quinta-feira, abril 06, 2006

friends....

conversa milagrosa ontem à tarde. cenas fêmea. há coisas que não são difíceis, apesar de parecerem. o mito desfaz-se quando do outro lado ouvimos um desabafo igual ao nosso. ninguém quer pertencer à carneirada, é supostamente positivo ser-se diferente dos demais e fugir ao óbvio. totalmente de acordo. acontece que há alturas em que precisamos urgentemente de saber que há pelo menos mais uma pessoa que seja a pensar como nós. com os mesmos medos e as mesmas dúvidas. longe da originalidade. o sentimento de identificação é essencial à construção de uma base sólida de auto-confiança. por que será que nunca consegui interiorizar isto?

quarta-feira, abril 05, 2006

catch it if you can.....

serviu de alguma coisa ter ouvido ontem incansavelmente o catch the sun dos doves? o dia está tão negro em lisboa como as capas dos discos dos senhores. chove sem parar e está cada vez mais escuro aqui dentro. são onze da manhã e começo a ponderar a hipótese de acender um dos vários candeeiros que se distribuem pelo quarto. esforço a vista mais um pouco, pode ser que a nuvem passe e que consiga numa aberta apanhar o sol de uma vez por todas.

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e o b hoje para mim será apenas sinónimo de breakfast on pluto.

3, 2, 1.......

pelas vezes que uso o blog como saco de pancada, acho que devo hoje dizer que ando numa fase boa. tenho motivos para andar preocupada, quem não os tem?, mas já consigo ver as coisas de outra maneira. mais distante, talvez. pelo menos nesta fase. passei hoje um dia de plena calma, daqueles que apanho talvez uma vez de três em três meses, em que a velocidade mental parece abrandar para acompanhar o ritmo cronológico do ambiente envolvente. e ainda há pouco, enquanto conduzia a caminho de casa, um pouco antes do ataque de espirros, ouvi o girlfriend in a coma dos smiths na rádio e percebi que são muito provavelmente a banda que mais gosto de apanhar na rádio quando estou a conduzir. e só tenho pena que as canções acabem tão depressa. era bom que muitas coisas se resolvessem em três minutos.

terça-feira, abril 04, 2006

é uma pena.....

já roda por aí e por aqui e por inteiro o novo álbuns dos the stills. sem a força do logic will break your heart, nem nada que se pareça, mas ainda assim soa-me bem. não gosto de pensar que se estragaram, vejo apenas o lado positivo da coisa como sendo este um disco que dá mais trabalho a ouvir e que demorará mais tempo a entrar no ouvido não pela falta de melodia ou dislexia instrumental, mas apenas porque lhe falta qualquer coisa que deixe marca. e sim, é impossível não ter saudades do impacto que tiveram na altura canções como changes are no good, still in love song, gender bombs, lola stars & stripes, love & death e por este andar vou enumerar o disco todo. todo ele está pilhado de momentos de diversão associados e de um verão para mais tarde recordar.

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the stills - without feathers - 2006

segunda-feira, abril 03, 2006

just do it.....

volto a recuperar hábitos de escuta. os de escrita nem por isso, sei que vou precisar ainda de assentar algumas ideias e arrumá-las antes de começar a pôr por escrito o que quer que seja. volto a sentir vícios de escuta. pensei que os tinha perdido algures por entre uma crise financeira e outra, algures entre um emprego e outro. eles aí estão, vivinhos, e apesar de tudo sinto-me bem por ter chegado a essa conclusão, aliviada até. confirmo assim que não perdi uma das poucas, se não a única certeza que tenho actualmente. está lá tudo, como sempre esteve, apenas em estado dormente durante uns tempos. vivências, experiências, paciências acima de tudo que é coisa que não tenho e que tive de ter. temos de ter. dou por mim a pensar se voltasse atrás... apesar da instabilidade, dos tiros no escuro, das incertezas constantes, da aparente irresponsabilidade, olho para trás e vejo que tirei partido de tudo. não suporto a inércia, não suporto a ideia do "arrastar", do ficar a ver navios. e quanto a isso...

sábado, abril 01, 2006

zzzzzzzz

o sossego do sábado de manhã. acordo cedo e numa total descontracção porque num primeiro momento não sei onde estou, não sei onde estás. dormi um sono profundo durante muitas horas, não interessa quantas, perdi-lhes a conta, mas mais do que as que me lembro de ter dormido nos últimos tempos. estou em casa, e apesar do frio insisto em estar de manga curta com as janelas abertas. quando abri os estores às da manhã estava um sol de verão, e não me apetece chegar à conclusão que está outra vez um dia cinzento. o disco do tiga continua a tocar, continua a lembrar-me da noite de 5ª feira com um sorriso nos lábios. voltei a perder a rotina de horários, a esquecer a manhã seguinte, a semana seguinte. tenho o dia por minha conta, vou sair, mas levo o tiga.

