sábado, maio 13, 2006
waiting, watching, wishing.....
chego à conclusão que muitas dúvidas juntas ao fim de uns tempos tendem a transformar-se em certezas. não absolutas, mas carregadas de uma força extraordinária. penso que toda essa força seja resultante do acumular de energia que as dúvidas consomem enquanto nos perseguem. à medida que se transformam nas tais certezas, libertam essa força que já nem nos lembrávamos que sempre existiu. queria ter coragem para cortar o mal pela raiz e perder a cabeça de uma vez por todas. big time. e começo a sentir que já estive bastante mais longe. muito mesmo.
quinta-feira, maio 11, 2006
so far away....
quarta-feira, maio 10, 2006
monologue.......
estou de mau humor, farta das mudanças de tempo diárias que me deixam as costas feitas num oito por causa de uma dor permanente que me dá descanso apenas quando me mergulho em água quente. não será preciso dizer que não o faço frequentemente, não só porque está um calor dos diabos, mas também porque não me parece saudável passar o dia dentro da banheira, a gastar gás e água desalmadamente. as costas, os rins, o mau humor e o fim do mundo ao virar da esquina. hoje tudo é mau, hoje tudo é grave, hoje tudo é um beco sem saída. alguém que me diga hoje que o dinheiro não é tudo, que temos problemas sérios e isto não vai lá com conversas. enfim... alguém que me relembre também que o optimismo volta dentro de momentos. over and out.
sexta-feira, maio 05, 2006
to be or not to be.......
um vício pegado que chegou finalmente ao destino, com alguns meses de atraso por culpa de "kick" dos white rose movement, que empatou isto tudo mas compensou a espera pela magnífica embalagem em que se apresenta. e o som é bom para dar aos pedais. "we are not the infadels" dos (afinal parece que são...) infadels corre desde ontem a boa velocidade para estes lados do princípio ao fim, mas faço paragens mais frequentes pela área de serviço da faixa 4 - "the girl that speakes no words". uma espécie de melancolia de embalar adiada.
orelhas de burro:

infadels - we are not the infadels - 2006
orelhas de burro:

infadels - we are not the infadels - 2006
quinta-feira, maio 04, 2006
leader.... of the tormentors.....
felizmente descobri hoje que afinal a minha primeira impressão estava errada... ou apenas mal fundamentada. gosto muito do "ringleader of the tormentors", gosto muito do morrissey, ainda que nem sempre entenda certos "rebuscamentos". mas também... "there is no such thing in life as normal". e gostei especialmente de ler há uns dias que o álbum do senhor chegou a número um no reino unido no mês passado, mesmo depois de ter estado disponível para download num site de fãs durante o mês de março.
orelhas de burro:

morrissey - ringleader of the tormentors - 2006
orelhas de burro:

morrissey - ringleader of the tormentors - 2006
quarta-feira, maio 03, 2006
zuton fever.....
gosto muito dos zutons e muito me apraz que continuem a apostar em capas com vida e sobretudo com ar de discos de acção, seja lá o que isso for. o título do novo álbum, "tired of hanging around", poderá um dia mais tarde ser relembrado como a banda sonora das últimas semanas da minha eterna crise existencial. será zutão um planeta habitável?
orelhas de burro:

the zutons - tired of hanging around - 2006
orelhas de burro:

the zutons - tired of hanging around - 2006
terça-feira, maio 02, 2006
south journey....
por entre sushi, uma lisboa tão cheia de sol como de gente, leituras na relva e ao sol da agustina que tanto gosto (e que não entendo porque não a leio mais), sete palmos de terra na :2 intercalados com episódios repetidos do sexo e a cidade na sic mulher (então é isto que dá na televisãp na 2ª feira à noite?), o dia de ontem ainda serviu para finalmente pôr ordem no aglomerado de música nova - ou apenas recente, dependendo da data de validade que cada um atribui ao conceito de "novo" - que se acumulava por estas bandas. e agora que vejo tudo no lugar, regresso ao novo (?) dos south para ouvir mais do que o lindíssimo single "a place in displacement", onde crashei à primeira audição deixando o resto do álbum de lado até a lua mudar de quarto. conclusão... um monte de preciosas tanguetas arrumadas umas a seguir às outras, aqui à mão de semear este tempo todo e eu de olhos fechados... 666, a insistência no número 6, um de cada vez, claro está, que o eixo do mal curiosamente ainda não lhes pegou.
orelhas de burro:

south - adventures in the underground journey to the stars - 2006
orelhas de burro:

south - adventures in the underground journey to the stars - 2006
domingo, abril 30, 2006
all the roadrunning.....
diz que parar é morrer e eu não sei esperar como é suposto esperar. mudar nunca fez mal a ninguém, antes pelo contrário, pelo que me dá uma certa frescura mental sair da rota por mim traçada há uns anos atrás. o alcatrão está gasto, corroído, aparentemente impossível de atravessar. vale a pena insistir em continuar a tapar os buracos com os próprios pés? não me parece... há caminhos alternativos, e apesar de mais longos e sem destino final à vista têm a vantagem de permitir seguir em frente, ainda que em estradas paralelas. e é tudo novo, tudo, e eu bem que preciso da ginástica mental da mudança. changes are no good? nunca se sabe quando se cruzam novamente as distâncias... é só manter os olhos abertos, conservá-los brilhantes, e saber olhar para os lados. all the roadrunning... estou apaixonada por este disco. sinto neste momento que beachcombing era uma canção que estava há anos à espera de ouvir. mesmo sem que disso fizesse a mais pequena ideia. estou rendida.
orelhas de burro:

mark knopfler and emmylou harris - all the roadrunning - 2006
orelhas de burro:

mark knopfler and emmylou harris - all the roadrunning - 2006
sábado, abril 29, 2006
no comments.....
por muitos anos que viva acho que nunca vou voltar a partilhar o mesmo espaço - numa sexta à noie - com tão ilustres figuras como cinha jardim e pimpinha, rita mendes (sim, essa mesma...) e um monte de criançada dos morangos com açucar. um acaso infeliz, que prometo não voltará a repetir-se. e agora sim, o meu fim de semana pode continuar.
sexta-feira, abril 28, 2006
lobos by the sun
estranhamente não me apetece ir à praia. o espírito balnear ainda não me atingiu e estas mudanças de tempo bruscas e constantes não me permitem mentalizar de que já é hora de trocar os ténis pelos chinelos. parece que ainda ontem chovia torrencialmente e agora vemos as praias da marginal (e calculo que as outras também) cheias de gente a meio da tarde. talvez daqui a umas semanas entre no espírito e consiga também abstrair-me destas oscilações e pegar na toalha. enquanto isso faço o aquecimento musical e tento esquecer-me de que já passou mais um inverno e que o pesadelo chamado bikini está de volta. já para não falar nesta cor pálida que até ofusca quando em contacto com o sol. preciso de praia, decididamente. los lobos para o caminho.
orelhas de burro:

los lobos - the wolf tracks: the best of los lobos - 2006
orelhas de burro:

