terça-feira, junho 20, 2006

o copo meio cheio....

pontos positivos do dia de ontem:

- não me faltou a gasolina;
- a sopa não se entornou dentro da mochila;
- não torci nenhum pé;
- ao fim do dia não tranquei o texas com a chave lá dentro (estava apenas caída no chão);

segunda-feira, junho 19, 2006

lei de mj....

quanto melhor é o fim de semana, mais custa a segunda-feira.
e o acordar hoje não está nada fácil.

:)

sábado, junho 17, 2006

parallel lines.......

são quase três e meia da tarde quando hoje chego à piscina do estádio nacional. a piscina tem 50 metros de comprimento e 10 pistas que perfazem 25m de largura, e leva habitualmente 3 ou 4 pessoas por pista a nadar em regime de isenção horária. tendo em conta que para mim tudo o que sejam mais de duas pessoas a nadar é uma multidão (veja-se que 80% das pessoas que frequentam esta piscina em sistema de utilização livre não conhecem as regras de procedimento nem de circulação aquática), o difícil hoje foi escolher em que pista nadar. ninguém na água. dez pistas livres. a agitação apenas se estendia à piscina média. que me perdoem os mais afoitos do mundial, mas para mim o bom dos jogos de portugal é isto. poder melhorar a minha qualidade de vida durante as horas da verdade. reparei ao trocar o cartão pela chave do cacifo que as três (!) senhoras da recepção viam com uma atenção desmedida um episódio de uma qualquer novela da tvi enquanto a sic transmitia o jogo no canal ao lado. dado que nao vejo futebol seja de que espécie for, farei eu parte da mítica estatística das donas de casa que trocam a bola pelas novelas?
passa pouco das quatro e meia quando saio do complexo de piscinas. percebo que o jogo já terminou ao ver aparecer gente de todo o lado em direcção à porta porta de entrada, que agora me serve de saída e sinto que continuo a nadar, mas contra a corrente.

quinta-feira, junho 15, 2006

citi soleil.....

esqueço por instantes que o cinzento está de volta. já nem falo da chuva, que gosto muito do cheiro a terra molhada. só mesmo da cor que se instala, porque cinzento para mim devia ser cor de carro e pouco mais. esqueço-a ao ler a notícia escrita pela gamma que dá conta da vinda de greg dulli a portugal. uma súbita e sincera alegria inexplicável. ainda tentei explicá-la minutos depois ao telefone com o argumento que há bandas ou vozes que cedo nos mentalizamos que nunca veremos por cá. como esta. voz ou banda, tanto faz, a de greg dulli, os twilight singers, as duas coisas. o argumento não é suficiente, e sinceramente nem me interessa encontrar outro. aguardo apenas a devida, e habitualmente tardia, confirmação para começar a mentalizar-me do oposto ao que até ontem tinha em mente. quero ir e pronto. dia 3 de agosto no sudoeste. e no entretanto regresso com señor dulli a 1965... how you like the madness of citi soleil? citi soleil, citi soleil, i love to say citi soleil. vraiment.


orelhas de burro:

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the afghan whigs - 1965 - 1998

downtown again.....

dia cinzento aquele de ontem, por isto e por aquilo, e não só porque esteve mesmo cinzento. e o que ainda não estava cinzento achei por bem pintá-lo a preto. são quatro e meia da tarde e continuo a bocejar. as imagens que se me apresentam, num dia normal seriam de ir às lágrimas de tanto rir. não lhes acho a mínima graça, pergunto-me se só vão parar de olhar para mim quando soltar uma gargalhada. esboço um sorriso e a coisa avança. melhor assim e agora que já não estão a olhar para mim. volto a sentir na pele que a violenta mudança de tempo implica uma mudança de humor igualmente violenta. instabilidades? sim. complexidades? que as guarde para mim, já sei.

terça-feira, junho 13, 2006

out to get me....

enquanto estudante nunca precisei de muito tempo para apreender teorias que iria no momento seguinte ser convidada a pôr em prática numa qualquer folha de teste de avaliação. fora dos muros da universidade a história é outra. a teoria aprende-se com a prática. constrói-se, melhor dizendo, e não é a partir de dias felizes. desilusões, cabeçadas, baldes de água fria, tropeções de meia-noite que parecem abalar este mundo e o outro e que, nao se sabe bem porquê, mas surgem - todas estas catástrofes - sempre todas ao mesmo tempo. é nestas alturas que deve aproveitar-se a embalagem para escrever mais uma ou duas ou, que seja, um ror de páginas (é conforme o abalo) da tal teoria que de futuro nos vai dar tanto jeito. até aqui tudo bem, acho até que estou a dar conta do recado. o que me intriga agora é... se já aprendi parte da teoria aos trambolhões, e se sei que tenho de a pôr em prática o mais rápido possível para não a começar a esquecer (e que se lixe se isso é sinal de que está mal estudada! hei-de de certeza levar mais uns encontrões que me vão fazer sabe-la na ponta da língua), por que raio continuo a revê-la mentalmente vezes e vezes sem conta, sem a coragem necessária para a pôr no papel... isto é, em prática? medo? de quê? de isso me dar material para escrever mais três capítulos de nova teoria? é possível... mas vistas bem as coisas, eu até gosto de escrever. será que preciso que me ponham uma folha de teste à frente para começar de uma vez a aplicar a teoria à prática?

