iguais. iguaizinhos. e isso era óptimo. um sinal, até. e então... na escala das almas, é isso uma alma-gémea...? e há algum interesse em conviver com uma pessoa igual a nós? estou baralhada... e não me sei exprimir de modo a chegar a alguma conclusão. também não interessa...
quinta-feira, abril 12, 2007
talking head....
é impossível eu ansiar por qualquer coisa que se assemelhe com estabilidade a longo prazo (e o mesmo é dizer duas semanas, mais coisa menos coisa) quando não consigo deixar de ser uma esponja de energias e de estados de espírito. já me cansa um bocado deixar que o meu estado de espírito seja controlado (sim, controlado. influenciado não chega para o que quero exprimir) por terceiros, sem conseguir fazer nada para o evitar. pior, sabendo de antemão que isso me acontece, continuo a viver nesta corda bamba. e acho eu que aprendi alguma coisa? talvez... mas muito pouco. o lado positivo de tudo isto? é que tão depressa me enervo e me vou abaixo, como no dia seguinte já nem me lembro do que me provocou o olhar 37. sobretudo se souberem falar comigo. é essa a chave.
domingo, abril 08, 2007
have we met...?
continuo a conhecer pessoas que sinto que conheço há anos. e há quem me diga de volta que conheço mesmo, que nos conhecemos mesmo. deixo isso ao critério de cada um, porque nem eu sei bem se isso tem o seu quê de verdade ou se não passa de uma frase feita. o que acontece na realidade é que as empatias variam de pessoa para pessoa e de que maneira isso é condicionado nem sempre interessa. mas... o certo é que há relações que ao primeiro impasse se dissolvem e de imediato passam ao pretérito perfeito sem mais nem ontem e como se nada fosse ou tivesse sido. e depois há aquelas que nascem e se desenvolvem aos tropeções, e que por mais que as evitemos, insistem em resolver-se por si próprias e seguir em frente sem que nada façamos por isso e por força de um sem número de coincidências inexplicáveis, cujo controlo nos foge em absoluto. e nestes casos, não há falhas de comunicação nem mal-entendidos que se sagrem vencedores no final de mais um capítulo.
all i wanted...
apercebo-me de repente que a minha vida se tornou naquilo que em tempos desejei que ela fosse. falo, claro está, de pormenores e situações concretas, e não do todo que representa a minha vida. esse todo viverá para sempre da tal insatisfação humana de que sempre se falou. tem algo de revelador aperceber-me à mesa de um café de aeroporto, num banco do metro, num elevador, ou ao balcão de uma discoteca, que estou neste momento a lidar com e a viver situações e histórias que sempre quis que assim se passassem na minha vida. e reparo que não é de agora. que tal já vem a acontecer há algum tempo, sem que tivesse dado por isso. pelo começo. e não é sempre assim? as coisas só acontecem quando deixamos de pensar nelas. faz parte do processo de concretização. durante um mês desejamos alguma coisa com todas as nossas forças. no mês seguinte deixamos de pensar nisso. e ao terceiro mês as coisas acontecem. e o nosso espanto é tão grande que é como se nunca tivessemos dedicado noites e noites em branco a pensar no assunto.
volto atrás e perco no ar a altura em que quis viver o que vivo agora. não a encontro. e não me interessa... porque neste momento já começo a querer viver de outra maneira. continuo a aproveitar aquilo que em tempos quis, e que confirmei que era relamente o que queria, e assim o continuarei a fazer, mas já começo a ver ao longe novas etapas.
ainda assim... e não querendo complicar algo que sempre quis descomplicado... quererá isto dizer que estou a seguir o caminho certo que tenho vindo a desenhar para mim desde que me conheço? sinto-me bem no ponto em que estou e não me apetece sair daqui. e ao mesmo tempo, mal posso esperar pelas próximas viragens... sei bem que nunca desenhei linhas rectas, e não vai ser agora que vou começar a faze-lo.
waiting minds....
a minha cabeça tem vindo a transformar-se numa espécie de aglomerado de salas de espera. cada uma a seu canto e remetida a um tema diferente, toda elas aguardam a sua vez. não lhes dei nomes nem números, por isso não imagino o que sentirão, por viver num compasso de espera que tanto pode como não acabar. o caos absoluto. um ordem que não existe porque a todo o momento pode ser pisada por uma nova prioridade. e é. algumas das salas não resistem à pressão e acabam por trancar as portas e engolir os que por lá aguardam um sinal que não chega... por enquanto. um dia mais tarde, reencarnarão na pele de outras, enquanto novas, enquanto prioritárias, enquanto urgentes.
quinta-feira, março 22, 2007
latest stop: austin, texas!