los lobos - the wolf tracks: the best of los lobos - 2006
quarta-feira, abril 26, 2006
going up.....
o regresso ao local do crime, a norte, onde hoje vejo que deixei mais laços do que à partida pudesse imaginar. a compra do terreno ficou adiada para melhores carnavais, mas as saudades do carnaval de verão/outono propriamente dito permanecem. uma realidade à parte a que me rendi e que agora convida ao regresso. recordações mais que muitas de uns bons meses aproveitados como se não houvesse amanhã. e continuo na minha... um pôr-do-sol como nunca tinha visto. e é um alívio ver o verde - outra vez tão verde - ali tão perto.
quarta-feira, abril 19, 2006
easter calling......
não gosto de trocar de telemóvel. este é terceiro que tenho, é um siemens, complicado, sim, mas já estou mais do que habituada. o primeiro foi um alcatel (já um bocado tarde para a média, ainda assim um matacão cinzento) e o segundo um ericsson (morreu da noite para o dia, mas até à data o que mais gostei). nao sou fiel a marcas, não sou fiel à nokia, portanto. tenho por hábito guiar-me pela estética do aparelho, requisitando depois os conselhos do especialista (leia-se do meu irmão) para confirmar se é só fogo de vista ou se o telemóvel em questão vale realmente o que pedem por ele. normalmente para grande desgosto meu há sempre um mais feio cuja relação qualidade preço é bastante melhor [um bocado como na vida real entre as pessoínhas, digo eu, mas isto era só um aparte]. este siemens que ao fim de cerca de 5 anos nunca me deu problemas, na sexta-feira santa comeu-me 90% dos contactos da lista telefónica. os outros 10% estavam guardados no sim. o resto ainda hoje não consegui descobrir para onde foi, morreu mas não ressuscistou até à data. e agora, como se nada fosse, o animal continua a trabalhar na perfeição como se nada se tivesse passado, pelo que me custa estar a fazer-lhe o funeral mais cedo do que lhe dita a lei da vida móvel.
segunda-feira, abril 17, 2006
twilight.....
doctor, doctor....
todos temos preocupações latentes constantes, que à medida que vão sendo por nós eliminadas/ resolvidas cedem os lugares do podium às restantes. já aqui disse e por certo mais do que uma vez que nao gosto da classe médica em geral e de alguns médicos em particular. o cheiro a éter dá-me arrepios, as batas brancas despertam-me desconfiança e as salas de espera um desconforto inversamente proporcional à comodidade que a maioria dos ostensivos, careiros (e que nao usam relógio) médicos particulares se esforçam por proporcionar no espaço destacado para acolher os pacientes enquanto não são chamados ao momento da verdade. as salas de espera são para mim uma metáfora do enigmático purgatório. tenho aproveitado este momento de inércia para pôr em dia coisas que normalmente deixo para trás por alegada falta de tempo: consultas médicas. são elas uma dessas preocupações constantes que me acompanham para todo o lado. mas como ia dizendo, tenho andado portanto em permanente luta mental e individual não só com o facto de ter encarar de frente as temidas batas brancas, mas também e principalmente com o ror dinheiro que se gasta numa consulta de 10 minutos, numa análise e numa ida à farmácia. um disparate de tal ordem que nem vale a pena enumerar, até porque não haverá quem não faça pelo menos uma pequena ideia dos valores aqui envolvidos. mas no final... the best for last: o alívio impagável de ouvir que está tudo bem e que só lá volte daqui a um ano. daqui a um ano, repito. pela minha experiência, quer-me parecer que quando um médico diz "um ano" está a dizer "esqueça que eu existo até voltar a ter qualquer problema em concreto mesmo que isso implique estar mais dez anos sem dar sinal de vida". e eu sou perita nisso. se bem que agora estava a criar uma certa habituação às idas à farmácia e um gosto especial pela descoberta do mundo inesgotável dos faustosos cremes para tudo e mais alguma coisa que dão cor àqueles becos a cheirar a remédio. e com o verão há porta, da cabeça aos pés, não há creme que não faça falta.
quinta-feira, abril 13, 2006
to you....
sequência perfeita para uma boa páscoa: it's too late by evermore + a place in displacement by south.
quarta-feira, abril 12, 2006
m/18.....
ainda aqui não falei nas famosas multas... queria só dizer que tenho para mim que quem continua a pôr discos do paulo gonzo cá para fora devia pagar muito mais do que qualquer um que faça um download. ninguém deveria ter de ouvir ou ler sem aviso prévio frases como "o novo disco do paulo gonzo foi um dos mais vendidos esta semana no nosso país".
bullet proof... i wish i was...
uma das coisas que mais gosto nas minhas fases anti-depressivas é que posso ouvir a meu bel-prazer e sem quaisquer efeitos secundários uma série de músicas que em... como dizer... alturas em que olho mais para dentro e menos para fora, talvez... sim acho que é uma boa definição... não posso ouvir, pelo simples facto de não as conseguir digerir com a mesma leveza. para ser mais precisa, não as tolero mesmo. nesse lote, há um monte de tralha musical esquisita que sinceramente só me faz é bem obrigar-me a fazer de conta que não existe, mas há canções que volta não volta me fazem uma falta tremenda, ou porque não as ouvi o suficiente quando saíram, ou porque preciso de voltar atrás e a música continua a ser a máquina do tempo mais eficaz, ou porque... porque sim. e enquanto não as oiço permanece em mim aquela sensação de desconforto de querer por força dizer qualquer coisa que se me varreu no preciso momento em que a ia dizer, mas alguém me interrompeu. é nestas alturas que tiro a barriga de misérias do "the bends", que apesar de ser o álbum que mais gosto dos radiohead, nunca o "gastei" tanto como os outros porque basta eu dar uma pequena abébia e ir na maré para me deixar completamente de rastos porque me atravessa de uma maneira que não consigo nem quero saber explicar. quero ver o thom yorke em palco outra vez.
orelhas de burro:

radiohead - the bends - 1995
orelhas de burro:

radiohead - the bends - 1995
dreams......
o subconsciente volta a dar sinal de vida. regresso ao passado num sonho que terminou há coisa de meia hora. às nove da manhã obrigo as pernas a mexer para fora da cama porque não quero sequer correr o risco de voltar a adormecer. quando olho para trás não quero ver nada do que já está desfocado há muito tempo e muito menos quero voltar a ver o desfocado com a nitidez com que vi há pouco.
sexta-feira, abril 07, 2006
the raconteurs....

