terça-feira, outubro 31, 2006

restart....

passaram cerca de doze horas. parecem mais. são seis e tal da manhã e continua de noite. acontece que a esta hora não há cabeça para pensar num disco que facilite o complexo processo de reiniciar o sistema.

segunda-feira, outubro 30, 2006

say a little prayer....

e haverá melhor maneira para lidar com o facto de às seis da tarde já ser de noite do que estender as pernas e pôr este disco a tocar? alimenta o estágio para o fim de semana de excessos e alienação que se aproxima a passos largos...


orelhas de burro:

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various artists - country got soul - 2003

sexta-feira, outubro 27, 2006

what if......

eu não quero achar que sim, mas há alturas em que não consigo deixar de pensar que se pudesse voltar muito atrás, muita coisa seria diferente. e há dias em que vejo essas diferenças muito maiores do que noutros. porquê? porque nem sempre consigo agarrar-me à ideia de que tudo acontece por alguma razão. inclusivamente o ataque das dúvidas. desligo um botão e por momentos ligo outro para quebrar o escuro... sei que o desligarei também muito em breve, mas por agora preciso de algumas luzes. e assim será, enquanto não quiser arriscar sair desta sombra. com sol, é tudo mais fácil.

orelhas de burro:

terça-feira, outubro 24, 2006

in colours......

o sol ainda não tinha nascido, aliás pensando bem parece-me que hoje nem havia de nascer, e já o fim da canção dos ornatos violeta tocava na radar. senti-me frustrada por ter feito todo aquele zapping antes de aterrar na radar, quando normalmente é de lá que descolo ao entrar no carro. perdi mais de metade da música por razão nenhuma. e depois de mais de um dia inteiro de antena 3, ao final do dia, surpreendentemente (e que bela surpresa), é a música dos ornatos que me continua na cabeça. recupero o monstro antes de ir dormir. eu estou bem, quase tão bem, vê como é bom voltar a dizer, eu estou bem, quase tão bem, vê como é bom voltar a dizer, eu estou quase a viver.



orelhas de burro:




ornatos violeta - o monstro precisa de amigos - 1999

coisas......

[pequena nota introdutória: este post faz todo o sentido na minha cabeça, mas não me está a ser fácil explicar a ideia, pelo que pode sair um tanto ou quanto confuso.]

penso que com o passar do tempo e à medida que melhor vamos conhecendo as pessoas, desenvolvemos um modo de tratamento particular para lidar com cada uma individualmente. tudo isto partindo do princípio que essas pessoas passaram já da fase de conhecidos ou colegas, ao nível da amizade. e a partir desse momento, é como se criássemos inconscientemente uma ficha mental e individual com as particularidades de cada pessoa, que ditará o modo como com ela vamos lidar daí em diante. com a consciência de que nada é estanque, obviamente.
partindo do princípio que aqueles que tenho como amigos farão também este registo mental sobre mim quando me conhecem, ou vão conhecendo, e que o respeitam regra geral diariamente... que legitimidade tenho eu para ficar magoada num dia com uma coisa que me dizem, mas que no dia anterior ou no mês passado não me incomodou minimamente e sobre a qual ainda fiz uma piada ou outra?
terão as pessoas que me rodeiam de ser obrigadas a saber lidar com as minhas súbitas mudanças de humor, quando muitas vezes nem eu vejo de onde elas vêm? não me parece. seja pelo tempo cinzento, por razões femininas, por razões masculinas, pelo diabo a quatro, por tudo ou por nada... a instabilidade que quebra este sistema de amizade em sociedade é emitida da minha parte. e assim sendo, sou eu que estou a sabotar o "jogo", pelo que nestas alturas opto por desclassificar-me e ficar no banco até à próxima época. isto é, amanhã ou depois, sexta-feira o mais tardar. porque quando as razões das instabilidades são femininas, todos os problemas se resolvem mais depressa. o termo de comparação? chose life. não lhes dou mais de cinco dias, uma semana no máximo. e de repente... qual foi a crise desta vez? tudo se desvanece e o código moral mental volta a entrar em vigor como se nada se tivesse passado.


orelhas de burro:




ornatos violeta - o monstro precisa de amigos - 1999

sexta-feira, outubro 20, 2006

catch the rain....

serve esta chuva para me lembrar dos spin doctors a cantar a versão da canção "have you ever seen the rain". não ouvia isto há muito tempo, e no entanto hoje faz-me mais sentido do que nunca. ainda é de noite e está a chover torrencialmente num dia de sol forte. shinin' down like water...

quinta-feira, outubro 19, 2006

zzzzzz.....

o pensamento do costume por volta desta hora... "oh não, é quinta-feira...". não podia ser antes "quinta dos inglesinhos"?

quarta-feira, outubro 18, 2006

have a nice day...

o bom de falar sobre as coisas é que em dois minutos chegamos à conclusão de que somos mesmo todos iguais. melhor... percebemos que aquele problema não é nada de especial, porque afinal toda a gente o carrega... em silêncio, com a esperança de que se desvaneça. talvez se não se falar sobre ele se duvide em breve da sua existência. e uma vez instalada a dúvida, tudo é possível. até esquecê-lo. pelo contrário... assim que vemos que nem nisso somos únicos, o pormenor perde a importância e começa a ficar para trás. esquecido.