domingo, junho 11, 2006

sunday morning....

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depois de ontem ter visto algumas provas do meeting do algarve, não resisto a passar o domingo de manhã entre braçadas e viragens. sem a velocidade de outros tempos, claro está.

sexta-feira, junho 09, 2006

vozes de burro....

hoje sinto-me uma espécie de aspirante a simone de oliveira. a minha voz está no ponto para cantar com toda a pujança que lhe conhecemos (à senhora, não à minha voz) o célebre 33-45 dos cool hipnoise.

zzzzzz.....

é sexta-feira outra vez. e outra vez as semanas passam a correr. os pés precisam de respirar, os ouvidos precisam de uma folga, e talvez não fosse má ideia fazer umas horas extraordinárias de sono.

singing by numbers.....

parece que este ano nem o 6.6.6 trouxe grande sorte ao eixo do mal...

quarta-feira, junho 07, 2006

i'm so glad i did.......

tenho visto concertos com uma predisposição para absorver como há muito não me acontecia. parece que reaprendi a divertir-me a sério num concerto e a gozá-lo despreocupadamente sem ter um ouvido aqui e outro ali e a cabeça acoli. e como se isso não bastasse para me deixar feliz, nas últimas semanas tenho tido o privilégio de ver concertos de bandas que foram e são muito importantes para mim. e pelos vistos assim vai continuar pelos próximos meses fora. a sensação de anestesia que se traz para casa ao sair de um concerto que se vê sem responsabilidades profissionais inerentes é impagável. sinto-o quase como um acto egoísta, de quem guarda para si o bolo inteiro ou o partilha apenas com quem mais lhe apetece, mas que come até não poder mais e, mais importante de tudo, sem sentimentos de culpa no minuto seguinte.

hoje vou ver os editors ao sbsr. estou a ouvir o "back room" pela enésima vez. estava parado ha algum tempo, mas tive uma fase em que o ouvi diariamente de manhã, à tarde e à noite, e a coisa ainda durou umas boas semanas. será possível que nunca tivesse escutado com a devida atenção a letra do "munich"? blame it on cicada :)

quinta-feira, junho 01, 2006

brainstorming......

... ainda não escrevi sobre o axl & co e todos os dias penso nisso. serei normal?
talvez mais tarde, talvez amanhã, sábado é que não, we'll see.... certo, certo é que continuarei a lembrar-me disso.
em compensação mandei pastar uma série de macacos que me ocupavam o sótão há algum tempo. burocracias, papéis e afins, ora mais ora menos pessoais. dúvidas que voltam a desaparecer, ou pelo menos regressam para onde estavam... algures adormecidas até nova crise futurista.
em três ou quatro dias volto a sentir na pele o significado da expressão "falta de tempo" e acho óptimo. sei que daqui a uns dias vou pensar de modo diferente outro vez, mas por enquanto ainda gosto de velocidades.
....and i feel like myself again.

sábado, maio 20, 2006

how they operate.....

era suposto eu resistir ao novo álbum dos gomez? não me dá qualquer hipótese de consumo moderado, estou completamente rendida. não interessa a voz que oiço nem que deixo de ouvir. estão aqui tanguetas e melodias suficientes para alimentar um verão inteiro. how we operate é como se chama, e é uma espécie de álbum importante da carreira dos rapazes, dizem eles. quiseram concentrar-se nas canções propriamente ditas, nas palavras, acho que é isso que querem dizer, em detrimento do "barulho" ou do volume, como lhe chamam. estavam muito bem como estavam, mas para já acho-os ainda melhores agora. hamoa beach é mais um perfeito exemplo de air music. janela aberta, if you please, e a harmónica é só mais um pormenor. não sei se ed harcourt terá sido convidado a participar no álbum, mas o certo é que é fortemente invocado em girlshapedlovedrug. e as canções de charley patton... e sorriso aberto de see the world... é isto o verão sem reggae, nem surf, nem a odiosa "boa onda".


