sábado, dezembro 03, 2005
day by day......
é habitualmente no regresso a casa ao final do dia, enquanto percorro a marginal já de noite e sem trânsito no sentido cascais-lisboa, que me apetece escrever. se a música ganha outra força quando é ouvida no carro, quando é escutada na marginal essa força aumenta. a altura é ideal para arrumar ideias. aperceber-me, por exemplo, que por mais de mil vezes que tenha percorrido a marginal ao volante, todas as imagens que dali guardava mostravam o mar de dia e de verão. apercebi-me também que de há uns dias para cá a marginal ao volante deixou de ser a minha terapia anti-neura e passou a fazer parte do dia-a-dia. da rotina. achei que ia ser uma boa maneira de começar a ver a rotina com bons olhos, mas agora já não sei... apercebi-me que há dias em que ali passo no regresso a casa e nem reparo no que se estende do meu lado direito. como se ao meu lado não existisse mais nada que não alcatrão. mas a marginal nao é uma autoestrada nem uma 2ª circular, não pode ser percorrida em piloto automático. por tudo e mais alguma coisa. porque há momentos do dia que não se podem deixar passar ao lado, sobretudo de manhã. uma música ouvida debaixo da luz certa pode fornecer a calma necessária para chegar ao fim do dia com a confiança que precisamos para aprender a gostar da rotina. e eu preciso disso.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
learning to fly.......
o tempo agora passa a correr. passou mais uma semana e reparo que voltei a não fazer os devidos telefonemas nem as prometidas visitas... já lá vai um mês desde que regressei à base, desde que me meti nestes altos voos, e parece que ainda ontem via os sorrisos cépticos a dizer "não te dou dois dias...". que já ninguém dá nada a ninguém eu sei, há então que tirar o devido proveito de tudo o que vai aparecendo e perceber que há afinal muitas frases feitas que fazem todo o sentido. não as vou dizer. a aprendizagem é interior, é muito pessoal, e por vezes é tão dolorosa quanto valiosa. é, como dizia eu ontem à noite à mania do nuorte, a altura ideal para perceber finalmente a importância de relativizar a importância das coisas. e quanto a isso, parece que vou ficar com a escola toda. já os professores de matemática o diziam no tempo de nossos avós... não há como aprender através de exemplos práticos. a bem ou a mal, a aprendizagem é diária.
Orelhas de Burro:
tom petty & the heartbreakers - it'll all work out
Orelhas de Burro:
tom petty & the heartbreakers - it'll all work out
domingo, novembro 20, 2005
o domingo de manhã existe.....
depois de escassas horas de sono e de um difícil e chuvoso acordar de domingo com hora marcada, oiço na radar uma sequência musical que me faz confirmar por duas vezes se é mesmo o rádio que está a tocar e não uma qualquer cassete esquecida no play... still in love song (the stills), a man needs to be told (the charlatans), sunshine (handsome boy modeling school feat sean lennon). três músicas que devo ter ouvido compulsiva e diariamente durante largas semanas, cada uma a seu tempo, sem que tenha chegado à fase do enjoo matinal. nunca as tinha ouvido em sequência, e só por isso já não amaldiçoarei mais este deprimente domingo. os nerd ficam agora a tocar enquanto vou ali já venho.
sábado, novembro 19, 2005
elizabethtown...... ideias ao vento
o filme é tão simples como a letra do don't i hold you. daqueles em que torces desde o início para que as personagens se entendam e sejam felizes. daqueles em que involuntariamente dás por ti a dar ordens às personagens para que se deixem de tretas e assumam de uma vez o que sentem e digam o que pensam abertamente e sem medo de lidar com a rejeição. daqueles filmes em que consegues ver de fora a tua própria história, só que ali parece tudo mais fácil. o que significa que afinal és tu quem complica a tua vida. falo por mim. porque afinal de contas é tudo tão simples.... ou podia ser. inventamos refúgios, distâncias, histórias, tudo para evitar, por antecipação, o sofrimento. e em que é que resulta tudo isso? em sofrimento, precisamente. não vivemos o que tem de ser vivido, ou pelo mentos tentado. temos medo. de quê não consigo perceber, mas temos sempre medo de expor mais do que aquilo que os outros vêem de fora. e qual é o interesse de guardar tudo para nós? nenhum. não deixamos que ns toquem, temos medo de tocar, tudo em busca de uma segurança que não existe, nem vai existir, e acabamos ironicamente a viver numa insegurança tremenda e a achar que só nós é que sentimos tudo isto. somos todos iguais. um poço de inseguranças, mais ou menos disfarçadas, mais ou menos assumidas. temos quanto muito momentos, fases de alguma segurança e auto-confiança, mas somos por natureza inseguros, e precisamos felizmente dos outros para que essas fases de confiança perdurem. e digo felizmente porque penso que se assim não fosse acabávamos todos isolados, cada um para seu lado, a curtir as próprias certezas e na ignorância do lema do "não preciso de ninguém". foi nisto tudo que o filme me deixou a pensar.
letras....
tenho para mim que a transcrição de letras de músicas para aqui é completamente inútil. chego a tal conclusão, baseada no facto de que normalmente as letras que escolho mostrar aqui já eu as sei de cor, e ninguém mais as lê. eu faço isso nos blogs alheios. leios as primeiras linhas e vou à minha vida. o que me diz uma música a mim, não dirá a mais ninguém que aqui venha. talvez a mais uma ou duas pessoas, digo eu. mais que isso, não me parece. tal como as músicas de que os outros falam não me tocam nem de longe nem de perto da mesma maneira. cada um tem as suas. o importante neste tipo de leituras é perceber que na altura da leitura da letra de uma música, quem para ali a transcreveu, tê-lo-á feito porque quando ouve aquela canção sente por ela o mesmo, ou alguma coisa parecida (claro que as situações são sempre diferentes, os sentimentos é que nem por isso...) com o que sentimos nós quando nos apetece transcreve-la também.
e tudo isto, para no fim de contas dizer que afinal a letra que hoje me deu para dissecar nem tem nada de especial. é uma constatação triste, que infelizmente qualquer um de nós podia ter escrito também, e talvez até já tenha escrito por outras palavras, pelas mesmas até... sendo assim, explico a transcrição de outra maneira. como não sei passar para aqui a música, passei a letra. porque nesta música, é a melodia que me ataca directamente o estômago. continua a ter esse efeito ao fim destes anos todos e a levar-me a uma nostalgia que não sei ou não quero saber explicar desde a primeira vez que a ouvi e agora mais do que nunca. faz-me fixar o olhar no infinito, não penso em nada, não quero pensar em nada, apenas tentar perceber como pode uma música ter um efeito físico assim. lembro-me agora que um dia dei início a uma lista de canções que me provocam efeitos secundários semelhantes... mantive-a durante algum tempo, mas infelizmente não só não lhe a devida continuidade como não faço ideia onde a guardei. sei que esta era uma delas.
no filme elizabethtown, a claire escreve ao drew que há músicas que precisam de ar... na imagem, drew guia um descapotável em dia de sol por uma qualquer estrada americana ao som de don't i hold you dos wheat. completamente de acordo.