tudo isto porque me apetecia dizer qualquer coisa.

domingo, outubro 15, 2006

step forward...

estamos a 15 de outubro 2006. o manel faz sete meses. é o meu sobrinho. parece que tem os meus olhos e que é parecido comigo quando está despenteado. de resto, a data pouco me diz... a não ser que por agora dou por encerrado um ciclo conturbado e que há muito queria ter deixado para trás. em compensação, começo outro que há muito mais tempo queria ter começado. é agora. time to move on... dou um passo decisivo e desta vez quem diz adeus sou eu. porque muitas vezes as coisas tendem a acabar mais cedo na realidade do que na cabeça, onde se podem prolongar por tempo indeterminado. estamos em outubro... acertei agora os tempos. o real e o mental. adeus. the end. por agora, tenho um desafio a cumprir.

sábado, outubro 14, 2006

public announcement...

a emissão segue dentro de momentos.


orelhas de burro:



Fiona Apple - When the Pawn... - 1999
"a mistake" é a minha canção deste álbum da fiona. mas... e se de repente tudo deixar de fazer sentido? e se eu deixar de querer continuar a cair no mesmo erro... continuará a canção a dizer-me tanto como até aqui? não quero isso para a minha vida. quero poder continuar a refugiar-me neste poema sempre que me apetecer. como agora. mas... ainda assim... há por aí tantos erros há espera de ser cometidos. porquê seguir pelo caminho da repetição? pode ser que seja desta que tire as palas dos olhos e vá errar para outras paragens. i'll take my chances.

segunda-feira, outubro 09, 2006

closed.....

... porque há dias que deviam fechar para descanso do pessoal. não existir, pura e simplesmente. ou à falta de melhor, há dias em que devia ser proibido fazer coisas simples como abrir a boca, sair de casa, pensar, conduzir, ligar o telemóvel, e tudo e mais alguma coisa... e hoje?

quarta-feira, outubro 04, 2006

zzz...

como tantas outras coisas, há dias em que a música tem mais impacto de manhã. diria mesmo que tem uma importância determinante. sabe bem pensar que já valeu a pena levantar-me antes do sol para ouvir determinada música. nenhuma em especial. acontece praticamente todas as manhãs e é o que vale. há maior receptividade para dar valor a pequenas coisas, dado o estado de vulnerabilidade a que o sono nos remete. talvez o ticket to immorality volte a tocar na 2ª circular.


orelhas de burro:


the dears - gang of losers - 2006

segunda-feira, outubro 02, 2006

bright idea......

e que tal se a chuva e o vento se fossem entreter um ao outro e voltassem lá para donde vieram?

domingo, outubro 01, 2006

read my mind...

...e por agora, em clima de domingo à noite, sobram restos de um fim de semana retemperador à beira-mar banhado de imprevistos e cumplicidades. as polaroids mentais passam pelo banho das três da manhã no sistema de rega, pelos consequentes mergulhos com roupa na piscina deserta e irresistível, pelo clima psicadélico dos vinis disponíveis que obrigaram a um regresso aos anos setenta (seja lá o que isso for...) com a lama incluída, pelos aspegics de sabor a calipo de limão com gelo moído....... long walks, long talks, imagens nítidas, fugas obrigatórias e nostalgias inevitáveis. e os killers para a chegada... facilitam o embate do domingo. facilitam tudo. páro na faixa 6. read my mind não me sai da cabeça desde sexta-feira e a julgar pelo andar da carruagem assim permanecerá até o tempo actuar. e aquela melodia, o toque tangueta... entrada directa para a lista das que me atacam o estômago. porque há músicas que ao mesmo tempo que são um perigo iminente fazem todo o sentido nos devidos momentos. e quanto mais perigosas, mais sentido fazem. gosto muito dos killers, gosto muito deste sam's town nao me ter desiludido, há por aqui canções do caraças, e gosto muito de continuar a sentir esta ansiedade por ver uma banda ao vivo que não sei bem onde nem quando, mas lá há-de chegar o dia. dispensava era as barbas.


orelhas de burro:


the killers - sam's town - 2006

quarta-feira, setembro 27, 2006

junior boys... so this is goodbye...

recuperando mais alguma matéria em atraso, queria só dizer que o que toca por aqui neste preciso momento, e depois dos sleepy jackson, são os junior boys. se gosto deste disco? fugindo ao sistema de resposta redutor do sim ou não digo antes que tenho aqui à espera o novo disco do ben kweller e ainda não passei uma única música à frente deste this is goodbye. não sei se amanhã a opinião se mantém, ou se tive apenas a feliz ideia de pôr o disco certo a tocar no momento certo.


orelhas de burro:


junior boys - this is goodbye - 2006

sleepy jackson.....