jack lawrence - bass guitar
brendan benson - guitar, vox, keys
jack white - guitar, vox, keys
patrick wheeler - drums
parece que ao fim deste tempo todo percebi o que é o pop/rock. não podia ser tudo o que diziam. steady as she goes foi o ponto de partida disto tudo, e tudo significa uma colaboração entre brendan benson e jack white, dois tipos de topo e da minha preferência, que contam com aqui com a colaboração de jack lawrence e patrick wheeler, ambos dos greenhornes. steady as she goes tema já está disponível no site oficial, assim como store bought bones, duas amostras do álbum broken boy soldiers que tem edição oficial marcada para maio 2006. enquanto estes dois temas tocam em modo pescadinha de rabo na boca, revejo mentalmente algumas imagens da pujança de palco dos white stripes em barcelona algures no final do verão do ano passado. noite surreal entre o oito e o oitenta, entre o preto e o vermelho. lembro-me agora que os greenhornes fizeram a primeira parte do concerto no razzmatazz.
orelhas de burro:

the raconteurs - broken boy soldiers - 2006
quinta-feira, abril 06, 2006
voxtrot

os voxtrot são de austin, texas, destino obrigatório mas utópico por quanto. a julgar pelo andamento e pelas melodias levava-os antes ali para os lados da escócia dos belle and sebastian. e é impossível não ir buscar os smiths depois de ouvir "the start of something". a empatia é imediata.

voxtrot - raised by wolves ep - 2006
friends....
conversa milagrosa ontem à tarde. cenas fêmea. há coisas que não são difíceis, apesar de parecerem. o mito desfaz-se quando do outro lado ouvimos um desabafo igual ao nosso. ninguém quer pertencer à carneirada, é supostamente positivo ser-se diferente dos demais e fugir ao óbvio. totalmente de acordo. acontece que há alturas em que precisamos urgentemente de saber que há pelo menos mais uma pessoa que seja a pensar como nós. com os mesmos medos e as mesmas dúvidas. longe da originalidade. o sentimento de identificação é essencial à construção de uma base sólida de auto-confiança. por que será que nunca consegui interiorizar isto?
quarta-feira, abril 05, 2006
catch it if you can.....
serviu de alguma coisa ter ouvido ontem incansavelmente o catch the sun dos doves? o dia está tão negro em lisboa como as capas dos discos dos senhores. chove sem parar e está cada vez mais escuro aqui dentro. são onze da manhã e começo a ponderar a hipótese de acender um dos vários candeeiros que se distribuem pelo quarto. esforço a vista mais um pouco, pode ser que a nuvem passe e que consiga numa aberta apanhar o sol de uma vez por todas.

e o b hoje para mim será apenas sinónimo de breakfast on pluto.

e o b hoje para mim será apenas sinónimo de breakfast on pluto.
3, 2, 1.......
pelas vezes que uso o blog como saco de pancada, acho que devo hoje dizer que ando numa fase boa. tenho motivos para andar preocupada, quem não os tem?, mas já consigo ver as coisas de outra maneira. mais distante, talvez. pelo menos nesta fase. passei hoje um dia de plena calma, daqueles que apanho talvez uma vez de três em três meses, em que a velocidade mental parece abrandar para acompanhar o ritmo cronológico do ambiente envolvente. e ainda há pouco, enquanto conduzia a caminho de casa, um pouco antes do ataque de espirros, ouvi o girlfriend in a coma dos smiths na rádio e percebi que são muito provavelmente a banda que mais gosto de apanhar na rádio quando estou a conduzir. e só tenho pena que as canções acabem tão depressa. era bom que muitas coisas se resolvessem em três minutos.
terça-feira, abril 04, 2006
é uma pena.....
já roda por aí e por aqui e por inteiro o novo álbuns dos the stills. sem a força do logic will break your heart, nem nada que se pareça, mas ainda assim soa-me bem. não gosto de pensar que se estragaram, vejo apenas o lado positivo da coisa como sendo este um disco que dá mais trabalho a ouvir e que demorará mais tempo a entrar no ouvido não pela falta de melodia ou dislexia instrumental, mas apenas porque lhe falta qualquer coisa que deixe marca. e sim, é impossível não ter saudades do impacto que tiveram na altura canções como changes are no good, still in love song, gender bombs, lola stars & stripes, love & death e por este andar vou enumerar o disco todo. todo ele está pilhado de momentos de diversão associados e de um verão para mais tarde recordar.

