segunda-feira, fevereiro 06, 2006

mentiras piedosas...

não pode ser já segunda-feira... digam-me que é sábado de manhã e que me posso virar para o outro lado e continuar a dormir. eu depois justifico a falta. é carnaval...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

smells like teen spirit......

o cheiro a éter tem em mim um poder vitalício. como a tal comparação com o saber andar de bicicleta. não se esquece. por mais anos que consiga manter-me afastada de um hospital, de um centro de saúde, de um consultório, de um médico, quando o confronto se torna por demais inadiável, volta tudo à memória. não sei bem o quê, mas volta. o embrulho no estômago, as tonturas e uma dor de cabeça desce sobre mim qual relâmpago. e tento animar-me pensando adeus até ao meu regresso, e que para a próxima será diferente, mas a verdade é que isto com o tempo não melhora... diz quem sabe que é um trauma de infância que me habita o subconsciente e que portanto se manifesta quando menos espero. a sensação, desdramatizando, é um pouco como quando numa ementa vejo sopa de cenoura aliada a carne à jardineira. odeio esta iguaria, mas não desgosto de sopa de cenoura. basta, no entanto, ver um prato aliado ao outro para que me caiam mal mesmo sem os comer. e eu nem sofro do estômago. era esta a ementa das segundas-feiras na minha escola primária. e cada vez que vejo estes pratos vem me de imediato à memória a imagem do refeitório, os gritos da ivone que nos assustou durante anos com a ameaça "se vomitam comem o vomitado", e os bolsos da minha bata verde e dos meus colegas cheios de bocados de carne embrulhados em guardanapos que nos encarregávamos de depositar discretamente à saída nos caixotes de lixo espalhados pela escola no percurso que fazíamos até ao recreio para o intervalo da hora de almoço. digo hoje com orgulho que desde então nunca mais comi jardineira. quanto ao éter... amanhã logo se vê...

where is the..... luck?

pelas minhas contas e face à conjuntura emocional que se atravessa há uma coisa que não consigo perceber... como é que ainda não saíu o euromilhões a ninguém? eu não conto para a estatística porque nunca joguei e, aliás, só me lembro que tal coisa existe desde que lido de perto com um verdadeiro aficionado das cruzes, que volta não volta me pede que atire uns números para o ar. e faço-o sem consciência das consequência que uma acção descomprometida como essa pode ter no final da semana. os valores de que oiço falar são de tal ordem, que nem me dou ao trabalho de os tentar converter à escala real. isto é, de pensar por exemplo em quantos t2 se traduziria a avultada quantia, em quantos meses passados em viagem, em quantos metros de consumo desmedido se estenderiam tantos euros na minha vida. e perdoem-me por referir apenas exemplos consumistas e voltados para o próprio umbigo, mas também não interessa a ninguém saber os nomes daqueles a quem eu faria chorudos depósitos nas respectivas contas bancárias sem aviso prévio. também não seriam muitos.
agora que penso nisto, chego à conclusão que gosto tanto de não ligar ao euromilhões como gosto de não ligar ao futebol. são coisas que exigem uma fé tremenda e uma dedicação incondicional e por conseguinte um desgaste emocional com que não me apetecia ter de lidar todas as semanas, ou em relação ao futebol, diariamente. já me chega o resto. mesmo sem os milhões vai-se fazendo rendo o euro. agora que nao entendo como é que o prémio não sai a ninguém, isso não entendo... já nem os ditados populares, são o que eram...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

slightly....

já dou por mim a trocar os nomes. a questionar se andarei a ouvir mal, se as disfunções estão todas comigo. i'm going slightly mad. e ao fim do dia, quando faço um rewind mental só me dá para rir. e penso agora a frio que o melhor será começar a pôr por escrito as minhas vivências dos últimos meses porque nem eu vou acreditar que nisto daqui a uns tempos quando alguém, entre risos, mas sabendo do impacto da altura, me lembrar deste e daquele episódio. e afinal de contas, precisarei eu desta loucura... a dobrar? over and over again, preciso de me dizer isto muitas, muitas vezes, até já não me poder ouvir para ver se acordo de vez, para ver se saio da encruzilhada. começo finalmente a perceber que nao é um beco sem saída. há, aliás, várias saídas, e uma já eu percebi onde está. and again.... i'm going slightly mad... é para isto que serve um blog?

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

lesson nº1.......

um email pode fazer toda a diferença.
uma frase pode abrir uma série de novas perspectivas.
um objectivo a curto prazo pode cortar de imediato a angústia do longo prazo.
e se eu perceber de repente que não são só os outros que se podem libertar num repente daquilo que não lhes faz bem?
preciso que mo digam mais uma vez. algém que não me conheça. talvez uma "beca marada". não preciso disto. and now..... for something completely different. let's have a nice day for ourselves.

domingo, janeiro 29, 2006

colder.......