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gomez - how we operate - 2006

sexta-feira, maio 19, 2006

.......

pior do que um gajo parvo, só um gajo armado em parvo. ou dois.

quarta-feira, maio 17, 2006

speaking my mind....

preciso de ocupar rapidamente a minha mente brilhante com qualquer coisa, para que não volte a ter mais uma das minhas não menos brilhantes saídas, de que me arrependo fervorosamente na manhã seguinte - e só na manhã seguinte - depois de perceber que apesar de ter razão dormi mal, arranjei horas extraordinárias ao estômago sem avisar de véspera e voltei a massacrar o cérebro dando-lhe a ver de novo o mesmo filme um sem número de vezes. para evitar tudo isto deixei propositadamente acabar a bateria do telemóvel e não faço tenções de o carregar enquanto não parar de imaginar conversas que - sei bem - tão cedo não vou deixar passar do nível mental ao do diálogo. missão cumprida, passou a hora crítica e está a começar o sexo e a cidade.

humpfff.....

médicos, médicos, médicos...... se não os posso vencer, junto-me a eles. mas de má cara, que isto não há cá confianças ao desbarato.

terça-feira, maio 16, 2006

la la land....

vou à escócia e volto. está pronto o novo álbum dos grim northern social, e no my space da banda estão algumas canções disponíveis para audição. o disco chama-se watch out for the spies e pela amostra parece que traz mais um boa dose de guitarras. as melodias continuam fortes, e por falar nisso talvez não seja má ideia recuperar o adormecido vício "urban pressure" depois de almoço.

está pronto também, e este já audição completa, o novo álbum dos cosmic rough riders. the stars look different from down here, é como se chama e soa-me bem. segundo passo sem o daniel wylie, que se entretanto tudo correr bem também não seria nada mal pensado que lançasse um segundo disco a solo. mas os cosmics estão menos pastoris agora sem o wylie. mais despachados, parece-me, e começo a achar que só tiveram a ganhar com a voz do stephen fleming. ainda não conseguiram foi fazer nenhuma tangueta que se equipare ao alto nível de melanie, glastonbury revisited ou revolution (in the summertime). por muito que goste do anterior "too close to see far", acho que ainda não conseguiu chegar ao nível tamgueta do "enjoy the melodic sunshine". love won't free me é no entanto uma tangueta perfeita e vem incluída neste the stars look different from down here.


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cosmic rough riders - the stars look different from down here - 2006

segunda-feira, maio 15, 2006

use your illusions....

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parece que vai ser desta. venho agora do site do rock in rio e em destaque está o regresso dos guns n' roses às lides de palco. para lá da profunda tristeza que me invade ao ver fotos como estas de um ícone juvenil chamado axl rose e que em tempos me pintou as paredes do quarto com posters de super sons e afins, não consigo deixar de achar estranho o relato tão perfeito e tão politicamente correcto do regresso aos palcos de uma banda que de perfeição e correcção sempre teve muito pouco. tenho inclusivamente para mim que nenhum dos meninos gostaria de ler nada de tão pouco controverso sobre as suas aparições em público. a idade já pesa, é uma pena, e os ânimos terão certamente arrefecido, mas ainda assim continuo na minha. tudo está perdido quando se pensa que os guns n' roses começaram a estar preocupados em agradar a alguém. o vh1 mostrava outro dia com imagens bem reais dos dias do auge do mau feitio da rapaziada. algumas cenas degradantes, outras de pura rebeldia-de-quero-posso-e-mando. fazia tudo parte do retrato e ficava-lhes tão bem. era tudo deles, inclusivé o segredo da eterna juventude. acho que foi a primeira banda que acompanhei desde o início e a que assisti a um envelhecimento a se poderá chamar decadente. quinze anos depois volto a ouvir os use your illusions e o appetite for destruction e parece-me tudo tão familiar, tão recente... sei tudo de cor, não quero acreditar que interiorizei tudo isto quando tinha doze, treze anos. hoje tenho 27. até hoje pensei que não fazia sentido ver os gn'r ao vivo numa altura destas, devia aliás ser uma experiência a evitar. mas depois de ter pegado nos discos ao fim deste tempo todo, de ter sentido que ainda são daqueles mais pesados, ver que estão todos riscados, usados, gastos, em suma... ouvidos, e de os ter posto a tocar outra vez... estou num sufoco interior por não poder ir ao concerto. tenho saudades do tempo destes guns n' roses. não voltava atrás nem por um bilhete, nem por nada, mas tenho saudades. ah! e gosto mais do use your illusion 2.