domingo, março 26, 2006

zig zag warriors - kremlin - 5ª feira dia 30

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A noite é de regressos, a festa é garantida. Uma celebração musical a dois à boa e velha maneira do rock n’ roll puro e duro. A música pela música. Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e Miguel Quintão (Antena 3) trazem de volta à capital o espírito Zig Zag Warriors e escolhem o Kremlin para assinalar o retorno a casa e devolver a regularidade do arranhar das guitarras sintonizadas com uma inevitável e forte ligação ao que de mais recente se vai criando no território da electrónica, a um espaço que continua a ser de referência na noite da capital.

O inquestionável e prolífico crescimento da cena rock nos dias que correm, aliado a uma cada vez mais forte cumplicidade com ritmos mais dançáveis, vem reflectir-se directamente na selecção musical dos Zig Zag Warriors, que sempre em cima do acontecimento, prometem cruzar hinos obrigatórios do rock n’ roll com o que de mais recente se faz por esse mundo musical fora, seja com recurso a guitarras ou a sintetizadores. A catalogação é inimiga da criatividade, e a imaginação será a base de uma noite que se adivinha de diversão e festa e que promete voltar à cidade!

quinta-feira, março 16, 2006

where happiness lives.....

primeira imagem: um olhar de soslaio, roubado quase. estavas a dormir, olhos semicerrados, rasgados, o brilho de um cinzento ou de uma cor ainda indefinida que tudo indica se tornará no castanho brilhante e expressivo da família, fugia por entre as pálpebras que insistiam em voltar a fechar-se. estavas a dormir. insistias em lutar contra o sono para ver que agitação era aquela. os olhos postos em ti. tudo à espera de uma reacção tua. tão pequenino... o cabelo espetado, escuro, que dentro de dias irá à sua vida. a cara de rapazinho, as mãozinhas ainda enrugadas mas tão macias... primeiro contacto: um belíssimo aperto de mão. até amanhã.

quarta-feira, março 15, 2006

baby boy - 15 março 2006

fui tia hoje. ainda não sei bem o que dizer... a minha bisavó faria hoje 99 anos, e às vezes sinto que ainda os faz. 15 de março. peixes. o meu irmão vai passar a ser chamado de pai, os meus pais são hoje os avós de alguém e não mais apenas os nossos pais, e de repente há duas bisavós e um bisavô na família. andou tudo um degrau para a frente. o manuel nasceu hoje de cesariana um minuto antes das cinco da tarde e a suzy está bem. ao contrário de mim, a nova esperança da família não teve pressa de sair, e diz quem viu que estava bem instalado, bem sentado aliás. chorou que se fartou à saída e portou-se muito bem no teste dos reflexos a que já foi sujeito. é irrequieto, parece. :) e por agora não consigo dizer mais nada. um bebé. ehehehe

paranoid android....

chego à conclusão que a fase de transição afinal não é só uma fase. o trânsito é constante, a mudança é diária, pareço não conseguir ter o controlo sobre nada. não sei se é comigo, se é com todos. tropeço em contradições que me são lançadas em jeito de rasteira, há quem entenda, há quem não acredite, e no final há quem me ampare sempre as quedas... a coerência e a distância devolvem-me a estabilidade mental, sinto-me de novo a pensar por mim, deixo a manipulação aos papéis. quando for grande quero saber desviar-me dela. génio forte e personalidade bem marcada, com pontuais momentos de arrogância até, eu, diziam... defesas, tudo defesas minhas, mas a arrogância do olhar 37 foi notada na altura certa. só nesse momento quis mostrar que a distância era para ser respeitada. e foi.

segunda-feira, março 13, 2006

sunshine.....

it's the end of the winter as we know it, and i feel fine. :)
cheira a verão.

quarta-feira, março 08, 2006

c'mere...... you

dia 8... música 8... :)
happy birthday tou you.
let's go.