the stills - without feathers - 2006

the stills - without feathers - 2006
segunda-feira, abril 03, 2006
just do it.....
volto a recuperar hábitos de escuta. os de escrita nem por isso, sei que vou precisar ainda de assentar algumas ideias e arrumá-las antes de começar a pôr por escrito o que quer que seja. volto a sentir vícios de escuta. pensei que os tinha perdido algures por entre uma crise financeira e outra, algures entre um emprego e outro. eles aí estão, vivinhos, e apesar de tudo sinto-me bem por ter chegado a essa conclusão, aliviada até. confirmo assim que não perdi uma das poucas, se não a única certeza que tenho actualmente. está lá tudo, como sempre esteve, apenas em estado dormente durante uns tempos. vivências, experiências, paciências acima de tudo que é coisa que não tenho e que tive de ter. temos de ter. dou por mim a pensar se voltasse atrás... apesar da instabilidade, dos tiros no escuro, das incertezas constantes, da aparente irresponsabilidade, olho para trás e vejo que tirei partido de tudo. não suporto a inércia, não suporto a ideia do "arrastar", do ficar a ver navios. e quanto a isso...
sábado, abril 01, 2006
zzzzzzzz
o sossego do sábado de manhã. acordo cedo e numa total descontracção porque num primeiro momento não sei onde estou, não sei onde estás. dormi um sono profundo durante muitas horas, não interessa quantas, perdi-lhes a conta, mas mais do que as que me lembro de ter dormido nos últimos tempos. estou em casa, e apesar do frio insisto em estar de manga curta com as janelas abertas. quando abri os estores às da manhã estava um sol de verão, e não me apetece chegar à conclusão que está outra vez um dia cinzento. o disco do tiga continua a tocar, continua a lembrar-me da noite de 5ª feira com um sorriso nos lábios. voltei a perder a rotina de horários, a esquecer a manhã seguinte, a semana seguinte. tenho o dia por minha conta, vou sair, mas levo o tiga.
domingo, março 26, 2006
zig zag warriors - kremlin - 5ª feira dia 30

A noite é de regressos, a festa é garantida. Uma celebração musical a dois à boa e velha maneira do rock n’ roll puro e duro. A música pela música. Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e Miguel Quintão (Antena 3) trazem de volta à capital o espírito Zig Zag Warriors e escolhem o Kremlin para assinalar o retorno a casa e devolver a regularidade do arranhar das guitarras sintonizadas com uma inevitável e forte ligação ao que de mais recente se vai criando no território da electrónica, a um espaço que continua a ser de referência na noite da capital.
O inquestionável e prolífico crescimento da cena rock nos dias que correm, aliado a uma cada vez mais forte cumplicidade com ritmos mais dançáveis, vem reflectir-se directamente na selecção musical dos Zig Zag Warriors, que sempre em cima do acontecimento, prometem cruzar hinos obrigatórios do rock n’ roll com o que de mais recente se faz por esse mundo musical fora, seja com recurso a guitarras ou a sintetizadores. A catalogação é inimiga da criatividade, e a imaginação será a base de uma noite que se adivinha de diversão e festa e que promete voltar à cidade!
quinta-feira, março 16, 2006
where happiness lives.....
primeira imagem: um olhar de soslaio, roubado quase. estavas a dormir, olhos semicerrados, rasgados, o brilho de um cinzento ou de uma cor ainda indefinida que tudo indica se tornará no castanho brilhante e expressivo da família, fugia por entre as pálpebras que insistiam em voltar a fechar-se. estavas a dormir. insistias em lutar contra o sono para ver que agitação era aquela. os olhos postos em ti. tudo à espera de uma reacção tua. tão pequenino... o cabelo espetado, escuro, que dentro de dias irá à sua vida. a cara de rapazinho, as mãozinhas ainda enrugadas mas tão macias... primeiro contacto: um belíssimo aperto de mão. até amanhã.
quarta-feira, março 15, 2006
baby boy - 15 março 2006
fui tia hoje. ainda não sei bem o que dizer... a minha bisavó faria hoje 99 anos, e às vezes sinto que ainda os faz. 15 de março. peixes. o meu irmão vai passar a ser chamado de pai, os meus pais são hoje os avós de alguém e não mais apenas os nossos pais, e de repente há duas bisavós e um bisavô na família. andou tudo um degrau para a frente. o manuel nasceu hoje de cesariana um minuto antes das cinco da tarde e a suzy está bem. ao contrário de mim, a nova esperança da família não teve pressa de sair, e diz quem viu que estava bem instalado, bem sentado aliás. chorou que se fartou à saída e portou-se muito bem no teste dos reflexos a que já foi sujeito. é irrequieto, parece. :) e por agora não consigo dizer mais nada. um bebé. ehehehe
paranoid android....
chego à conclusão que a fase de transição afinal não é só uma fase. o trânsito é constante, a mudança é diária, pareço não conseguir ter o controlo sobre nada. não sei se é comigo, se é com todos. tropeço em contradições que me são lançadas em jeito de rasteira, há quem entenda, há quem não acredite, e no final há quem me ampare sempre as quedas... a coerência e a distância devolvem-me a estabilidade mental, sinto-me de novo a pensar por mim, deixo a manipulação aos papéis. quando for grande quero saber desviar-me dela. génio forte e personalidade bem marcada, com pontuais momentos de arrogância até, eu, diziam... defesas, tudo defesas minhas, mas a arrogância do olhar 37 foi notada na altura certa. só nesse momento quis mostrar que a distância era para ser respeitada. e foi.
segunda-feira, março 13, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
c'mere...... you
dia 8... música 8... :)
happy birthday tou you.
let's go.