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sábado, maio 13, 2006

waiting, watching, wishing.....

chego à conclusão que muitas dúvidas juntas ao fim de uns tempos tendem a transformar-se em certezas. não absolutas, mas carregadas de uma força extraordinária. penso que toda essa força seja resultante do acumular de energia que as dúvidas consomem enquanto nos perseguem. à medida que se transformam nas tais certezas, libertam essa força que já nem nos lembrávamos que sempre existiu. queria ter coragem para cortar o mal pela raiz e perder a cabeça de uma vez por todas. big time. e começo a sentir que já estive bastante mais longe. muito mesmo.

quinta-feira, maio 11, 2006

so far away....

talvez o caminho seja por aqui... made in china, found in china, built in china... desde que seja na china. e bem longe da calmaria dos blake babies.


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juliana hatfield - made in china - 2006

quarta-feira, maio 10, 2006

monologue.......

estou de mau humor, farta das mudanças de tempo diárias que me deixam as costas feitas num oito por causa de uma dor permanente que me dá descanso apenas quando me mergulho em água quente. não será preciso dizer que não o faço frequentemente, não só porque está um calor dos diabos, mas também porque não me parece saudável passar o dia dentro da banheira, a gastar gás e água desalmadamente. as costas, os rins, o mau humor e o fim do mundo ao virar da esquina. hoje tudo é mau, hoje tudo é grave, hoje tudo é um beco sem saída. alguém que me diga hoje que o dinheiro não é tudo, que temos problemas sérios e isto não vai lá com conversas. enfim... alguém que me relembre também que o optimismo volta dentro de momentos. over and out.

sexta-feira, maio 05, 2006

to be or not to be.......

um vício pegado que chegou finalmente ao destino, com alguns meses de atraso por culpa de "kick" dos white rose movement, que empatou isto tudo mas compensou a espera pela magnífica embalagem em que se apresenta. e o som é bom para dar aos pedais. "we are not the infadels" dos (afinal parece que são...) infadels corre desde ontem a boa velocidade para estes lados do princípio ao fim, mas faço paragens mais frequentes pela área de serviço da faixa 4 - "the girl that speakes no words". uma espécie de melancolia de embalar adiada.


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infadels - we are not the infadels - 2006

quinta-feira, maio 04, 2006

leader.... of the tormentors.....

felizmente descobri hoje que afinal a minha primeira impressão estava errada... ou apenas mal fundamentada. gosto muito do "ringleader of the tormentors", gosto muito do morrissey, ainda que nem sempre entenda certos "rebuscamentos". mas também... "there is no such thing in life as normal". e gostei especialmente de ler há uns dias que o álbum do senhor chegou a número um no reino unido no mês passado, mesmo depois de ter estado disponível para download num site de fãs durante o mês de março.


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morrissey - ringleader of the tormentors - 2006

quarta-feira, maio 03, 2006

zuton fever.....

gosto muito dos zutons e muito me apraz que continuem a apostar em capas com vida e sobretudo com ar de discos de acção, seja lá o que isso for. o título do novo álbum, "tired of hanging around", poderá um dia mais tarde ser relembrado como a banda sonora das últimas semanas da minha eterna crise existencial. será zutão um planeta habitável?


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the zutons - tired of hanging around - 2006

terça-feira, maio 02, 2006

south journey....

por entre sushi, uma lisboa tão cheia de sol como de gente, leituras na relva e ao sol da agustina que tanto gosto (e que não entendo porque não a leio mais), sete palmos de terra na :2 intercalados com episódios repetidos do sexo e a cidade na sic mulher (então é isto que dá na televisãp na 2ª feira à noite?), o dia de ontem ainda serviu para finalmente pôr ordem no aglomerado de música nova - ou apenas recente, dependendo da data de validade que cada um atribui ao conceito de "novo" - que se acumulava por estas bandas. e agora que vejo tudo no lugar, regresso ao novo (?) dos south para ouvir mais do que o lindíssimo single "a place in displacement", onde crashei à primeira audição deixando o resto do álbum de lado até a lua mudar de quarto. conclusão... um monte de preciosas tanguetas arrumadas umas a seguir às outras, aqui à mão de semear este tempo todo e eu de olhos fechados... 666, a insistência no número 6, um de cada vez, claro está, que o eixo do mal curiosamente ainda não lhes pegou.


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south - adventures in the underground journey to the stars - 2006

domingo, abril 30, 2006

all the roadrunning.....

diz que parar é morrer e eu não sei esperar como é suposto esperar. mudar nunca fez mal a ninguém, antes pelo contrário, pelo que me dá uma certa frescura mental sair da rota por mim traçada há uns anos atrás. o alcatrão está gasto, corroído, aparentemente impossível de atravessar. vale a pena insistir em continuar a tapar os buracos com os próprios pés? não me parece... há caminhos alternativos, e apesar de mais longos e sem destino final à vista têm a vantagem de permitir seguir em frente, ainda que em estradas paralelas. e é tudo novo, tudo, e eu bem que preciso da ginástica mental da mudança. changes are no good? nunca se sabe quando se cruzam novamente as distâncias... é só manter os olhos abertos, conservá-los brilhantes, e saber olhar para os lados. all the roadrunning... estou apaixonada por este disco. sinto neste momento que beachcombing era uma canção que estava há anos à espera de ouvir. mesmo sem que disso fizesse a mais pequena ideia. estou rendida.