i heard sleepy jackson on the radio and that's the way i like it. nem a frase é minha nem ouvi na rádio... por enquanto. é do ben kweller, tudo sangue australiano, e ouvi ali no leitor de cds, mas não é por isso que me soa melhor ou pior. o álbum chama-se personality (one was a spider, one was a bird), tem uma capa estranha, mas há por aqui melodias que cheguem para viajar no tempo até aos sixties e voltar. não me lembrava dos sleepy jackson assim, mas nao faz mal. acho que era mesmo isto que precisava de ter ouvido hoje ao final da tarde. as ideias desaceleram, o ritmo abranda, por conseguinte o sistema acalma.

orelhas de burro:


sleepy jackson - personality (one was a spider, one was a bird) - 2006

o sistema, o sistema..... e os buracos.....

sinto a crescer desalmadamente em mim um novo ódio de estimação que me está a tirar do sério. parece que todos os fundamentalistas da moral e dos bons costumes saíram da toca para dizer mal dos buraka som sistema. entenda-se que eu nem me considero fã da banda. vi parte do concerto que deram no terrapleno de santos, oiço o ya todos os dias na rádio e fica por aí o conhecimento que tenho deles. acontece que já dei por mim a defender veemente o som conseguido por aquilo a que alguém chamou kuduru progressivo. ora vamos lá ver... é preciso chegarem os buraka som sistema e dizerem umas palavras politicamente incorrectas para levantar toda esta algazarra? anda tudo durante meses, anos quem sabe, sem dar atenção a uma palavra que seja que é cantada numa canção porque já ninguém tem tempo de ouvir música coma atenção, porque afinal também já ninguém ouve rádio como "no antigamente" - dizem eles, os mesmos que defendem que o dever de quem de direito é dar nozes apenas a quem tem dentes e sobretudo a quem as pediu - e de repente (e isto para mim é a melhor parte...) todos juram a pés juntos que ouvem música pelas letras e que são incapazes de gostar ou sequer ouvir uma música cuja letra "não preste". ora bem.... eu não queria estar aqui com associações que pouco ou nada têm aparentemente a ver com o caso, mas a verdade é que a última vez que ouvi isto, ou melhor, a última vez que vi isto escrito foi numa entrevista a um ser que a seguir dizia que a escritora preferida era a margarida rebelo pinto.
o que é afinal isso de ouvir música pelas letras? quando me apetece ler pego num livro, numa revista, num jornal... nao ponho um disco a tocar. quando me apetece ouvir letras pego num booklet de um cd. mas ainda há quem no meio desta malta compre cds? tirando casos mais óbvios em que a letra é transparente o suficiente para se decifrar logo a ela própria, chegam a passar-se dezenas e dezenas de audições até eu resolver ir investigar de que fala o artista em questão. serei mais desinteressada que a maioria? e depois, não estou a ver todos estes súbitos defensores da moral e dos bons costumes e que agora até gostam de música, no carro, com o rádio ligado, a mudar de estação de minuto a minuto porque não lhes agrada o poema do hotel california que os eagles cantam há três vidas, ou que o phil collins ou os wham vão chorando ou bailando nas estações que presumo que estes espécimes de intelecto vorazmente desenvolvido ouvem habitualmente. até porque nao maioria dos casos serão pessoas que não falam tão pouco percebem inglês sem legendas.
e depois chocam-se porque alguém canta "palavrões" em português? só me ocorrem expressões e vocábulos de cariz religioso para proferir neste momento.
eu não defendo o hype, nem sou grande apreciadora destes ritmos, mas perante argumentos como este só me dá vontade de ir já ali criar um clube de fãs para os buraka. ya.

terça-feira, setembro 26, 2006

gin blossoms.....

e depois da resolução/ reunião de ano novo aqui estão eles outra vez, diz que dez anos depois de ter saído aquele que se contava ter sido o último álbum. salte-se o obrigatório greatest hits das contas, claro está. e o dia acaba bem porque uma boa canção será sempre uma boa canção, porque estes refrões sabem a um ansiado regresso a casa, porque o toque tangueta continua lá intacto e é tão bom confirmar isso já sem esperar... e acima de tudo porque jesse valenzuela is a hell of a name. e sem dar por elas... que saudades, outra vez. afinal, estamos de novo na horrível estação da infidável melancolia e do olhar de infinito.


orelhas de burro:



gin blossoms - major lodge victory - 2006

sexta-feira, setembro 22, 2006

.....

há dias em que abdicava de livre vontade da minha nacionalidade. talvez assim não conseguisse perceber o conceito de saudade.

quinta-feira, setembro 21, 2006

morningmood....

e não é que há vida a esta hora?
parecendo difícil, não é mesmo nada fácil...
e realmente uma pessoa habitua-se mesmo a tudo.

sábado, setembro 16, 2006

something for the weekend...

o cansaço sente-se nas pernas.... e ainda assim acordo quase ao mesmo tempo que o sol. volto a adormecer até perceber que a chuva deixou as ameaças para depois. reparo no exagero de horas que passei em sono profundo e sinto-me bem. e depois... dois regressos tão aguardados. shade and honey dos segundos é amor à primeira vista.




