...e a música à moda antiga, é isto?
combinado, regressamos ao futuro depois.
bob dylan - cold irons bound - modern times - 2006
domingo, setembro 03, 2006
modern times....
os relatos são cada vez mais frequentes, os números são cada vez mais altos. talvez esteja na hora dos senhores da contas agarrarem nas máquinas de calcular. serei eu a imaginar coisas ou há por aí um grave surto, praga, epidemia, o que quiserem chamar-lhe desde que mostre que é altamente contagioso, de amizades ditas coloridas? não há actualmente quem não esteja envolvido numa destas bonitas amizades, plenamente convicto/a de que não é nada, de que está tudo sob controlo, de que assim ninguém se chateia. e se não está envolvido, com certeza já esteve, ou conhece alguém que está ou esteve, e falo obviamente de um universo muito restrito e neste caso limitado a idades que andarão entre os 25-35 anos. o comentário geral é que apesar de isto sempre ter existido (aliás, como tudo o resto na vida), nunca esteve tão em voga como agora e quer-me parecer que ainda não ficamos por aqui. e tenho eu legitimidade para dizer o que quer que seja? não me parece. de todo. os bloc party chama-lhe modern love, nós por cá mantemos o termo amizade mas damos-lhe cor. tenho para mim que devíamos definir a cor de tamanha amizade e nao dizer apenas "colorida". falar em amigo azul, por exemplo, parece-me bem mais interessante. e mais interessante ainda, se querem que vos diga, era devolver o "cinzentismo" ao velho conceito de amizade, deixar de lado medos e outros impedimentos que tais e embarcar à confiança e sem os dois pés atrás nas idas chamadas relações ditas "estáveis" (?), que começam cada vez mais a ser encaradas como "à moda antiga". estaremos nós assim tão adiantados que precisemos de voltar atrás para alcançar coisas tão simples? andamos todos à procura do mesmo, talvez por isso o que mais fazemos é chocar uns com os outros. e daqui não passamos.
quarta-feira, agosto 30, 2006
vs
abro a janela o mais que posso e subo os estores até ao fim da linha. ainda corre um vento fresco e está-se bem aqui. subo o volume com a esperança de que o som passe para a vizinhança das traseiras e tiro proveito disto tudo como há muito não fazia.
um misto de nostalgia e calma imensas. o "olhar de infinito" permanece, mas arrisco dizer que ainda que completamente desfocado consigo avistar-lhe um fim. longínquo. quero o meu olhar grande e desperto de volta, permanentemente e não em dias espaçados. e por outro lado, estou lucidamente consciente de que o outro senhor sempre teve razão e que não há realmente nem longe nem distância.
e vejo-me chegar a um ponto onde nunca me imaginei. chama-se cepticismo. espero sinceramente que seja uma fase, fruto de águas passadas, mas que me tem vindo a atormentar por estes dias. duvido de tudo e sobretudo de todos. e a parte do todos é a que mais me desconcerta. ainda outro dia dizia convictamente que se havia coisa em que acreditava era nas pessoas. e na prática, tenho para mim que continuo a acreditar, ou não continuasse eu a sentir-me parva pelo menos uma vez por semana (e esta semana já foram três) por ter ido nesta ou naquela conversa. e conversa aqui significa conversa. fiada, acrescente-se.
e há quem se tenha em tão alta conta... valham-me os primeiros sintomas de cepticismo que fazem com que tudo perca importância e desapareça no ar em algumas horas... failure is always the best way to learn.
orelhas de burro:

kings of convenience - versus - 2001
[se hoje me transformasse num disco, era neste. e talvez transforme.]
um misto de nostalgia e calma imensas. o "olhar de infinito" permanece, mas arrisco dizer que ainda que completamente desfocado consigo avistar-lhe um fim. longínquo. quero o meu olhar grande e desperto de volta, permanentemente e não em dias espaçados. e por outro lado, estou lucidamente consciente de que o outro senhor sempre teve razão e que não há realmente nem longe nem distância.
e vejo-me chegar a um ponto onde nunca me imaginei. chama-se cepticismo. espero sinceramente que seja uma fase, fruto de águas passadas, mas que me tem vindo a atormentar por estes dias. duvido de tudo e sobretudo de todos. e a parte do todos é a que mais me desconcerta. ainda outro dia dizia convictamente que se havia coisa em que acreditava era nas pessoas. e na prática, tenho para mim que continuo a acreditar, ou não continuasse eu a sentir-me parva pelo menos uma vez por semana (e esta semana já foram três) por ter ido nesta ou naquela conversa. e conversa aqui significa conversa. fiada, acrescente-se.
e há quem se tenha em tão alta conta... valham-me os primeiros sintomas de cepticismo que fazem com que tudo perca importância e desapareça no ar em algumas horas... failure is always the best way to learn.
orelhas de burro:

kings of convenience - versus - 2001
[se hoje me transformasse num disco, era neste. e talvez transforme.]
segunda-feira, agosto 28, 2006
domingo, agosto 27, 2006
two more years...
diria que são mais uma banda que gostava de ver ao vivo num concerto à torreira do sol à beira de uma qualquer imaginária e cada vez mais longínqua estrada americana. "diria? já não diz?", diria um espirituoso empregado de balcão. não, não digo. fugindo à fugacidade das aparências, os palomino são escoceses, glasgow. o álbum de estreia chama-se emanuelle, e parece que já tem dois anos. novidade para quem? para mim. ouvi-o pela primeira vez há umas semanas, o luís ofereceu-mo. tal como me ofereceu uma série de outros discos que, criminosamente, ainda estão por ouvir. vamos com calma... que o que é bom acaba depressa e eu não quero que o disco risque.
orelhas de burro:

palomino - emanuelle - 2004
orelhas de burro:

palomino - emanuelle - 2004
terça-feira, agosto 22, 2006
never say goodbye...
dos cat people só sei que são de barcelona. não vi o concerto. estava no parente e estava muito bem.
os shout out louds, a par dos bloc party, deram o concerto que mais gostei. empatados. o disco também ia muito bem estudado, e aquelas melodias..... tanguetas perfeitas. fica a imagem do baterista psicopata, do ramo de flores a circular pelo ar e dos caracóis cerrados do gajo preto à direita do palco. uma música? go sadness. the future is mine.
os maduros estiveram bem melhor do que no "ensaio geral" na zdb. volto a dizer o que disse na altura quando me perguntaram que tal. os maduros têm um som do caraças, a primeira impressão que me deu na zdb roçava os radio 4. o rock, o funk, a batida, o andamento. impek. nao gosto do zé pedro a "cantar". sei que faz aquilo pelo gozo que lhe dá e faz muito bem. talvez seja uma questão de hábito. e assim como assim, o tim também não tem voz nenhuma. e para aí tanta gente que nao sabe cantar e que grita a plenos pulmões.... não sei.
os !!! mais uma vez brilharam. não me lembro se chovia na altura, sei que o one man show desta vez veio vestido e que dançou novamente como se nao houvesse amanhã. e nao havia mesmo. nós fizemos o mesmo. afinal de contas, era o último dia e o ritmo assim o pedia. os impermeáveis e as camisolas quentes deixaram de ter razão de ser. queríamos segunda dose no palco after-hours.
os cramps e os bauhaus meto no mesmo saco. vestem de preto, tal como eu vesti, mas por acaso. como já disse por aí, pouca coisa me dizem. dos cramps nao trago nenhuma imagem, do bauhaus trago a chuva torrencial e a imagem do daniel ash. a escuridão era tal que nem o peter murphy consegui ver bem. o ecran a preto e branco nao ajudou nada. qual mística, pá!
o adieu ao som do justice e ainda debaixo de chuva, de novo em companhia dos sumos ika e tal, frutos do bosque desta vez, assinalaram o final dos festejos rock n' roll. no dia seguinte, a conversa foi outra, já em viana do castelo, o cortejo inaugural da nossa senhora da agonia. how convenient.
os shout out louds, a par dos bloc party, deram o concerto que mais gostei. empatados. o disco também ia muito bem estudado, e aquelas melodias..... tanguetas perfeitas. fica a imagem do baterista psicopata, do ramo de flores a circular pelo ar e dos caracóis cerrados do gajo preto à direita do palco. uma música? go sadness. the future is mine.
os maduros estiveram bem melhor do que no "ensaio geral" na zdb. volto a dizer o que disse na altura quando me perguntaram que tal. os maduros têm um som do caraças, a primeira impressão que me deu na zdb roçava os radio 4. o rock, o funk, a batida, o andamento. impek. nao gosto do zé pedro a "cantar". sei que faz aquilo pelo gozo que lhe dá e faz muito bem. talvez seja uma questão de hábito. e assim como assim, o tim também não tem voz nenhuma. e para aí tanta gente que nao sabe cantar e que grita a plenos pulmões.... não sei.
os !!! mais uma vez brilharam. não me lembro se chovia na altura, sei que o one man show desta vez veio vestido e que dançou novamente como se nao houvesse amanhã. e nao havia mesmo. nós fizemos o mesmo. afinal de contas, era o último dia e o ritmo assim o pedia. os impermeáveis e as camisolas quentes deixaram de ter razão de ser. queríamos segunda dose no palco after-hours.
os cramps e os bauhaus meto no mesmo saco. vestem de preto, tal como eu vesti, mas por acaso. como já disse por aí, pouca coisa me dizem. dos cramps nao trago nenhuma imagem, do bauhaus trago a chuva torrencial e a imagem do daniel ash. a escuridão era tal que nem o peter murphy consegui ver bem. o ecran a preto e branco nao ajudou nada. qual mística, pá!
o adieu ao som do justice e ainda debaixo de chuva, de novo em companhia dos sumos ika e tal, frutos do bosque desta vez, assinalaram o final dos festejos rock n' roll. no dia seguinte, a conversa foi outra, já em viana do castelo, o cortejo inaugural da nossa senhora da agonia. how convenient.
day two....
ouvi os eagles of death metal via antena 3, na estrada, entre viana e coura. a necessidade inicial de acelerar a ver se ainda chegávamos a tempo, a constatação da impossibilidade, a tristeza, frustração, impotência, sei lá, tudo misturado. agarrei-me à tábua de salvação de que o josh homme nao apareceu por lá para me mentalizar que olha que se lixe, assim como assim, ele também nao está lá.
os gang of four não me disseram grande coisa. oiço ao longe algumas das "mais conhecidas". penso vezes sem conta que podiam ter trocado com os eagles of death metal.
nao gosto dos yeah yeah yeahs em disco. irrita-me a voz da karen-o e nao é pouco. vejo-a em palco e nao consigo desviar o olhar. está vestida de super-mulher e age como tal. um fato horrível de licra amarelo e tal, mas que ali resulta na perfeição. é a encarnação feminina do rock n' roll. não pára um segundo, está liberta de todas e quaisquer convenções. faz o que lhe apetece e até eu me sinto mais livre ao vê-la em palco.
os bloc party deram o concerto que mais gostei. explicar porquê é que é pior. se falar das músicas soa-me a pouco... o álbum já nao é novo, vem bem interiorizado, soa tudo a familiar, e essa sensação intensifica-se quando conciliada com a simpatia estampada no rosto de kele okereke e demais boémios. o telemóvel nao foi suficiente para registar todas a imagens desejadas. blue light foi a música que trouxe comigo. a rapariga aos saltos por ali fora ao som que banquet, sem cair, foi a imagem. e eu com o pé torcido...
os we are scientists parece que nao estiveram tão bem como de costume. achei que tiveram momentos de grande andamento, mas muito pontuais. o disco tem esse andamento de uma ponta à outra e esperava que ao vivo a coisa fosse ainda mais acesa. nem por isso. faltou ali qualquer coisa. talvez no coliseu. ah! e nao gostei das pseudo bocas aos bloc party.
os gang of four não me disseram grande coisa. oiço ao longe algumas das "mais conhecidas". penso vezes sem conta que podiam ter trocado com os eagles of death metal.
nao gosto dos yeah yeah yeahs em disco. irrita-me a voz da karen-o e nao é pouco. vejo-a em palco e nao consigo desviar o olhar. está vestida de super-mulher e age como tal. um fato horrível de licra amarelo e tal, mas que ali resulta na perfeição. é a encarnação feminina do rock n' roll. não pára um segundo, está liberta de todas e quaisquer convenções. faz o que lhe apetece e até eu me sinto mais livre ao vê-la em palco.
os bloc party deram o concerto que mais gostei. explicar porquê é que é pior. se falar das músicas soa-me a pouco... o álbum já nao é novo, vem bem interiorizado, soa tudo a familiar, e essa sensação intensifica-se quando conciliada com a simpatia estampada no rosto de kele okereke e demais boémios. o telemóvel nao foi suficiente para registar todas a imagens desejadas. blue light foi a música que trouxe comigo. a rapariga aos saltos por ali fora ao som que banquet, sem cair, foi a imagem. e eu com o pé torcido...
os we are scientists parece que nao estiveram tão bem como de costume. achei que tiveram momentos de grande andamento, mas muito pontuais. o disco tem esse andamento de uma ponta à outra e esperava que ao vivo a coisa fosse ainda mais acesa. nem por isso. faltou ali qualquer coisa. talvez no coliseu. ah! e nao gostei das pseudo bocas aos bloc party.
day one...
concertos? olhando agora para o cartaz reúno ideias soltas, pessoais e mal fundamentadas sobre tudo o que vi. não vi tanto dos white rose movement como gostava. tocaram uma singela meia hora, pelo que alguns também singelos minutos de atraso na entrada do recinto provocaram uma perda irrecuperável. ficam as imagens.
gostei muito dos gomez. ouvi este novo álbum semanas a fio, encontrei ali tanguetas brilhantes, e achei-as ainda mais tanguetas ao vivo. trouxe comigo um bonito momento sha-la-la-la-la debaixo de uma chuva envergonhada e de uns sorrisos rasgados. a banda estava divertida e nós também.
dos madrugada pouco vi... uma obrigatória visita ao barbaças impunha-se e chego à conclusão que é o tipo de banda que ou se vê em recinto fechado ou se ouve em casa no aconchego do sofá.
os broken social scene deram realmente um concerto do caraças. e sim, como se disse por aí teve momentos em que trouxe à memória os arcade fire, por serem muitos em palco e pela panóplia de instrumentos à desgarrada. teve momentos de arrepiar, monumentais mesmo, mas o impacto não foi nem de longe nem de perto o causado pelos arcade fire. eu nem teceria a comparação.
o morrissey foi mal vestido. ninguém usa aquelas calças. de resto, que se lixe o mau feitio. eu adoro um bom mau feitio. adoro o sentido de humor irónico, caústico, inteligente, as bocas da reacção, trouxe comigo o "if you don't like me don't look at me" que antecedeu o "irish blood english heart". chovia a bem chover e ele a mandar recados para casa: "se estão a ouvir isto em casa estão cheios de sorte". e quem disse que eu quero saber da chuva? os sacos do lixo fazem milagres. morrissey à chuva é qualquer coisa. deixou a música a meio? nao me parece que isso faça dele o lobo mau. gosto dele, pronto, sou parcial porque posso.
os fischerspooner deram o espectáculo da noite. tenho impressão que não fosse todo o aparato cénico da coisa não tinha visto nada do concerto. o frio e a chuva às duas da manhã tornam-se em tortura. os fatos, as luzes, as bailarinas, o ritmo, a dinâmica de tudo aquilo tornam-se hipnotizantes. já não estamos habituados a espectáculos com esta produção. só quando se fala de grandes bandas. não conseguimos tirar os olhos do palco e só queremos saber o que vem a seguir.
gostei muito dos gomez. ouvi este novo álbum semanas a fio, encontrei ali tanguetas brilhantes, e achei-as ainda mais tanguetas ao vivo. trouxe comigo um bonito momento sha-la-la-la-la debaixo de uma chuva envergonhada e de uns sorrisos rasgados. a banda estava divertida e nós também.
dos madrugada pouco vi... uma obrigatória visita ao barbaças impunha-se e chego à conclusão que é o tipo de banda que ou se vê em recinto fechado ou se ouve em casa no aconchego do sofá.
os broken social scene deram realmente um concerto do caraças. e sim, como se disse por aí teve momentos em que trouxe à memória os arcade fire, por serem muitos em palco e pela panóplia de instrumentos à desgarrada. teve momentos de arrepiar, monumentais mesmo, mas o impacto não foi nem de longe nem de perto o causado pelos arcade fire. eu nem teceria a comparação.
o morrissey foi mal vestido. ninguém usa aquelas calças. de resto, que se lixe o mau feitio. eu adoro um bom mau feitio. adoro o sentido de humor irónico, caústico, inteligente, as bocas da reacção, trouxe comigo o "if you don't like me don't look at me" que antecedeu o "irish blood english heart". chovia a bem chover e ele a mandar recados para casa: "se estão a ouvir isto em casa estão cheios de sorte". e quem disse que eu quero saber da chuva? os sacos do lixo fazem milagres. morrissey à chuva é qualquer coisa. deixou a música a meio? nao me parece que isso faça dele o lobo mau. gosto dele, pronto, sou parcial porque posso.