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mark knopfler and emmylou harris - all the roadrunning - 2006

sábado, abril 29, 2006

no comments.....

por muitos anos que viva acho que nunca vou voltar a partilhar o mesmo espaço - numa sexta à noie - com tão ilustres figuras como cinha jardim e pimpinha, rita mendes (sim, essa mesma...) e um monte de criançada dos morangos com açucar. um acaso infeliz, que prometo não voltará a repetir-se. e agora sim, o meu fim de semana pode continuar.

sexta-feira, abril 28, 2006

lobos by the sun

estranhamente não me apetece ir à praia. o espírito balnear ainda não me atingiu e estas mudanças de tempo bruscas e constantes não me permitem mentalizar de que já é hora de trocar os ténis pelos chinelos. parece que ainda ontem chovia torrencialmente e agora vemos as praias da marginal (e calculo que as outras também) cheias de gente a meio da tarde. talvez daqui a umas semanas entre no espírito e consiga também abstrair-me destas oscilações e pegar na toalha. enquanto isso faço o aquecimento musical e tento esquecer-me de que já passou mais um inverno e que o pesadelo chamado bikini está de volta. já para não falar nesta cor pálida que até ofusca quando em contacto com o sol. preciso de praia, decididamente. los lobos para o caminho.


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los lobos - the wolf tracks: the best of los lobos - 2006

quarta-feira, abril 26, 2006

going up.....

o regresso ao local do crime, a norte, onde hoje vejo que deixei mais laços do que à partida pudesse imaginar. a compra do terreno ficou adiada para melhores carnavais, mas as saudades do carnaval de verão/outono propriamente dito permanecem. uma realidade à parte a que me rendi e que agora convida ao regresso. recordações mais que muitas de uns bons meses aproveitados como se não houvesse amanhã. e continuo na minha... um pôr-do-sol como nunca tinha visto. e é um alívio ver o verde - outra vez tão verde - ali tão perto.

quarta-feira, abril 19, 2006

easter calling......

não gosto de trocar de telemóvel. este é terceiro que tenho, é um siemens, complicado, sim, mas já estou mais do que habituada. o primeiro foi um alcatel (já um bocado tarde para a média, ainda assim um matacão cinzento) e o segundo um ericsson (morreu da noite para o dia, mas até à data o que mais gostei). nao sou fiel a marcas, não sou fiel à nokia, portanto. tenho por hábito guiar-me pela estética do aparelho, requisitando depois os conselhos do especialista (leia-se do meu irmão) para confirmar se é só fogo de vista ou se o telemóvel em questão vale realmente o que pedem por ele. normalmente para grande desgosto meu há sempre um mais feio cuja relação qualidade preço é bastante melhor [um bocado como na vida real entre as pessoínhas, digo eu, mas isto era só um aparte]. este siemens que ao fim de cerca de 5 anos nunca me deu problemas, na sexta-feira santa comeu-me 90% dos contactos da lista telefónica. os outros 10% estavam guardados no sim. o resto ainda hoje não consegui descobrir para onde foi, morreu mas não ressuscistou até à data. e agora, como se nada fosse, o animal continua a trabalhar na perfeição como se nada se tivesse passado, pelo que me custa estar a fazer-lhe o funeral mais cedo do que lhe dita a lei da vida móvel.

segunda-feira, abril 17, 2006

twilight.....

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greg dulli's amber headlights - um vício esquecido, uma voz que devia ser proibida à luz do dia, um espólio sonoro e imaginário para maiores de dezoito. greg dulli para o caminho em memória dos tempos verti-marte. e que venha depressa powder burns dos twilight singers.

doctor, doctor....