e tudo isto, para no fim de contas dizer que afinal a letra que hoje me deu para dissecar nem tem nada de especial. é uma constatação triste, que infelizmente qualquer um de nós podia ter escrito também, e talvez até já tenha escrito por outras palavras, pelas mesmas até... sendo assim, explico a transcrição de outra maneira. como não sei passar para aqui a música, passei a letra. porque nesta música, é a melodia que me ataca directamente o estômago. continua a ter esse efeito ao fim destes anos todos e a levar-me a uma nostalgia que não sei ou não quero saber explicar desde a primeira vez que a ouvi e agora mais do que nunca. faz-me fixar o olhar no infinito, não penso em nada, não quero pensar em nada, apenas tentar perceber como pode uma música ter um efeito físico assim. lembro-me agora que um dia dei início a uma lista de canções que me provocam efeitos secundários semelhantes... mantive-a durante algum tempo, mas infelizmente não só não lhe a devida continuidade como não faço ideia onde a guardei. sei que esta era uma delas.
no filme elizabethtown, a claire escreve ao drew que há músicas que precisam de ar... na imagem, drew guia um descapotável em dia de sol por uma qualquer estrada americana ao som de don't i hold you dos wheat. completamente de acordo.
air music.......
don't i hold you like you want to be held
and don't i treat you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
don't i hold you like you want to be held
don't i please you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
and wasting too much time
don't i
don't i hold you like you want
by wheat - hope and adams - 1999
e agora recuperado para a banda sonora do filme elizabethtown, do cameron crowe
and don't i treat you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
don't i hold you like you want to be held
don't i please you like you want
and don't i love you like you want to be loved
and you're running away
and what's your name
like i'm in the way
and wasting too much time
don't i
don't i hold you like you want
by wheat - hope and adams - 1999
e agora recuperado para a banda sonora do filme elizabethtown, do cameron crowe
segunda-feira, novembro 14, 2005
zzzzzzzzzzzz....
é segunda-feira. não devia haver vida a esta hora... para a semana ninguém se levanta.
domingo, novembro 13, 2005
changes are no good........
voltei ao chocolate dos snow patrol. esta canção marcou uma época chata da minha curta existência porque insisti em ouvi-la em dias menos felizes, mas nem assim se estragou. Quero com isto dizer que continuo a gostar de a ouvir em modo pescadinha de rabo na boca. ainda que nao a associe a tempos menos bons, dá-me que pensar. e dou por mim a pensar que tantas foram as vezes que disse que não podia com rotinas, que hoje não me devia queixar do carrossel que anda a minha vida. de há uns meses para cá a agitação tem sido constante, mas só agora que olho para trás com mais atenção, reparo na quantidade de mudanças que ocorreram em tão pouco tempo. não admira que a velocidade mental ande ao ritmo que anda. falando bem e depressa, está tudo em alvoroço, numa ebulição tremenda, que não me deixa parar mesmo que me esforce por isso, e mesmo que me obrigue a travar à força. e ainda assim, continuo a dormir o sono dos justos e a sentir que tudo está a mudar para melhor. pronto. percebi a mensagem. a rotina faz parte. é essencial à sanidade mental de qualquer pessoa, por mais irregular que seja, por mais irregular que eu seja. preciso de parar. por pouco tempo que seja, preciso de parar. o quê, só eu sei... não aguento mais andar às voltas, não aguento mais manter este ritmo, preciso de abrandar, ficar para trás se for preciso. preciso de encontrar a velocidade certa. e por uma vez que seja, sai-me o desabafo... changes are no good. amanhã já não penso assim. mudar sempre foi bom. sempre foi para melhor.
terça-feira, novembro 08, 2005
sexta-feira, novembro 04, 2005
light therapy......
sexta-feira... e apesar do chão molhado o sol brilha ao abrir dos estores. depois de uma curta mas esclarecedora conversa com a almofada, a neura da chuva promete tentar regressar apenas na segunda-feira, proporcionando-me um fim de semana descontraído e impecábel. das lições de música moderna surge o regresso ao nome pigeonhead, e por arrastamento a shawn smith, e aos brad também de stone gossard. e se regresso aos brad, regresso a shinin'. fico contente por perceber que consigo regressar a isto sem que uma qualquer indisposição de menor estabilidade emocional me afecte o estômago da mesma maneira.
orelhas de burro:
looking out for your way of life
looking out for your way of love
walking tall, in the light
moving forward with time to kill
moving forward was such a thrill
who's to say if we ever make it home alive
cuz the captain's here with all his dice
and you would swear this is paradise
the word on the street is that everybody's in the mood
the four on the floor at the sound of dawn
beating point to the break of dawn
tell me now, doesn't that sound alright?
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
(don't you know)
everybody's feelin' alright
living free is the way to be
living free is our destiny
don't let anyone tell you any different
cuz man is meant to be whole
not kicked around, bought, and sold
i'll tell you something now
in the end you'll see
the four on the floor at the sound of dawn
beating point until the break of dawn
tell me now, doesn't that sound alright?
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
(don't you know?)
everybody's feelin' alright
looking out for your way of life
looking out for your way of love
looking out for your way of life
brad - shinin'- welcome to discovery park - 2002
orelhas de burro:
looking out for your way of life
looking out for your way of love
walking tall, in the light
moving forward with time to kill
moving forward was such a thrill
who's to say if we ever make it home alive
cuz the captain's here with all his dice
and you would swear this is paradise
the word on the street is that everybody's in the mood
the four on the floor at the sound of dawn
beating point to the break of dawn
tell me now, doesn't that sound alright?
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
(don't you know)
everybody's feelin' alright
living free is the way to be
living free is our destiny
don't let anyone tell you any different
cuz man is meant to be whole
not kicked around, bought, and sold
i'll tell you something now
in the end you'll see
the four on the floor at the sound of dawn
beating point until the break of dawn
tell me now, doesn't that sound alright?
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
can you all feel the light...shining?
shining, shining...
(don't you know?)
everybody's feelin' alright
looking out for your way of life
looking out for your way of love
looking out for your way of life
brad - shinin'- welcome to discovery park - 2002
quarta-feira, novembro 02, 2005
boy kill boy.....
o burro ao contrário...
orelhas de burro:

o single e não só... temas dispersos que soam bem na marginal. tanguetas com mais ou menos guitarra, não interessa, o vício está instalado desde ontem à noite, e ficará pelo menos durante o resto da semana. boy kill boy. e pelo meio uma lição de história da música a remontar aos anos setenta que me faz voltar a questionar uma série de coisas que tenho de voltar a pôr de lado rapidamente... tenho horas.
sábado, outubro 22, 2005
deixo norte-sul.....
a cabeça ainda viaja a norte. engraçado que enquanto lá estive, esteve sempre a sul. quase me atrevia a pôr as mãos no fogo em como amanhã até vou pensar que não me importava de ter de me fazer à estrada a meio da tarde... e só porque já não tenho de o fazer. ou talvez não. a apatia que agora me consome, apesar do sol, e me faz fixar o olhar no infinito, sem que veja quem se atravessa mesmo ao virar da esquina, é fruto de uma tentativa, por enquanto mal sucedida, de regressar às poucas, mas reais, velhas rotinas lisboetas que há meses tive de largar para me adaptar a outras. a ausência nao foi assim tão longa, mas parece. sei que volto ao andamento anterior de um dia para o outro, o que não significa que o faça de hoje para amanhã. quero encontrar um meio termo. encontrar defesas para não cair já nas arritmias urbanas que me fizeram querer sair do meio da confusão a todo o custo e a um ponto extremo. nao esperar pelo fim do ano para fazer votos de vida nova, como falava há dias em barcelona com os impecábeis depois de uma noite de rock n' roll vermelho e branco (football free), que terminou em sessão de filosofia de borla, de manga curta às 3 da manhã com snacks burger king em bancos de jardim centrais. pretendo continuar com a campanha da descontracção mental/nterior que tanto tempo livre me tem deixado. é impressionante o tempo que se ganha quando se começa a eliminar do dia a dia as unidades de tempo gastas com assuntos que nao dependem de nós para se resolverem. e ainda estou só no começo de actividade... já noto grandes diferenças, mas imagino que lá para os trinta os meus dias rendam o dobro do que rendem actualmente. é essa a intenção, até porque por essa altura conto ter muito mais que fazer do que nos dias que correm... por agora quero parar. dar folga ao telemóvel. regressar a casa, aos sítios do costume, sem ter de esperar pelo fim de semana...