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"cold december" é a música que descreve o meu dia de hoje. faz-me lembrar os vessels, tenho de voltar a ouvi-los um dia deste. mais uma tangueta que me preenche não seu bem porquê. ideal para um dia como este.

queixo-me porque é domingo. queixo-me porque está um dia cinzento daqueles que odeio com todas as minhas forças. queixo-me porque chove torrencialmente de lado porque, volto a queixar-me, também está vento. e frio. para além disto tudo, amanhã é segunda-feira. e num todos estes pensamentos se apagam. está a nevar. a mesa do almoço de repente fica vazia e estamos todos a olhar pela janela como se olhássemos para a vista das traseiras pela primeira vez. uma alegria conjunta inexplicável. os telefones começam a tocar, a notícia espalha-se depressa, parece que somos todos invadidos pela mesma esperança que nos conforta no primeiro dia do ano. a alegria da novidade. o dia continua cinzento, o chão molhado, o domingo está cada vez mais próximo da segunda-feira. mas a neve dá um tom diferente a toda a conjuntura.

the ideal crash.......

faltou a luz cá em casa agora mesmo. estava a escrever há minutos, poucos, mas os suficientes para ter revelado mais do que no dia seguinte iria querer ter revelado. e como há alturas em que ainda consigo ter o bom senso de não cair no mesmo erro duas vezes, não vou sequer tentar reproduzir as linhas perdidas. fez-me bem a tarde de ontem, tem me feito bem ouvir certas coisas, histórias que se cruzam. historias que se tocam de uma maneira assustadoramente semelhante e que me permitem observar-me de fora sem que me queira reconhecer.

olho para trás e vejo tudo tão nítido... sinto-me como se tivesse chegado a um sítio desconhecido cheia de certezas em relação a mim, as certezas próprias da idade em que acreditamos ter o mundo controlado nas nossas mãos, e de repente... é como se tivesse começado a ser desconstruída por aqueles com que me fui cruzando. deixei de me sentir como um todo, a duvidar de tudo e ao olhar para mim comecei a ver-me como um conjunto de várias partes que fui separando sem me aperceber, e que a pouco e pouco deixei de saber se haviam estado no sítio certo até então. hoje em dia sei que nao há uma solução para o puzzle. moldamo-lo como bem entendemos. as peças hoje estão não só mais do que separadas, as minhas, estão completamente baralhadas. sinto que me desconjunturei nos últimos anos e não faço ideia como pôr ordem na mesa outra vez. não encontro as peças dos cantos, muito menos reconheço semelhanças entre duas peças que sejam, de modo a que as possa voltar a unir.

o idealismo de outros tempos? é meu. desmontou-se, sim, e continua a desmontar-se todos os dias, mas continuo a conseguir reconstruí-lo ao fim do dia. é meu.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

easy me.......

não escrevo. porque me revelo sempre demais. mais do que aquilo que gosto que saibas de mim, mais do que aquilo que julgo que ainda não conheces. gosto de pensar que não me conheces, mas gosto mais ainda de chegar à conclusão que afinal estou redondamente enganada. que finalmente fui capaz de confiar em alguém ao ponto de te confidenciar tudo o que te contei a meu respeito e não me sentir menos rica por isso. ao ponto de me sentir tão à vontade para rir como para chorar ao pé de ti, para te mostrar o meu lado mais doce como o mais agressivo, para agir contigo sem ter de pensar primeiro.

não escrevo. escreveríamos todos o mesmo. não há originalidade em certos assuntos. os lugares-comuns tornam-se tão familiares como a própria casa, as frases feitas ganham uma dimensão e uma clareza nunca antes descoberta. e a procura de uma saída faz-nos olhar para tudo com olhos de ver, com uma atenção redobrada e coisas por onde já passámos os olhos dezenas de vezes parecem então ganhar um novo significado, agora dirigido a nós, escrito a pensar em nós, inspirado em nós. tudo em função do que sentimos na altura.

o nosso mundo é pequenino. torna-se ainda mais ridículo quando sentimos que sofremos mais do que os outros. e mais uma vez, não há volta a dar, todos passamos por isso, todos sentimos que temos uma vida mais complicada que os outro. e temos. porque são os nossos problemas que temos de resolver e não os do vizinho. e mais uma vez caí sem pára-queds do meu mundo, aquele que não existe, para me confrontar a sós com o meu egoísmo, e mais uma vez me deixo derrubar por uma imagem de mim que não me agrada. mas sem outro remédio possível volto a dar a volta por cima. nada de mais. apenas mais uma vitória pessoal.

quem disse que era facil?

domingo, janeiro 22, 2006

2nd step.....

Burn it down till the embers smoke on the ground
And start new when your heart is an empty room
With walls of the deepest blue

Home's face: how it ages when you're away
Spring blooms and you find the love that's true
But you don't know what now to do
Cause the chase is all you know
And she stopped running months ago

And all you see
Is where else you could be
When you're at home
Out on the street
Are so many possibilities
To not be alone

The flames and smoke climbed out of every window
And disappeared with everything that you held dear
And you shed not a single tear for the things that you didn't need
'Cause you knew you were finally free

'Cause all you see is where else you could be when you're at home
Out on the street are so many possibilities to not be alone

And all you see is where else you could be
When you're at home
There on the street are so many possibilities to not be alone

domingo, janeiro 15, 2006

.....