bob schneider - the californian - 2006





sparklehorse - Dreamt for Light Years in the Belly of a Mountain - 2006

quinta-feira, setembro 14, 2006

break the silence....

um reconforto interior imenso que me aquece a confiança faz-me voltar a querer escrever para mim. percebo que andava à procura nao sei de quê não sei onde e que estava a fazer tudo errado por mim. faz parte. por agora chega. fico feliz, muito, ao perceber que ainda há quem acredite, que eu ainda acredito, no quê só a mim diz respeito. percebi hoje que tudo isso me devolve a pouco e pouco muito daquilo que pensei que tivesse deixado algures. o cepticismo larguei-o hoje a caminho de casa e espero sinceramente que não nos voltemos a encontrar tão cedo. faz-me mal. a necessidade quase atroz de silêncio absoluto começa a desvanecer-se e volto a absorver música como água fresca. e as novidades atropelam-se.

segunda-feira, setembro 11, 2006

pre-worryin'......

volto a confirmar que não era nada mal pensado deixar de uma vez por todas de sofrer por antecipação. passo três dias preocupada com uma coisa que não tenho maneira de resolver antes do quarto dia chegar. quando finalmente decido pôr mãos à obra para acabar com a espera dilacerante, o problema resolve-se por si só com o atender de um simples telefonema. tudo o que fiz para o ver terminado, assim como a bendita noite mal dormida, de nada serviram. é só.

o tal de bom feeling.....

voltar aos mesmos sítios com pessoas diferentes. retomar velhos hábitos e temperá-los com novos. criar novas rotinas, dar tempo ao tempo para interiorizar novos locais de passagem habitual. cheira tudo a novo, e ao mesmo tempo tenho tantas saudades de como era antes. no entanto, já não me sufocam. pelo menos com tanta frequência. respiro fundo e penso como o tempo continua a ser um bom aliado. fez-me tão bem este fim de semana.

terça-feira, setembro 05, 2006

once and for all........

try to forget this, try to erase this... não que tenha sido nada de inesquecível, não que tenha sido nada de imperdível. no conjunto. porque analisando as partes, vejo que tinha de ser desta. não, não posso dizer que sou fã dos pearl jam, porque deixei de seguir o que andam a fazer há já muitos álbuns atrás. quem quiser, que atire a primeira pedra, mas comecei a achá-los chatos e passei à frente. [era bom que fosse tudo e sempre assim tão fácil...] continuo, no entanto, e continuarei sempre a simpatizar com a banda a nível "pessoal", ou não tivéssemos tido em tempos uma relação muito próxima baseada em posters e revistas. durante momentos esqueço, abstraio-me do som manhoso, rough, sujo, rock n' roll e ritmo x2 com que nos são atirados todos os temas sem só nem piedade e um arrepio faz-me esquecer o calor que se faz sentir dentro da sala. regresso à velhinha valentim de carvalho do fonte nova ao ouvir os primeiros acordes de "jeremy". quinze anos depois oiço "jeremy" ao vivo. um hit óbvio? sim, tal como "even flow", tal como "alive". de arrepiar também. de gritar a plenos pulmões e esquecer que há vida lá fora. para mim que só aos 27 vejo ao vivo uma banda que teve o significado que teve em início de adolescência, falando bem e e depressa, não me interessa ouvir os temas novos. é como digo... já nao me considero fã. já fui. olho hoje com uma nostalgia incrível para as capas do ten e do vs. discos pesados estes, comparados com os que saem actualmente. uma imagem? a bola de espelhos de "wishlist" e o efeito de estrela criado pelas luzes à volta da bola. e um poema magnífico. volto a esquecer o que está lá fora.

segunda-feira, setembro 04, 2006

wordless chorus......

acho que é o dia ideal para dizer que adoro esta capa e este disco e estes senhores. não, não tenho a mania nem me quero armar em enjoadinha ao vir aqui falar dos my morning jacket no dia em que todos os caminhos vão dar ao pearl jam, e o meu não será diferente com certeza. no entanto, acho que merecem o destaque, quanto mais nao seja pela delícia que é a canção "wordless chorus" nestes dias tão irrespiráveis quanto transpiráveis. e por tantas outras... e algo me diz que mais cedo do que imagino vou ter de começar a usar um casaquinho pela manhã.


orelhas de burro:



my morning jacket - z - 2006

domingo, setembro 03, 2006

limited edition........