uma saudação especial aos impecábeis do nuorte, que me fizeram sentir em casa este tempo todo, you know who you are.... i'll be back. to you... it's good to be back.
orelhas de burro:

tiefschwarz - eat books - 2005
uma saudação especial aos impecábeis do nuorte, que me fizeram sentir em casa este tempo todo, you know who you are.... i'll be back. to you... it's good to be back.
orelhas de burro:

tiefschwarz - eat books - 2005
segunda-feira, outubro 17, 2005
domingo, outubro 16, 2005
can i have it back some time?

o disco de viagem por excelência, o disco que completa o verde que contorna as auto-estradas dos ultimos tempos, o disco que me compreende neste momento, e que por isso nao consigo largar. so excuse me if i break my own heart tonight.... after all it is mine... on the road again, but not for long. adivinha-se uma semana colorida a preto e vermelho, animação garantida, rock n' roll em grande plano, tudo para fechar em grande um ciclo tempestuoso e bem vivido que será brevemente renovado. faz parte. faz falta. o desgaste mental do momento nao me deixa ainda pensar com o devido entusiasmo nos dias que se seguem.... reflections days. see you soon.
segunda-feira, outubro 10, 2005
friends....
dez e meia da manhã debaixo de uma neura monumental... a chuva que nao esperou por terça-feira, a ressaca do fim de semana consumido até à última e que me recuso a aceitar racionalmente que tenha acabado, o regresso, agora, forçado e com hora marcada... a verdadeira razão? os caminhos do subconsciente fruto da conversa "cena fêmea" de ontem à noite em tom de delírio e já mais do que fora d'horas, com o disparate agravado pelo cansaço acumulado de duas noites mal dormidas. admiti-o a mim finalmente, e nem sei porque te contei aquelas cenas se a minha intenção era continuar a negar tudo, mesmo que à vista de alguns já comece a ser evidente. depois de dizer as coisas alto parece que ganham outra dimensão, agora parece que tenho uma obrigação qualquer... sei que tens toda a razão, e quero agir como dizes que tenho de pensar porque nestas coisas as amigas tendem a ter sempre razão, mas não consigo. a consciência, sempre a consciência...... pior, sonhei que segui todos os teus conselhos. o argumento do filme não interessa, nem me lembro sequer se me fez pôr alguma coisa em causa. não interessa. até porque eu, no fundo, não quero pôr nada em causa. ou melhor, não queria precisar de pôr nada em causa. o que não bate certo aqui é que quando acordei admiti à neura o que agora nao quero ainda dizer em voz alta... e depois digo que é da chuva. é melhor assim. isto sou eu a pensar alto.
sábado, outubro 08, 2005
prairie wind...
... e com música assim quem precisa de sair de casa? a nostalgia toma a dianteira, mas a calma é assustadora. há muito que nao me lembro de me sentir assim. e ao mesmo tempo que me reporta a charlottesville, o neil young devolve-me o verde que actualmente me faz pôr muito em causa...
if you follow every dream, you might get lost...
no regresso, a sensação de missão cumprida compensa em tudo.

neil young - prairie wind
if you follow every dream, you might get lost...
no regresso, a sensação de missão cumprida compensa em tudo.

neil young - prairie wind
readaptações......
abafado é a palavra que define a readaptação. um mês depois, sinto que não se respira em lisboa. nunca pensei que fosse ser tão evidente, nunca pensei deixar de me sentir em casa em lisboa. as cores mudaram, as dimensões, as noções de espaço e de tempo, o cheiro e a temperatura. não é que prefira dormir com os pés frios, a poder andar de chinelos de manhã â noite. nada disso. gosto do calor do sul. gosto de saber que a marginal está ali ao lado para me curar as neuras que deixei de sentir. cheguei à conclusão que o verde me preenche da mesma maneira que o azul, mas com a água tenho uma história que não tenho com as árvores. talvez venha a ter... é verdade que à chegada já acuso uma ligeira irritação à confusão de santa apolónia, não suporto o cheiro do transito, é verdade que reajo com menos paciência a grandes concentrações de gente, saiam-me da frente, e, o que mais me assustou, é verdade que neste momento me sinto claustrofóbica no meu próprio quarto. é provável que amanhã já me sinta como peixe na água em hora de ponta nas amoreiras, e me esqueça que no fim do mundo o ar puro um dia me fez esquecer o significado do modernismo stress. não me apanhas. e estupidamente dou por mim com receio de sair de casa....
sexta-feira, outubro 07, 2005
trains.....
next stop: porto. destino final: lisboa.
para o caminho, o novo do ryan adams, que há música que soa melhor em viagem, sob pena de trazer à ideia que da próxima o comboio pode sempre ter um destino mais longínquo, mais poeirento, mais laranja, mais sonhado... agora, não para fugir de nada, não para fugir de ninguém, apenas para conhecer e tocar o que mostram os livros, e poder dizer de uma vez por todas se era tudo perfeito apenas enquanto foi impossível, ou se me sinto mesmo em casa por aquelas paragens. no fim do ano era bom, talvez no fim do próximo seja possível. por enquanto, fica a música, que vai proporcionando sistemáticas viagens mentais, sobretudo entre comboios.
orelhas de burro:

ryan adams & the cardinals - jacksonville city nights
para o caminho, o novo do ryan adams, que há música que soa melhor em viagem, sob pena de trazer à ideia que da próxima o comboio pode sempre ter um destino mais longínquo, mais poeirento, mais laranja, mais sonhado... agora, não para fugir de nada, não para fugir de ninguém, apenas para conhecer e tocar o que mostram os livros, e poder dizer de uma vez por todas se era tudo perfeito apenas enquanto foi impossível, ou se me sinto mesmo em casa por aquelas paragens. no fim do ano era bom, talvez no fim do próximo seja possível. por enquanto, fica a música, que vai proporcionando sistemáticas viagens mentais, sobretudo entre comboios.
orelhas de burro:

ryan adams & the cardinals - jacksonville city nights
doctor, doctor....
estou preocupada. tenho um problema com médicos que não há meio de conseguir enfrentar. como metade da população, não gosto de hospitais, consultórios, cheiro a éter, batas brancas, toucas azuis, e afins. não gosto de ouvir falar de sangue e tenho tendência para desmaiar quando oiço descrições pormenorizadas de operações, feridas, acidentes. posto isto, é evidente que evito todo o tipo de consultas o mais possível. tenho pensado mais no assunto ultimamente porque estou de consulta marcada, e no fundo, acho que tudo se explica numa ideia. não gosto que me analisem. posso ver um médico como alguém que salva vidas, mas também o vejo como alguém que invade a privacidade alheia. não gosto que me tracem o perfil desde que nasci com base numa frase que digo. com base em números, em valores, no que quer que seja. não tenho medo nenhum de agulhas, mas tenho pânico do dia em que me dizem o resultado das análises. já disse que não gosto que me analisem? era só um desabafo.