It's way too late to be this locked inside ourselves
The trouble is that you're in love with someone else
It should be me. Oh, it should be me
Your sacred parts, your getaways
You come along on summer days
Tenderly, tastefully

And so may, we make time
Try to find somebody else
This place is mine

You said today, you know exactly how I feel
I had my doubts little girl
I'm in love with something real
It could be me, that's changing


And so may, we make time
To try and find somebody else
Who has a line

Now seasoned with health
Two lovers walk on lakeside mile
Try pleasing with stealth, rodeo
See what stands long ending fast

Oh, how I love you in the evenings
When we are sleeping
We are sleeping. Oh, we are sleeping

And so may, we make time
We try to find somebody else
Who has a line

Now seasoned with health
Two lovers walk a lakeside mile
Try pleasing with stealth, rodeo
See what stands long, oh ending fast

terça-feira, janeiro 03, 2006

straight ahead......

a semana começa para mim com dois vícios vindos não sei de onde e que procuro a todo o custo ver como mensagens de ano novo. um chama-se hung up e o outro riot radio.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

all the best...

a quente digo que 2005 foi um ano péssimo. não foi. antes foi um ano de extremos, com momentos muito bons e muito maus. acho que não houve sequer um mês avaliado em mais ou menos. no final, fica-me a sensação de que o aproveitei até à última gota e que apesar de não raras terem sido as vezes em que senti estar a andar para trás, vejo agora por mim que estou alguns passos à frente da casa em que deixei o meu "jogo" no ano passado. não vou eleger nada, não vou isolar momentos, muito menos descrevê-los. houve muitos, sei-os de cor. "i blame you, i thank you..... yeah you come to mind..."

terça-feira, dezembro 27, 2005

under pressure....

o nível de agressividade de certas pessoas é de tal maneira elevado, que mesmo não sendo nada connosco, trazemos para casa as radiações que apanhamos sem querer e por tabela. perante isto... o mau feitio de que me "acusam" é coisa de amadores. e não sendo nada connosco, há coisas que não devíamos ter de presenciar. nem ver nem ouvir.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

feliz natal

troco um pc por uma lareira e um telemóvel por um livro e cinco revistas. se for para mim não estou, estou muito ocupada a enganar o frio do interior. feliz natal.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

vício....

"(...) i'll do graffiti if you sing to me in french (...)"
voltei a ouvir isto no fim de semana e esta frase não me sai da cabeça desde segunda-feira. talvez seja um sinal para voltar a paris. vou acreditar que sim.

separate ways....

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o regresso de teddy thompson. a lista de espera por enquanto é longa... talvez não fosse má ideia deixar isto para mais tarde porque a espera na autoestrada também será longa com certeza. é hoje que chego atrasada à "tropa"...... e nem de propósito lembro-me de repente que o single que ficou do primeiro álbum chamava-se "wake up". talvez seja melhor.

sábado, dezembro 17, 2005

in search of...

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the difference it makes.....

sábado de manhã. volto a sentir aquela calma rara que no resto dos dias penso para mim que só os outros sentem. é raro sentir-me assim, sem ansiedades, aceleramentos cardíacos, instabilidades. o melhor de tudo é que estou assim por estar. não consigo dar-lhe um motivo, chamar-lhe um nome, talvez o meu. está sol, céu azul, ninguém em casa, eu e o meu ritmo apenas. volto a lembrar-me de como gostava de estar sozinha, de como aquele sossego me descansava a cabeça. quero acreditar que vou redescobrir tudo isso, estou a começar a gostar da ideia. ponho a música mais alta, sempre a mesma, the difference it makes, mfa, de momento não me interessa o resto, a única coisa que me faz aterrar é o frio que sinto nos pés. não há diferença nenhuma... vivemos todos o mesmo, uns mais depressa que os outros, outros mais intensamente que outros. vamos vivendo. e vistas bem as coisas queremos todos o mesmo, temos medos iguais, precisamos de ouvir as mesma palavras, ter as mesmas certezas, todos queremos... tudo. que se lixe. eu também quero, sempre quis. é essa a diferença.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

no answer.....

o meu espírito natalício este ano não fala comigo. nem uma palavra. talvez seja melhor ligar-lhe e ver o que se passa.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

memory lane.......

é desta... é desta que começo a tomar as ampolas para a memória, ou falta dela, já nem sei... o facto de fechar o carro com as chaves lá dentro numa base temporal regular, pode ainda não ter sido suficiente para que tivesse ido comprar as benditas ampolas. os acessos de fúria da entidade patronal por esquecimentos relacionados com telefonemas, podem não me ter ainda intimidado o suficiente para me dirigir à farmácia mais próxima. a frustração de acordar ao fim de semana às oito da manhã com o cantar de galo do despertador que sistematicamente me esqueço de desligar, não me fez sequer ponderar que poderei ter um problema de "sucessivos esquecimentos" precoce. no entanto... é desta que compro as ampolas! quanto mais não seja para não me voltar a esquecer que esta neura é sol de pouca dura e que lá para quinta, o mais tardar, já nem sequer me lembro do mau humor com que comecei a semana. já nem sequer me lembro de metade das coisas que neste momento me fazem ver problemas em cada virar de esquina e o fim do mundo aqui tão perto. e mesmo assim, a neura é tal que ainda nem me consigo rir de mim, nem achar ridículo que mais uma vez esteja a cair neste mau feitio, sabendo de antemão que tudo o que desde manhã me tem feito roer as unhas e pensar que só me apetece dormir e que ninguém me diga nada e que hoje é melhor que não haja gritarias é, por assim dizer, "tudo a fingir". a para ajudar, claro que não pude dormir o que precisava e me apetecia, claro que houve palpites a torto e a direito, claro que houve gritarias como se não houvesse amanhã, e nada disto foi a fingir como "os meus problemas". já devia ter comprado as ampolas há que tempos... não se perde tudo... pode ser que me esqueça entretanto que hoje estou insuportável. e dormir talvez não fosse má ideia...