...e a música à moda antiga, é isto?



combinado, regressamos ao futuro depois.

bob dylan - cold irons bound - modern times - 2006

modern times....

os relatos são cada vez mais frequentes, os números são cada vez mais altos. talvez esteja na hora dos senhores da contas agarrarem nas máquinas de calcular. serei eu a imaginar coisas ou há por aí um grave surto, praga, epidemia, o que quiserem chamar-lhe desde que mostre que é altamente contagioso, de amizades ditas coloridas? não há actualmente quem não esteja envolvido numa destas bonitas amizades, plenamente convicto/a de que não é nada, de que está tudo sob controlo, de que assim ninguém se chateia. e se não está envolvido, com certeza já esteve, ou conhece alguém que está ou esteve, e falo obviamente de um universo muito restrito e neste caso limitado a idades que andarão entre os 25-35 anos. o comentário geral é que apesar de isto sempre ter existido (aliás, como tudo o resto na vida), nunca esteve tão em voga como agora e quer-me parecer que ainda não ficamos por aqui. e tenho eu legitimidade para dizer o que quer que seja? não me parece. de todo. os bloc party chama-lhe modern love, nós por cá mantemos o termo amizade mas damos-lhe cor. tenho para mim que devíamos definir a cor de tamanha amizade e nao dizer apenas "colorida". falar em amigo azul, por exemplo, parece-me bem mais interessante. e mais interessante ainda, se querem que vos diga, era devolver o "cinzentismo" ao velho conceito de amizade, deixar de lado medos e outros impedimentos que tais e embarcar à confiança e sem os dois pés atrás nas idas chamadas relações ditas "estáveis" (?), que começam cada vez mais a ser encaradas como "à moda antiga". estaremos nós assim tão adiantados que precisemos de voltar atrás para alcançar coisas tão simples? andamos todos à procura do mesmo, talvez por isso o que mais fazemos é chocar uns com os outros. e daqui não passamos.

quarta-feira, agosto 30, 2006

vs

abro a janela o mais que posso e subo os estores até ao fim da linha. ainda corre um vento fresco e está-se bem aqui. subo o volume com a esperança de que o som passe para a vizinhança das traseiras e tiro proveito disto tudo como há muito não fazia.

um misto de nostalgia e calma imensas. o "olhar de infinito" permanece, mas arrisco dizer que ainda que completamente desfocado consigo avistar-lhe um fim. longínquo. quero o meu olhar grande e desperto de volta, permanentemente e não em dias espaçados. e por outro lado, estou lucidamente consciente de que o outro senhor sempre teve razão e que não há realmente nem longe nem distância.

e vejo-me chegar a um ponto onde nunca me imaginei. chama-se cepticismo. espero sinceramente que seja uma fase, fruto de águas passadas, mas que me tem vindo a atormentar por estes dias. duvido de tudo e sobretudo de todos. e a parte do todos é a que mais me desconcerta. ainda outro dia dizia convictamente que se havia coisa em que acreditava era nas pessoas. e na prática, tenho para mim que continuo a acreditar, ou não continuasse eu a sentir-me parva pelo menos uma vez por semana (e esta semana já foram três) por ter ido nesta ou naquela conversa. e conversa aqui significa conversa. fiada, acrescente-se.

e há quem se tenha em tão alta conta... valham-me os primeiros sintomas de cepticismo que fazem com que tudo perca importância e desapareça no ar em algumas horas... failure is always the best way to learn.


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kings of convenience - versus - 2001
[se hoje me transformasse num disco, era neste. e talvez transforme.]

segunda-feira, agosto 28, 2006

domingo, agosto 27, 2006

two more years...

diria que são mais uma banda que gostava de ver ao vivo num concerto à torreira do sol à beira de uma qualquer imaginária e cada vez mais longínqua estrada americana. "diria? já não diz?", diria um espirituoso empregado de balcão. não, não digo. fugindo à fugacidade das aparências, os palomino são escoceses, glasgow. o álbum de estreia chama-se emanuelle, e parece que já tem dois anos. novidade para quem? para mim. ouvi-o pela primeira vez há umas semanas, o luís ofereceu-mo. tal como me ofereceu uma série de outros discos que, criminosamente, ainda estão por ouvir. vamos com calma... que o que é bom acaba depressa e eu não quero que o disco risque.


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palomino - emanuelle - 2004

terça-feira, agosto 22, 2006

never say goodbye...

dos cat people só sei que são de barcelona. não vi o concerto. estava no parente e estava muito bem.

os shout out louds, a par dos bloc party, deram o concerto que mais gostei. empatados. o disco também ia muito bem estudado, e aquelas melodias..... tanguetas perfeitas. fica a imagem do baterista psicopata, do ramo de flores a circular pelo ar e dos caracóis cerrados do gajo preto à direita do palco. uma música? go sadness. the future is mine.

os maduros estiveram bem melhor do que no "ensaio geral" na zdb. volto a dizer o que disse na altura quando me perguntaram que tal. os maduros têm um som do caraças, a primeira impressão que me deu na zdb roçava os radio 4. o rock, o funk, a batida, o andamento. impek. nao gosto do zé pedro a "cantar". sei que faz aquilo pelo gozo que lhe dá e faz muito bem. talvez seja uma questão de hábito. e assim como assim, o tim também não tem voz nenhuma. e para aí tanta gente que nao sabe cantar e que grita a plenos pulmões.... não sei.

os !!! mais uma vez brilharam. não me lembro se chovia na altura, sei que o one man show desta vez veio vestido e que dançou novamente como se nao houvesse amanhã. e nao havia mesmo. nós fizemos o mesmo. afinal de contas, era o último dia e o ritmo assim o pedia. os impermeáveis e as camisolas quentes deixaram de ter razão de ser. queríamos segunda dose no palco after-hours.