todos temos preocupações latentes constantes, que à medida que vão sendo por nós eliminadas/ resolvidas cedem os lugares do podium às restantes. já aqui disse e por certo mais do que uma vez que nao gosto da classe médica em geral e de alguns médicos em particular. o cheiro a éter dá-me arrepios, as batas brancas despertam-me desconfiança e as salas de espera um desconforto inversamente proporcional à comodidade que a maioria dos ostensivos, careiros (e que nao usam relógio) médicos particulares se esforçam por proporcionar no espaço destacado para acolher os pacientes enquanto não são chamados ao momento da verdade. as salas de espera são para mim uma metáfora do enigmático purgatório. tenho aproveitado este momento de inércia para pôr em dia coisas que normalmente deixo para trás por alegada falta de tempo: consultas médicas. são elas uma dessas preocupações constantes que me acompanham para todo o lado. mas como ia dizendo, tenho andado portanto em permanente luta mental e individual não só com o facto de ter encarar de frente as temidas batas brancas, mas também e principalmente com o ror dinheiro que se gasta numa consulta de 10 minutos, numa análise e numa ida à farmácia. um disparate de tal ordem que nem vale a pena enumerar, até porque não haverá quem não faça pelo menos uma pequena ideia dos valores aqui envolvidos. mas no final... the best for last: o alívio impagável de ouvir que está tudo bem e que só lá volte daqui a um ano. daqui a um ano, repito. pela minha experiência, quer-me parecer que quando um médico diz "um ano" está a dizer "esqueça que eu existo até voltar a ter qualquer problema em concreto mesmo que isso implique estar mais dez anos sem dar sinal de vida". e eu sou perita nisso. se bem que agora estava a criar uma certa habituação às idas à farmácia e um gosto especial pela descoberta do mundo inesgotável dos faustosos cremes para tudo e mais alguma coisa que dão cor àqueles becos a cheirar a remédio. e com o verão há porta, da cabeça aos pés, não há creme que não faça falta.

quinta-feira, abril 13, 2006

to you....

sequência perfeita para uma boa páscoa: it's too late by evermore + a place in displacement by south.

quarta-feira, abril 12, 2006

m/18.....

ainda aqui não falei nas famosas multas... queria só dizer que tenho para mim que quem continua a pôr discos do paulo gonzo cá para fora devia pagar muito mais do que qualquer um que faça um download. ninguém deveria ter de ouvir ou ler sem aviso prévio frases como "o novo disco do paulo gonzo foi um dos mais vendidos esta semana no nosso país".

bullet proof... i wish i was...

uma das coisas que mais gosto nas minhas fases anti-depressivas é que posso ouvir a meu bel-prazer e sem quaisquer efeitos secundários uma série de músicas que em... como dizer... alturas em que olho mais para dentro e menos para fora, talvez... sim acho que é uma boa definição... não posso ouvir, pelo simples facto de não as conseguir digerir com a mesma leveza. para ser mais precisa, não as tolero mesmo. nesse lote, há um monte de tralha musical esquisita que sinceramente só me faz é bem obrigar-me a fazer de conta que não existe, mas há canções que volta não volta me fazem uma falta tremenda, ou porque não as ouvi o suficiente quando saíram, ou porque preciso de voltar atrás e a música continua a ser a máquina do tempo mais eficaz, ou porque... porque sim. e enquanto não as oiço permanece em mim aquela sensação de desconforto de querer por força dizer qualquer coisa que se me varreu no preciso momento em que a ia dizer, mas alguém me interrompeu. é nestas alturas que tiro a barriga de misérias do "the bends", que apesar de ser o álbum que mais gosto dos radiohead, nunca o "gastei" tanto como os outros porque basta eu dar uma pequena abébia e ir na maré para me deixar completamente de rastos porque me atravessa de uma maneira que não consigo nem quero saber explicar. quero ver o thom yorke em palco outra vez.


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radiohead - the bends - 1995

dreams......

o subconsciente volta a dar sinal de vida. regresso ao passado num sonho que terminou há coisa de meia hora. às nove da manhã obrigo as pernas a mexer para fora da cama porque não quero sequer correr o risco de voltar a adormecer. quando olho para trás não quero ver nada do que já está desfocado há muito tempo e muito menos quero voltar a ver o desfocado com a nitidez com que vi há pouco.

sexta-feira, abril 07, 2006

the raconteurs....

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jack lawrence - bass guitar
brendan benson - guitar, vox, keys
jack white - guitar, vox, keys
patrick wheeler - drums

parece que ao fim deste tempo todo percebi o que é o pop/rock. não podia ser tudo o que diziam. steady as she goes foi o ponto de partida disto tudo, e tudo significa uma colaboração entre brendan benson e jack white, dois tipos de topo e da minha preferência, que contam com aqui com a colaboração de jack lawrence e patrick wheeler, ambos dos greenhornes. steady as she goes tema já está disponível no site oficial, assim como store bought bones, duas amostras do álbum broken boy soldiers que tem edição oficial marcada para maio 2006. enquanto estes dois temas tocam em modo pescadinha de rabo na boca, revejo mentalmente algumas imagens da pujança de palco dos white stripes em barcelona algures no final do verão do ano passado. noite surreal entre o oito e o oitenta, entre o preto e o vermelho. lembro-me agora que os greenhornes fizeram a primeira parte do concerto no razzmatazz.