zzzzzzzz......

quem é que se esqueceu de encomendar o feriado para hoje? ou melhor... pensando bem... hoje não devia ser domingo?

sexta-feira, dezembro 09, 2005

auto-advising....

acorda. para deixares de acordar à noite, tens de acordar de uma vez por todas. mentaliza-te que as coisas são mesmo assim, e que já é tempo de as começares a ver como elas são e não como querias que fossem ou como em tempos foram. esquece. sem os sentimentos de vítima nuclear e o medo escuro de quem desconhece, todos, antes com a força de quem aguenta o que for preciso para dar a volta e seguir em frente com a certeza de que o que está para vir é sempre melhor do que o que lá vai. convence-te de que consegues estar bem, só por estar, só por ti, e que não são os outros que te condicionam o estado de espírito em primeira instância. acredita quando te dizem que tens muita força, apesar de achares que são os outnros que andam enganados, e que tu no fundo tens medo não da própria sombra, mas da de todos os outros. e cai de cabeça outra vez já amanhã se for preciso e se assim tiver de ser. e por mais que te custe, sabes o que tens a fazer, não queiras continuar a adiar, não penses em continuar a pôr ideias de lado. abre os olhos, e assim hoje já não voltas a acordas à noite a pensar nisto. tudo o que é demais enjoa.


[era isto que eu precisava de ouvir agora. escrevi-o para mim para assumir um compromisso comigo mesma. de uma manhã com tempo de sobra para arrumar ideias, resultam flashs que me fazem conseguir olhar de fora para o que se passa à minha volta. que confusão.... parar faz muita falta.]

terça-feira, dezembro 06, 2005

too late.......

apesar do culto visível e instaurado há largos anos em portugal, só ontem vi os deus ao vivo pela primeira vez. uma confiança bem fundada que me escapa por momentos e me faz ver com toda a clareza que faltei às primeiras reuniões e não já vou conseguir apanhar o comboio com facilidade. nem sei se quero. não preciso daquela confiança, não neste campeonato, gosto simplesmente de os observar à distância e ver de fora a familiaridade que tenho com outras bandas. a reacção é a mesma. seja que banda for, volto a confirmar que é de arrepiar ver uma plateia cheia hipnotizada na totalidade pelo que se passa no palco como se não houvesse mais nada nem ninguém à volta.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

deluxe thought.....

depois de tempo indeterminado de abstinência forçada... lembrei-me ontem que este mês já posso perder a cabeça e comprar um disco fora da zona do ponto de exclamação. aliás, decidi agora mesmo que para me compensar do esforço desumano que tive de fazer para me levantar esta manhã de segunda-feira horrível, depois do andamento do fim de semana, vou dar-me ao luxo de comprar um por semana. pela net, claro. centros comerciais nesta época, quem os quiser que os compre. devo ter a mania.

sábado, dezembro 03, 2005

weekend thought.........

eu levo o disco com as melhores air songs que me lembrar. tu escolhes o carro, de preferência já sem janelas, e tratas do aluguer. depois logo vemos como atravessamos o atlântico.

day by day......

é habitualmente no regresso a casa ao final do dia, enquanto percorro a marginal já de noite e sem trânsito no sentido cascais-lisboa, que me apetece escrever. se a música ganha outra força quando é ouvida no carro, quando é escutada na marginal essa força aumenta. a altura é ideal para arrumar ideias. aperceber-me, por exemplo, que por mais de mil vezes que tenha percorrido a marginal ao volante, todas as imagens que dali guardava mostravam o mar de dia e de verão. apercebi-me também que de há uns dias para cá a marginal ao volante deixou de ser a minha terapia anti-neura e passou a fazer parte do dia-a-dia. da rotina. achei que ia ser uma boa maneira de começar a ver a rotina com bons olhos, mas agora já não sei... apercebi-me que há dias em que ali passo no regresso a casa e nem reparo no que se estende do meu lado direito. como se ao meu lado não existisse mais nada que não alcatrão. mas a marginal nao é uma autoestrada nem uma 2ª circular, não pode ser percorrida em piloto automático. por tudo e mais alguma coisa. porque há momentos do dia que não se podem deixar passar ao lado, sobretudo de manhã. uma música ouvida debaixo da luz certa pode fornecer a calma necessária para chegar ao fim do dia com a confiança que precisamos para aprender a gostar da rotina. e eu preciso disso.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

learning to fly.......

o tempo agora passa a correr. passou mais uma semana e reparo que voltei a não fazer os devidos telefonemas nem as prometidas visitas... já lá vai um mês desde que regressei à base, desde que me meti nestes altos voos, e parece que ainda ontem via os sorrisos cépticos a dizer "não te dou dois dias...". que já ninguém dá nada a ninguém eu sei, há então que tirar o devido proveito de tudo o que vai aparecendo e perceber que há afinal muitas frases feitas que fazem todo o sentido. não as vou dizer. a aprendizagem é interior, é muito pessoal, e por vezes é tão dolorosa quanto valiosa. é, como dizia eu ontem à noite à mania do nuorte, a altura ideal para perceber finalmente a importância de relativizar a importância das coisas. e quanto a isso, parece que vou ficar com a escola toda. já os professores de matemática o diziam no tempo de nossos avós... não há como aprender através de exemplos práticos. a bem ou a mal, a aprendizagem é diária.