... ainda em lenta aterragem, deixo os relatos possíveis até ao momento de uma viagem que nunca pensei fazer tão cedo :)
terça-feira, março 06, 2007
fast hands....

interpol a 5 de julho...
... no mesmo festival que até agora junta os arcade fire aos bloc party e aos klaxons (o resto agora nao me lembro, ou não me interessa). os dois primeiros não são novidades, mas quando imaginados lado a lado o impacto é maior. parece que por cá, as coisas tardam mas algumas não falham. sobretudo quando não se brinca em serviço.
sábado, março 03, 2007
march 2nd....
a sensação de poder e conseguir proporcionar um dia de aniversário para mais tarde recordar a uma pessoa de quem gostamos não se explica por palavras. coisas como surpreender, emocionar, deixar sem palavras, preencher, dar sentido, e sentir que nos deixam fazer parte de tudo isso... é cada vez mais rara. e, afinal de contas, é para isso que andamos cá todos.
[happy birthday, boy. we only get what we give.]
[happy birthday, boy. we only get what we give.]
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
easy...
andava um bocado decepcionada com o gary lightbody e o pessoal da neve. não interessa agora dizer desde quando nem porquê, porque mais importante do que isso é que voltámos a cruzar-nos no timing certo, o que com a velocidade a que tudo acontece nos dias que correm, é cada vez mais raro. el gary soube dizer-me a frase certa no momento em que precisava de a ouvir. verbalizada. ou eu é que estava a precisar de a ouvir desta maneira. não é nada de muito complexo, nem elaborado, nem de muito urgente, porque estranhamente, por uma vez na vida, não tenho pressa nenhuma. por agora chega-me ter chegado (desculpem qualquer coisinha os mais picuínhas, mas vou manter a redundância) a esta conclusão. a ideia era mesmo essa. abrir os olhos:
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
...
Era só.
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
Tell me that you'll open your eyes
...
Era só.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
what if...
passo muito tempo a sonhar acordada. por breves momentos, que sinto ocorrerem à velocidade da luz, desconfio mesmo que deixo de estar acordada. não oiço, nem vejo, fixo apenas o infinito desfocado. esqueço. faço muitas suposições com a minha vida, a maioria delas completamente disparatas, e a anos luz da concretização que lhes dou nestes momentos de coma utópico. Às vezes acho que devia contar em voz alta algumas das coisas que me passam pela cabeça, apenas para divertir algumas pessoas mais entediadas com as próprias vidas. é então que me apercebo que com a regularidade a que estas suposições se substituem umas às outras, começo a deixar de parte, bem refundidas no subconsciente, algumas das que menos me interessam lembrar em momentos de completa abstracção. sei que mais tarde ou mais cedo regressam à casa da partida para me lembrar que ainda existem e que, mesmo sem querer, continuo a supor sobre elas. mesmo no infinito em que me perco diariamente.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
the softlightes...
"say no to being cool, say yes to being happy" é, mais do que o título de um disco, um lema de vida e o meu vício dos últimos dias, que me está por esta altura completamente entranhado. já é tempo de perceber e admitir que não tenho quaisquer defesas perante a vasta paleta de sons emitidos pelo excelentíssimo ron fountenberry, que é como quem diz o incredible moses leroy. o rapaz aumentou o aglomerado musical, formou uma banda que dá pelo nome the softlightes e aqui estão eles à procura da felicidade, fazendo pessoas felizes. aposto os meus álbuns do moses leroy em como a faixa "the robots in my bedroom were playing arena rock" não sobrevive até 2ª feira sem um risco ou outro. são pouco mais de dois minutos e meio de substâncias musicais ilícitas e carregadinhas de aditivos irresístiveis. Para variar, o myspace já se adiantou ao mercado tradicional e tem disponíveis para audição os temas "heart made of sound", "the microwave song", "girlkillsbear" e a remistura LoFi FNK do "girlkillsbear".