os cramps e os bauhaus meto no mesmo saco. vestem de preto, tal como eu vesti, mas por acaso. como já disse por aí, pouca coisa me dizem. dos cramps nao trago nenhuma imagem, do bauhaus trago a chuva torrencial e a imagem do daniel ash. a escuridão era tal que nem o peter murphy consegui ver bem. o ecran a preto e branco nao ajudou nada. qual mística, pá!

o adieu ao som do justice e ainda debaixo de chuva, de novo em companhia dos sumos ika e tal, frutos do bosque desta vez, assinalaram o final dos festejos rock n' roll. no dia seguinte, a conversa foi outra, já em viana do castelo, o cortejo inaugural da nossa senhora da agonia. how convenient.

day two....

ouvi os eagles of death metal via antena 3, na estrada, entre viana e coura. a necessidade inicial de acelerar a ver se ainda chegávamos a tempo, a constatação da impossibilidade, a tristeza, frustração, impotência, sei lá, tudo misturado. agarrei-me à tábua de salvação de que o josh homme nao apareceu por lá para me mentalizar que olha que se lixe, assim como assim, ele também nao está lá.

os gang of four não me disseram grande coisa. oiço ao longe algumas das "mais conhecidas". penso vezes sem conta que podiam ter trocado com os eagles of death metal.

nao gosto dos yeah yeah yeahs em disco. irrita-me a voz da karen-o e nao é pouco. vejo-a em palco e nao consigo desviar o olhar. está vestida de super-mulher e age como tal. um fato horrível de licra amarelo e tal, mas que ali resulta na perfeição. é a encarnação feminina do rock n' roll. não pára um segundo, está liberta de todas e quaisquer convenções. faz o que lhe apetece e até eu me sinto mais livre ao vê-la em palco.

os bloc party deram o concerto que mais gostei. explicar porquê é que é pior. se falar das músicas soa-me a pouco... o álbum já nao é novo, vem bem interiorizado, soa tudo a familiar, e essa sensação intensifica-se quando conciliada com a simpatia estampada no rosto de kele okereke e demais boémios. o telemóvel nao foi suficiente para registar todas a imagens desejadas. blue light foi a música que trouxe comigo. a rapariga aos saltos por ali fora ao som que banquet, sem cair, foi a imagem. e eu com o pé torcido...

os we are scientists parece que nao estiveram tão bem como de costume. achei que tiveram momentos de grande andamento, mas muito pontuais. o disco tem esse andamento de uma ponta à outra e esperava que ao vivo a coisa fosse ainda mais acesa. nem por isso. faltou ali qualquer coisa. talvez no coliseu. ah! e nao gostei das pseudo bocas aos bloc party.

day one...

concertos? olhando agora para o cartaz reúno ideias soltas, pessoais e mal fundamentadas sobre tudo o que vi. não vi tanto dos white rose movement como gostava. tocaram uma singela meia hora, pelo que alguns também singelos minutos de atraso na entrada do recinto provocaram uma perda irrecuperável. ficam as imagens.

gostei muito dos gomez. ouvi este novo álbum semanas a fio, encontrei ali tanguetas brilhantes, e achei-as ainda mais tanguetas ao vivo. trouxe comigo um bonito momento sha-la-la-la-la debaixo de uma chuva envergonhada e de uns sorrisos rasgados. a banda estava divertida e nós também.

dos madrugada pouco vi... uma obrigatória visita ao barbaças impunha-se e chego à conclusão que é o tipo de banda que ou se vê em recinto fechado ou se ouve em casa no aconchego do sofá.

os broken social scene deram realmente um concerto do caraças. e sim, como se disse por aí teve momentos em que trouxe à memória os arcade fire, por serem muitos em palco e pela panóplia de instrumentos à desgarrada. teve momentos de arrepiar, monumentais mesmo, mas o impacto não foi nem de longe nem de perto o causado pelos arcade fire. eu nem teceria a comparação.

o morrissey foi mal vestido. ninguém usa aquelas calças. de resto, que se lixe o mau feitio. eu adoro um bom mau feitio. adoro o sentido de humor irónico, caústico, inteligente, as bocas da reacção, trouxe comigo o "if you don't like me don't look at me" que antecedeu o "irish blood english heart". chovia a bem chover e ele a mandar recados para casa: "se estão a ouvir isto em casa estão cheios de sorte". e quem disse que eu quero saber da chuva? os sacos do lixo fazem milagres. morrissey à chuva é qualquer coisa. deixou a música a meio? nao me parece que isso faça dele o lobo mau. gosto dele, pronto, sou parcial porque posso.

os fischerspooner deram o espectáculo da noite. tenho impressão que não fosse todo o aparato cénico da coisa não tinha visto nada do concerto. o frio e a chuva às duas da manhã tornam-se em tortura. os fatos, as luzes, as bailarinas, o ritmo, a dinâmica de tudo aquilo tornam-se hipnotizantes. já não estamos habituados a espectáculos com esta produção. só quando se fala de grandes bandas. não conseguimos tirar os olhos do palco e só queremos saber o que vem a seguir.

firestarter.....