os fischerspooner deram o espectáculo da noite. tenho impressão que não fosse todo o aparato cénico da coisa não tinha visto nada do concerto. o frio e a chuva às duas da manhã tornam-se em tortura. os fatos, as luzes, as bailarinas, o ritmo, a dinâmica de tudo aquilo tornam-se hipnotizantes. já não estamos habituados a espectáculos com esta produção. só quando se fala de grandes bandas. não conseguimos tirar os olhos do palco e só queremos saber o que vem a seguir.
firestarter.....
registo uma chegada debaixo de frio no domingo à noite. os chinelos e as t-shirts que em lisboa faziam todo o sentido, em coura eram despropositados. só quando sentimos o frio da noite percebemos isso. pela noite refresca, como dizia o outro. registo uma noite de abertura de segunda-feira tal como se queria. a inauguração oficial de uma semana de festival. não vi os concertos de abertura, bandex, corsage e warren suicide. deambulámos pelo recinto, conversas soltas, encontros e reencontros, no fundo acredito que todos sentimos aqueles dias como uma espécie de regresso a casa. e ika. muito ika. e as casas de banho deluxe undergound. tudo coisas que a esta distância passam a fazer sentido apenas quando recordadas em conjunto com quem as presenciou.
três e tal da manhã e música. miguel quintão em palco e um meio recinto ja bem composto e sedento de agitação. há que fazer esquecer o frio e sentir que o festival já vai alto. as duas missões, uma e outra, foram cumpridas. pensei na altura que ainda bem que fui porque era para aquilo que lá tinha ido. divertir-me. era de manhã quando saímos do recinto. a imagem nao desaparecerá tão cedo... na chegada a casa, ali mesmo em frente lá ao alto, as chamas continuavam a desbravar mato bem acesas. tão acesas. tão laranja. o contraste com o cinzento do céu... choveu no dia seguinte e nos que se lhe seguiram.
três e tal da manhã e música. miguel quintão em palco e um meio recinto ja bem composto e sedento de agitação. há que fazer esquecer o frio e sentir que o festival já vai alto. as duas missões, uma e outra, foram cumpridas. pensei na altura que ainda bem que fui porque era para aquilo que lá tinha ido. divertir-me. era de manhã quando saímos do recinto. a imagem nao desaparecerá tão cedo... na chegada a casa, ali mesmo em frente lá ao alto, as chamas continuavam a desbravar mato bem acesas. tão acesas. tão laranja. o contraste com o cinzento do céu... choveu no dia seguinte e nos que se lhe seguiram.
cold war.....
a pouco e pouco vou aterrando. ainda assim, o frio acumulado nos ossos durante a semana teima em nao me largar de uma vez por todas. já estive na praia, já senti os 30 e muitos graus que se têm sentido por estes dias em lisboa, mas não há nada que me convença que não está a chover lá fora e que o céu está cinzento escuro enquanto não abro os estores. o som dos chuveiros dos vizinhos que trabalham em agosto engana-me que eu gosto. não há dúvidas... é a chuva, o verão acabou. o frio psicológico faz virar para o outro lado e embrulhar-me bem embrulhada nos lençóis. cheguei mesmo a ir buscar o cobertor. que maravilha. está a chover na minha cabeça e estou de férias a sério.
abro os estores e nao entendo. está um sol que pede óculos escuros dentro de casa, um calor que obriga a que se fechem as janelas antes das dez da manhã. nem uma nuvem. e a chuva? e o inverno antecipado? fico aliviada. lembro-me que é terça-feira e que está na altura de ir ali gozar uns dias de praia e absorver sol suficiente para na minha cabeça voltar a ser verão até lá para março ou abril.
abro os estores e nao entendo. está um sol que pede óculos escuros dentro de casa, um calor que obriga a que se fechem as janelas antes das dez da manhã. nem uma nuvem. e a chuva? e o inverno antecipado? fico aliviada. lembro-me que é terça-feira e que está na altura de ir ali gozar uns dias de praia e absorver sol suficiente para na minha cabeça voltar a ser verão até lá para março ou abril.
segunda-feira, agosto 21, 2006
stuck in a moment....
domingo, agosto 20, 2006
brainstorm......
o disco que quis ouvir no dia a seguir foi o dos bloc party. o que ainda não saíu do leitor desde que cheguei a casa é o dos shout out louds. no meio de tanta oferta e, sobretudo tanta chuva, houve certos concertos que me passaram ao lado... não porque nao estivesse assistir, mas porque sinceramente não me dizem grande coisa. pasmem-se se quiserem: os bauhaus, os gang of four e os cramps. não vi os cat people, estava no parente a tratar de assuntos importantes para que o resto da noite de concertos corresse pelo melhor. segui o exemplo do josh homme e também não vi os eagles of death metal, ouvi via antena 3. fui a viana do castelo à tarde em busca de camisolas quentes, meias secas e impermeáveis. um almoço horrível mas um lanche do além entre impeks estendeu-se por mais tempo do que estava previsto e como não demos pelo avançar das horas... azarinho. veja-se o lado positivo da questão, ao menos a conversa ficou quase toda em dia. e digo quase porque algumas horas depois já haveria com certeza muito mais para contar. cena fêmea. já está em marcha o plano de novo reencontro de impeks.
[to be continued depois da praia]
[to be continued depois da praia]
it's not easy.....
a chegada é terrível. o choque é enorme. não me apetece olhar para nada, não me apetece sequer sair. acho que talvez assim consigo esquecer por mais uns dias onde estou, ou que estou de volta. tenho cá tudo à minha espera tal como deixei, inclusivé a ansiedade e a inquietação. estiveram congeladas durante estes dias, e acredito que o frio dilacerante que se me entranhou nos ossos dias a fio tenha ajudado e verdade seja dita preferia continuar a sentir esse frio.
os restos do costume... sacos de viagem abertos espalhados pelo chão da casa. a roupa que nao foi usada volta toda amarrotada e com o cheiro a mofo da que esvoaça desde há poucos minutos na corda debaixo do sol forte por que ansiámos durante toda a semana. se calhar esteve sempre ali. a humidade do costume, os restos de lama perdidos, as máquinas de roupa, a trilogia estende-apanha-volta a estender e a apanhar. volto a dizer... a chegada é terrível.
os restos do costume... sacos de viagem abertos espalhados pelo chão da casa. a roupa que nao foi usada volta toda amarrotada e com o cheiro a mofo da que esvoaça desde há poucos minutos na corda debaixo do sol forte por que ansiámos durante toda a semana. se calhar esteve sempre ali. a humidade do costume, os restos de lama perdidos, as máquinas de roupa, a trilogia estende-apanha-volta a estender e a apanhar. volto a dizer... a chegada é terrível.
everything in its right place.....
ainda não entrámos na estrada das curvas e já me apetece voltar para trás. não consigo pôr de lado a sensação de que me esqueci de qualquer coisa essencial. e talvez seja mesmo invisível aos olhos, mas só dos meus, porque há sempre quem consiga ver, mesmo que eu ache que já não há nada para ver. mesmo que eu ache que já nao existe. não sei. nem a mim me faz sentido. sei que me custa regressar. deixar para trás uma semana de completa liberdade, de cumplicidades, amizades, laços fortes. a música dita os únicos horários que nos interessam. e só há uma regra: neste dias podemos tudo. até o horóscopo fala em confiança. podemos tudo.
shut down.....
ligo o computador e alguns segundos depois algo me passa pela cabeça que me faz desligá-lo imediatamente. apercebo-me que ao longo de toda a semana não me lembrei uma única vez por mais longínqua que fosse que os computadores existem. fecho os olhos e apresso-me a tentar regressar ao sonho. a coura. shut down.
sexta-feira, agosto 11, 2006
fresh air......
e sim, vistas bem as coisas sinto-me bem. confiante no futuro, mais do que alguma vez me lembro de ter estado em muito tempo. quero que passe depressa, porque continuo a ter pressa. quero que passe. porque há algumas pessoas de quem gosto que estão a atravessar uma fase má. porque sentem tudo o que eu sinto e algo mais. esse mais também eu o sinto. só eu. porque cada um vive à sua maneira. e quanto a isso eu só quero ter uma certeza: que vivo muito.
predicting my mind....
só pode ser burrice minha... estou a (re)ver-me cair de cabeça, tronco e membros dentro de uma embrulhada de todo o tamanho de outros tempos e acho que isso só me vai fazer bem. talvez faça. e quando olhar para trás e me perguntar já de mãos na cabeça por que é que não mudei de direcção enquanto era tempo, vou lembrar-me do dia de hoje ou do de ontem, e pensar que nao tive outra alternativa. viver para o presente tem destas coisas.
speaking my mind.....
se digo que sim e me arrependo mais tarde a culpa é minha. porque nao sei dizer que não, porque não me sei impor, porque me prejudico. se digo que não, das duas uma. ou me tentam demover e fazer-me dizer que sim. ou estou muito diferente e tenho mau feitio. que estou diferente já eu sei. a ideia era mesmo essa. estou muito melhor, a meu ver. há quem apregoe aos quatro ventos que nao muda porque não, eu penso, apenas para mim, que ainda tenho muito a moldar, mudar, transformar, que é como quem diz numa só palavra, aprender. se tenho mau feitio... desculpem qualquer coisinha.
se eu digo sábado, é sábado. e nao domingo. se eu digo de manhã é de manhã. e não à tarde. os dias são meus, ou nao são? faço planos para mim, apenas. assim ao menos nao corro o risco de os ver ir por água abaixo por influência de terceiros. e já que estamos numa de desabafos.... porque é que me fazem tantas perguntas e tão indiscretas?
se eu digo sábado, é sábado. e nao domingo. se eu digo de manhã é de manhã. e não à tarde. os dias são meus, ou nao são? faço planos para mim, apenas. assim ao menos nao corro o risco de os ver ir por água abaixo por influência de terceiros. e já que estamos numa de desabafos.... porque é que me fazem tantas perguntas e tão indiscretas?
o bem contra o mal.....
a vida nunca é totalmente injusta com ninguém. digo eu de fora, e analisando o meu caso prático e individual. o que acontece é que há episódios que por acontecerem em simultâneo anulam por completo a importância de outros, quer seja para o bem quer para o mal. e escusado será dizer que um episódio mau tem clara vantagem sobre um bom. isto quando falamos evidentemente de coisas com grande importância. se se dá a coincidência de acontecerem no mesmo dia, ou até na mesma semana, o episódio bom passará claramente ao lado de tudo o que faz parte da nossa lista mental de coisas realmente importantes para a nossa vida. tudo o que aconteceu de mal é imediatmente visto como uma tragédia para o nosso futuro. o bom, afinal de contas nao era assim tão importante. claro que o caso muda de figura quando o mal começa a pouco e pouco a ser apagado. o bom começa então a ganhar terreno. e por mais que tomemos consciência disso já fora de tempo, não deixa de ser gratificante, tanto ou mais do que se tivessemos dado a devida importância na devida altura. e se eu acredito na versão utópica da coisa, que diz que somos bons por natureza, e se até me considero uma pessoa geralmente optimista, porque me deixo eu por vezes ir abaixo desta maneira, sem conseguir dar mais valor a tudo de de bom que me acontece? e é tanta coisa....
sexta-feira, agosto 04, 2006
eyes wide open.....
olho para mim e vejo os primeiros sinais do tão esperado acordar daquele sono profundo... daquele. quero pelo menos acreditar que é isso que sinto hoje. e quando acordar talvez consiga escrever sobre o assunto. enquanto isso oiço os problemas dos outros. ajuda sempre.
orelhas de burro:

the upper room - other people's problems - 2006
orelhas de burro:

the upper room - other people's problems - 2006
terça-feira, julho 25, 2006
tresabafos....
por que tenho eu a mania de me armar em madre teresa em alturas de crise, se depois não me aguento à bronca até ao fim de boa cara?
resabafos......
pergunto-me: se já é mau o paulo gonzo editar álbuns, por que raio ainda insiste em ir reeditá-los? pelo amor da santa....
desabafos.....
não tenho nem nunca tive pachorra para putos estúpidos. e se calhar o mal é esse, já a devia ter adquirido. é que quando menos se espera lá surgem mais uns quantos ao virar da esquina. está um dia lindo.
sexta-feira, julho 21, 2006
speechless......
para já só consigo olhar para trás e relembrar ao de leve certos pormenores determinantes dos últimos dez anos da minha vida. e o mais engraçado é que nunca os encarei como pormenores, muito menos como determinantes. as voltas que isto dá... que venham as postas de pescada. as do costume, por favor. eu até gosto bastante de peixe, sobretudo se já vier grelhado. as espinhas eu vou aprendendo a tirar e a pôr à borda do prato, como fazia com os nervos da carne até ter deixado de comer carne com nervos. a biblioteca media player toca em shuffle. more than this by bill murray aka mr bob harris. isto anda tudo ligado como diz o sr. outro. e, pois, parece que afinal havia mais que aquilo.
domingo, julho 09, 2006
sound(zzzzzzzz)......
regresso ao passado e desperto ao som do seven dos james. insisto em abrir os estores por inteiro e a janela para sentir a casa arejar, ignorando o calor que se faz sentir lá fora e, num literal abrir e fechar de olhos, cá dentro. preciso da janela aberta. enquanto não saio, acho impensável deixar o sol da manhã lá fora. entrou agora a faixa 3. sound. o crescendo, o toque tangueta, uhuhuuhh, o implorar pelo ar livre para se expandir, uuuhhuhuhh. sound. e o que eu gosto desta música?
orelhas de burro:

james - seven - 1991
Ape your father's sins, your mother's mood swings
To perfection
Fall into a spin, shed another skin
Strip away all your protection
Laugh at the wonder of it all
Laugh so loud you break the fall
And you see the gathering clouds
Cry at the sadness of the world
Cry so long you break its cold
And you hear the gathering sounds
Do everything you fear
In this there's power
Fear is not to be afraid of
Laugh at the wonder of it all
Laugh so loud you break your fall
And you hear the gathering sounds
Come, dip on in
Leave your bones, leave your skin
Leave your past, leave your craft
Leave your suffering heart
orelhas de burro:

james - seven - 1991
Ape your father's sins, your mother's mood swings
To perfection
Fall into a spin, shed another skin
Strip away all your protection
Laugh at the wonder of it all
Laugh so loud you break the fall
And you see the gathering clouds
Cry at the sadness of the world
Cry so long you break its cold
And you hear the gathering sounds
Do everything you fear
In this there's power
Fear is not to be afraid of
Laugh at the wonder of it all
Laugh so loud you break your fall
And you hear the gathering sounds
Come, dip on in
Leave your bones, leave your skin
Leave your past, leave your craft
Leave your suffering heart
sexta-feira, julho 07, 2006
strangers' almanac
que a vida dá muitas voltas já todos sabemos, que acabamos todos por nos reencontrar já todos constatámos. tenho nos últimos dias sido confrontada com reencontros, nostalgias, sentimentos, conversas, perguntas, afirmações, o que quiserem, que levam todas ao mesmo ponto. a saudade. se tenho saudades? claro que tenho. não o quis admitir a princípio nem a mim porque estava mais preocupada em concentrar-me no futuro do que arriscar a olhar para trás. sem querer, hoje fui forçada a olhar para trás. a lia foi a responsável.
a lia sai hoje do cotonete. nao sei se ela gostará que o escreva aqui assim à papo-seco, mas acho este ponto de viragem demasiado importante (tanto para ela, como para mim, como para o próprio site) para o dizer por meias palavras. temos muito em comum, eu e a lia. ou gamma, para os amigos. ;) e somos também diferentes em muitas outras, mas o que constato com o passar do tempo é que vivemos segundo as mesmas leis e nos guiamos pelos mesmos princípios.
fizemos parte da equipa original do cotonete. a lia entrou cerca de um ano depois do projecto nascer, mas hoje já ninguém se lembra disso. é como se tivesse estado desde o início. tenho a certeza que o mariño, o mário, o gonçalo, o sandro, a ana matos dirão o mesmo. tenho saudades dessa equipa, e sinto que foi um privilégio ter aprendido a trabalhar em equipa com estas pessoas. tenho saudades da cumplicidade que se criou ali e que hoje persiste ainda que a mais do que uma secretária de distância, tenho saudades da empatia quase imediata gerada entre nós por uma vontade de trabalhar e mostrar a este mundo e o outro que a internet era o futuro e nao o bicho de 7x7 cabeças como a pintavam. quatro anos depois começa a haver mais gente a pensar dessa maneira. tínhamos todos vinte e muito poucos anos. hoje estamos nos vinte e muitos, alguns até já passaram dos 30. levámos entretanto muito na cabeça. falo por mim. acho que é a isso que se chama crescer. fizemo-lo em conjunto também.
lembro-me de um monte de episódios capazes de explicar a nostalgia que sinto hoje pela saída da lia. pela saída do mariño, da ana matos, da carrie white, do gonçalo. talvez até da minha. e talvez tenha hoje necessidade de fazer esta lavagem cerebral porque nao a fiz na devida altura. na altura da minha saída.
gamma, agradeço as tuas palavras, mas agradeço sobretudo que me tenhas feito olhar para trás sem estar à espera. de outra maneira sei que nao o teria feito. tudo de bom daqui para a frente, e continuo a dizer que ainda nos voltaremos a cruzar.
ah! já tinha dito que a blitz está mais rica já no próximo número?
a lia sai hoje do cotonete. nao sei se ela gostará que o escreva aqui assim à papo-seco, mas acho este ponto de viragem demasiado importante (tanto para ela, como para mim, como para o próprio site) para o dizer por meias palavras. temos muito em comum, eu e a lia. ou gamma, para os amigos. ;) e somos também diferentes em muitas outras, mas o que constato com o passar do tempo é que vivemos segundo as mesmas leis e nos guiamos pelos mesmos princípios.
fizemos parte da equipa original do cotonete. a lia entrou cerca de um ano depois do projecto nascer, mas hoje já ninguém se lembra disso. é como se tivesse estado desde o início. tenho a certeza que o mariño, o mário, o gonçalo, o sandro, a ana matos dirão o mesmo. tenho saudades dessa equipa, e sinto que foi um privilégio ter aprendido a trabalhar em equipa com estas pessoas. tenho saudades da cumplicidade que se criou ali e que hoje persiste ainda que a mais do que uma secretária de distância, tenho saudades da empatia quase imediata gerada entre nós por uma vontade de trabalhar e mostrar a este mundo e o outro que a internet era o futuro e nao o bicho de 7x7 cabeças como a pintavam. quatro anos depois começa a haver mais gente a pensar dessa maneira. tínhamos todos vinte e muito poucos anos. hoje estamos nos vinte e muitos, alguns até já passaram dos 30. levámos entretanto muito na cabeça. falo por mim. acho que é a isso que se chama crescer. fizemo-lo em conjunto também.
lembro-me de um monte de episódios capazes de explicar a nostalgia que sinto hoje pela saída da lia. pela saída do mariño, da ana matos, da carrie white, do gonçalo. talvez até da minha. e talvez tenha hoje necessidade de fazer esta lavagem cerebral porque nao a fiz na devida altura. na altura da minha saída.
gamma, agradeço as tuas palavras, mas agradeço sobretudo que me tenhas feito olhar para trás sem estar à espera. de outra maneira sei que nao o teria feito. tudo de bom daqui para a frente, e continuo a dizer que ainda nos voltaremos a cruzar.
ah! já tinha dito que a blitz está mais rica já no próximo número?
warning......
já em espírito de fim de semana volto a pegar no aviso dos hot chip a caminho do trabalho. e na segunda circular penso "que pena não trabalhar mais longe ou apanhar trânsito uma vez por outra". apetece-me seguir viagem e só parar no porto, para não ter de desligar o rádio antes da última faixa. mas hoje e amanhã eles estão é em lisboa, portanto faça-se o sacrifício de desligar por agora. e adoro esta capa.
orelhas de burro:

hot chip - the warning - 2006
orelhas de burro:

hot chip - the warning - 2006
quinta-feira, julho 06, 2006
......
a partir de hoje a minha vida começa mais cedo. e o sol que está de volta, pelo menos ao abrir dos estores.
terça-feira, julho 04, 2006
don't be sad.....
hoje sinto-me triste e não sei porquê. já acordei assim. o dia correu-me bem, mas agora que cheguei a casa e parei, reparei que o olhar vazio continua a prender-me no infinito. olho e nao vejo nada. não encontro explicação. mas também... quem disse que tudo tem de ter uma explicação? sentir-me triste é tão válido como sentir-me feliz. achei que se escrevesse qualquer coisa parecida com isto me passava o cinzento.
a propósito... lembro-me frequentemente dos whiskeytown
Seen a lot of things we didn't wanna see
But I'm glad we did
I know a lot of times we fell out of line,
But we fell back in
I think we lost the keys to the kingdom,
Before we'd seen them
Don't be sad
Don't be sad
It took a lot time for us to find the words we'd mean
We spent a lot time before our dimes run out, nickel please
I think we lost the keys to the kingdom,
Before we'd seen them
Don't be sad
Don't be sad
Don't be sad
Don't be sad
'Cause we wont have to live this way forever
It's hard to compromise the things we have
Don't be sad
Don't be sad
Talk to one to have faith
Money can not erase
I think we lost the keys to the kingdom,
Before we'd seen them
Don't be sad
Don't be sad
Don't be sad
Talk to one to have faith
Money can not erase
a propósito... lembro-me frequentemente dos whiskeytown
Seen a lot of things we didn't wanna see
But I'm glad we did
I know a lot of times we fell out of line,
But we fell back in
I think we lost the keys to the kingdom,
Before we'd seen them
Don't be sad
Don't be sad
It took a lot time for us to find the words we'd mean
We spent a lot time before our dimes run out, nickel please
I think we lost the keys to the kingdom,
Before we'd seen them
Don't be sad
Don't be sad
Don't be sad
Don't be sad
'Cause we wont have to live this way forever
It's hard to compromise the things we have
Don't be sad
Don't be sad
Talk to one to have faith
Money can not erase
I think we lost the keys to the kingdom,
Before we'd seen them
Don't be sad
Don't be sad
Don't be sad
Talk to one to have faith
Money can not erase
terça-feira, junho 27, 2006
fool you are......
tenho pensado muito e em compensação escrito menos do que queria escrever. e agora que me sentei com essa intenção reparei que não me lembro de nada do que tinha para dizer. ideas soltas apenas. vagas. consigo ver ao longe algumas luzes dos argumentos que habitualmente desenvolvo no trânsito, mas já não tenho cabeça para pensar sobre mais nada hoje. antes de ir ali ler o livro de cabeceira dos últimos dias, preciso só de dizer que ando outra vez a ouvir muito os elefant e que me deixei cair novamente no vício do sunlight makes me paranoid. e digo mais... apanhei um novo vício australiano chamado dsico that no talent hack que apenas consumo no carro porque tem outro impacto em andamento. i've danced enough é só uma pequena amostra do que está para (ou)vir. tá visto... i've written enough.
orelhas de burro:

dsico that no talent hack - fool - 2006
orelhas de burro:

dsico that no talent hack - fool - 2006
domingo, junho 25, 2006
because...
é sexta-feira e o cansaço consome-me avidamente a boa disposição dos últimos dias. as pernas tremem, os olhos ardem, os reflexos funcionam à velocidade do ic19. só me apetece chegar a casa e pensar que o sábado está à porta. melhor, que o sábado nao existe. durmo, durmo e volto a dormir. antes disso, paragem obrigatória na aula magna. o josh rouse regressa e o entusiasmo de há dias desapareceu. é verdade, mas nem eu acredito. nao me apetece ir, ver ninguém, bater palmas. preciso de parar, e isso nao me sai da cabeça.
hoje é domingo. pus o sono em dia nas duas últimas noites e estagiei no sofá horas a fio. regresso a "subtítulo" e volto também a sexta-feira à noite. relembro a leveza com que abandonei a aula magna perto da meia-noite. esqueci o cansaço e apetece-me falar. penso só para mim que vou dormir melhor. e durmo. fecho os olhos e revejo o sorriso do josh rouse lá ao longe, mas perto o suficiente para lhe apanhar o brilho do azul, e lembrar o sol de coura com saudade. emoções à flor da pele, sinto os olhos, agora os meus, brilharem mais do que o previsto. as canções dizem-me muito e quanto a isso nada a fazer. e quando entra a harmónica a coisa agrava-se para o meu lado. já fui. com banda, sem banda, com cordas ou sem elas, não é o aparato que me faz gostar disto. gosto sempre. e se me perguntarem porquê não sei explicar. e é isso que me lixa. gosto de tudo. porquê? então... porque sim.
orelhas de burro:

josh rouse - subtítulo - 2006
hoje é domingo. pus o sono em dia nas duas últimas noites e estagiei no sofá horas a fio. regresso a "subtítulo" e volto também a sexta-feira à noite. relembro a leveza com que abandonei a aula magna perto da meia-noite. esqueci o cansaço e apetece-me falar. penso só para mim que vou dormir melhor. e durmo. fecho os olhos e revejo o sorriso do josh rouse lá ao longe, mas perto o suficiente para lhe apanhar o brilho do azul, e lembrar o sol de coura com saudade. emoções à flor da pele, sinto os olhos, agora os meus, brilharem mais do que o previsto. as canções dizem-me muito e quanto a isso nada a fazer. e quando entra a harmónica a coisa agrava-se para o meu lado. já fui. com banda, sem banda, com cordas ou sem elas, não é o aparato que me faz gostar disto. gosto sempre. e se me perguntarem porquê não sei explicar. e é isso que me lixa. gosto de tudo. porquê? então... porque sim.
orelhas de burro:

josh rouse - subtítulo - 2006
quinta-feira, junho 22, 2006
ir e vir.....
o porto é ir e vir.
e amanhã logo se lida com o cansaço e, sobretudo, o mau humor. come-se uns chocolates pelo meio e pensa-se que no outro dia é fim de semana. até porque há noite há josh rouse.
volto a pensar que nao era má ideia se este fim de semana dormisse qualquer coisa que se visse.
e amanhã logo se lida com o cansaço e, sobretudo, o mau humor. come-se uns chocolates pelo meio e pensa-se que no outro dia é fim de semana. até porque há noite há josh rouse.
volto a pensar que nao era má ideia se este fim de semana dormisse qualquer coisa que se visse.
terça-feira, junho 20, 2006
o copo meio cheio....
pontos positivos do dia de ontem:
- não me faltou a gasolina;
- a sopa não se entornou dentro da mochila;
- não torci nenhum pé;
- ao fim do dia não tranquei o texas com a chave lá dentro (estava apenas caída no chão);
- não me faltou a gasolina;
- a sopa não se entornou dentro da mochila;
- não torci nenhum pé;
- ao fim do dia não tranquei o texas com a chave lá dentro (estava apenas caída no chão);
segunda-feira, junho 19, 2006
lei de mj....
quanto melhor é o fim de semana, mais custa a segunda-feira.
e o acordar hoje não está nada fácil.
:)
e o acordar hoje não está nada fácil.
:)
sábado, junho 17, 2006
parallel lines.......
são quase três e meia da tarde quando hoje chego à piscina do estádio nacional. a piscina tem 50 metros de comprimento e 10 pistas que perfazem 25m de largura, e leva habitualmente 3 ou 4 pessoas por pista a nadar em regime de isenção horária. tendo em conta que para mim tudo o que sejam mais de duas pessoas a nadar é uma multidão (veja-se que 80% das pessoas que frequentam esta piscina em sistema de utilização livre não conhecem as regras de procedimento nem de circulação aquática), o difícil hoje foi escolher em que pista nadar. ninguém na água. dez pistas livres. a agitação apenas se estendia à piscina média. que me perdoem os mais afoitos do mundial, mas para mim o bom dos jogos de portugal é isto. poder melhorar a minha qualidade de vida durante as horas da verdade. reparei ao trocar o cartão pela chave do cacifo que as três (!) senhoras da recepção viam com uma atenção desmedida um episódio de uma qualquer novela da tvi enquanto a sic transmitia o jogo no canal ao lado. dado que nao vejo futebol seja de que espécie for, farei eu parte da mítica estatística das donas de casa que trocam a bola pelas novelas?
passa pouco das quatro e meia quando saio do complexo de piscinas. percebo que o jogo já terminou ao ver aparecer gente de todo o lado em direcção à porta porta de entrada, que agora me serve de saída e sinto que continuo a nadar, mas contra a corrente.
passa pouco das quatro e meia quando saio do complexo de piscinas. percebo que o jogo já terminou ao ver aparecer gente de todo o lado em direcção à porta porta de entrada, que agora me serve de saída e sinto que continuo a nadar, mas contra a corrente.
quinta-feira, junho 15, 2006
citi soleil.....
esqueço por instantes que o cinzento está de volta. já nem falo da chuva, que gosto muito do cheiro a terra molhada. só mesmo da cor que se instala, porque cinzento para mim devia ser cor de carro e pouco mais. esqueço-a ao ler a notícia escrita pela gamma que dá conta da vinda de greg dulli a portugal. uma súbita e sincera alegria inexplicável. ainda tentei explicá-la minutos depois ao telefone com o argumento que há bandas ou vozes que cedo nos mentalizamos que nunca veremos por cá. como esta. voz ou banda, tanto faz, a de greg dulli, os twilight singers, as duas coisas. o argumento não é suficiente, e sinceramente nem me interessa encontrar outro. aguardo apenas a devida, e habitualmente tardia, confirmação para começar a mentalizar-me do oposto ao que até ontem tinha em mente. quero ir e pronto. dia 3 de agosto no sudoeste. e no entretanto regresso com señor dulli a 1965... how you like the madness of citi soleil? citi soleil, citi soleil, i love to say citi soleil. vraiment.
orelhas de burro:

the afghan whigs - 1965 - 1998
orelhas de burro:

the afghan whigs - 1965 - 1998
downtown again.....
dia cinzento aquele de ontem, por isto e por aquilo, e não só porque esteve mesmo cinzento. e o que ainda não estava cinzento achei por bem pintá-lo a preto. são quatro e meia da tarde e continuo a bocejar. as imagens que se me apresentam, num dia normal seriam de ir às lágrimas de tanto rir. não lhes acho a mínima graça, pergunto-me se só vão parar de olhar para mim quando soltar uma gargalhada. esboço um sorriso e a coisa avança. melhor assim e agora que já não estão a olhar para mim. volto a sentir na pele que a violenta mudança de tempo implica uma mudança de humor igualmente violenta. instabilidades? sim. complexidades? que as guarde para mim, já sei.
terça-feira, junho 13, 2006
out to get me....
enquanto estudante nunca precisei de muito tempo para apreender teorias que iria no momento seguinte ser convidada a pôr em prática numa qualquer folha de teste de avaliação. fora dos muros da universidade a história é outra. a teoria aprende-se com a prática. constrói-se, melhor dizendo, e não é a partir de dias felizes. desilusões, cabeçadas, baldes de água fria, tropeções de meia-noite que parecem abalar este mundo e o outro e que, nao se sabe bem porquê, mas surgem - todas estas catástrofes - sempre todas ao mesmo tempo. é nestas alturas que deve aproveitar-se a embalagem para escrever mais uma ou duas ou, que seja, um ror de páginas (é conforme o abalo) da tal teoria que de futuro nos vai dar tanto jeito. até aqui tudo bem, acho até que estou a dar conta do recado. o que me intriga agora é... se já aprendi parte da teoria aos trambolhões, e se sei que tenho de a pôr em prática o mais rápido possível para não a começar a esquecer (e que se lixe se isso é sinal de que está mal estudada! hei-de de certeza levar mais uns encontrões que me vão fazer sabe-la na ponta da língua), por que raio continuo a revê-la mentalmente vezes e vezes sem conta, sem a coragem necessária para a pôr no papel... isto é, em prática? medo? de quê? de isso me dar material para escrever mais três capítulos de nova teoria? é possível... mas vistas bem as coisas, eu até gosto de escrever. será que preciso que me ponham uma folha de teste à frente para começar de uma vez a aplicar a teoria à prática?
domingo, junho 11, 2006
sunday morning....
sexta-feira, junho 09, 2006
vozes de burro....
hoje sinto-me uma espécie de aspirante a simone de oliveira. a minha voz está no ponto para cantar com toda a pujança que lhe conhecemos (à senhora, não à minha voz) o célebre 33-45 dos cool hipnoise.
zzzzzz.....
é sexta-feira outra vez. e outra vez as semanas passam a correr. os pés precisam de respirar, os ouvidos precisam de uma folga, e talvez não fosse má ideia fazer umas horas extraordinárias de sono.
quarta-feira, junho 07, 2006
i'm so glad i did.......
tenho visto concertos com uma predisposição para absorver como há muito não me acontecia. parece que reaprendi a divertir-me a sério num concerto e a gozá-lo despreocupadamente sem ter um ouvido aqui e outro ali e a cabeça acoli. e como se isso não bastasse para me deixar feliz, nas últimas semanas tenho tido o privilégio de ver concertos de bandas que foram e são muito importantes para mim. e pelos vistos assim vai continuar pelos próximos meses fora. a sensação de anestesia que se traz para casa ao sair de um concerto que se vê sem responsabilidades profissionais inerentes é impagável. sinto-o quase como um acto egoísta, de quem guarda para si o bolo inteiro ou o partilha apenas com quem mais lhe apetece, mas que come até não poder mais e, mais importante de tudo, sem sentimentos de culpa no minuto seguinte.
hoje vou ver os editors ao sbsr. estou a ouvir o "back room" pela enésima vez. estava parado ha algum tempo, mas tive uma fase em que o ouvi diariamente de manhã, à tarde e à noite, e a coisa ainda durou umas boas semanas. será possível que nunca tivesse escutado com a devida atenção a letra do "munich"? blame it on cicada :)
hoje vou ver os editors ao sbsr. estou a ouvir o "back room" pela enésima vez. estava parado ha algum tempo, mas tive uma fase em que o ouvi diariamente de manhã, à tarde e à noite, e a coisa ainda durou umas boas semanas. será possível que nunca tivesse escutado com a devida atenção a letra do "munich"? blame it on cicada :)
quinta-feira, junho 01, 2006
brainstorming......
... ainda não escrevi sobre o axl & co e todos os dias penso nisso. serei normal?
talvez mais tarde, talvez amanhã, sábado é que não, we'll see.... certo, certo é que continuarei a lembrar-me disso.
em compensação mandei pastar uma série de macacos que me ocupavam o sótão há algum tempo. burocracias, papéis e afins, ora mais ora menos pessoais. dúvidas que voltam a desaparecer, ou pelo menos regressam para onde estavam... algures adormecidas até nova crise futurista.
em três ou quatro dias volto a sentir na pele o significado da expressão "falta de tempo" e acho óptimo. sei que daqui a uns dias vou pensar de modo diferente outro vez, mas por enquanto ainda gosto de velocidades.
....and i feel like myself again.
talvez mais tarde, talvez amanhã, sábado é que não, we'll see.... certo, certo é que continuarei a lembrar-me disso.
em compensação mandei pastar uma série de macacos que me ocupavam o sótão há algum tempo. burocracias, papéis e afins, ora mais ora menos pessoais. dúvidas que voltam a desaparecer, ou pelo menos regressam para onde estavam... algures adormecidas até nova crise futurista.
em três ou quatro dias volto a sentir na pele o significado da expressão "falta de tempo" e acho óptimo. sei que daqui a uns dias vou pensar de modo diferente outro vez, mas por enquanto ainda gosto de velocidades.
....and i feel like myself again.
sábado, maio 20, 2006
how they operate.....
era suposto eu resistir ao novo álbum dos gomez? não me dá qualquer hipótese de consumo moderado, estou completamente rendida. não interessa a voz que oiço nem que deixo de ouvir. estão aqui tanguetas e melodias suficientes para alimentar um verão inteiro. how we operate é como se chama, e é uma espécie de álbum importante da carreira dos rapazes, dizem eles. quiseram concentrar-se nas canções propriamente ditas, nas palavras, acho que é isso que querem dizer, em detrimento do "barulho" ou do volume, como lhe chamam. estavam muito bem como estavam, mas para já acho-os ainda melhores agora. hamoa beach é mais um perfeito exemplo de air music. janela aberta, if you please, e a harmónica é só mais um pormenor. não sei se ed harcourt terá sido convidado a participar no álbum, mas o certo é que é fortemente invocado em girlshapedlovedrug. e as canções de charley patton... e sorriso aberto de see the world... é isto o verão sem reggae, nem surf, nem a odiosa "boa onda".
orelhas de burro:

gomez - how we operate - 2006
orelhas de burro:

gomez - how we operate - 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
quarta-feira, maio 17, 2006
speaking my mind....
preciso de ocupar rapidamente a minha mente brilhante com qualquer coisa, para que não volte a ter mais uma das minhas não menos brilhantes saídas, de que me arrependo fervorosamente na manhã seguinte - e só na manhã seguinte - depois de perceber que apesar de ter razão dormi mal, arranjei horas extraordinárias ao estômago sem avisar de véspera e voltei a massacrar o cérebro dando-lhe a ver de novo o mesmo filme um sem número de vezes. para evitar tudo isto deixei propositadamente acabar a bateria do telemóvel e não faço tenções de o carregar enquanto não parar de imaginar conversas que - sei bem - tão cedo não vou deixar passar do nível mental ao do diálogo. missão cumprida, passou a hora crítica e está a começar o sexo e a cidade.
humpfff.....
médicos, médicos, médicos...... se não os posso vencer, junto-me a eles. mas de má cara, que isto não há cá confianças ao desbarato.
terça-feira, maio 16, 2006
la la land....
vou à escócia e volto. está pronto o novo álbum dos grim northern social, e no my space da banda estão algumas canções disponíveis para audição. o disco chama-se watch out for the spies e pela amostra parece que traz mais um boa dose de guitarras. as melodias continuam fortes, e por falar nisso talvez não seja má ideia recuperar o adormecido vício "urban pressure" depois de almoço.
está pronto também, e este já audição completa, o novo álbum dos cosmic rough riders. the stars look different from down here, é como se chama e soa-me bem. segundo passo sem o daniel wylie, que se entretanto tudo correr bem também não seria nada mal pensado que lançasse um segundo disco a solo. mas os cosmics estão menos pastoris agora sem o wylie. mais despachados, parece-me, e começo a achar que só tiveram a ganhar com a voz do stephen fleming. ainda não conseguiram foi fazer nenhuma tangueta que se equipare ao alto nível de melanie, glastonbury revisited ou revolution (in the summertime). por muito que goste do anterior "too close to see far", acho que ainda não conseguiu chegar ao nível tamgueta do "enjoy the melodic sunshine". love won't free me é no entanto uma tangueta perfeita e vem incluída neste the stars look different from down here.
orelhas de burro:

cosmic rough riders - the stars look different from down here - 2006
está pronto também, e este já audição completa, o novo álbum dos cosmic rough riders. the stars look different from down here, é como se chama e soa-me bem. segundo passo sem o daniel wylie, que se entretanto tudo correr bem também não seria nada mal pensado que lançasse um segundo disco a solo. mas os cosmics estão menos pastoris agora sem o wylie. mais despachados, parece-me, e começo a achar que só tiveram a ganhar com a voz do stephen fleming. ainda não conseguiram foi fazer nenhuma tangueta que se equipare ao alto nível de melanie, glastonbury revisited ou revolution (in the summertime). por muito que goste do anterior "too close to see far", acho que ainda não conseguiu chegar ao nível tamgueta do "enjoy the melodic sunshine". love won't free me é no entanto uma tangueta perfeita e vem incluída neste the stars look different from down here.
orelhas de burro:

cosmic rough riders - the stars look different from down here - 2006
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