domingo, fevereiro 18, 2007
vitamines......
esta sensação torna-se cada vez mais sufocante. sinto que tenho muita coisa para dizer a muita gente e que não o estou a fazer, porque acho que não tenho o direito de o fazer. apetece-me escrever cartas, receber respostas, escrever de volta e ansiar por novidades na caixa do correio, resolver certas situações, criar outras tantas, criar confusões, mas fazer alguma coisa para deixar de pensar em todos estes assuntos dispersos, cuja única ponte de ligação que têm é a minha eterna mania de pensar demasiado sobre as coisas. sim, recuperei a ansiedade, não há dúvidas, e com ela a vontade de complicar tudo aquilo que andei a descomplicar nos últimos tempos. o demasiado tempo livre que tive nestes dias de gripe também é capaz de não ter ajudado. o facto de ser domingo e de já estar a anoitecer talvez também não esteja a ajudar. talvez a vitamina c...
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
neighbours...
sinto que esta gripe já foi produtiva por uma razão. fiquei ontem a saber que está em curso uma eleição importantíssima no programa do goucha - a vizinha de portugal. enquanto o conceito por trás desta iniciativa é explicado em off, podem ver-se na imagem do seu televisor duas senhoras de lenço na cabeça, abanando os braços para o lado, como se de pinguins se tratassem. surreal, mas digno de ser visto.
[então é nestas coisas que as pessoas votam?]
[então é nestas coisas que as pessoas votam?]
she's spanish, i'm american...
por estes dias... para ajudar combater a gripe... a aniquilar a febre de uma vez por todas... a passar o tempo... uma voz familiar. ou duas.
a data de edição internacional está marcada para 5 de março. she's spanish i'm american é o novo projecto paralelo de josh rouse, que agora surge em formato dueto com a namorada espanhola, paz suay, que também já tinha dado o ar da sua graça no "subtitulo". (e apesar de não dar a cara, refira-se que o daniel tashian também deu aqui o seu contributo nos arranjos) she's spanish i'm american é um ep com cinco canções, "car crash" é o primeiro single e é também um vício perigoso e descarado. dos melhores, portanto, com uma batida sunshine tangueta. está disponível aí no myspace.
orelhas de burro:

she's spanish i'm american - she's spanish i'm american ep - 2007
a data de edição internacional está marcada para 5 de março. she's spanish i'm american é o novo projecto paralelo de josh rouse, que agora surge em formato dueto com a namorada espanhola, paz suay, que também já tinha dado o ar da sua graça no "subtitulo". (e apesar de não dar a cara, refira-se que o daniel tashian também deu aqui o seu contributo nos arranjos) she's spanish i'm american é um ep com cinco canções, "car crash" é o primeiro single e é também um vício perigoso e descarado. dos melhores, portanto, com uma batida sunshine tangueta. está disponível aí no myspace.
orelhas de burro:

she's spanish i'm american - she's spanish i'm american ep - 2007
terça-feira, fevereiro 13, 2007
the dark romantics...
para evitar clichés vermelhos e brancos, setas, e outros bibelots que tais; para evitar teorias gastas que ditam que só os pirosos gostam do s. valentim, e que os que não gostam, das duas três, ou estão sozinhos ou frustrados ou as duas coisas, decido enveredar por uma perspectiva rock & roll a preto e azul do dia dos namorados. um dia que a meu ver não interessa nem ao menino jesus, mas ao mesmo tempo entendo quem goste de o comemorar e fico feliz que toda essa destruição de montras que é feita por esta altura nao seja feita em vão e tenha realmente uma razão de ser. cada um que tire as suas conclusões, que nem eu sei em que teoria me incluo neste momento. longe dos frustrados, pelo menos. estou contente com as minhas escolhas mais determinantes dos últimos tempos, e com os resultados que daí tenho obtido. em dia de s. valentim ou noutro qualquer. neste, escolho a perspectiva dos dark romantics. um bocado muse a mais para o meu gosto, mas ainda assim soam-me bem o suficiente para os ouvir com atenção. e depois... alguma coisa que venha da florida pode ser realmente dark? nem o romantismo. gosto especialmente da canção "another song for another night", mas podem ouvir-se mais algumas no myspace.