don't i hold you like you want to be held
and don't i treat you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
don't i hold you like you want to be held
don't i please you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
and wasting too much time
don't i
don't i hold you like you want
happy birthday tou you.
let's go.

don't i hold you like you want to be held
and don't i treat you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
don't i hold you like you want to be held
don't i please you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
and wasting too much time
don't i
don't i hold you like you want
quarta-feira, março 01, 2006
panic in the streets of life.....
a propósito do que comentava outro dia em conversa sobre sentir que os outros são sempre mais confiantes do que eu, e que tenho a mania que as inseguranças do mundo ficaram todas concentradas em mim... (devo ter mesmo a mania):
(...) Por isso, por causa deste fio que tinha ficado exposto, comecei silenciosamente a entrar em pânico. Mas se vires o filme disto, vês-me arrogantemente com o mais forçado dos sorrisos alguma vez visto. Deves pensar: aquele tipo é mesmo burro! [risos] A confiança odeia-se. Odeio toda a gente que mostre tanta confiança. A confiança não te leva muito longe na vida. Mas, para mim, é um sinal certo de puro pânico. (...)
li esta passagem ontem à noite, está na página 297 do livro Bono por Bono, e as palavras são do próprio. Apesar do respeito, nunca senti grande empatia com o senhor por achá-lo demasiado politicamente correcto, tal como os U2. Ao ler isto passo a vê-lo de maneira diferente. Neste momento, sou obrigada a concordar com ele na totalidade destas linhas.
(...) Por isso, por causa deste fio que tinha ficado exposto, comecei silenciosamente a entrar em pânico. Mas se vires o filme disto, vês-me arrogantemente com o mais forçado dos sorrisos alguma vez visto. Deves pensar: aquele tipo é mesmo burro! [risos] A confiança odeia-se. Odeio toda a gente que mostre tanta confiança. A confiança não te leva muito longe na vida. Mas, para mim, é um sinal certo de puro pânico. (...)
li esta passagem ontem à noite, está na página 297 do livro Bono por Bono, e as palavras são do próprio. Apesar do respeito, nunca senti grande empatia com o senhor por achá-lo demasiado politicamente correcto, tal como os U2. Ao ler isto passo a vê-lo de maneira diferente. Neste momento, sou obrigada a concordar com ele na totalidade destas linhas.
domingo, fevereiro 26, 2006
louden up now......
não vejo explicação lógica para ter acordado a cantar mentalmente o refrão de the great pretender, uma vez que nem sequer me lembro da última vez que ouvi a canção. talvez seja efeito dos anti-gripines. talvez seja passageiro. ou talvez não seja nada. ryan adams e cold roses para hoje para ver se amanhã acordo com o sweet illusions na cabeça. sweet toubled soul.......
sábado, fevereiro 25, 2006
on a high......
la champagneria. primeira paragem e ponto de encontro obrigatório. o estágio para o concerto - tonite: death cab for cutie. tickets sold out. segunda paragem: bikini - sala pequena, mas a abarrotar, não cabemos todos, mas o ben gibbard está já ali à frente. tirou os óculos de ver ao perto, despenteou a franja e trocou a camisa aos quadrados por uma preta cheia de estilo. em palco estão feitos uma banda de rock n' roll, as guitarras brilham e a voz está intacta, limpa como em disco, tangueta perfeita. temos sala para isto? esta voz não existe. e eu estive em vias de perder isto? momentos espirituais a anteceder uma perfeita viagem de helicóptero noite dentro pelas calçadas de barcelona onde destruí todos os neurónios desnecessários, e que aparentemente não estavam cá a fazer nada que me facilitasse a vida. a voz é outra, dizem-me, a minha, eu sei... é assim que me sinto. next stop? pita shoarma. forrar novamente o estômago por causa das tosses e siga para o manchester. new order, arcade fire, david bowie na parede. adoro estes bancos altos. a impek e o edgar dizem-me que posso ir pedir uma música ao barman, que é costume da casa. vejo que a próxima é dos interpol. volto para o meu lugar. joy division até terminar a caipirinha. e depois da alucinação colectiva do carro amarelo, a chegada ao magic. uma salganhada musical que por entre mais espanholada menos espanholada deixou-nos tomar conta da pista numa sessão de puro delírio tardio meio karaoke meio dança comigo que meteu ao barulho preciosidades como o inesquecível heart of glass dos blondie, o azeiteiro fly away a la lenny kravitz, sweet child of mine cantado em coro de uma ponta à outra e com saudades do axl rose em 1990, just can't get enough em memória do concerto de há uns dias, somebody told me de los assassinos, de resto o disco pedido da noite, e muito mais figuras tristes que muito poucos tiveram o azar de presenciar ehehe e que tornaram esta numa viagem feita de caricaturas. um último brinde antes do regresso à base que o sol não tarda a nascer. à nossa. aos impeks. thank you.