terça-feira, outubro 04, 2005
a meio gás.....
as minhas pernas ouviram finalmente o despertador. estão a acordar, lentamente, mas estão. cinco dias a todo o gás, com milagres de sobrevivência à mistura, rock n' roll sem parar e reuniões diárias dos "impecábeis". flashes a torto e a direito, as luzes da ribalta, só pode... falharam as obras de arte... depois da nova arte do catering, pode ser que também comece a pintar, nunca se sabe... pinto uma semana de calmaria, se me dão licença. pinto garrafas de água, frescas obviamente, e pinto a lápis para poder apagar. preciso de apagar uma semana inteira.
sexta-feira, setembro 23, 2005
disconnecting.....
chegamos ao porto ao fim da tarde e o sol que se fazia sentir nos skates e bicicletas à entrada da casa da música, à saída já se deixou intimidar novamente pelo nevoeiro. um frio de rachar para o sangue do sul, e calculo que também um pouco desconfortável para quem convive diariamente com tardes cinzentas. casacos de inverno, impermeáveis, gorros circulam perto da praia de matosinhos. reparo que ainda estamos de t-shirt e penso que nunca me vou livrar desta tosse e das dores de garganta enquanto tiver de lidar com estas temperaturas desérticas. durante o dia o calor no minho sufoca, à noite os pés não aquecem... talvez o verbo mude. consegui finalmente trocar os chinelos pelos ténis, sem sentir a típica claustrofobia que ataca os pés no final do verão. manga comprida é que ainda não, que o sol quando bate no verde é mais quente. ainda acabo por comprar o terreno, dizem que sim, que daqui já não saio. não digo que não, nao sei dizer, sinto-me em casa, fazem-me sentir em casa, mas o sim é muito definitivo. tudo em aberto, nada de concreto, vejo no entanto as tão necessárias perspectivas que me devolvem parte da segurança perdida. onde não sei, quando também não, tudo desfocado... por agora consegui pôr as preocupações de lado. milagre. consegui chegar à fase do pensar por etapas. tenho três definidas e depois logo se vê. se for para mim não estou, digam que agora estou a viver. depois ligo.
quarta-feira, setembro 14, 2005
there is comfort in the sound.....
o novo disco dos death cab for cutie é perfeito. tem sido muita a música que tem passado pelo leitor de cds do little mac of jó, onde tenho escrito diariamente desde que regressei à "terra do nunca". quase nada de novo, apenas músicas soltas que trago de lisboa, durante as escassas e fugazes passagens que tento manter regulares, mas não tanto como me pede a vontade. a culpa é minha, e em grande parte tua...
o novo disco dos death cab for cutie é perfeito. chama-se plans. não oiço mais nada com a mesma atenção, nem com a mesma sensação de espanto desde que larguei o porto pela última vez em direcção a lisboa in michael's aeroplane. que tangueta impecábel. o ben gibbard pode cantar o que quiser que eu será sempre perfeito, cante ele o que cantar. com esta voz, pode dizer as maiores aberrações do mundo, que para mim serão sempre verdades universais. se as cantar então, digo que sim, sim, pois, pois, a tudo. em casa, em viagem, da varanda com vista para a "terra do nunca", do fim do mundo. o baluarte também gosta, não tem outro remédio. já dorme ao meu colo.
orelhas de burro:
death cab for cutie - your heart is an empty room
o novo disco dos death cab for cutie é perfeito. chama-se plans. não oiço mais nada com a mesma atenção, nem com a mesma sensação de espanto desde que larguei o porto pela última vez em direcção a lisboa in michael's aeroplane. que tangueta impecábel. o ben gibbard pode cantar o que quiser que eu será sempre perfeito, cante ele o que cantar. com esta voz, pode dizer as maiores aberrações do mundo, que para mim serão sempre verdades universais. se as cantar então, digo que sim, sim, pois, pois, a tudo. em casa, em viagem, da varanda com vista para a "terra do nunca", do fim do mundo. o baluarte também gosta, não tem outro remédio. já dorme ao meu colo.
orelhas de burro:
death cab for cutie - your heart is an empty room
segunda-feira, setembro 12, 2005
she's going the distance...
i'm gonna take a short vacation, meet me at the petrol station, drive with me into temptation... time to go. a sensação do costume... pelo menos não é domingo. if urban pressure gets the better of you, have no fear. if urban pressure gets the better of you, disappear.
domingo, setembro 11, 2005
impecábel.....
o regresso ao rock depois das várias sessões revivalistas. o regresso a casa, em tudo e mais alguma coisa. ao longe, estupidamente, chego a pensar que não me faz falta, mas apenas até pôr a chave à porta. em dois segundos esqueço tudo o que deixei para trás, ou quase tudo. afinal, no fundo, ainda há alguma coisa que me faz querer voltar, mas preciso de mo lembrar constantemente. mais uma vez lisboa à vista, o regresso aos sítios do costume, e posso finalmente retribuir atenções que me foram dadas ao longo de um ano (já estamos novamente em setembro), de uma maneira que até então me foi impossível de retribuir por força de circunstâncias que um dia hão-de ter de mudar...). o gesto pode ser mínimo, mas para mim tem uma importância imensa, há quem o compreenda na perfeição. ontem foi um dia impecábel. magnólia, baixa-chiado, belém-algés, bairro alto, incógnito, as caipirinhas sem a pujança do parente, o poder energético de uma mão cheia de coca-colas e, mais uma vez, o regresso ao rock. continuo a não resistir ao honest mistake dos bravery. e ao sétimo dia o descanso obrigatório entre esplanadas e sofás.... talvez ao som do andrew bird, para recordar a rápida passagem por famalicão na sexta-feira passada. uma actuação morna, mas variada e digna da deslocação em jeito de escala eixo norte-sul. quando acordo troquei a vci pela segunda circular, e pelo caminho soaram os kasabian em altos berros, cada vez gosto mais disto, e depois os arcade fire, que oiço já com uma dor de pescoço monumental... já é tarde, o volume da música desceu. gosto do dj. e os white stripes? hoje ainda é domingo, é só amanhã que passo o dia no comboio. impecabel. devemos ter a mania, olha o estado em que estamos.
sexta-feira, setembro 09, 2005
paradise city....
há festa na aldeia. o centro da vila "deserto" em hora de ponta, apenas famílias que entram e saem das pastelarias, porque afinal de contas é hora do lanche. a docelândia é já ali à frente, mas felizmente aqueles frutos proibidos de morango acabam logo pela manhã. não há trânsito, não há carros, mas os autocarros causam um impasse no cruzamento, o único. vai haver festa na aldeia. os ranchos folclóricos estão chegar, vêm do chile, do brasil, do pacífico. e assim regresso ao centro cultural, desta feita sem pulseiras nem alicates. e depois de uma mão cheia de noites revivalistas a la gigi, que me lembram das saudades que tenho dos meus discos, entro de novo no espírito popular. o tédio só invade se o deixarmos entrar. ainda é cedo, não lhe quero dar confiança para se instalar, mas faz-me bem sentir que anda por perto. precisava de sentir isto outra vez. e a rotina das quintas-feiras há um mês que se mantém, devo ter a mania, e depois a sexta é o que se vê. chove a potes lá fora, o nevoeiro no cimo do monte é bonito, mas acentua-me a dor de cabeça e não me deixa acordar de vez. o pôr do sol ontem foi tardio, e lindíssimo mais uma vez, mas eu também me deitei tarde e já aqui estou. onde anda o sol? não admira depois que ande tudo com a cabeça nas nuvens. e o andrew bird? talvez passe por famalicão, que hoje o rancho da aldeia não tem actuações marcadas.