orelhas de burro:

the dark romantics - some midnight kissin' - 2007
orelhas de burro:

the dark romantics - some midnight kissin' - 2007
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
the hours...
estava indecisa entre dedicar umas linhas a esta e a outra banda. escolhi os the hours e já explico porquê. achei por bem passar o serão de sexta-feira em casa, uma vez que estou farta de chuva e de frio, e beber antes avidamente os litros de música que tenho em atraso. não há melhor incentivo para passar de uma música à outra do que encontrar sonoridades feitas de melodia e andamento, sem que se encostem demasiado a nenhuma dessas paredes. damien hirst e jason beard formam a dupla londrina que um dia quis ser conhecida como the hours. o álbum chama-se "narcissus road" e as canções que ouvi até agora juntam um monte de boas lembranças que me levam desde o jarvis cocker aos mercury rev. e há muito a explorar pelo caminho. "back when you were good", "murder or suicide", "ali in the jungle" ou "love you more" estão disponívei no myspace da banda. e afinal por que optei pelos the hours? porque com esta capa, sentir-me-ei na obrigação de voltar aqui o mais breve possível para fazer descer esta imagem com outro post. o nome da banda é mau e a capa é pior ainda. valham-nos as melodias vivaças. "murder or suicide" é brilhante.
orelhas de burro:

the hours - "narcissus road" - 2007
orelhas de burro:

the hours - "narcissus road" - 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
the little ones...
parece mentira, mas é verdade, que o frio tem condicionado a minha disponibilidade para aprofundadas pesquisas musicais pelo rico e maravilhoso mundo que é este da internet. gelam primeiro as mãos, depois os pés, e quando dou por isso já não aquecimento central que mande o roxo de volta para donde veio. conclusão... como uma pessoa se habitua a tudo e eu não fujo à regra, habituei-me a não fazer os tpc's de música diariamente. outro dia reparei que me faz falta o velho hábito de sempre, pelo que decidi recuperar umas das poucas rotinas que realmente gosto de assim manter... sem alterações.
Por pura curiosidade, sigo o rasto dos little ones. o que me puxa a curiosidade? uma canção chamada "oh, mj!", que é de resto o primeiro single do ep de estreia da banda norte-americana, "sing song". os little ones são Ian Moreno, Edward Nolan Reyes, Brian Reyes, Lee Ladouceur e Greg Meyer. são de los angeles e brilhantes praticantes da arte da tangueta. sunshine tangueta, arriscaria mesmo dizer. a canção "oh, mj!" é um brilhante exemplar.
orelhas de burro:

the little ones - sing song EP - 2007
Por pura curiosidade, sigo o rasto dos little ones. o que me puxa a curiosidade? uma canção chamada "oh, mj!", que é de resto o primeiro single do ep de estreia da banda norte-americana, "sing song". os little ones são Ian Moreno, Edward Nolan Reyes, Brian Reyes, Lee Ladouceur e Greg Meyer. são de los angeles e brilhantes praticantes da arte da tangueta. sunshine tangueta, arriscaria mesmo dizer. a canção "oh, mj!" é um brilhante exemplar.
orelhas de burro:

the little ones - sing song EP - 2007
crash...
é incrível como dois problemas arrumados na mesma categoria mental se conseguem anular mutuamente. um de cada vez, claro está. se pura e simplesmente se limitassem a chocar e, consequentemente a evaporar-se seria fácil demais. nem eu gostava que tudo fosse tão fácil. não. o confronto persiste, e o estado de espírito decide quem ganha. nunca há empates. o problema aqui é que este jogo está terminado há tempo suficiente para que acabem as discussões à volta resultados. neste momento sinto-me como a protagonista de uma novela daquelas óbvias, e que já todos os espectadores decidiram o que será da minha personagem no final, menos eu e quem me diz/dirá respeito. desculpem qualquer coisinha se tudo isto não terminar da forma esperada. é que para além da construção do guião estar nas minhas mãos, nunca fui grande apologista nem da rotina nem da previsibilidade. muito menos das ditas decisões acertadas.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
mirrors of ourselves...