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the raconteurs - broken boy soldiers - 2006

quinta-feira, abril 06, 2006

voxtrot

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os voxtrot são de austin, texas, destino obrigatório mas utópico por quanto. a julgar pelo andamento e pelas melodias levava-os antes ali para os lados da escócia dos belle and sebastian. e é impossível não ir buscar os smiths depois de ouvir "the start of something". a empatia é imediata.

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voxtrot - raised by wolves ep - 2006

friends....

conversa milagrosa ontem à tarde. cenas fêmea. há coisas que não são difíceis, apesar de parecerem. o mito desfaz-se quando do outro lado ouvimos um desabafo igual ao nosso. ninguém quer pertencer à carneirada, é supostamente positivo ser-se diferente dos demais e fugir ao óbvio. totalmente de acordo. acontece que há alturas em que precisamos urgentemente de saber que há pelo menos mais uma pessoa que seja a pensar como nós. com os mesmos medos e as mesmas dúvidas. longe da originalidade. o sentimento de identificação é essencial à construção de uma base sólida de auto-confiança. por que será que nunca consegui interiorizar isto?

quarta-feira, abril 05, 2006

catch it if you can.....

serviu de alguma coisa ter ouvido ontem incansavelmente o catch the sun dos doves? o dia está tão negro em lisboa como as capas dos discos dos senhores. chove sem parar e está cada vez mais escuro aqui dentro. são onze da manhã e começo a ponderar a hipótese de acender um dos vários candeeiros que se distribuem pelo quarto. esforço a vista mais um pouco, pode ser que a nuvem passe e que consiga numa aberta apanhar o sol de uma vez por todas.

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e o b hoje para mim será apenas sinónimo de breakfast on pluto.

3, 2, 1.......

pelas vezes que uso o blog como saco de pancada, acho que devo hoje dizer que ando numa fase boa. tenho motivos para andar preocupada, quem não os tem?, mas já consigo ver as coisas de outra maneira. mais distante, talvez. pelo menos nesta fase. passei hoje um dia de plena calma, daqueles que apanho talvez uma vez de três em três meses, em que a velocidade mental parece abrandar para acompanhar o ritmo cronológico do ambiente envolvente. e ainda há pouco, enquanto conduzia a caminho de casa, um pouco antes do ataque de espirros, ouvi o girlfriend in a coma dos smiths na rádio e percebi que são muito provavelmente a banda que mais gosto de apanhar na rádio quando estou a conduzir. e só tenho pena que as canções acabem tão depressa. era bom que muitas coisas se resolvessem em três minutos.

terça-feira, abril 04, 2006

é uma pena.....

já roda por aí e por aqui e por inteiro o novo álbuns dos the stills. sem a força do logic will break your heart, nem nada que se pareça, mas ainda assim soa-me bem. não gosto de pensar que se estragaram, vejo apenas o lado positivo da coisa como sendo este um disco que dá mais trabalho a ouvir e que demorará mais tempo a entrar no ouvido não pela falta de melodia ou dislexia instrumental, mas apenas porque lhe falta qualquer coisa que deixe marca. e sim, é impossível não ter saudades do impacto que tiveram na altura canções como changes are no good, still in love song, gender bombs, lola stars & stripes, love & death e por este andar vou enumerar o disco todo. todo ele está pilhado de momentos de diversão associados e de um verão para mais tarde recordar.

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the stills - without feathers - 2006

segunda-feira, abril 03, 2006

just do it.....

volto a recuperar hábitos de escuta. os de escrita nem por isso, sei que vou precisar ainda de assentar algumas ideias e arrumá-las antes de começar a pôr por escrito o que quer que seja. volto a sentir vícios de escuta. pensei que os tinha perdido algures por entre uma crise financeira e outra, algures entre um emprego e outro. eles aí estão, vivinhos, e apesar de tudo sinto-me bem por ter chegado a essa conclusão, aliviada até. confirmo assim que não perdi uma das poucas, se não a única certeza que tenho actualmente. está lá tudo, como sempre esteve, apenas em estado dormente durante uns tempos. vivências, experiências, paciências acima de tudo que é coisa que não tenho e que tive de ter. temos de ter. dou por mim a pensar se voltasse atrás... apesar da instabilidade, dos tiros no escuro, das incertezas constantes, da aparente irresponsabilidade, olho para trás e vejo que tirei partido de tudo. não suporto a inércia, não suporto a ideia do "arrastar", do ficar a ver navios. e quanto a isso...