orelhas de burro:
acordei com o "paradise city" na cabeça
orelhas de burro:
acordei com o "paradise city" na cabeça
quarta-feira, setembro 07, 2005
voltas....
a duvida existencial do outro dia permanece..... o que foi náo volta a ser? a "mania" diz que não e eu no fundo também tenho para mim que não, mas há momentos em que tenho a certeza que volta. sem tirar nem pôr, tal e qual. de um dia para o outro deixo de me perder em cinzentismos nortenhos e volto a ver tudo a cores, também elas nortenhas. verde sobretudo, que aqui apesar do castanho que se expande por força das quentes circunstâncias, a ferver, a queimar, continua a ser tudo verde. a vista é magnífica, o silêncio tranquilizante lembra-me de manhã que estou algures onde nunca pensei estar. dou por mim com tempo para pensar como vim aqui parar... a televisão já era... e confirma-se que dos electrodomésticos ditos essenciais é o que menos falta me faz. volto ao ritmo de outros tempos, por um lado tão próximos e por outro já tão desfocados. recupero interesses que adormci à força, recupero a vontade de não querer parar, recupero o espírito, o ritmo, e espero que assim tudo se mantenha por mais de uma semana. volto a acreditar que nem tudo é tão desfocado como o pintava há duas semanas. no fundo, acho que volto a acreditar em mim por mais uns dias, ao fim de tantos dias... e ainda assim sei que estou na mesma. foi preciso sentir que alguém voltou a acreditar em mim para que lhe seguisse o exemplo. talvez tenha sido mesmo da incubadora, não sei.... diz que os primeiros minutos de vida influenciam mais o futuro do que uma educação de anos e anos e do que qualquer decisão que possamos tomar. já estou por tudo, quero é continuar a sentir que o que está para vir é decididamente melhor do que o que já passou. ah... e afinal o que foi não volta a ser. eu é que às vezes me baralho e troco as voltas. as minhas. e este pôr do sol não existe... não pode.
orelhas de burro:
radio 4 - stealing of a nation
orelhas de burro:
radio 4 - stealing of a nation
quinta-feira, agosto 25, 2005
full moon......
tiremos à expressão todo o dramatismo... chamemos-lhe apenas o lado lunar.
o meu foi ontem. outra vez. isto um dia acaba.
o meu foi ontem. outra vez. isto um dia acaba.
quarta-feira, agosto 24, 2005
neighborhood #3
olhar novamente para as fotos da noite zig zag e pensar outra vez no impossível. no sonho de poder engarrafar um sentimento e guardá-lo de reserva para alturas de emergência emocional. tomá-lo de uma vez só e poder sentir novamente a paz daquele momento nem que fosse por um minuto e esquecer a revolta e os porquês que nesta altura me tiraram o sossego mental a que me habituei nas últimas semanas. a descontracção de quem não pensa em trabalho pela noite dentro, de quem não se rende ao piloto automático, nem à frieza mecânica. a diversão pela diversão. o ritmo no máximo e a familiaridade sonora do reencontro. cada um sentiu à sua maneira, e voltou a esquecer tempo e local, apesar de estar bem presente em todos nós a importância do regresso a coura, porque havia um episódio a repetir. melhor, a superar. a temporada foi aberta de rompante, em estrondo, sem bater antes de entrar nem a toques de campaínha. demos tudo por tudo, sem vestígios de cansaço no corpo, estava tudo a começar ainda. os vestígios acabariam por ficar entranhados até ao final do festival. houve grandes momentos em palco no entretanto, é verdade. ainda assim continuo na minha... o público não reage da mesma maneira em frente a uma banda e um par de guitarras. divirtam-se. a direito ou em zig zag. a noite foi de arromba para muitos de nós. as fotos relembram isso mesmo.
neighborhood #2
continuo sem perceber porque se disse entre risos na antena 3 que a hora do concerto dos roots seria aproveitada para ir jantar. que tenham feito bom proveito. esperava mais do concerto, mas tendo em conta que ali se tratava de uma actuação em festival, com tempo contado e encaixado, tenho de dar o desconto. e se o tempo de actuação foi aproveitado para jantar porque estava na hora do momento de hip hop no festival do rock & roll, para a próxima vejam antes de falar porque nem só do dito alternativo se criam momentos "impecábeis". o que foi que os roots trouxeram a coura se não um dos momentos mais rock & roll do festival? e não falo só de guitarras, apesar daquelas terem sido potentes. toda a atitude e o espírito que propagou anfiteatro acima e comandou as danças nas primeiras filas, pelo menos, que o resto não vi. e já não falo das guitarras dos qotsa nem dos foo fighters porque de certeza se conseguiram fazer ouvir até ao algarve. estrondosas como sempre, e ao mesmo tempo límpidas, "imparábeis", "implacábeis". para mim? fortes, com certeza, mas nada de novo. provavelmente nem era isso que se queria, mas eu lembrava um dave grohl mais furioso e destemido no rock in rio, e aí sim fiquei vidrada e quase em estado de choque durante toda a actuação, como se discutisse através da guitarra sem que ninguém entendesse o motivo da raiva. em coura pareceu-me apenas uma tentativa de aproximação. e os pixies? claro que gosto das melodias, claro que gostei do que vi, mas não me marcam como o fazem à geração anterior à minha. foi a segunda vez que vi a banda, e pela segunda vez não me animaram por aí além. não são definitivamente a minha banda. não vi os the national com a atenção merecida e ainda assim achei que estiveram melhor que os the bravery, para mim, a grande desilusão do festival, prefiro nem falar disso. dos futureheads recordo apenas o episódio da cantina e de um momento de tradução/intérprete para mais tarde recordar, entre salmão grelhado, frango assado e bolo de bolacha. talvez o futuro passe mesmo por aí, já não digo nada...
nick cave and the bad seeds em noite de lua cheia. risquei o do you love me da minha lista mental de canções obrigatórias a ouvir ao vivo, assim como adicionei o nome do artista ao contentor dos que mais me surpreenderam no festival, a par dos !!! e dos arcade fire, como já escrevi por aí. nunca tinha visto o nick cave, não lhe ouvia as canções com atenção desde os tempos de nono ano talvez, já vai longe, e ali apeteceu-me recuperar o tempo perdido. quebrou a quebra (passe a redundância) do vincent gallo, que apesar do sorriso irresistível e do charme do cinema, foi um chato do princípio ao fim. ou tocava nos songwriters ou tinha aberto a noite mais a sua guitarra, agora depois da rockidão imensa da juliette lewis abrandar o ritmo daquela maneira no último dia é de loucos. e atenção que eu até gosto muito do género songwriter + guitarrinha, em casa gosto muito, agora ali é brincar com o fogo. uma brincadeira perigosa também adoptada pela juliette quando mergulhou em cima da multidão, tendo sobrevivido não se sabe bem como ainda com roupa para contar. ficou-lhe bem, era o passo que se impunha depois de uma hora de guitarras em desafio constante.