passa-me rapidamente pela cabeça que a visão que temos do mundo em geral depende da visão que temos de nós próprios. e nesse instante faz-me todo o sentido.
friends will be friends...
se no mesmo telefonema conseguimos discutir com vontade, esclarecer o motivo da discussão, rir do assunto e voltar a falar ao final do dia como se nada se tivesse passado, então que se calem todos os opinion makers da minha vida. não há dúvidas que somos amigos. mais do que isso implicaria pelo menos dois dias de olhar 37 e sete, quem sabe oito, telefonemas para resolver o assunto.
reply...
o meu mundo está muito longe de tudo isso. as palavras não são tuas, mas tento interpretá-las como tal. já não sei se as percebo, nem se as consigo ligar a ti... descreves um mundo bem longe do meu, não sei bem para descrever o quê. talvez o teu, não o meu... sempre tivemos visões panorâmicas opostas, sempre acreditámos em visões do mundo construídas em pólos opostos. o positivo e o negativo. mas na realidade o menos e o mais não duram e duram e duram como no anúncio. e sabe-me bem ver agora como isso pode ser positivo a dobrar no meu pólo. sabes bem que eu sempre fui apologista do sol. o que retiro de todo esse mundo de sombras? apenas o título. está tudo no lugar certo. está tudo onde, no fundo, sempre quisemos que as coisas estivessem.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
the unknown...
assusta-me a ideia de certas coisas ditas graves não me assustarem. chego a pensar que tal constitui em mim o cúmulo da irresponsabilidade. aquela que me faz continuar a pensar que aconteça o que acontecer, a volta será dada por cima, e que se arranjará sempre uma solução de última hora. chego depois à conclusão que tal ideia não me assusta porque não é nada por que não tenha passado já. e pior do que enfrentar de novo uma má experiência, é ser apanhada desprevenida numa totalmente nova, vinda não se sabe de onde para me pôr à prova.
[isto é tudo baseado em ficção. sou eu a inventar coisas que me façam recuperar a minha ansiedade]
[isto é tudo baseado em ficção. sou eu a inventar coisas que me façam recuperar a minha ansiedade]
brainstorming...
por um motivo ou por outro, tenho alterado alguns hábitos nos últimos tempos de modo a libertar-me de muitas outras coisas que vinham agarradas a esses hábitos, e que insistiam, por consequência, em manter-se agarradas a mim. achei que conseguia lidar com tudo sem problemas de maior, e que me bastava apenas pensar que não, para que o não prevalecesse sobre tudo. até sobre a minha vontade. big mistake. know what? evitei a todo o custo escrever o que quer que fosse sobre o que se passou, sobre o que se passa, ou neste caso, que não se passa, ou sobre o que penso que se passará... sim, penso nisso, por mais que me custe admitir, escrever, dizer assim... claro que penso. obriguei-me a pensar todo este tempo que não podia pensar. e afinal de contas, acho que o erro foi mesmo esse. hoje vejo com toda a nitidez todas as etapas que nos trouxeram até este silêncio, que nos faz evitar um olhar que seja. depois de alguns meses de arrumação mental e não só, há certos momentos em que dou por mim a pensar que lá chegará o dia em que não tenhamos de nos contornar, de nos evitar, de nos lembrar de tudo o que fizemos/dissemos que podíamos ter evitado. e sabes porquê? porque já não vamos querer saber. já não interessa. estamos bem assim, e neste ponto falo por mim, claro está, por razões óbvias, mas acredito sinceramente que estarás melhor agora. releio agora o que escrevi nas linhas acima e estou a um passo de apagar tudo isto. mas decido não o fazer. tenho andado a ouvir algumas colectâneas "antigas" que fiz para ouvir no carro há uns tempos. sem aviso prévio, surgem umas a seguir às outras algumas músicas que tanto gosto e que eliminei do meu vocabulário sob pena de as passar a detestar por motivos que nada têm a ver com elas. dei por mim a cantar despreocupadamente uma das que constituem um dos casos mais bicudos desta lista de canções a evitar, e a desfrutá-la como em tempos o fiz. não houve nada que me fizesse passá-la à frente. não houve nada que me provocasse a dor de estômago de outros tempos. nada. pus para trás e voltei a ouvi-la e a cantá-la. a música 8. e se fui capaz de fazer isso, não seria capaz de escrever este post até ao fim e publicá-lo?
eu estou bem. espero que estejas bem. é só.