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don't i hold you like you want to be held
and don't i treat you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
don't i hold you like you want to be held
don't i please you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
and wasting too much time
don't i
don't i hold you like you want

quarta-feira, março 01, 2006

panic in the streets of life.....

a propósito do que comentava outro dia em conversa sobre sentir que os outros são sempre mais confiantes do que eu, e que tenho a mania que as inseguranças do mundo ficaram todas concentradas em mim... (devo ter mesmo a mania):

(...) Por isso, por causa deste fio que tinha ficado exposto, comecei silenciosamente a entrar em pânico. Mas se vires o filme disto, vês-me arrogantemente com o mais forçado dos sorrisos alguma vez visto. Deves pensar: aquele tipo é mesmo burro! [risos] A confiança odeia-se. Odeio toda a gente que mostre tanta confiança. A confiança não te leva muito longe na vida. Mas, para mim, é um sinal certo de puro pânico. (...)

li esta passagem ontem à noite, está na página 297 do livro Bono por Bono, e as palavras são do próprio. Apesar do respeito, nunca senti grande empatia com o senhor por achá-lo demasiado politicamente correcto, tal como os U2. Ao ler isto passo a vê-lo de maneira diferente. Neste momento, sou obrigada a concordar com ele na totalidade destas linhas.

domingo, fevereiro 26, 2006

louden up now......

não vejo explicação lógica para ter acordado a cantar mentalmente o refrão de the great pretender, uma vez que nem sequer me lembro da última vez que ouvi a canção. talvez seja efeito dos anti-gripines. talvez seja passageiro. ou talvez não seja nada. ryan adams e cold roses para hoje para ver se amanhã acordo com o sweet illusions na cabeça. sweet toubled soul.......

sábado, fevereiro 25, 2006

on a high......

la champagneria. primeira paragem e ponto de encontro obrigatório. o estágio para o concerto - tonite: death cab for cutie. tickets sold out. segunda paragem: bikini - sala pequena, mas a abarrotar, não cabemos todos, mas o ben gibbard está já ali à frente. tirou os óculos de ver ao perto, despenteou a franja e trocou a camisa aos quadrados por uma preta cheia de estilo. em palco estão feitos uma banda de rock n' roll, as guitarras brilham e a voz está intacta, limpa como em disco, tangueta perfeita. temos sala para isto? esta voz não existe. e eu estive em vias de perder isto? momentos espirituais a anteceder uma perfeita viagem de helicóptero noite dentro pelas calçadas de barcelona onde destruí todos os neurónios desnecessários, e que aparentemente não estavam cá a fazer nada que me facilitasse a vida. a voz é outra, dizem-me, a minha, eu sei... é assim que me sinto. next stop? pita shoarma. forrar novamente o estômago por causa das tosses e siga para o manchester. new order, arcade fire, david bowie na parede. adoro estes bancos altos. a impek e o edgar dizem-me que posso ir pedir uma música ao barman, que é costume da casa. vejo que a próxima é dos interpol. volto para o meu lugar. joy division até terminar a caipirinha. e depois da alucinação colectiva do carro amarelo, a chegada ao magic. uma salganhada musical que por entre mais espanholada menos espanholada deixou-nos tomar conta da pista numa sessão de puro delírio tardio meio karaoke meio dança comigo que meteu ao barulho preciosidades como o inesquecível heart of glass dos blondie, o azeiteiro fly away a la lenny kravitz, sweet child of mine cantado em coro de uma ponta à outra e com saudades do axl rose em 1990, just can't get enough em memória do concerto de há uns dias, somebody told me de los assassinos, de resto o disco pedido da noite, e muito mais figuras tristes que muito poucos tiveram o azar de presenciar ehehe e que tornaram esta numa viagem feita de caricaturas. um último brinde antes do regresso à base que o sol não tarda a nascer. à nossa. aos impeks. thank you.

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blue sky blues....

enquanto as fotos não chegam... os flashs mentais de uma viagem relâmpago fruto de um impulso quase de irresponsabilidade, por bem de uma sanidade que já teve melhores dias. a impulsividade acabou no entanto por se revelar a solução ideal. perdi as preocupações desnecessárias algures entre uma estação de metro e outra da linha verde sabadell. uma espécie de filme independente, passado em 24 horas, onde tudo é vivido a contra-relógio, a passo de marcha, mas no final acaba por haver tempo para tudo. entre as duas da tarde e as sete e meia da manhã, voltámos a encontrar barcelona sempre em movimento, acompanhámos o ritmo, puxámos por ela e ela por nós. de novo las ramblas, sempre las ramblas, a frio que fere o rosto, o sol que não nos deixou ficar mal, a frescura da animação constante e que nos preenche como se fosse tudo novo outra vez. o vazio desaparece e devolve o brilho ao olhar. estamos em barcelona.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

cheers!

a melody softly soaring through my atmosphere... há empatias que não se explicam. há conversas que não acabam. há abraços que não se desfazem.... and there is comfort in the sound. a tangueta existe, que eu estava lá e assisti.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

way of life.....