nick cave and the bad seeds em noite de lua cheia. risquei o do you love me da minha lista mental de canções obrigatórias a ouvir ao vivo, assim como adicionei o nome do artista ao contentor dos que mais me surpreenderam no festival, a par dos !!! e dos arcade fire, como já escrevi por aí. nunca tinha visto o nick cave, não lhe ouvia as canções com atenção desde os tempos de nono ano talvez, já vai longe, e ali apeteceu-me recuperar o tempo perdido. quebrou a quebra (passe a redundância) do vincent gallo, que apesar do sorriso irresistível e do charme do cinema, foi um chato do princípio ao fim. ou tocava nos songwriters ou tinha aberto a noite mais a sua guitarra, agora depois da rockidão imensa da juliette lewis abrandar o ritmo daquela maneira no último dia é de loucos. e atenção que eu até gosto muito do género songwriter + guitarrinha, em casa gosto muito, agora ali é brincar com o fogo. uma brincadeira perigosa também adoptada pela juliette quando mergulhou em cima da multidão, tendo sobrevivido não se sabe bem como ainda com roupa para contar. ficou-lhe bem, era o passo que se impunha depois de uma hora de guitarras em desafio constante.
terça-feira, agosto 23, 2005
neighborhood #1
assim de cabeça, os !!! e os arcade fire foram os concertos que mais gostei de ver. os !!! porque souberam fazer a festa e deitar os foguetes ainda de dia independentemente de terem à frente uma plateia apática e à espera que a luz natural se apagasse para começar a dançar à vontade. era ali que deviam ter dançado, seguindo o exemplo do vocalista, um verdadeiro entertainer, dos que usam o palco como terapia de libertação, tal como quem ali vai deveria usar os concertos. seja dia ou noite. para a próxima ou tocam de noite, ou desligam o sol umas horas antes.
os arcade fire..... pelo que me dizem as músicas, por ter sido visto quase na primeira fila e ainda com forças para saltar e (alguma) voz para gritar. concerto ao pôr-do-sol, com a luz ideal, uma verdadeira roda viva em palco, um ou dois excêntricos no elenco da banda que a qualquer momento extravasavam emoções como o delírio da ocasião o exigia. sem regras nem pré-estabelecidos. o mergulho final, o espanto na cara de todos, o sorriso geral que fez a vez das palavras precipitadas e exageradas. não vamos falar para não estragar. foi perfeito, nós sabemos, mas se o dissermos perde a magia. cada um sentiu à sua maneira, mas todos sentimos a força da banda em palco e o efeito daquelas canções no cenário de coura em fim de tarde.
os arcade fire..... pelo que me dizem as músicas, por ter sido visto quase na primeira fila e ainda com forças para saltar e (alguma) voz para gritar. concerto ao pôr-do-sol, com a luz ideal, uma verdadeira roda viva em palco, um ou dois excêntricos no elenco da banda que a qualquer momento extravasavam emoções como o delírio da ocasião o exigia. sem regras nem pré-estabelecidos. o mergulho final, o espanto na cara de todos, o sorriso geral que fez a vez das palavras precipitadas e exageradas. não vamos falar para não estragar. foi perfeito, nós sabemos, mas se o dissermos perde a magia. cada um sentiu à sua maneira, mas todos sentimos a força da banda em palco e o efeito daquelas canções no cenário de coura em fim de tarde.
because....
por que ainda não falei dos concertos? por que não sei dizer de cabeça que banda mais gostei de ver em coura? porque vivi este festival de uma perspectiva completamente diferente, nova, filtrada por uma série de redes mentais que me impediram de absorver a música por completo como o faço habitualmente. trabalho, horários, minutos contados, corridas contra o relógio para chegar a horas, escalas pensadas, tu vês a primeira meia-hora e eu vejo a segunda e quando chego já acabou e não vi os kaiser chiefs e depois dizes-me tu que não gostaste..... eu podia ter gostado. não vi os dfa, nem os hot hot heat, nem os sons & daughters, nem os futureheads... e o sono às tantas é tanto que a ideia de mais um concerto passa já pela tortura. sento-me onde a confusão é menor e onde me posso dar ao luxo de ouvir a música com os pés suspensos, a latejar no ar, sem ter de me concentrar para não ceder ao flectir dos joelhos. olhando agora de relance para o cartaz apercebo-me que ainda vi os concertos quase todos. apercebo-me também que apesar da expectativa inicial foram poucos os que me marcaram como contava que marcassem.
gimme the light.....
a luz de lisboa não tem comparação. a vista sobre a cidade do chapitô é de fazer parar o tempo quando olhada com intenção de absorção. quero levar comigo aquela imagem quando me for embora da próxima vez. a lua está amarela, desfocada, quase suja, igual às luzes dos monumentos que fazem fronteira com o tejo, os únicos que se vêem à noite à beira rio. percebi que é provável que nunca venha a gostar tanto do porto como de lisboa por isso mesmo. a luz, o sol, a claridade, a leveza da cor. tive saudades destas noites. histórias atrás de histórias contadas em clima de regresso de férias, novos episódios, novas vivências, mudanças obrigatórias, confissões de meia-noite com a ajuda da caipirinha, esta longe do travo a limonada da do courense na noite brasileirada....
segunda-feira, agosto 22, 2005
ride the lightning......
para já e em flash rewind apenas os disparos mentais de três viagens infernais de moto 4 que me fizeram perder o sono às quatro da manhã de sexta-feira, esquecer o cansaço acumulado de oito dias sem experimentar o sono profundo, esquecer-me da força da gravidade e voar em direcção ao horizonte sem pensar no que poderia acontecer se... esqueci os se... esqueci as árvores, as pontes, as pedras, o terreno lavrado do recinto agora vazio, apenas cheio de copos também eles vazios, onde perdi algures a consciência do certo e errado e passei a confiar cegamente em quem segurava o volante. a sofia fez o mesmo. comentámos no final em pleno acto de sinceridade que por momentos vimos a nossa vida a andar para trás, acho que foi mesmo o medo puro que nos fez acordar, mas não demos parte fraca. gritámos mais alto para libertar o que nos passou pela cabeça e confiámos na sorte. a adrenalina tem destas coisas. foi muita e injectada de repente. foi do nada que salvei o dia e me preparei para aproveitar ao máximo aquele que tinha acabado de começar e seguiria de baterias renovadas para o after hours do palco 2. sem neuras, preocupações, consciência a latejar, nada..... apenas a certeza de que estava tudo a chegar ao fim e havia que fechar com chave de ouro mais um ciclo courense. da mesma maneira que havia sido aberto no início da semana. eram sete da manhã quando ao guerreiro zag foi pedido descanso. já era dia quando vimos no sorriso cansado de todos a sensação profunda de missão cumprida. o merecido descanso estava logo ali ao lado, sem vislumbre de despertador...
down to earth.....