[não que isso te interesse, presumo...]
eu estou bem. espero que estejas bem. é só.
[não que isso te interesse, presumo...]
sábado, janeiro 27, 2007
what i need...
depois de apagar mais um post, chego à conclusão que, sem ansiedade, escrever pode perder todo o interesse. falta-me assunto. faltam-me complicações mentais para pôr em ordem. faltam-me sentimentos contraditórios a que acertar direcções. faltam-me dúvidas existenciais. faltam-me insónias. e apesar de tudo isto parecer extremamente positivo à vista desarmada... mais do que qualquer coisa, faz-me falta voltar a sentir que preciso de escrever. preciso da minha antiga ansiedade de volta. mas só mesmo da ansiedade.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
twenty-eight
sim, confirma-se, comecei ontem a escrever a página 28 do livro que ando a narrar desde 1979. e é do alto da minha modéstia que anuncio que as ideias para este capítulo são mais que muitas, que o difícil vai ser relacioná-las, que o enredo está cada vez mais interessante e as personagens mais diversas e complexas. é bom mudar de capítulo com a sensação de que é nesta parte da narrativa que redijo algumas das linhas mais importantes para o desenrolar da acção. e, principalmente, sabe muito bem ter um bom ataque de imodéstia. quase tão bom como dia de aniversário que me proporcionaram ontem. de manhã (madrugada?) à noite. por tudo e mais alguma coisa. as comemorações seguem dentro de momentos.
her space holiday....
acho que perdi a capacidade de fazer deste canto um confessionário... acabei de apagar dezenas de linhas altamente confessionais e reveladoras do que me vai na alma, que explicavam a ideia que me trouxe até este post - que me sinto estranhamente tranquila, estranhamente confiante e, sobretudo, estranhamente feliz. como sei, por experiência própria que é apenas uma fase passageira e um erro grave do meu sistema nervoso (leia-se, toda esta tranquilidade, uma vez que sou por natureza uma pessoa ansiosa e instável), achei importante deixar a ideia por escrito. a explicação, pedimos desculpa pelo incómodo, fica sujeita a sigilo pessoal até indicações em contrário do sistema nervoso. e, desculpem-me o francês, dispensam-se suposições e considerações alheias.
sábado, janeiro 20, 2007
sunrise...
durante esta ausência, houve por momentos uma ideia assustadora que me fez uma razia ao pensamento. talvez tivesse deixado de precisar de pôr por escrito o que quer que fosse para resolver aqueles pequenos senãos que me assaltam regularmente. a ideia parece-me hoje absurda por completo e até um tanto ou quanto prepotente da minha parte, mas acho que bati o recorde. não me lembro da última vez que estive um mês sem escrever sem que isso me fizesse falta. tanto aqui como ali. apenas alguns emails, e as linhas que me exige o lado profissional. resultado? de repente, os atropelos mentais do costume, umas ideias contra as outras, porque num mês tanta coisa pode mudar, tanta coisa pode melhorar, tanta coisa... para já, estou apenas contente porque o meu pc regressou do mundo dos enfermos e o meu msn já dá indicação da música que estou a ouvir sem que tivesse feito grande coisa para isso. neste momento? o sunrise da norah jones. nada de novo. mas uma canção que me diz muito, por nada de especial, e que também, não sabendo bem porquê, me sabe sempre bem voltar a ouvir pela calma com que me infecta.
e é tão bom respirar fundo :)
e é tão bom respirar fundo :)
sexta-feira, dezembro 08, 2006
a weekend in the city...
... um de vários, mas já em contagem decrescente e a precisar dos ares do campo. até porque os bloc party me devolvem por inteiro a ambiências bucólicas carregadas de boas recordações. por enquanto, ainda em fase de absorção, mas a fixar as atenções no tema "on", em dia de poucas palavras.