tal como a minha matemática, o meu sentido de orientaçao está bastante melhor. volto a sair, volto a sentir-me em casa. bati com a porta durante uns dias, que serao só meus. parar quando o bom senso assim o pede, repor as ideias no lugar, limpar poeiras mentais, ajustar prioridades, dar ouvidos ao rock n' roll e esquecer o resto. é disto que eu gosto. é disto que eu vivo.

self-repeating.....

your heart is an empty room - ehehehehehe - e o sol está de volta :)


Burn it down till the embers smoke on the ground
And start new when your heart is an empty room
With walls of the deepest blue

Fall fades how it ages when you're away
Spring blooms and you find the love that's true
But you don't know what now to do
Cause the chase is all you know
And she stopped running months ago

And all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone

The flames and smoke climbed out of every window
And disappeared with everything that you held dear
And you shed not a single tear for the things that you didn't need
Cause you knew you were finally free

Cause all you see is where else you could be
When you're at home out on the street
Are so many possibilities to not be alone

And all you see is where else you could be
When you're at home there on the street
Are so many possibilities to not be alone

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

impek....

andei a brincar com o fogo semanas e semanas, diga-se. e depois da chuva... a constipação invadiu-me de uma vez e sem pedir licença. escusado será dizer que escolheu a pior altura de todas... esta semana tem impek no nome há muito tempo, e há-de ter a fama e o proveito dê por onde der.

domingo, fevereiro 19, 2006

catch the sun.....

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subtítulo. por enquanto, apenas a satisfação da chegada de novas canções del señor josh rouse. mesmo em dia de chuva permanente, a primavera chega mais cedo por estes lados. odeio o cinzento e tenho saudades do verão. temos por aqui mais uma melodia descendente do barco do amor, givin' it up, que promete competição renhida com o saudoso exemplar de sunshine tangueta juxtaposed with you dos super furry animals. de resto.... por enquanto apetece mais ouvir do que escrever. quiet town que toque outra vez, enquanto os ossos parecem regressar ao sítio. esta entrada inicial, faz-me ir buscar o disco dos obi que tenho para ali a apanhar pó, the magic land of radio, se não me falha a memória. que volte depressa sol que estas músicas são para ouvir ao sol.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

a spell on me....

de volta à agitação. sinto-me bem. ou como diz o outro... i feel like myself again. lá ao fundo e ainda em imagem meio desfocada recomeço a reconhecer-me. recomeço a ver algum sentido nas minhas peças espalhadas. estou enfeitiçada pela magia negra dos elefant e sinto-me bem assim.

speaking my mind.....

gostamos e precisamos, mais do que tudo, do nosso espaço. gostamos de estar sozinhos, mas descobrimos nas pequenas coisas que estamos bem juntos. ainda assim, não o suficiente para nos esquecermos de como pode ser bom ter o espaço todo só para nós. e também não o suficiente para percebermos que não precisamos de nos magoar para mantermos a linha ténue de distância que parecemos precisar para nos mantermos seguros. talvez sejamos egoístas em partes iguais. mas talvez tenhamos, um com o outro, desaprendido de estar sozinhos. diz o senhor rapper do momento que nunca teve talento para nada, excepto para aprender. o que quero aprender? a abdicar do meu espaço. quero tudo ao contrário. o tudo ou nada. o impossível para ti. logging off... moving on.....

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

welcome to the black magic show.....

diego is back. ehehehehe
o novo álbum dos elefant é para ouvir à primeira e ajudar a relembrar as prioridades do burro.

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domingo, fevereiro 12, 2006

it's no good.....

rescaldo da conversa ao jantar: embrulha! e eu embrulhei, mas só na manhã seguinte. estava capaz de vos bater, estava capaz de vos pôr lá fora só com o olhar 37, estava capaz de fazer o oposto do que me estavam a dizer só para vos calar, capaz de deitar tudo a perder só para me defender. com palavras já não chego lá. estava capaz de fugir, portanto. puseram-me na linha. estava a precisar. gosto de perder o controlo, mas há limites. passei no teste, passei o nível onde até aqui tinha perdido todas as vidas que trazia acumuladas do início do jogo.

monologue.....