blue sky blues....
enquanto as fotos não chegam... os flashs mentais de uma viagem relâmpago fruto de um impulso quase de irresponsabilidade, por bem de uma sanidade que já teve melhores dias. a impulsividade acabou no entanto por se revelar a solução ideal. perdi as preocupações desnecessárias algures entre uma estação de metro e outra da linha verde sabadell. uma espécie de filme independente, passado em 24 horas, onde tudo é vivido a contra-relógio, a passo de marcha, mas no final acaba por haver tempo para tudo. entre as duas da tarde e as sete e meia da manhã, voltámos a encontrar barcelona sempre em movimento, acompanhámos o ritmo, puxámos por ela e ela por nós. de novo las ramblas, sempre las ramblas, a frio que fere o rosto, o sol que não nos deixou ficar mal, a frescura da animação constante e que nos preenche como se fosse tudo novo outra vez. o vazio desaparece e devolve o brilho ao olhar. estamos em barcelona.
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
cheers!
a melody softly soaring through my atmosphere... há empatias que não se explicam. há conversas que não acabam. há abraços que não se desfazem.... and there is comfort in the sound. a tangueta existe, que eu estava lá e assisti.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
way of life.....
tal como a minha matemática, o meu sentido de orientaçao está bastante melhor. volto a sair, volto a sentir-me em casa. bati com a porta durante uns dias, que serao só meus. parar quando o bom senso assim o pede, repor as ideias no lugar, limpar poeiras mentais, ajustar prioridades, dar ouvidos ao rock n' roll e esquecer o resto. é disto que eu gosto. é disto que eu vivo.
self-repeating.....
your heart is an empty room - ehehehehehe - e o sol está de volta :)
Burn it down till the embers smoke on the ground
And start new when your heart is an empty room
With walls of the deepest blue
Fall fades how it ages when you're away
Spring blooms and you find the love that's true
But you don't know what now to do
Cause the chase is all you know
And she stopped running months ago
And all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone
The flames and smoke climbed out of every window
And disappeared with everything that you held dear
And you shed not a single tear for the things that you didn't need
Cause you knew you were finally free
Cause all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone
And all you see is where else you could be
When you're at home there on the street
Are so many possibilities to not be alone
Burn it down till the embers smoke on the ground
And start new when your heart is an empty room
With walls of the deepest blue
Fall fades how it ages when you're away
Spring blooms and you find the love that's true
But you don't know what now to do
Cause the chase is all you know
And she stopped running months ago
And all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone
The flames and smoke climbed out of every window
And disappeared with everything that you held dear
And you shed not a single tear for the things that you didn't need
Cause you knew you were finally free
Cause all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone
And all you see is where else you could be
When you're at home there on the street
Are so many possibilities to not be alone
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
impek....
andei a brincar com o fogo semanas e semanas, diga-se. e depois da chuva... a constipação invadiu-me de uma vez e sem pedir licença. escusado será dizer que escolheu a pior altura de todas... esta semana tem impek no nome há muito tempo, e há-de ter a fama e o proveito dê por onde der.
domingo, fevereiro 19, 2006
catch the sun.....