bloc party - a weekend in the city - 2007

bloc party - a weekend in the city - 2007
domingo, dezembro 03, 2006
sewing the seeds of.....
faço bainhas de cortinados para fora ao som de ben kweller. não faço orçamentos. o preço é estipulado de acordo com a dor nas costas que fique depois do expediente.
quarta-feira, novembro 29, 2006
still reading my mind...
sinto que saltei com distinção mais um obstáculo da maratona que tenho levado a cabo nos últimos meses e que cheguei a pensar não ter fim. o tempo é uma coisa fantástica, não é? e sem comos, quandos nem porquês, eis que voltei a conseguir concentrar-me num livro mais do que dois minutos seguidos, eis que voltei a conseguir dedicar-me a um livro horas a fio sem dar pelo tempo passar, eis que voltei a conseguir perceber como é possível absorver um livro nuns poucos de dias. o problema nunca foi dos livros, claro está. sabe-me bem recuperar hábitos antigos, que por momentos julguei perdidos no ar. sinto-me profundamente satisfeita comigo. por tão pouco? o valor das vitórias pessoais não se demonstra matematicamente. e o livro, apesar de real, é apenas uma metáfora no meio de toda a confusão que tem sido esta corrida. sinto-me bem, como há muito não me lembro de sentir, e por uma vez na vida escrevo com toda a convicção que não queria estar em mais lado nenhum do que aquele onde estou. aqui. pelo menos hoje, porque amanhã, confirma-se, é sempre longe demais.
sábado, novembro 25, 2006
quinta-feira, novembro 16, 2006
what if.....
e se de repente eu percebesse que não há longevidade de coisíssima nenhuma (e o que eu gosto desta expressão: coisíssima nenhuma) que me obrigue a manter uma decisão que tomei há largos meses, mas que por todos os motivos e mais alguns deixou de fazer qualquer sentido? e se por acaso eu me apercebesse disso atempadamente (quer-me parecer que nunca tinha escrito esta palavra) e decidisse mandar tudo ao ar e seguir um caminho completamente diferente sem medo de ferir susceptibilidades alheias? hmmm... vou para ali pensar, não esperem por mim.
terça-feira, novembro 14, 2006
true faith...
tendo eu o historial que tenho com as canções do josh rouse, e contabilizando quase dez anos de intimidade musical indestrutível, quais as probabilidades de nos cruzarmos em barcelona no mesmo dia do ano sem qualquer combinação prévia?
fui obrigada a trocá-lo pelos killers, é verdade, não foi fácil... ter de fazer uma escolha deste calibre ter-me-ia partido o coração na hora se eu não lhe tivesse posto recentemente um colete à prova de bala com contrato a termo (in)certo.
fui obrigada a trocá-lo pelos killers, é verdade, não foi fácil... ter de fazer uma escolha deste calibre ter-me-ia partido o coração na hora se eu não lhe tivesse posto recentemente um colete à prova de bala com contrato a termo (in)certo.
barcelona.....
não consigo descrever a ninguém o concerto dos killers com o mesmo entusiasmo com que o aproveitei na altura. nem estou preocupada com isso. vi o concerto entre impeks, em circunstâncias que me farão lembrar daquele dia como um fim de semana para mais tarde recordar. mais importante do que qualquer espectáculo aparatoso, foi ter ouvido "certas e determinadas" músicas no contexto em que vi. longe de imagens já desfocadas e mal pintadas. tenho a perfeita noção de que criei ali novas memórias para sons que até então procurei deixar de lado por motivos que começam a deixar de fazer sentido e a perder importância. não me conseguindo desligar do lado pessoal e emocional que me envolve com a música dos killers, não faço nenhuma avaliação profissional ao concerto. longe disso, prefiro pensar que fiz mais uma conquista pessoal ao ouvir na mesma noite, ao vivo e entre impeks, músicas obrigatórias no meu historial de canções obrigatórias para ouvir ao vivo, como all these things i've done, somebody told me, mr. brightside, e quase todo o hot fuss, e as mais recentes read my mind, bones, when you were young, for reasons unknown, bling, uncle johnny e todo o sam's town. com a banda a escassos metros, com o brandon flowers logo ali, com um razzmatazz em êxtase e a suar as estopinhas para acompanhar o andamento e competir com a potência vocal de crooner do brandon flowers. e trago comigo o som do público cantado a uma só voz em all these things i've done... "i've got soul but i'm not a soldier, i've got soul but i'm not a soldier, i've got soul but i'm not a soldier, ...". aquele arrepio e o brilho nos olhos.