continuo a não conseguir fazer parar o trânsito mental. continuo sem conseguir que as ideias respeitem as passadeiras, as cedências de prioridades, os stops e os sinais vermelhos. é para parar, para pensar, mas uma coisa de cada vez não era nada mal pensado. oiço os editors, os bloc party, a madonna, o tom petty, os fischerspooner... todos me empurram para o mesmo lado. todas as músicas que oiço me levam numa grande corrente, sempre foi assim, acontece que a mensagem agora é outra e que a corrente se estende ao mundo real. infelizmente e por mais que o tente evitar é esse o meu mundo, o real. quem sabe se passasse por cá mais tempo conseguisse ter evitado que as coisas tivessem ficado assim, completamente entregues ao caos, de pernas para o ar... nada a fazer. agora só tenho que as arrumar, so they say... eu sei. não me é fácil olhar para tudo racionalmente, não me é fácil pensar com a frieza que me é exigida, não me é fácil ver o óbvio. não me é fácil pôr isto por escrito. e não gosto de fazer do burro saco de pancada. gostava de conseguir manter um blog fiel a um tema. talvez quando as ideias começarem a respeitar a sinalização... por agora vou pôr-me de manga curta e estender-me ao sol. she wants revenge. é um dos dos poucos discos que posso ouvir de momento. tear you apart para o caminho. são as contradições de que ele fala que me destroem. e não, não quero fazer ninguém sentir-se como me sinto agora.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

intocábel.......

ainda em depeche mode. agora de manhã sobretudo. parece-me que ainda estamos no ontem. ou ontem é que já era hoje? o despertador avisou que estava prestes a tocar. não falhou, aqui estamos em slow motion a tentar o depeche mode para que o dia comece da melhor maneira. boa noite. bom dia. concerto gigante. i feel you... já me tinha esquecido, de arrepiar... os telegramas já acabaram, eu sei. stop.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

soul'd out.....

é mais ou menos por esta hora que diariamente penso em voltar para a cama com medo de ler o que o vem na rifa do dia. pelo caminho, invariavelmente, no rádio do texas dá uma música que me faz abstrair do que estou a fazer na a5 a esta hora. está sol, ainda por cima. todos os dias penso em ignorar a saída que diz carcavelos e seguir em frente, até ao guincho, sem mais nem ontem. um dia destes, à semana, experimento. desatinos por desatinos, ao menos que os mereça ouvir. a beth orton tem um álbum novo. comfort of strangers. é isso que quero... ouvir.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

(in)dependence days......

tento convencer-me de muita coisa que não é verdade, mas sei que será. não dizem que o meu é o signo do futuro? cansei-me do presente, é para o futuro que me obrigo a olhar agora. quando me enfrento, sem intermediários, nos dias em que me obrigo a estar em casa sem a companhia dos que me fazem sentir eu própria, admito-o, por escrito até. olho em frente, para que me seja mais fácil perceber o que tenho de momento à minha volta. preciso de esvaziar a cabeça, ouvir-me com atenção e lembrar-me que um dia fui independente. ou que pelo menos assim me senti.

up to time....

não adianta esperar pelo momento certo para dizer certas coisas porque não existe tal coisa. diz-se e pronto. o momento certo chega semanas, meses, anos depois, quando ambas as partes percebem o seu significado. agora é deixar o tempo actuar.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

pdc..........

passam-me mil coisas pela cabeça, chocam entre si, apetece-me errar de novo, apetece-me ir pelo lado mais fácil, não lutar contra o que.... também já não interessa. apetece-me agir espontaneamente, não ter de me dizer que não, no fundo apetece-me coisas simples. qualquer coisa dita normal. acordar sem pensar, dizer o que penso sem filtragem prévia, perguntar à vontade, dizer que sim porque sim e que não porque não. sem justificação. sem análises alheias e sem que me leiam com segundos sentidos, sem que me oiçam com intuitos descodificadores. quero simplesmente que me oiçam. não gosto que me gritem. destrói-me por dentro. por agora não se ouve nada e é em silêncio absoluto que reponho as ideias no lugar. há pequenas atenções que se revelam enormes, ainda para mais quando têm a pertinência de chegar sempre nos momentos certos.

mentiras piedosas...

não pode ser já segunda-feira... digam-me que é sábado de manhã e que me posso virar para o outro lado e continuar a dormir. eu depois justifico a falta. é carnaval...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

smells like teen spirit......