será hoje que te gravo um, pelo menos, dos discos que me pedes e eu esqueço há meses? i don't want revenge, estou em casa, já não tenho desculpas, praia só amanhã e isso se ainda estiver a sul... isto ultimamente mais parece o jogo do gato e do rato, entre mezzanines e viagens que me demoram três dias a chegar ao destino, olhares alheios atentos, mais do que os nossos, como sempre, acho que já nos habituámos a isso de tal maneira que nem damos por eles. parei de dormir, por agora, a rouquidão está a dar as últimas, parei de sonhar com pulseiras e nomes de jornalistas, as imagens de coura começam a assentar.... há algumas que ficam, poucas por enquanto, aconteceu muita coisa em muito pouco tempo. há uma que fica. longe das guitarras, longe dos palcos, da assistência. essa é minha.
domingo, agosto 14, 2005
let the games begin....
coura já mexe. campistas à vista por toda a parte desde ontem de manhã, que merecem o sol que se faz sentir e que o ano passado lhes trocou as voltas. por enquanto, o calor é intenso e o rio serve para o que nasceu. amanhã há festa de recepção aos que ainda não trocaram as tendas e os mosquitos pelo conforto das residenciais esgotadas e das casas-fantasma. sons and daughters, o som vindo do club trailer trash e o regresso dos zig zag warriors ao local do crime. a fasquia está alta, a promessa também, resta ao campista fazer a festa até de manhã.
quinta-feira, agosto 11, 2005
it's the end of the world......
é ainda com imagens misturadas de quatro dias esquizofrénicos passados a sudoeste entre gente "impecábel", que me encontro no meio de um concerto de mónica sintra. experiência única, nova, surreal se analisada ao pormenor, mas capaz de ser muito divertida se vista ao de leve. agora em contagem decrescente para coura.... estou no fim do mundo, no paraíso ao mesmo tempo, outra vez entre gente "impecábel", acho que era aqui mesmo que precisava de vir parar. trouxe comigo os concertos dos kasabian em potência máxima, josh rouse em novo delírio e anestesia geral, maximo park em estado febril, mylo cut and paste mas droping the pressure in my arms, oasis em altos berros, doves em versão reduzida mas emocionada e talvez mais alguns que agora não me lembro. condições inenarráveis a sudoeste, ultrapassando todos os limites do razoável no que toca à tradicional poeirada, barracões wc, camping. concertos memoráveis, dos que marcam e não se esquecem por acontecerem em formato de linha de montagem festivaleira. para o ano logo se vê, que as memórias visuais perduram e o que se viu ali foi degradante. venham agora as memórias de coura 2005, sem chuva de preferência. chova tudo esta semana, que o cheiro a terra molhada sabe bem é visto de cima, do alto da "casa-fantasma", onde fui acolhida e recentemente adoptada. e por agora estou bem aqui. e a mónica sintra pode voltar quando quiser.
quinta-feira, agosto 04, 2005
mr. brightside.....
e depois de uns tempos nublados que me fizeram criar defesas que hoje me são muito difíceis de baixar, sinto-me quase pronta a deixar tudo para trás. tentei contar-te o que se passava naquele dia. tentei explicar-te uma série de coisas que nunca expliquei a ninguém, porque também nunca as percebi. mas naquele dia percebi que já não fazia sentido continuar a tentar explicá-las porque já não valia a pena. explicaram-se a elas mesmas. não quiseste saber. não quiseste ouvir. não perguntaste o que se passava apesar de teres percebido que se passava alguma coisa. e no dia seguinte voltaste a não perguntar. reparei que eram nãos a mais e a maioria ganha sempre. desculpa se este tipo de atenções me faz falta. acho que nos tornámos demasiado egoístas e nós não somos assim. ando com as emoções à flor da pele, tudo me parece ganhar uma dimensão muito maior do que realmente tem. tudo de bom. with all my heart.
seeing is believing....
mudei muito ao longo deste ano. está agora a fazer um ano. há muita coisa que já não me assusta, coisas a que consegui relativizar a importância por completo. e ao olhar para trás sinto-me tão parva..... acho que é normal, dizem que sim, que mais uma vez se chama a isso crescer, e que só se cresce à força, com embates, desilusões, derrotas e muitas lágrimas. tive algumas dessas cenas, nada de mais, nada que não estivesse a pedir, nada que justifique estar a descrever. desilusões tenho eu todos os dias, apenas porque sou iludida por natureza, e neste ponto ainda não consegui crescer. e não sei quando vou conseguir porque sinceramente é uma coisa que não sei se quero. como me dizia a joana em vilar de mouros com um ar perplexo, eu sou "crente". é verdade. aos 26 ainda acredito nas pessoas. continuo a cruzar-me com pessoas que me fazem alimentar essa crença, e por serem cada vez mais raras, a crença torna-se cada vez mais forte. não sei se faz sentido, mas na prática é isso que se passa. não fui para o porto à procura de nada, nem para fugir de nada. e apesar das saudades que tenho de lisboa quando lá estou e que ainda não consigo enganar, agora que estou a sul, já sinto necessidade de lá voltar para estar com algumas pessoas que lá deixei e que sem que tivesse percebido me marcaram mais do que estava à espera, mais do que quis que me marcassem, porque estupidamente pensei que tinha em lisboa tudo o que precisava. fez-me bem ter percebido isso hoje. fez-me bem ter recebido todos aqueles telefonemas desde que os deixei para voltar a lisboa. e vai-me fazer bem regressar.
terça-feira, agosto 02, 2005
have not.... indeed
enquanto a adrenalina vai descendo alimento-me de smooth sunshine tanguetas que ajudam à aterragem e preparam para nova descolagem.... preciso de um disco que não tenho nem encontro no soulseek, preciso de ouvir por inteiro e muitas vezes uma canção de que só tenho 29 segundos. the havenots - never say goodnight - papercuts.
orelhas de burro:
orelhas de burro:
talking therapy....
descoberta de uma vida: ter percebido nos últimos quatro dias, que afinal posso ser uma pessoa altamente sociável - ainda que em tempo limitado -, e que ao contrário do que sempre pensei sobre mim, até era capaz de me dar bem num emprego de atendimento ao público. e por esta ordem de ideias cada vez tenho menos paciência para aturar computadores. acho que a terapia é por aqui.
little thoughts.......
ao fim de quinze dias... dá-me segurança ter conseguido perceber e sentir na pele o que implica estar longe de casa e daqueles com quem queremos estar e que mais falta nos fazem de manhã, à tarde e à noite. sempre tive a mania que queria ir para fora, sempre achei que era algures fora de lisboa que estaria bem, sempre. talvez apenas porque não me sentia bem aqui. talvez porque simplesmente não me sentia bem comigo, por isto ou por aquilo. o problema nunca foi lisboa. agora então tenho cada vez menos dúvidas. e de cada vez que oiço alguém do porto dizer mal da capital, gosto ainda mais disto, assim como gosto do porto, ou de matosinhos mais precisamente. não tenho por hábito classificar as pessoas por norte ou sul, vai tudo da formação de cada um e não propriamente da geografia. os emproados de lisboa? tenho mesmo de ouvir isto? e os do porto?, pergunto eu, cristas há por todo o lado, norte, sul, este, oeste. adiante. é bom fazer a ponte lisboa-porto aos poucos, com intervalos de fim de semana regulares, para recarregar energias entre cheiros, locais familiares, cafés, praias, e emoções à flor da pele entre sorrisos sinceros e acolhedores, olhos brilhantes, beijos e abraços apertados bem distribuídos porque uma semana pode voltar a ser uma eternidade. a meta dos quinze dias está quase alcançada. quando chegar ao mês inteirinho, acho que será muito mais fácil fazer a ponte in & out, que é como quem diz aguentar-me à bronca numa qualquer capital europeia, que me dará a escola necessária para não me deixar consumir pelo longe e a distância do outro continente. se o futuro assim o quiser. eu neste momento sinceramente já não sei o que quero, ou o que posso, acho que é mais isso. once again volto a saber o que não quero. começo a pensar se alguma vez vou ter as certezas que preciso. não gosto de viver por exclusão de partes, muito menos pelo lema do tanto me faz. preciso de sol, de preferência sem mosquitos, que a esperança de ter deixado de ter sangue doce foi novamente por água abaixo. continuo a atrair melgas e mosquitos de todo o tipo, aventesmas incluídas.