settle down....
o pretexto da viagem acaba por nunca ser o que mais marca. a cabeça volta limpa, mais do que já foi. por ter acontecido tanta coisa em tão pouco tempo, bloqueio a informação e não a processo tão bem como a vivi. tenhos imagens soltas, episódios espaçados e excessos alternados. leio agora um email que me faz assentar os pés na terra e perceber a razão por que me custa sempre tanto regressar, mesmo tendo neste momento tantos e tão bons motivos para aterrar de novo em lisboa. para além do meu problema crónico com despedidas, mesmo que vividas na tv ou no cinema (não por mim, claro está!), demoro algum tempo a preencher o vazio que se cria automaticamente em mim com a simples ideia da distância.
sexta-feira, novembro 10, 2006
selfish post...

On the corner of main street
Just tryin' to keep it in line
You say you wanna move on and
You say I'm falling behind
Can you read my mind?
Can you read my mind?
I never really gave up on
Breakin' out of this two-star town
I got the green light
I got a little fight
I'm gonna turn this thing around
Can you read my mind?
Can you read my mind?
The good old days, the honest man;
The restless heart, the Promised Land
A subtle kiss that no one sees;
A broken wrist and a big trapeze
Oh well I don't mind, you don't mind
Coz I don't shine if you don't shine
Before you go, can you read my mind?
It's funny how you just break down
Waitin' on some sign
I pull up to the front of your driveway
With magic soakin' my spine
Can you read my mind?
Can you read my mind?
The teenage queen, the loaded gun;
The drop dead dream, the Chosen One
A southern drawl, a world unseen;
A city wall and a trampoline
Oh well I don't mind, you don't mind
Coz I don't shine if you don't shine
Before you go
Tell me what you find when you read my mind
Slippin' in my faith until I fall
He never returned that call
Woman, open the door, don't let it stay
I wanna breathe that fire again
She said
Oh well I don't mind, you don't mind
Coz I don't shine if you don't shine
Put your back on me
Put your back on me
Put your back on me
The stars are blazing like rebel diamonds cut out of the sun
When you read my mind
the killers - read my mind - sam's town - 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006
stop.......
era tão bom que a esta hora o resto do corpo acompanhasse a velocidade do pensamento... as imagens sucedem-se-me na cabeça como quem pressiona o fast forward, com a particularidade de que por enquanto ainda estou a rebobinar a cassete. mentalmente alugo o mesmo filme vezes sem conta, mas cada vez o vejo menos. resta apenas o hábito. hoje, rebobino e páro a fita apenas nas partes que mais gostei. às vezes tenho dificuldades em perceber se o deva arrumar no drama ou na comédia, mas quero guardar comigo estas imagens das cenas que mais gostei para que o arrume sem dramas na prateleira das comédias românticas. afinal de contas, qual é a comédia que não parte de um drama?
terça-feira, novembro 07, 2006
the best of what's around...
leio que vai ser editado um best of da dmb e a imagem que me assalta de imediato é esta. e de repento-me sinto-me a pensar no passado. o passado... uma coisa que até há bem pouco tempo não existia no meu vocabulário, quanto mais na minha cabeça. e agora está aí em força, para me lembrar que nada vai para mais novo, mais fácil ou melhor. e ainda assim... por que razão me continuará a parecer o futuro tão mais aliciante do que a ideia de voltar atrás? provavelmente, não haverá outra canção como the best of what's around, mas... o que lá vai, lá vai. o seu papel agora não é voltar a surpreender. é apenas relembrar o que ficou para trás, e trazer à memória que as coisas podem realmente ser mais fáceis e mais simples. it's all in your head. começa a estar na minha.dave matthews band - under the table and dreaming - 1994
segunda-feira, novembro 06, 2006
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