o cheiro a éter tem em mim um poder vitalício. como a tal comparação com o saber andar de bicicleta. não se esquece. por mais anos que consiga manter-me afastada de um hospital, de um centro de saúde, de um consultório, de um médico, quando o confronto se torna por demais inadiável, volta tudo à memória. não sei bem o quê, mas volta. o embrulho no estômago, as tonturas e uma dor de cabeça desce sobre mim qual relâmpago. e tento animar-me pensando adeus até ao meu regresso, e que para a próxima será diferente, mas a verdade é que isto com o tempo não melhora... diz quem sabe que é um trauma de infância que me habita o subconsciente e que portanto se manifesta quando menos espero. a sensação, desdramatizando, é um pouco como quando numa ementa vejo sopa de cenoura aliada a carne à jardineira. odeio esta iguaria, mas não desgosto de sopa de cenoura. basta, no entanto, ver um prato aliado ao outro para que me caiam mal mesmo sem os comer. e eu nem sofro do estômago. era esta a ementa das segundas-feiras na minha escola primária. e cada vez que vejo estes pratos vem me de imediato à memória a imagem do refeitório, os gritos da ivone que nos assustou durante anos com a ameaça "se vomitam comem o vomitado", e os bolsos da minha bata verde e dos meus colegas cheios de bocados de carne embrulhados em guardanapos que nos encarregávamos de depositar discretamente à saída nos caixotes de lixo espalhados pela escola no percurso que fazíamos até ao recreio para o intervalo da hora de almoço. digo hoje com orgulho que desde então nunca mais comi jardineira. quanto ao éter... amanhã logo se vê...

where is the..... luck?

pelas minhas contas e face à conjuntura emocional que se atravessa há uma coisa que não consigo perceber... como é que ainda não saíu o euromilhões a ninguém? eu não conto para a estatística porque nunca joguei e, aliás, só me lembro que tal coisa existe desde que lido de perto com um verdadeiro aficionado das cruzes, que volta não volta me pede que atire uns números para o ar. e faço-o sem consciência das consequência que uma acção descomprometida como essa pode ter no final da semana. os valores de que oiço falar são de tal ordem, que nem me dou ao trabalho de os tentar converter à escala real. isto é, de pensar por exemplo em quantos t2 se traduziria a avultada quantia, em quantos meses passados em viagem, em quantos metros de consumo desmedido se estenderiam tantos euros na minha vida. e perdoem-me por referir apenas exemplos consumistas e voltados para o próprio umbigo, mas também não interessa a ninguém saber os nomes daqueles a quem eu faria chorudos depósitos nas respectivas contas bancárias sem aviso prévio. também não seriam muitos.
agora que penso nisto, chego à conclusão que gosto tanto de não ligar ao euromilhões como gosto de não ligar ao futebol. são coisas que exigem uma fé tremenda e uma dedicação incondicional e por conseguinte um desgaste emocional com que não me apetecia ter de lidar todas as semanas, ou em relação ao futebol, diariamente. já me chega o resto. mesmo sem os milhões vai-se fazendo rendo o euro. agora que nao entendo como é que o prémio não sai a ninguém, isso não entendo... já nem os ditados populares, são o que eram...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

slightly....

já dou por mim a trocar os nomes. a questionar se andarei a ouvir mal, se as disfunções estão todas comigo. i'm going slightly mad. e ao fim do dia, quando faço um rewind mental só me dá para rir. e penso agora a frio que o melhor será começar a pôr por escrito as minhas vivências dos últimos meses porque nem eu vou acreditar que nisto daqui a uns tempos quando alguém, entre risos, mas sabendo do impacto da altura, me lembrar deste e daquele episódio. e afinal de contas, precisarei eu desta loucura... a dobrar? over and over again, preciso de me dizer isto muitas, muitas vezes, até já não me poder ouvir para ver se acordo de vez, para ver se saio da encruzilhada. começo finalmente a perceber que nao é um beco sem saída. há, aliás, várias saídas, e uma já eu percebi onde está. and again.... i'm going slightly mad... é para isto que serve um blog?

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

lesson nº1.......

um email pode fazer toda a diferença.
uma frase pode abrir uma série de novas perspectivas.
um objectivo a curto prazo pode cortar de imediato a angústia do longo prazo.
e se eu perceber de repente que não são só os outros que se podem libertar num repente daquilo que não lhes faz bem?
preciso que mo digam mais uma vez. algém que não me conheça. talvez uma "beca marada". não preciso disto. and now..... for something completely different. let's have a nice day for ourselves.

domingo, janeiro 29, 2006

colder.......