Orelhas de Burro:

tom petty & the heartbreakers - it'll all work out

domingo, novembro 20, 2005

o domingo de manhã existe.....

depois de escassas horas de sono e de um difícil e chuvoso acordar de domingo com hora marcada, oiço na radar uma sequência musical que me faz confirmar por duas vezes se é mesmo o rádio que está a tocar e não uma qualquer cassete esquecida no play... still in love song (the stills), a man needs to be told (the charlatans), sunshine (handsome boy modeling school feat sean lennon). três músicas que devo ter ouvido compulsiva e diariamente durante largas semanas, cada uma a seu tempo, sem que tenha chegado à fase do enjoo matinal. nunca as tinha ouvido em sequência, e só por isso já não amaldiçoarei mais este deprimente domingo. os nerd ficam agora a tocar enquanto vou ali já venho.

sábado, novembro 19, 2005

elizabethtown...... ideias ao vento

o filme é tão simples como a letra do don't i hold you. daqueles em que torces desde o início para que as personagens se entendam e sejam felizes. daqueles em que involuntariamente dás por ti a dar ordens às personagens para que se deixem de tretas e assumam de uma vez o que sentem e digam o que pensam abertamente e sem medo de lidar com a rejeição. daqueles filmes em que consegues ver de fora a tua própria história, só que ali parece tudo mais fácil. o que significa que afinal és tu quem complica a tua vida. falo por mim. porque afinal de contas é tudo tão simples.... ou podia ser. inventamos refúgios, distâncias, histórias, tudo para evitar, por antecipação, o sofrimento. e em que é que resulta tudo isso? em sofrimento, precisamente. não vivemos o que tem de ser vivido, ou pelo mentos tentado. temos medo. de quê não consigo perceber, mas temos sempre medo de expor mais do que aquilo que os outros vêem de fora. e qual é o interesse de guardar tudo para nós? nenhum. não deixamos que ns toquem, temos medo de tocar, tudo em busca de uma segurança que não existe, nem vai existir, e acabamos ironicamente a viver numa insegurança tremenda e a achar que só nós é que sentimos tudo isto. somos todos iguais. um poço de inseguranças, mais ou menos disfarçadas, mais ou menos assumidas. temos quanto muito momentos, fases de alguma segurança e auto-confiança, mas somos por natureza inseguros, e precisamos felizmente dos outros para que essas fases de confiança perdurem. e digo felizmente porque penso que se assim não fosse acabávamos todos isolados, cada um para seu lado, a curtir as próprias certezas e na ignorância do lema do "não preciso de ninguém". foi nisto tudo que o filme me deixou a pensar.

letras....

tenho para mim que a transcrição de letras de músicas para aqui é completamente inútil. chego a tal conclusão, baseada no facto de que normalmente as letras que escolho mostrar aqui já eu as sei de cor, e ninguém mais as lê. eu faço isso nos blogs alheios. leios as primeiras linhas e vou à minha vida. o que me diz uma música a mim, não dirá a mais ninguém que aqui venha. talvez a mais uma ou duas pessoas, digo eu. mais que isso, não me parece. tal como as músicas de que os outros falam não me tocam nem de longe nem de perto da mesma maneira. cada um tem as suas. o importante neste tipo de leituras é perceber que na altura da leitura da letra de uma música, quem para ali a transcreveu, tê-lo-á feito porque quando ouve aquela canção sente por ela o mesmo, ou alguma coisa parecida (claro que as situações são sempre diferentes, os sentimentos é que nem por isso...) com o que sentimos nós quando nos apetece transcreve-la também.

e tudo isto, para no fim de contas dizer que afinal a letra que hoje me deu para dissecar nem tem nada de especial. é uma constatação triste, que infelizmente qualquer um de nós podia ter escrito também, e talvez até já tenha escrito por outras palavras, pelas mesmas até... sendo assim, explico a transcrição de outra maneira. como não sei passar para aqui a música, passei a letra. porque nesta música, é a melodia que me ataca directamente o estômago. continua a ter esse efeito ao fim destes anos todos e a levar-me a uma nostalgia que não sei ou não quero saber explicar desde a primeira vez que a ouvi e agora mais do que nunca. faz-me fixar o olhar no infinito, não penso em nada, não quero pensar em nada, apenas tentar perceber como pode uma música ter um efeito físico assim. lembro-me agora que um dia dei início a uma lista de canções que me provocam efeitos secundários semelhantes... mantive-a durante algum tempo, mas infelizmente não só não lhe a devida continuidade como não faço ideia onde a guardei. sei que esta era uma delas.

no filme elizabethtown, a claire escreve ao drew que há músicas que precisam de ar... na imagem, drew guia um descapotável em dia de sol por uma qualquer estrada americana ao som de don't i hold you dos wheat. completamente de acordo.

air music.......

don't i hold you like you want to be held
and don't i treat you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way

don't i hold you like you want to be held
don't i please you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
and wasting too much time
don't i
don't i hold you like you want

by wheat - hope and adams - 1999
e agora recuperado para a banda sonora do filme elizabethtown, do cameron crowe

segunda-feira, novembro 14, 2005

zzzzzzzzzzzz....