terça-feira, julho 12, 2005
let it ride..... at last
tanta tralha mental acumulada, tão pouca vontade de escrever por preguiça de organização de ideias. sinto-me bem no meu próprio caos. sinto-me bem. é só. acho que é mais isso. sem querendo pensar muito nisso ou sequer depositar os habituais mundos e fundos de expectativa que me são característicos, estou hoje mais satisfeita do que nunca com certas decisões que tomei faz por esta altura um ano e que me deixaram por uns tempos completamente à toa, sem rumo, sem norte. e é agora a norte que volto à estrada. let it ride for the way, música de viagem por excelência, uma nova etapa com o carimbo a ver vamos, com a força acumulada de uma uma semana de praia a sul para mais tarde recordar, de um fim de semana que me faz voltar a sofrer de saudades antecipadas e de uma segunda à noite em festa inesperada ao som da sharon jones que se prolongou em conversa até desoras para um até breve sem cerimónias. thank u all.
terça-feira, junho 21, 2005
hi5 to hard-fi.....
stars of cctv sai em inglaterra no dia 4 de julho. é a estreia discográfica dos hard-fi, banda britânica liderada pelos olhos castanhos de richard archer, um puto ambicioso que vem da santa terrinha e agora quer vender discos nos estados unidos. diz que não anda aqui para competir com os razorlight nem com os killers, mas sim com o eminem. think big é o que lhe vai na alma e em breve nos bolsos. qualquer que seja o concorrente, os hard-fi estão bem lançados na corrida, para já com tied up too tight e, sobretudo, com hard to beat que é um tema do caraças para fazer tremer as colunas e parafernálias afins.
orelhas de burro:

hard-fi - stars of the cctv - 2005
ps - a propósito... aproveito para dizer que sou alérgica a essa praga inenarrável que dá pelo nome de hi5. já me chega o msn.
orelhas de burro:

hard-fi - stars of the cctv - 2005
ps - a propósito... aproveito para dizer que sou alérgica a essa praga inenarrável que dá pelo nome de hi5. já me chega o msn.
eurosport music.....
consta que é tudo uma questão dias até ser anunciado o novo nome da banda. nao interessa... o nome anterior também não fez grande mossa, a não ser no campo do desporto televisivo, de resto duas áreas em que me sagro profunda entendedora... desporto e televisão. adiante. uma banda sueca chamada eurosport, aliás acho que é uma dupla, mas ainda não consegui encontrar grande coisa escrita em inglês. sonoridade 80's que varia entre o piroso-vergonhoso e o vício irresistível de verão. e apesar de às vezes isto até me fazer lembrar aquele mito nórdico vá de retro do sábado à noite chamado wighfield ainda estou na assumida fase do vício irresístível, até porque hoje se assinala o arranque do verão e depois de um dia de praia como o de hoje era mesmo disto que me apetecia ouvir pela noite dentro, que com este calor não há quem pregue olho e assim pode ser que cá chegue o fresco. your brother is my only hope, tell no one about tonight e music baby é o que se arranja por enquanto. tudo uma questão de tempo.
sexta-feira, junho 17, 2005
sunshine tangueta.....
praia e tanguetas novas para tardes de esplanada em refúgios tipicamente lisboetas onde ainda se consegue respirar debaixo de chapéus de sol em espírito de férias agora temporárias mas sem fim à vista. só mar. ir e voltar. voltar a matt mahaffey, mentor do projecto self, que para além do vício da maquinaria musical tem um apuradíssimo sentido melódico e um profundo conhecimento natural do conceito de sunshine tangueta. vício... a canção this is love do mais recente porno, mint & grime. e amanhã o regresso obrigatório a brendan benson.
orelhas de burro:

self - porno, mint & grime
orelhas de burro:

self - porno, mint & grime
terça-feira, junho 14, 2005
new horizons....
"this is different, this is our new album, it's not like our old album"
segundo disseram os lemon jelly numa entrevista de promoção do novo álbum, a ideia desta frase escrita no habitual autocolante emplastrado na capa do disco foi lá posta para não enganar os fãs que esperavam encontrar neste 64'95' um lost horizons part two. psicologia invertida ou não, foi o suficiente para me fazer picar o álbum de uma ponta à outra na renovada vc das amoreiras. não o trouxe, nao tinha preço afixado, nem eu tinha notas de vinte. gostei do primeiro álbum dos lemon jelly, ky, ainda comprei o segundo pensando que fosse à confiança, mas enganei-me. achei-o chato, muito chato, não o devo ter ouvido mais de três vezes. já nem contava ouvir este, mas a arte de fazer tempo em centros comerciais tem destas coisas. e agora que o oiço por inteiro em mp3 apetece-me voltar à loja e trazê-lo. talvez o tenha ouvido no dia certo, talvez esteja com outra disponibilidade para ouvir certo tipo de discos, mas isto soa-me muito bem. guitarras e tanguetas batidas. o chill out para mim é isto.
orelhas de burro:

lemon jelly - 64'95' - 2005
segundo disseram os lemon jelly numa entrevista de promoção do novo álbum, a ideia desta frase escrita no habitual autocolante emplastrado na capa do disco foi lá posta para não enganar os fãs que esperavam encontrar neste 64'95' um lost horizons part two. psicologia invertida ou não, foi o suficiente para me fazer picar o álbum de uma ponta à outra na renovada vc das amoreiras. não o trouxe, nao tinha preço afixado, nem eu tinha notas de vinte. gostei do primeiro álbum dos lemon jelly, ky, ainda comprei o segundo pensando que fosse à confiança, mas enganei-me. achei-o chato, muito chato, não o devo ter ouvido mais de três vezes. já nem contava ouvir este, mas a arte de fazer tempo em centros comerciais tem destas coisas. e agora que o oiço por inteiro em mp3 apetece-me voltar à loja e trazê-lo. talvez o tenha ouvido no dia certo, talvez esteja com outra disponibilidade para ouvir certo tipo de discos, mas isto soa-me muito bem. guitarras e tanguetas batidas. o chill out para mim é isto.
orelhas de burro:

lemon jelly - 64'95' - 2005
sleepmore.....
percebi agora que muitas das minhas crises existenciais são nada mais do que o fruto do acumular de poucas horas de sono e do cansaço que daí advém e que por norma insisto em ignorar.... até ter em mãos mais uma crise de ansiedade. a isso ainda não consigo fechar os olhos. ainda bem, porque a solução para esse problema passa mesmo por fechar olhos e apagar durante doze horas. tudo como dantes, é para lá que sigo. i'm good now, como o bob schneider e o santo antónio. we're going the distance, we're going for speed...... travão de mão.
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