registo uma chegada debaixo de frio no domingo à noite. os chinelos e as t-shirts que em lisboa faziam todo o sentido, em coura eram despropositados. só quando sentimos o frio da noite percebemos isso. pela noite refresca, como dizia o outro. registo uma noite de abertura de segunda-feira tal como se queria. a inauguração oficial de uma semana de festival. não vi os concertos de abertura, bandex, corsage e warren suicide. deambulámos pelo recinto, conversas soltas, encontros e reencontros, no fundo acredito que todos sentimos aqueles dias como uma espécie de regresso a casa. e ika. muito ika. e as casas de banho deluxe undergound. tudo coisas que a esta distância passam a fazer sentido apenas quando recordadas em conjunto com quem as presenciou.

três e tal da manhã e música. miguel quintão em palco e um meio recinto ja bem composto e sedento de agitação. há que fazer esquecer o frio e sentir que o festival já vai alto. as duas missões, uma e outra, foram cumpridas. pensei na altura que ainda bem que fui porque era para aquilo que lá tinha ido. divertir-me. era de manhã quando saímos do recinto. a imagem nao desaparecerá tão cedo... na chegada a casa, ali mesmo em frente lá ao alto, as chamas continuavam a desbravar mato bem acesas. tão acesas. tão laranja. o contraste com o cinzento do céu... choveu no dia seguinte e nos que se lhe seguiram.

cold war.....

a pouco e pouco vou aterrando. ainda assim, o frio acumulado nos ossos durante a semana teima em nao me largar de uma vez por todas. já estive na praia, já senti os 30 e muitos graus que se têm sentido por estes dias em lisboa, mas não há nada que me convença que não está a chover lá fora e que o céu está cinzento escuro enquanto não abro os estores. o som dos chuveiros dos vizinhos que trabalham em agosto engana-me que eu gosto. não há dúvidas... é a chuva, o verão acabou. o frio psicológico faz virar para o outro lado e embrulhar-me bem embrulhada nos lençóis. cheguei mesmo a ir buscar o cobertor. que maravilha. está a chover na minha cabeça e estou de férias a sério.

abro os estores e nao entendo. está um sol que pede óculos escuros dentro de casa, um calor que obriga a que se fechem as janelas antes das dez da manhã. nem uma nuvem. e a chuva? e o inverno antecipado? fico aliviada. lembro-me que é terça-feira e que está na altura de ir ali gozar uns dias de praia e absorver sol suficiente para na minha cabeça voltar a ser verão até lá para março ou abril.

segunda-feira, agosto 21, 2006

stuck in a moment....

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não passo daqui. por tudo e mais alguma coisa.


I saw the brightest light
It was the most wonderful sight
And I spotted the right time
The future is mine

domingo, agosto 20, 2006

brainstorm......

o disco que quis ouvir no dia a seguir foi o dos bloc party. o que ainda não saíu do leitor desde que cheguei a casa é o dos shout out louds. no meio de tanta oferta e, sobretudo tanta chuva, houve certos concertos que me passaram ao lado... não porque nao estivesse assistir, mas porque sinceramente não me dizem grande coisa. pasmem-se se quiserem: os bauhaus, os gang of four e os cramps. não vi os cat people, estava no parente a tratar de assuntos importantes para que o resto da noite de concertos corresse pelo melhor. segui o exemplo do josh homme e também não vi os eagles of death metal, ouvi via antena 3. fui a viana do castelo à tarde em busca de camisolas quentes, meias secas e impermeáveis. um almoço horrível mas um lanche do além entre impeks estendeu-se por mais tempo do que estava previsto e como não demos pelo avançar das horas... azarinho. veja-se o lado positivo da questão, ao menos a conversa ficou quase toda em dia. e digo quase porque algumas horas depois já haveria com certeza muito mais para contar. cena fêmea. já está em marcha o plano de novo reencontro de impeks.


[to be continued depois da praia]

it's not easy.....

a chegada é terrível. o choque é enorme. não me apetece olhar para nada, não me apetece sequer sair. acho que talvez assim consigo esquecer por mais uns dias onde estou, ou que estou de volta. tenho cá tudo à minha espera tal como deixei, inclusivé a ansiedade e a inquietação. estiveram congeladas durante estes dias, e acredito que o frio dilacerante que se me entranhou nos ossos dias a fio tenha ajudado e verdade seja dita preferia continuar a sentir esse frio.

os restos do costume... sacos de viagem abertos espalhados pelo chão da casa. a roupa que nao foi usada volta toda amarrotada e com o cheiro a mofo da que esvoaça desde há poucos minutos na corda debaixo do sol forte por que ansiámos durante toda a semana. se calhar esteve sempre ali. a humidade do costume, os restos de lama perdidos, as máquinas de roupa, a trilogia estende-apanha-volta a estender e a apanhar. volto a dizer... a chegada é terrível.

everything in its right place.....