é segunda-feira. não devia haver vida a esta hora... para a semana ninguém se levanta.

domingo, novembro 13, 2005

breaking...

... the sounds of silence.

changes are no good........

voltei ao chocolate dos snow patrol. esta canção marcou uma época chata da minha curta existência porque insisti em ouvi-la em dias menos felizes, mas nem assim se estragou. Quero com isto dizer que continuo a gostar de a ouvir em modo pescadinha de rabo na boca. ainda que nao a associe a tempos menos bons, dá-me que pensar. e dou por mim a pensar que tantas foram as vezes que disse que não podia com rotinas, que hoje não me devia queixar do carrossel que anda a minha vida. de há uns meses para cá a agitação tem sido constante, mas só agora que olho para trás com mais atenção, reparo na quantidade de mudanças que ocorreram em tão pouco tempo. não admira que a velocidade mental ande ao ritmo que anda. falando bem e depressa, está tudo em alvoroço, numa ebulição tremenda, que não me deixa parar mesmo que me esforce por isso, e mesmo que me obrigue a travar à força. e ainda assim, continuo a dormir o sono dos justos e a sentir que tudo está a mudar para melhor. pronto. percebi a mensagem. a rotina faz parte. é essencial à sanidade mental de qualquer pessoa, por mais irregular que seja, por mais irregular que eu seja. preciso de parar. por pouco tempo que seja, preciso de parar. o quê, só eu sei... não aguento mais andar às voltas, não aguento mais manter este ritmo, preciso de abrandar, ficar para trás se for preciso. preciso de encontrar a velocidade certa. e por uma vez que seja, sai-me o desabafo... changes are no good. amanhã já não penso assim. mudar sempre foi bom. sempre foi para melhor.

terça-feira, novembro 08, 2005

growing pains....

parecendo difícil, não é nada fácil...
é só.

sexta-feira, novembro 04, 2005

light therapy......

sexta-feira... e apesar do chão molhado o sol brilha ao abrir dos estores. depois de uma curta mas esclarecedora conversa com a almofada, a neura da chuva promete tentar regressar apenas na segunda-feira, proporcionando-me um fim de semana descontraído e impecábel. das lições de música moderna surge o regresso ao nome pigeonhead, e por arrastamento a shawn smith, e aos brad também de stone gossard. e se regresso aos brad, regresso a shinin'. fico contente por perceber que consigo regressar a isto sem que uma qualquer indisposição de menor estabilidade emocional me afecte o estômago da mesma maneira.


orelhas de burro:


looking out for your way of life
looking out for your way of love

walking tall, in the light
moving forward with time to kill
moving forward was such a thrill
who's to say if we ever make it home alive

cuz the captain's here with all his dice
and you would swear this is paradise
the word on the street is that everybody's in the mood
the four on the floor at the sound of dawn
beating point to the break of dawn

tell me now, doesn't that sound alright?
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
(don't you know)
everybody's feelin' alright

living free is the way to be
living free is our destiny
don't let anyone tell you any different
cuz man is meant to be whole
not kicked around, bought, and sold
i'll tell you something now
in the end you'll see

the four on the floor at the sound of dawn
beating point until the break of dawn
tell me now, doesn't that sound alright?
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
(don't you know?)
everybody's feelin' alright

looking out for your way of life
looking out for your way of love
looking out for your way of life



brad - shinin'- welcome to discovery park - 2002

quarta-feira, novembro 02, 2005

boy kill boy.....



o burro ao contrário...


orelhas de burro:

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o single e não só... temas dispersos que soam bem na marginal. tanguetas com mais ou menos guitarra, não interessa, o vício está instalado desde ontem à noite, e ficará pelo menos durante o resto da semana. boy kill boy. e pelo meio uma lição de história da música a remontar aos anos setenta que me faz voltar a questionar uma série de coisas que tenho de voltar a pôr de lado rapidamente... tenho horas.

sábado, outubro 22, 2005

deixo norte-sul.....

a cabeça ainda viaja a norte. engraçado que enquanto lá estive, esteve sempre a sul. quase me atrevia a pôr as mãos no fogo em como amanhã até vou pensar que não me importava de ter de me fazer à estrada a meio da tarde... e só porque já não tenho de o fazer. ou talvez não. a apatia que agora me consome, apesar do sol, e me faz fixar o olhar no infinito, sem que veja quem se atravessa mesmo ao virar da esquina, é fruto de uma tentativa, por enquanto mal sucedida, de regressar às poucas, mas reais, velhas rotinas lisboetas que há meses tive de largar para me adaptar a outras. a ausência nao foi assim tão longa, mas parece. sei que volto ao andamento anterior de um dia para o outro, o que não significa que o faça de hoje para amanhã. quero encontrar um meio termo. encontrar defesas para não cair já nas arritmias urbanas que me fizeram querer sair do meio da confusão a todo o custo e a um ponto extremo. nao esperar pelo fim do ano para fazer votos de vida nova, como falava há dias em barcelona com os impecábeis depois de uma noite de rock n' roll vermelho e branco (football free), que terminou em sessão de filosofia de borla, de manga curta às 3 da manhã com snacks burger king em bancos de jardim centrais. pretendo continuar com a campanha da descontracção mental/nterior que tanto tempo livre me tem deixado. é impressionante o tempo que se ganha quando se começa a eliminar do dia a dia as unidades de tempo gastas com assuntos que nao dependem de nós para se resolverem. e ainda estou só no começo de actividade... já noto grandes diferenças, mas imagino que lá para os trinta os meus dias rendam o dobro do que rendem actualmente. é essa a intenção, até porque por essa altura conto ter muito mais que fazer do que nos dias que correm... por agora quero parar. dar folga ao telemóvel. regressar a casa, aos sítios do costume, sem ter de esperar pelo fim de semana...