subtítulo. por enquanto, apenas a satisfação da chegada de novas canções del señor josh rouse. mesmo em dia de chuva permanente, a primavera chega mais cedo por estes lados. odeio o cinzento e tenho saudades do verão. temos por aqui mais uma melodia descendente do barco do amor, givin' it up, que promete competição renhida com o saudoso exemplar de sunshine tangueta juxtaposed with you dos super furry animals. de resto.... por enquanto apetece mais ouvir do que escrever. quiet town que toque outra vez, enquanto os ossos parecem regressar ao sítio. esta entrada inicial, faz-me ir buscar o disco dos obi que tenho para ali a apanhar pó, the magic land of radio, se não me falha a memória. que volte depressa sol que estas músicas são para ouvir ao sol.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
a spell on me....
de volta à agitação. sinto-me bem. ou como diz o outro... i feel like myself again. lá ao fundo e ainda em imagem meio desfocada recomeço a reconhecer-me. recomeço a ver algum sentido nas minhas peças espalhadas. estou enfeitiçada pela magia negra dos elefant e sinto-me bem assim.
speaking my mind.....
gostamos e precisamos, mais do que tudo, do nosso espaço. gostamos de estar sozinhos, mas descobrimos nas pequenas coisas que estamos bem juntos. ainda assim, não o suficiente para nos esquecermos de como pode ser bom ter o espaço todo só para nós. e também não o suficiente para percebermos que não precisamos de nos magoar para mantermos a linha ténue de distância que parecemos precisar para nos mantermos seguros. talvez sejamos egoístas em partes iguais. mas talvez tenhamos, um com o outro, desaprendido de estar sozinhos. diz o senhor rapper do momento que nunca teve talento para nada, excepto para aprender. o que quero aprender? a abdicar do meu espaço. quero tudo ao contrário. o tudo ou nada. o impossível para ti. logging off... moving on.....
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
welcome to the black magic show.....
domingo, fevereiro 12, 2006
it's no good.....
rescaldo da conversa ao jantar: embrulha! e eu embrulhei, mas só na manhã seguinte. estava capaz de vos bater, estava capaz de vos pôr lá fora só com o olhar 37, estava capaz de fazer o oposto do que me estavam a dizer só para vos calar, capaz de deitar tudo a perder só para me defender. com palavras já não chego lá. estava capaz de fugir, portanto. puseram-me na linha. estava a precisar. gosto de perder o controlo, mas há limites. passei no teste, passei o nível onde até aqui tinha perdido todas as vidas que trazia acumuladas do início do jogo.
monologue.....
continuo a não conseguir fazer parar o trânsito mental. continuo sem conseguir que as ideias respeitem as passadeiras, as cedências de prioridades, os stops e os sinais vermelhos. é para parar, para pensar, mas uma coisa de cada vez não era nada mal pensado. oiço os editors, os bloc party, a madonna, o tom petty, os fischerspooner... todos me empurram para o mesmo lado. todas as músicas que oiço me levam numa grande corrente, sempre foi assim, acontece que a mensagem agora é outra e que a corrente se estende ao mundo real. infelizmente e por mais que o tente evitar é esse o meu mundo, o real. quem sabe se passasse por cá mais tempo conseguisse ter evitado que as coisas tivessem ficado assim, completamente entregues ao caos, de pernas para o ar... nada a fazer. agora só tenho que as arrumar, so they say... eu sei. não me é fácil olhar para tudo racionalmente, não me é fácil pensar com a frieza que me é exigida, não me é fácil ver o óbvio. não me é fácil pôr isto por escrito. e não gosto de fazer do burro saco de pancada. gostava de conseguir manter um blog fiel a um tema. talvez quando as ideias começarem a respeitar a sinalização... por agora vou pôr-me de manga curta e estender-me ao sol. she wants revenge. é um dos dos poucos discos que posso ouvir de momento. tear you apart para o caminho. são as contradições de que ele fala que me destroem. e não, não quero fazer ninguém sentir-se como me sinto agora.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
intocábel.......
ainda em depeche mode. agora de manhã sobretudo. parece-me que ainda estamos no ontem. ou ontem é que já era hoje? o despertador avisou que estava prestes a tocar. não falhou, aqui estamos em slow motion a tentar o depeche mode para que o dia comece da melhor maneira. boa noite. bom dia. concerto gigante. i feel you... já me tinha esquecido, de arrepiar... os telegramas já acabaram, eu sei. stop.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
soul'd out.....
é mais ou menos por esta hora que diariamente penso em voltar para a cama com medo de ler o que o vem na rifa do dia. pelo caminho, invariavelmente, no rádio do texas dá uma música que me faz abstrair do que estou a fazer na a5 a esta hora. está sol, ainda por cima. todos os dias penso em ignorar a saída que diz carcavelos e seguir em frente, até ao guincho, sem mais nem ontem. um dia destes, à semana, experimento. desatinos por desatinos, ao menos que os mereça ouvir. a beth orton tem um álbum novo. comfort of strangers. é isso que quero... ouvir.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
(in)dependence days......
tento convencer-me de muita coisa que não é verdade, mas sei que será. não dizem que o meu é o signo do futuro? cansei-me do presente, é para o futuro que me obrigo a olhar agora. quando me enfrento, sem intermediários, nos dias em que me obrigo a estar em casa sem a companhia dos que me fazem sentir eu própria, admito-o, por escrito até. olho em frente, para que me seja mais fácil perceber o que tenho de momento à minha volta. preciso de esvaziar a cabeça, ouvir-me com atenção e lembrar-me que um dia fui independente. ou que pelo menos assim me senti.
up to time....
não adianta esperar pelo momento certo para dizer certas coisas porque não existe tal coisa. diz-se e pronto. o momento certo chega semanas, meses, anos depois, quando ambas as partes percebem o seu significado. agora é deixar o tempo actuar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