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"cold december" é a música que descreve o meu dia de hoje. faz-me lembrar os vessels, tenho de voltar a ouvi-los um dia deste. mais uma tangueta que me preenche não seu bem porquê. ideal para um dia como este.

queixo-me porque é domingo. queixo-me porque está um dia cinzento daqueles que odeio com todas as minhas forças. queixo-me porque chove torrencialmente de lado porque, volto a queixar-me, também está vento. e frio. para além disto tudo, amanhã é segunda-feira. e num todos estes pensamentos se apagam. está a nevar. a mesa do almoço de repente fica vazia e estamos todos a olhar pela janela como se olhássemos para a vista das traseiras pela primeira vez. uma alegria conjunta inexplicável. os telefones começam a tocar, a notícia espalha-se depressa, parece que somos todos invadidos pela mesma esperança que nos conforta no primeiro dia do ano. a alegria da novidade. o dia continua cinzento, o chão molhado, o domingo está cada vez mais próximo da segunda-feira. mas a neve dá um tom diferente a toda a conjuntura.

the ideal crash.......

faltou a luz cá em casa agora mesmo. estava a escrever há minutos, poucos, mas os suficientes para ter revelado mais do que no dia seguinte iria querer ter revelado. e como há alturas em que ainda consigo ter o bom senso de não cair no mesmo erro duas vezes, não vou sequer tentar reproduzir as linhas perdidas. fez-me bem a tarde de ontem, tem me feito bem ouvir certas coisas, histórias que se cruzam. historias que se tocam de uma maneira assustadoramente semelhante e que me permitem observar-me de fora sem que me queira reconhecer.

olho para trás e vejo tudo tão nítido... sinto-me como se tivesse chegado a um sítio desconhecido cheia de certezas em relação a mim, as certezas próprias da idade em que acreditamos ter o mundo controlado nas nossas mãos, e de repente... é como se tivesse começado a ser desconstruída por aqueles com que me fui cruzando. deixei de me sentir como um todo, a duvidar de tudo e ao olhar para mim comecei a ver-me como um conjunto de várias partes que fui separando sem me aperceber, e que a pouco e pouco deixei de saber se haviam estado no sítio certo até então. hoje em dia sei que nao há uma solução para o puzzle. moldamo-lo como bem entendemos. as peças hoje estão não só mais do que separadas, as minhas, estão completamente baralhadas. sinto que me desconjunturei nos últimos anos e não faço ideia como pôr ordem na mesa outra vez. não encontro as peças dos cantos, muito menos reconheço semelhanças entre duas peças que sejam, de modo a que as possa voltar a unir.

o idealismo de outros tempos? é meu. desmontou-se, sim, e continua a desmontar-se todos os dias, mas continuo a conseguir reconstruí-lo ao fim do dia. é meu.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

easy me.......

não escrevo. porque me revelo sempre demais. mais do que aquilo que gosto que saibas de mim, mais do que aquilo que julgo que ainda não conheces. gosto de pensar que não me conheces, mas gosto mais ainda de chegar à conclusão que afinal estou redondamente enganada. que finalmente fui capaz de confiar em alguém ao ponto de te confidenciar tudo o que te contei a meu respeito e não me sentir menos rica por isso. ao ponto de me sentir tão à vontade para rir como para chorar ao pé de ti, para te mostrar o meu lado mais doce como o mais agressivo, para agir contigo sem ter de pensar primeiro.

não escrevo. escreveríamos todos o mesmo. não há originalidade em certos assuntos. os lugares-comuns tornam-se tão familiares como a própria casa, as frases feitas ganham uma dimensão e uma clareza nunca antes descoberta. e a procura de uma saída faz-nos olhar para tudo com olhos de ver, com uma atenção redobrada e coisas por onde já passámos os olhos dezenas de vezes parecem então ganhar um novo significado, agora dirigido a nós, escrito a pensar em nós, inspirado em nós. tudo em função do que sentimos na altura.

o nosso mundo é pequenino. torna-se ainda mais ridículo quando sentimos que sofremos mais do que os outros. e mais uma vez, não há volta a dar, todos passamos por isso, todos sentimos que temos uma vida mais complicada que os outro. e temos. porque são os nossos problemas que temos de resolver e não os do vizinho. e mais uma vez caí sem pára-queds do meu mundo, aquele que não existe, para me confrontar a sós com o meu egoísmo, e mais uma vez me deixo derrubar por uma imagem de mim que não me agrada. mas sem outro remédio possível volto a dar a volta por cima. nada de mais. apenas mais uma vitória pessoal.

quem disse que era facil?

domingo, janeiro 22, 2006

2nd step.....

Burn it down till the embers smoke on the ground
And start new when your heart is an empty room
With walls of the deepest blue

Home's face: how it ages when you're away
Spring blooms and you find the love that's true
But you don't know what now to do
Cause the chase is all you know
And she stopped running months ago

And all you see
Is where else you could be
When you're at home
Out on the street
Are so many possibilities
To not be alone

The flames and smoke climbed out of every window
And disappeared with everything that you held dear
And you shed not a single tear for the things that you didn't need
'Cause you knew you were finally free

'Cause all you see is where else you could be when you're at home
Out on the street are so many possibilities to not be alone

And all you see is where else you could be
When you're at home
There on the street are so many possibilities to not be alone

domingo, janeiro 15, 2006

.....