uma saudação especial aos impecábeis do nuorte, que me fizeram sentir em casa este tempo todo, you know who you are.... i'll be back. to you... it's good to be back.


orelhas de burro:



tiefschwarz - eat books - 2005

segunda-feira, outubro 17, 2005

next stop......

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not demon... satan days! not behind... ahead of it.

domingo, outubro 16, 2005

can i have it back some time?

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o disco de viagem por excelência, o disco que completa o verde que contorna as auto-estradas dos ultimos tempos, o disco que me compreende neste momento, e que por isso nao consigo largar. so excuse me if i break my own heart tonight.... after all it is mine... on the road again, but not for long. adivinha-se uma semana colorida a preto e vermelho, animação garantida, rock n' roll em grande plano, tudo para fechar em grande um ciclo tempestuoso e bem vivido que será brevemente renovado. faz parte. faz falta. o desgaste mental do momento nao me deixa ainda pensar com o devido entusiasmo nos dias que se seguem.... reflections days. see you soon.

segunda-feira, outubro 10, 2005

covered.......

....

orelhas de burro para o caminho:


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friends....

dez e meia da manhã debaixo de uma neura monumental... a chuva que nao esperou por terça-feira, a ressaca do fim de semana consumido até à última e que me recuso a aceitar racionalmente que tenha acabado, o regresso, agora, forçado e com hora marcada... a verdadeira razão? os caminhos do subconsciente fruto da conversa "cena fêmea" de ontem à noite em tom de delírio e já mais do que fora d'horas, com o disparate agravado pelo cansaço acumulado de duas noites mal dormidas. admiti-o a mim finalmente, e nem sei porque te contei aquelas cenas se a minha intenção era continuar a negar tudo, mesmo que à vista de alguns já comece a ser evidente. depois de dizer as coisas alto parece que ganham outra dimensão, agora parece que tenho uma obrigação qualquer... sei que tens toda a razão, e quero agir como dizes que tenho de pensar porque nestas coisas as amigas tendem a ter sempre razão, mas não consigo. a consciência, sempre a consciência...... pior, sonhei que segui todos os teus conselhos. o argumento do filme não interessa, nem me lembro sequer se me fez pôr alguma coisa em causa. não interessa. até porque eu, no fundo, não quero pôr nada em causa. ou melhor, não queria precisar de pôr nada em causa. o que não bate certo aqui é que quando acordei admiti à neura o que agora nao quero ainda dizer em voz alta... e depois digo que é da chuva. é melhor assim. isto sou eu a pensar alto.

sábado, outubro 08, 2005

prairie wind...

... e com música assim quem precisa de sair de casa? a nostalgia toma a dianteira, mas a calma é assustadora. há muito que nao me lembro de me sentir assim. e ao mesmo tempo que me reporta a charlottesville, o neil young devolve-me o verde que actualmente me faz pôr muito em causa...

if you follow every dream, you might get lost...
no regresso, a sensação de missão cumprida compensa em tudo.


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neil young - prairie wind

readaptações......

abafado é a palavra que define a readaptação. um mês depois, sinto que não se respira em lisboa. nunca pensei que fosse ser tão evidente, nunca pensei deixar de me sentir em casa em lisboa. as cores mudaram, as dimensões, as noções de espaço e de tempo, o cheiro e a temperatura. não é que prefira dormir com os pés frios, a poder andar de chinelos de manhã â noite. nada disso. gosto do calor do sul. gosto de saber que a marginal está ali ao lado para me curar as neuras que deixei de sentir. cheguei à conclusão que o verde me preenche da mesma maneira que o azul, mas com a água tenho uma história que não tenho com as árvores. talvez venha a ter... é verdade que à chegada já acuso uma ligeira irritação à confusão de santa apolónia, não suporto o cheiro do transito, é verdade que reajo com menos paciência a grandes concentrações de gente, saiam-me da frente, e, o que mais me assustou, é verdade que neste momento me sinto claustrofóbica no meu próprio quarto. é provável que amanhã já me sinta como peixe na água em hora de ponta nas amoreiras, e me esqueça que no fim do mundo o ar puro um dia me fez esquecer o significado do modernismo stress. não me apanhas. e estupidamente dou por mim com receio de sair de casa....

sexta-feira, outubro 07, 2005

trains.....