ainda não entrámos na estrada das curvas e já me apetece voltar para trás. não consigo pôr de lado a sensação de que me esqueci de qualquer coisa essencial. e talvez seja mesmo invisível aos olhos, mas só dos meus, porque há sempre quem consiga ver, mesmo que eu ache que já não há nada para ver. mesmo que eu ache que já nao existe. não sei. nem a mim me faz sentido. sei que me custa regressar. deixar para trás uma semana de completa liberdade, de cumplicidades, amizades, laços fortes. a música dita os únicos horários que nos interessam. e só há uma regra: neste dias podemos tudo. até o horóscopo fala em confiança. podemos tudo.

shut down.....

ligo o computador e alguns segundos depois algo me passa pela cabeça que me faz desligá-lo imediatamente. apercebo-me que ao longo de toda a semana não me lembrei uma única vez por mais longínqua que fosse que os computadores existem. fecho os olhos e apresso-me a tentar regressar ao sonho. a coura. shut down.

sexta-feira, agosto 11, 2006

back to the future........

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fresh air......

e sim, vistas bem as coisas sinto-me bem. confiante no futuro, mais do que alguma vez me lembro de ter estado em muito tempo. quero que passe depressa, porque continuo a ter pressa. quero que passe. porque há algumas pessoas de quem gosto que estão a atravessar uma fase má. porque sentem tudo o que eu sinto e algo mais. esse mais também eu o sinto. só eu. porque cada um vive à sua maneira. e quanto a isso eu só quero ter uma certeza: que vivo muito.

predicting my mind....

só pode ser burrice minha... estou a (re)ver-me cair de cabeça, tronco e membros dentro de uma embrulhada de todo o tamanho de outros tempos e acho que isso só me vai fazer bem. talvez faça. e quando olhar para trás e me perguntar já de mãos na cabeça por que é que não mudei de direcção enquanto era tempo, vou lembrar-me do dia de hoje ou do de ontem, e pensar que nao tive outra alternativa. viver para o presente tem destas coisas.

speaking my mind.....

se digo que sim e me arrependo mais tarde a culpa é minha. porque nao sei dizer que não, porque não me sei impor, porque me prejudico. se digo que não, das duas uma. ou me tentam demover e fazer-me dizer que sim. ou estou muito diferente e tenho mau feitio. que estou diferente já eu sei. a ideia era mesmo essa. estou muito melhor, a meu ver. há quem apregoe aos quatro ventos que nao muda porque não, eu penso, apenas para mim, que ainda tenho muito a moldar, mudar, transformar, que é como quem diz numa só palavra, aprender. se tenho mau feitio... desculpem qualquer coisinha.
se eu digo sábado, é sábado. e nao domingo. se eu digo de manhã é de manhã. e não à tarde. os dias são meus, ou nao são? faço planos para mim, apenas. assim ao menos nao corro o risco de os ver ir por água abaixo por influência de terceiros. e já que estamos numa de desabafos.... porque é que me fazem tantas perguntas e tão indiscretas?

o bem contra o mal.....

a vida nunca é totalmente injusta com ninguém. digo eu de fora, e analisando o meu caso prático e individual. o que acontece é que há episódios que por acontecerem em simultâneo anulam por completo a importância de outros, quer seja para o bem quer para o mal. e escusado será dizer que um episódio mau tem clara vantagem sobre um bom. isto quando falamos evidentemente de coisas com grande importância. se se dá a coincidência de acontecerem no mesmo dia, ou até na mesma semana, o episódio bom passará claramente ao lado de tudo o que faz parte da nossa lista mental de coisas realmente importantes para a nossa vida. tudo o que aconteceu de mal é imediatmente visto como uma tragédia para o nosso futuro. o bom, afinal de contas nao era assim tão importante. claro que o caso muda de figura quando o mal começa a pouco e pouco a ser apagado. o bom começa então a ganhar terreno. e por mais que tomemos consciência disso já fora de tempo, não deixa de ser gratificante, tanto ou mais do que se tivessemos dado a devida importância na devida altura. e se eu acredito na versão utópica da coisa, que diz que somos bons por natureza, e se até me considero uma pessoa geralmente optimista, porque me deixo eu por vezes ir abaixo desta maneira, sem conseguir dar mais valor a tudo de de bom que me acontece? e é tanta coisa....

sexta-feira, agosto 04, 2006

eyes wide open.....

olho para mim e vejo os primeiros sinais do tão esperado acordar daquele sono profundo... daquele. quero pelo menos acreditar que é isso que sinto hoje. e quando acordar talvez consiga escrever sobre o assunto. enquanto isso oiço os problemas dos outros. ajuda sempre.


orelhas de burro:











the upper room - other people's problems - 2006

terça-feira, julho 25, 2006

tresabafos....

por que tenho eu a mania de me armar em madre teresa em alturas de crise, se depois não me aguento à bronca até ao fim de boa cara?

resabafos......

pergunto-me: se já é mau o paulo gonzo editar álbuns, por que raio ainda insiste em ir reeditá-los? pelo amor da santa....

desabafos.....

não tenho nem nunca tive pachorra para putos estúpidos. e se calhar o mal é esse, já a devia ter adquirido. é que quando menos se espera lá surgem mais uns quantos ao virar da esquina. está um dia lindo.