It's way too late to be this locked inside ourselves
The trouble is that you're in love with someone else
It should be me. Oh, it should be me
Your sacred parts, your getaways
You come along on summer days
Tenderly, tastefully

And so may, we make time
Try to find somebody else
This place is mine

You said today, you know exactly how I feel
I had my doubts little girl
I'm in love with something real
It could be me, that's changing


And so may, we make time
To try and find somebody else
Who has a line

Now seasoned with health
Two lovers walk on lakeside mile
Try pleasing with stealth, rodeo
See what stands long ending fast

Oh, how I love you in the evenings
When we are sleeping
We are sleeping. Oh, we are sleeping

And so may, we make time
We try to find somebody else
Who has a line

Now seasoned with health
Two lovers walk a lakeside mile
Try pleasing with stealth, rodeo
See what stands long, oh ending fast

terça-feira, janeiro 03, 2006

straight ahead......

a semana começa para mim com dois vícios vindos não sei de onde e que procuro a todo o custo ver como mensagens de ano novo. um chama-se hung up e o outro riot radio.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

all the best...

a quente digo que 2005 foi um ano péssimo. não foi. antes foi um ano de extremos, com momentos muito bons e muito maus. acho que não houve sequer um mês avaliado em mais ou menos. no final, fica-me a sensação de que o aproveitei até à última gota e que apesar de não raras terem sido as vezes em que senti estar a andar para trás, vejo agora por mim que estou alguns passos à frente da casa em que deixei o meu "jogo" no ano passado. não vou eleger nada, não vou isolar momentos, muito menos descrevê-los. houve muitos, sei-os de cor. "i blame you, i thank you..... yeah you come to mind..."

terça-feira, dezembro 27, 2005

under pressure....

o nível de agressividade de certas pessoas é de tal maneira elevado, que mesmo não sendo nada connosco, trazemos para casa as radiações que apanhamos sem querer e por tabela. perante isto... o mau feitio de que me "acusam" é coisa de amadores. e não sendo nada connosco, há coisas que não devíamos ter de presenciar. nem ver nem ouvir.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

feliz natal

troco um pc por uma lareira e um telemóvel por um livro e cinco revistas. se for para mim não estou, estou muito ocupada a enganar o frio do interior. feliz natal.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

vício....

"(...) i'll do graffiti if you sing to me in french (...)"
voltei a ouvir isto no fim de semana e esta frase não me sai da cabeça desde segunda-feira. talvez seja um sinal para voltar a paris. vou acreditar que sim.

separate ways....

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o regresso de teddy thompson. a lista de espera por enquanto é longa... talvez não fosse má ideia deixar isto para mais tarde porque a espera na autoestrada também será longa com certeza. é hoje que chego atrasada à "tropa"...... e nem de propósito lembro-me de repente que o single que ficou do primeiro álbum chamava-se "wake up". talvez seja melhor.

sábado, dezembro 17, 2005

in search of...

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the difference it makes.....

sábado de manhã. volto a sentir aquela calma rara que no resto dos dias penso para mim que só os outros sentem. é raro sentir-me assim, sem ansiedades, aceleramentos cardíacos, instabilidades. o melhor de tudo é que estou assim por estar. não consigo dar-lhe um motivo, chamar-lhe um nome, talvez o meu. está sol, céu azul, ninguém em casa, eu e o meu ritmo apenas. volto a lembrar-me de como gostava de estar sozinha, de como aquele sossego me descansava a cabeça. quero acreditar que vou redescobrir tudo isso, estou a começar a gostar da ideia. ponho a música mais alta, sempre a mesma, the difference it makes, mfa, de momento não me interessa o resto, a única coisa que me faz aterrar é o frio que sinto nos pés. não há diferença nenhuma... vivemos todos o mesmo, uns mais depressa que os outros, outros mais intensamente que outros. vamos vivendo. e vistas bem as coisas queremos todos o mesmo, temos medos iguais, precisamos de ouvir as mesma palavras, ter as mesmas certezas, todos queremos... tudo. que se lixe. eu também quero, sempre quis. é essa a diferença.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

no answer.....

o meu espírito natalício este ano não fala comigo. nem uma palavra. talvez seja melhor ligar-lhe e ver o que se passa.