next stop: porto. destino final: lisboa.
para o caminho, o novo do ryan adams, que há música que soa melhor em viagem, sob pena de trazer à ideia que da próxima o comboio pode sempre ter um destino mais longínquo, mais poeirento, mais laranja, mais sonhado... agora, não para fugir de nada, não para fugir de ninguém, apenas para conhecer e tocar o que mostram os livros, e poder dizer de uma vez por todas se era tudo perfeito apenas enquanto foi impossível, ou se me sinto mesmo em casa por aquelas paragens. no fim do ano era bom, talvez no fim do próximo seja possível. por enquanto, fica a música, que vai proporcionando sistemáticas viagens mentais, sobretudo entre comboios.


orelhas de burro:



ryan adams & the cardinals - jacksonville city nights

doctor, doctor....

estou preocupada. tenho um problema com médicos que não há meio de conseguir enfrentar. como metade da população, não gosto de hospitais, consultórios, cheiro a éter, batas brancas, toucas azuis, e afins. não gosto de ouvir falar de sangue e tenho tendência para desmaiar quando oiço descrições pormenorizadas de operações, feridas, acidentes. posto isto, é evidente que evito todo o tipo de consultas o mais possível. tenho pensado mais no assunto ultimamente porque estou de consulta marcada, e no fundo, acho que tudo se explica numa ideia. não gosto que me analisem. posso ver um médico como alguém que salva vidas, mas também o vejo como alguém que invade a privacidade alheia. não gosto que me tracem o perfil desde que nasci com base numa frase que digo. com base em números, em valores, no que quer que seja. não tenho medo nenhum de agulhas, mas tenho pânico do dia em que me dizem o resultado das análises. já disse que não gosto que me analisem? era só um desabafo.

terça-feira, outubro 04, 2005

a meio gás.....

as minhas pernas ouviram finalmente o despertador. estão a acordar, lentamente, mas estão. cinco dias a todo o gás, com milagres de sobrevivência à mistura, rock n' roll sem parar e reuniões diárias dos "impecábeis". flashes a torto e a direito, as luzes da ribalta, só pode... falharam as obras de arte... depois da nova arte do catering, pode ser que também comece a pintar, nunca se sabe... pinto uma semana de calmaria, se me dão licença. pinto garrafas de água, frescas obviamente, e pinto a lápis para poder apagar. preciso de apagar uma semana inteira.

sexta-feira, setembro 23, 2005

disconnecting.....

chegamos ao porto ao fim da tarde e o sol que se fazia sentir nos skates e bicicletas à entrada da casa da música, à saída já se deixou intimidar novamente pelo nevoeiro. um frio de rachar para o sangue do sul, e calculo que também um pouco desconfortável para quem convive diariamente com tardes cinzentas. casacos de inverno, impermeáveis, gorros circulam perto da praia de matosinhos. reparo que ainda estamos de t-shirt e penso que nunca me vou livrar desta tosse e das dores de garganta enquanto tiver de lidar com estas temperaturas desérticas. durante o dia o calor no minho sufoca, à noite os pés não aquecem... talvez o verbo mude. consegui finalmente trocar os chinelos pelos ténis, sem sentir a típica claustrofobia que ataca os pés no final do verão. manga comprida é que ainda não, que o sol quando bate no verde é mais quente. ainda acabo por comprar o terreno, dizem que sim, que daqui já não saio. não digo que não, nao sei dizer, sinto-me em casa, fazem-me sentir em casa, mas o sim é muito definitivo. tudo em aberto, nada de concreto, vejo no entanto as tão necessárias perspectivas que me devolvem parte da segurança perdida. onde não sei, quando também não, tudo desfocado... por agora consegui pôr as preocupações de lado. milagre. consegui chegar à fase do pensar por etapas. tenho três definidas e depois logo se vê. se for para mim não estou, digam que agora estou a viver. depois ligo.

quarta-feira, setembro 14, 2005

there is comfort in the sound.....

o novo disco dos death cab for cutie é perfeito. tem sido muita a música que tem passado pelo leitor de cds do little mac of jó, onde tenho escrito diariamente desde que regressei à "terra do nunca". quase nada de novo, apenas músicas soltas que trago de lisboa, durante as escassas e fugazes passagens que tento manter regulares, mas não tanto como me pede a vontade. a culpa é minha, e em grande parte tua...
o novo disco dos death cab for cutie é perfeito. chama-se plans. não oiço mais nada com a mesma atenção, nem com a mesma sensação de espanto desde que larguei o porto pela última vez em direcção a lisboa in michael's aeroplane. que tangueta impecábel. o ben gibbard pode cantar o que quiser que eu será sempre perfeito, cante ele o que cantar. com esta voz, pode dizer as maiores aberrações do mundo, que para mim serão sempre verdades universais. se as cantar então, digo que sim, sim, pois, pois, a tudo. em casa, em viagem, da varanda com vista para a "terra do nunca", do fim do mundo. o baluarte também gosta, não tem outro remédio. já dorme ao meu colo.



orelhas de burro:

death cab for cutie - your heart is an empty room

segunda-feira, setembro 12, 2005

she's going the distance...

i'm gonna take a short vacation, meet me at the petrol station, drive with me into temptation... time to go. a sensação do costume... pelo menos não é domingo. if urban pressure gets the better of you, have no fear. if urban pressure gets the better of you, disappear.