sábado, abril 01, 2006

zzzzzzzz

o sossego do sábado de manhã. acordo cedo e numa total descontracção porque num primeiro momento não sei onde estou, não sei onde estás. dormi um sono profundo durante muitas horas, não interessa quantas, perdi-lhes a conta, mas mais do que as que me lembro de ter dormido nos últimos tempos. estou em casa, e apesar do frio insisto em estar de manga curta com as janelas abertas. quando abri os estores às da manhã estava um sol de verão, e não me apetece chegar à conclusão que está outra vez um dia cinzento. o disco do tiga continua a tocar, continua a lembrar-me da noite de 5ª feira com um sorriso nos lábios. voltei a perder a rotina de horários, a esquecer a manhã seguinte, a semana seguinte. tenho o dia por minha conta, vou sair, mas levo o tiga.

domingo, março 26, 2006

zig zag warriors - kremlin - 5ª feira dia 30

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A noite é de regressos, a festa é garantida. Uma celebração musical a dois à boa e velha maneira do rock n’ roll puro e duro. A música pela música. Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e Miguel Quintão (Antena 3) trazem de volta à capital o espírito Zig Zag Warriors e escolhem o Kremlin para assinalar o retorno a casa e devolver a regularidade do arranhar das guitarras sintonizadas com uma inevitável e forte ligação ao que de mais recente se vai criando no território da electrónica, a um espaço que continua a ser de referência na noite da capital.

O inquestionável e prolífico crescimento da cena rock nos dias que correm, aliado a uma cada vez mais forte cumplicidade com ritmos mais dançáveis, vem reflectir-se directamente na selecção musical dos Zig Zag Warriors, que sempre em cima do acontecimento, prometem cruzar hinos obrigatórios do rock n’ roll com o que de mais recente se faz por esse mundo musical fora, seja com recurso a guitarras ou a sintetizadores. A catalogação é inimiga da criatividade, e a imaginação será a base de uma noite que se adivinha de diversão e festa e que promete voltar à cidade!

quinta-feira, março 16, 2006

where happiness lives.....

primeira imagem: um olhar de soslaio, roubado quase. estavas a dormir, olhos semicerrados, rasgados, o brilho de um cinzento ou de uma cor ainda indefinida que tudo indica se tornará no castanho brilhante e expressivo da família, fugia por entre as pálpebras que insistiam em voltar a fechar-se. estavas a dormir. insistias em lutar contra o sono para ver que agitação era aquela. os olhos postos em ti. tudo à espera de uma reacção tua. tão pequenino... o cabelo espetado, escuro, que dentro de dias irá à sua vida. a cara de rapazinho, as mãozinhas ainda enrugadas mas tão macias... primeiro contacto: um belíssimo aperto de mão. até amanhã.

quarta-feira, março 15, 2006

baby boy - 15 março 2006

fui tia hoje. ainda não sei bem o que dizer... a minha bisavó faria hoje 99 anos, e às vezes sinto que ainda os faz. 15 de março. peixes. o meu irmão vai passar a ser chamado de pai, os meus pais são hoje os avós de alguém e não mais apenas os nossos pais, e de repente há duas bisavós e um bisavô na família. andou tudo um degrau para a frente. o manuel nasceu hoje de cesariana um minuto antes das cinco da tarde e a suzy está bem. ao contrário de mim, a nova esperança da família não teve pressa de sair, e diz quem viu que estava bem instalado, bem sentado aliás. chorou que se fartou à saída e portou-se muito bem no teste dos reflexos a que já foi sujeito. é irrequieto, parece. :) e por agora não consigo dizer mais nada. um bebé. ehehehe

paranoid android....

chego à conclusão que a fase de transição afinal não é só uma fase. o trânsito é constante, a mudança é diária, pareço não conseguir ter o controlo sobre nada. não sei se é comigo, se é com todos. tropeço em contradições que me são lançadas em jeito de rasteira, há quem entenda, há quem não acredite, e no final há quem me ampare sempre as quedas... a coerência e a distância devolvem-me a estabilidade mental, sinto-me de novo a pensar por mim, deixo a manipulação aos papéis. quando for grande quero saber desviar-me dela. génio forte e personalidade bem marcada, com pontuais momentos de arrogância até, eu, diziam... defesas, tudo defesas minhas, mas a arrogância do olhar 37 foi notada na altura certa. só nesse momento quis mostrar que a distância era para ser respeitada. e foi.

segunda-feira, março 13, 2006

sunshine.....

it's the end of the winter as we know it, and i feel fine. :)
cheira a verão.

quarta-feira, março 08, 2006

c'mere...... you

dia 8... música 8... :)
happy birthday tou you.
let's go.

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don't i hold you like you want to be held
and don't i treat you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
don't i hold you like you want to be held
don't i please you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
and wasting too much time
don't i
don't i hold you like you want